Fala, garoto!
Olá, amigos e amigas. Após 18 horas de peregrinação por aeroportos, aviões e, literalmente, malas, estou de volta. Como já anunciara, não vi, não ouvi, não sei de nada sobre a décima-segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Para não parecer totalmente ignorante, li rapidamente que o Grêmio 4 x 4 Flu foi uma bela partida. Que o São Paulo assumiu a liderança, após tropeço do Cruzeiro. E que nos clássicos os reservas do Vasco venceram o Flamengo e o Palmeira pôs mais lenha na crise do Corinthians. Mas só sei isso. Mais nada. Por isso, quem comenta são vocês, que viram, leram e ouviram tudo. Nada mais justo e transparente. Ah, os comentários foram postados por ordem de classificação.
- Os gols que sobraram no Olímpico, faltaram no Mineirão. O Goiás estava mais preocupado em se defender do que tentar fazer um gol. O Cruzeiro com teve inúmeras chances de fazer um gol, mas o preciosismo de Alecsandro que errou um pênalti, o ãrbitro mandou cobrar de novo e esse "craque" conseguiu errar de novo, sendo que o cobrador oficial é o Wágner. O Cruzeiro continua bem no Campeonato, mas anda empatando jogos em que seus atacantes continuam errando muitos gols. (Lucas Chiari)
- Eu não reclamo de arbitragem, são todos fracos... erram porque erram... mas confeso que não entendi o critério do arbitro de Flu x Grêmio. O cara expulsa um jogador do Grêmio, todo o time parte para cima, xinga, ofendem, tumultuam e ele no final pra compensar deu 4 minutos de acréscimo. Beneficiou o infrator claramente, como diz o Gerson nota zéeeeeeeeeeeeeerrro… (Ed, torcedor do Fluminense)
- Que jogo chato! Dois times ruins (e olha que um deles vai entrar pra história como Campeão da Copa do Brasil)... Meu Vascão só teve um lance de perigo a gol: o próprio gol Paulão)... O Flamengo fez mais, ou melhor, teve mais chances, porque a finalização foi brincadeira: canela, chuta chão, etc... (Rodrigo Santos).
- Vibrante jogo do Palmeiras! Excelente partida de Edmundo, que vibra, luta e trata e passa a bola com qualidade, carinho, sabedoria. Gosto muito dele quando não é jogo contra o São Paulo. O Corinthians começou como um foguete. E, pra complicar pro Porco, Marcos foi atingido por Rafael Moura num choque com 1’50” de jogo. Depois de 4 minutos em atendimento, foi pro vestiário de maca e entrou Cavalieri, o 3º goleiro. Carlos Alberto estava solto, veloz e criativo. Tite só corrigiu essa liberdade toda depois de uns dez minutos, e a partir disso o jogo ficou equilibrado. No final, Edmundo, claro, deu a bola açucarada pra Paulo Bayer marcar, em posição legal, legalíssima.
Até amanhã!
Alô, pessoal. Já é noite de sábado em Amsterdã. Minhas curtas férias chegaram ao fim. Desembarco amanhã à noite no Rio. Não a tempo de ver a rodada do Brasileirão, mas dará para postar um bom comentário, de carona com a opinião de vocês sobre todos os jogos e outros assuntos do mundo esportivo. Exatamente como fizemos na rodada do meio de semana. A partir da próxima quarta-feira, aí sim, poderei ver as partidas e pitacar. Por enquanto, porém, a bola está com vocês.
Européias
Troféu Babalorixá - 2006 (Décima-segunda rodada)
Pessoal, para adiantar, seguem os jogos do fim de semana. Por favor, aqui é só para os palpites. Os outros assuntos, inclusive a rodada de ontem, no post abaixo. Façam isso, por fabor. Eu e Ian Sena agradecemos. AH: assim que possível publicaremos as parciais.
De novo!
Bom, nem vou me alongar. Não vi nada. Só li, agora cedo. Mas Flamengo, em casa, e Vasco, fora, levaram duas sovas. Não posso dizer se o placar é exagerado ou não. Isso deixo com quem viu. Mas está claro que os problemas, camuflados pela surpreendente ida à final da Copa do Brasil, seguem intactos. E o Santa ganhou do Goiás, de Antonio Lopes. Vida longa à recuperação do Cobra Coral. Ah, em tempo: antes de dizerem que estou de má vontade com os cariocas lembro que hoje cairiam dois paulistas (Palmeiras e Corinthians) e dois nordestinos (Fortaleza e Santa). Mas ainda faltam 27 rodadas... E vamos ao que acharam nossos blogueiros
“A grande diferença entre Flamengo e Paraná foi que o time de Curitiba tinha um goleiro, e nós não. Todas as bolas que foram no nosso gol entraram. O Flamengo fez um bom primeiro tempo, teve um pênalti não marcado e levou o gol na única jogada de ataque paranista - em um golpe de vista do mão de alface (Diego). No segundo tempo, o ridículo segundo gol paranista acabou com o jogo. Depois o mão de alface perdeu uma dividida e fechou mal o ângulo. 4 a 1. Depois do terceiro gol o time se perdeu, mas é uma formação que pode ser aprimorada. “ (Pedro Migão, torcedor do Flamengo)
*Ninguém comentou, mas eu pitaco sem ver. Antonio Lopes não consegue dar uma cara para esse time do Goiás (atenção, Dona Elza!). E o Cobra Coral, finalmente, acordou e deu uma picada certeira. Que siga assim! O Nordeste precisa do Santa Cruz na primeira!” (Lédio Carmona)Fala, blogueiro!
Poucas surpresas no retorno do Brasileirão. Ganharam todos os favoritos - São Paulo, Cruzeiro, Internacional e Fluminense. Perdeu apenas um: o Santos (Figueirense 2 a 1). Pelo saldo de gols, a Raposa segue líder, com os gaúchos com o mesmo número de pontos (24, mas com saldo de gols inferior: 14 a 7). O Botafogo arrancou empate no ABC, assim como o Fortaleza na Arena da Baixada. No total, 17 gols em sete jogos (média de 2,4). Melhor do que a da Copa do Mundo...Agora vamos à análise dos blogueiros nos jogos por ele comentados. Nos restantes eu dei uma palhinha superficial, pois, como ainda estou viajando, não pude ver nada:
Internacional 2 x 0 Ponte Preta - Gols: Alex (27') e Ceará (63')."Nenhum gaúcho pitacou. Pelo que me informei, valeu o mando de campo. O Inter venceu com segurança. Por sinal, ótima campanha, com sete vitórias, três empates e só uma derrota, Juntinho ao líder Cruzeiro". (Lédio Carmona).
Fluminense 3 x 2 Juventude – Gols: Christian (27’), Gabriel Santos (35’), Christian (40’), Roger (72’) e Juliano (74’).
Figueirense 2 x 1 Santos – Gols: Soares (21’), Rodrigo Tiuí (57’) e Cícero (64’)
Holandesas
* Rodada cheia ontem pela Série B. Destaque para o Náutico, líder isolado, com 21 pontos ganhos. É muito bom ver o Timbu com a cabeça erguida novamente, após a catástrofe dos Aflitos ano passado. Logo depois, Sport Recife (19), Avaí (17), Brasiliense (17) e Guarani (17). O Galo tropeçou de novo e está com apenas 15. Lembro que só sobem quatro...
* Mais uma do futebol europeu: o Real Madrid quer Luca Toni, da Fiorentina, e oferece... US$ 20 milhões. É brincadeira...
Muita curiosidade...
Amanhã teremos a primeira rodada do Brasileirão pós-Copa. Aqui, de Amsterdan, leio poucas coisas na internet, mas confesso que tenho alguma curiosidades e uma certeza.
* Muita curiosidade para saber se o Palmeiras voltará a ter postura de grande.
Mexa-se, Fifa!
Apenas previsões
Fiz uma rápida análise da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro e cheguei à conclusão de que, por mais que alguém arranque muito de agora em diante, dificilmente o título escapará das mãos de um dos cinco primeiros colocados. Pela ordem: Cruzeiro (21); Internacional (21); São Paulo (20); Fluminense (19); Santos (18). Todos têm uma base e estão, relativamente, em paz. Além de terem equipes acima da média. Corinthians? Passo... Goiás? Sul-Americana? Outros cariocas? Meio da tabela? Palmeiras? Caso se dedique, escapa do rebaixamento? Atlético-PR e Santa Cruz? Hum...
Troféu Babalorixá (Décima-primeira rodada)
Adeus, Copa do Mundo. Alô, Brasileirão-2006. Após dez rodadas disputadas e mais de um mês parado, a principal competição do calendário nacional está de volta já nestas quarta e quinta-feiras. Serão dez jogos. Só para lembrar: Cruzeiro e Internacional lideram, com 21 pontos ganhos. E no já tradicional Troféu Babalorixá quem está na frente é o brasiliense João Luiz Holanda, com 47 pontos. Mas tem gente coladinha nele. Segue o resultado parcial do nosso bolão, a planilha completa e, por fim, os pedaços para a rodada do meio de semana. Bom retorno a casa per tutti (não dá para esquecer tão rapidamente do Mundial...)
Agora, caso tenha interesse, clique aqui e veja toda planilha: Planilha babalorixa 2006 rodada 10.xls
Enterro dos ossos
Olá, pessoal. Primeiro um aviso: estou indo hoje para Amsterdan. Fico lá até domingo. Nesse período o Jogo Aberto não pára. Teremos comentários todos os dias e, na medida do possível, principalmente se depender das condições tecnológicas, poderei interagir com todos.
Agora, as dívidas. Primeiro o Bolão da Copa. Henrique Badan ganhou de novo. O cara não é mole. Fernanda (parabéns!) ficou em segundo. César Augusto em terceiro. Ian Senna em quarto. Hoje à noite, mais tardar amanhã cedo, postarei o Troféu Babalorixá, já de olho na rodada de quarta-feira do Brasileirão. Resultado final:
Bola de ouro - Zidane - 2012
O tetra veste azul
Há duas visões para essa final de Copa. Lédio Zottolo, o descendente de italiano, com origens em Aquapezza, torceu muito e, apesar do pé torcido (que final!), comemorou muito o tetracampeonato mundial da Azzurra. Lédio Carmona, o jornalista, normalmente rigoroso teve da decisão a mesma opinião sobre todo Mundial: frustrante. Esperava mais. Da competição, das seleções, dos craques, dos árbitros, da Fifa e até da imprensa. Enfim, quem manda ser exigente. A final do Estádio Olímpico de Berlim foi emocionante no momento dos hinos, boa nos primeiros 20 minutos, equilibrada na segunda metade do primeiro tempo, tensa no segundo tempo, histórica e dramática na hora da expulsão de Zidane e dominada pelos franceses na prorrogação. Mas havia um Buffon no meio do caminho e, nos pênaltis, a Itália teve a sorte que lhe falou em 1994.
Para não dizer que só resmungo vamos aos fatos positivos: foi a Copa de maior mobilização popular da história; a Copa do casamento entre povo e time da casa (as cenas do time da Alemanha no Portão de Brandenburgo hoje cedo ficarão marcadas para sempre); a Copa da heróica, digna, renovada e unida Alemanha; a Copa que revelou o carisma e a simpatia de Jurgen Klinsmann; a Copa que deu moral a Portugal e mais prestígio a Felipào; a Copa das despedidas; a Copa de Zidane (até mesmo pela cabeçada em Materazzi – quem um dia esquecerá?); a Copa em que a Azzurra atacou; a Copa do Grosso; a Copa do impecável apito argentino; a Copa do salsichão; a Copa azul; a Copa dos zagueiros. Enfim, a Copa em que, por motivos de cabeçada maior, o escriba mudou seu voto de melhor jogador da competição em cima da hora (por sinal, mudei até a minha seleção). No lugar de Zidane, voto em Buffon, goleiro com cara, jeito e e carisma de Dino Zoff,
Assim foi o primeiro tempo. No segundo, a Itália recuou. A França avançou só um pouco. Henry se soltou e passou a tentar uma mágica; Zidane acertou cabeçada e fez Buffon fazer uma defesa de filme. Até que... Aí, está ele de novo. O que o italiano teria dito para Zidane? O Fantástico poderia investir nessa leitura labial., Até porque ela rendeu uma cabeçada de Zizou pelo meio da cara do zagueirão da Azzurra. Elizondo não viu. O auxiliar dedurou. Acabara, de forma trágica, dramática, melancólica e com lágrimas de arrependimento, a carreira de um fora-de-série. Zidane foi expulso. Uma lástima.
O jogo de Jurgen
Foi o sábado do merecimento. Jurgen Klinsmann, o carisma em forma de treinador, merecia tanta alegria; os jogadores alemães, heróicos, dignos e cheio de vergonha na cara, tiveram um prêmio mais do que justo; o povo alemão, tão deprimido após a dramática derrota para a Itália, levantou a cabeça, sacudiu a poeira e comemorou a conquista do terceiro lugar como nunca ninguém jamais fizera na história da Copa do Mundo. Em Stuttgart, a Alemanha venceu Portugal por 3 a 1 (três gols de Schweinsteiger) e confimou o seu lugar no pódio da bola. Com absoluta justiça.
Sobre o fato de eu ter escrito que os três gols foram de Schweinsteiger: assim como 0 a 0. eu detesto gol contra. De fato, Toru Kamikawa, árbitro japonês, pôs gol contra de Petit na súmula. Se eu estivesse fazendo um texo oficial seguiria essa decisão equivocada, por respeito aos registros oficiais. Mas, como o blog é uma obra aberta, prefiro dar o segundo gol para o Schweinsteiger, até porque ele chutou para o gol. Se a bola entraria ou não sem o desvio é outra história. Mas sua intenção era marcar. Abraços e bom domingo para todos.
Vamos falar de...
Pessoal: para ajudar o meu cansaço e, principalmente as minhas costas, e dar um refresco para quem está por aqui com Copa do Mundo, segue uma série de temas para debate livre e aberto. Entre parênteses, o pai de cada sugestão:
Bolão & Portão
Pessoal. Vamos à ultima rodada do bolão. E a final está emocionante, com Henrique Badan a apenas um ponto de Fernanda. Seguem os jogos finais, o resultado parcial e a planilha completa:
Por que vou votar em Zidane?
Tenho andado numa fase de justificar as minhas preferências. Então vamos lá:
7. Ah, mais uma coisa: Rafael Castello Branco me pergunta se dá para comparar Zidane com Maradona. Não, não dá, amigo, Diego foi muito melhor. Com todo respeito.
Craque da Copa
Dia corrido em Berlim. Muitos eventos de Dona Fifa. Enquanto almoço, antes da coletiva que anunciará o juiz da decisão entre França e Itália e o novo modelo do ranking de seleções, apresento mais uma lista a você. São os 10 jogadores, escolhidos pelo Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, e que concorrem à Bola de Ouro, prêmio oferecido ao Craque da Copa. Quem vota somos nós, jornalistas credenciados.
O Mundial é azul
A Copa do Mundo será azul. França e Itália farão a inédita final, domingo, aqui em Berlim, no Estádio Olímpico. A segunda semifinal, disputada no Alianz Arena, em Munique, não foi tão arrebatadora quanto o histórico duelo entre Alemanha e Itália. O empate teria sido o resultado mais justo, mas faltou poder de fogo a Portugal (ou um atacante mais competente do que Pauleta) para chegar ao empate. Experiente, a França fez 1 a 0 no primeiro tempo (Zidane, de pênalti) e depois administrou a pressão lusa. O portugueses, sob comando de um aborrecido Luiz Felipe Scolari, terão que fazer o sempre enfadonho jogo pelo terceiro lugar, sábado, contra a Alemanha, em Stuttgart. Prometo não ver.
Quatro minutos depois, a falha, a meu modo de ver, de Larrionda. Sagnol empurrou Christiano Ronaldo no momento em que o luso-boy iria cabecear. Pênalti. O uruguaio mandou seguir. E Felipão bufou. Fim do primeiro tempo. E a Copa começa mesmo a ter o tom completamente azul.
Day after
• A idéia foi do figueira-rubro-negro Rodrigo Herd. Vamos eleger a nossa Seleção da Copa do Mundo e depois compará-la com a da Fifa, provavelmente divulgada amanhã. Então: pitacos abertos. E vamos mostrar aos burocratas que nosso time é melhor. O meu: Ricardo, Zambrotta, Juan (Ricardo Carvalho), Cannavaro e Sorin; Frings, Vieira, Pirlo e Zidane; Figo (improvisado) e Klose. Se decidir a Copa, eu mudo e ponho Henry no lugar de Klose. Mas acho errado o artilheiro do Mundial não estar no time.
53 pontos
Isso é Copa!
A Copa-2006 teve hoje, em Dortmund, a sua noite mais espetacular. Alemanha e Itália fizeram uma semifinal com cara de Mundial. Histórica. E dramática. Impossível não se empolgar. Ganhou a Azzurra. Após mais um 0 a 0 no tempo normal (com a diferença de que a partida foi boa) e um 2 a 0 na mais disputada prorrogação dos últimos tempos. Foram 30 minutos de exceção. E, a dois minutos do fim, a Itália matou o jogo no qual sempre foi melhor: Grosso fez um dos gols mais finos do centenário calcio e, nos segundos restantes, Del Piero sacramentou.
Para piorar, a Alemanha sentiu o jogo. Como já acontecera contra a Argentina. O ataque, Podolski e Klose, não funcionou. Ballack errou muito. Schneider cansou rápido, Lahn voltou a ser Lanh. Frings não estava em campo. Não sobrou nada. Apenas a reza por novos milagres de Lehmann, que até aconteceram, ou por uma chance de gols fortuita, que também surgiu.
Itália, finalista, 2 a 0, após a melhor partida da Copa. A Alemanha caiu de pé. O final foi emocionante, tanto quanto a bola rolando. Jogadores alemães aos prantos. Torcedores, primeiro, em silêncio, em estado de choque. Depois, aos prantos. E, mais adiante, na mais absoluta prova de desportivade, civilidade e grandeza, todo estádio aplaudindo os derrotados, com o mais absoluto respeito, e também os vencedores. A chanceler Ângela Merk seguiu o exemplo. O primeiro-ministro italiano Romano Prodi, também. Franz Beckembauer deixou de ser Kaiser e quase sucumbiu à emoção. Mas conseguiu ficar firme.
Fogueira das vaidades
O último que apague a luz. Agora foi Roberto Carlos quem avisou que não joga mais pela Seleção Brasileira. Em seu site oficial, ele explicou o polêmico lance do gol de Henry, no qual ele não acompanhou o atacante francês: "Sobre a jogada do gol, muito se fala, mostram imagens, mas meu posicionamento estava correto. Era o que eu tinha que fazer, mas por uma falha tática nossa não deu certo. Não foi apenas por isso que saímos da copa, foram 90 minutos em que as coisas não deram certo."
Vou tentar novamente...
Como algumas pessoas não entenderam nada do que escrevi ontem, republico a resposta que enviei ao companheiro Ricardo Postiga, de Portugal, sobre os motivos de eu não ter apreciado o lado técnico desta Copa do Mundo. De resto, como evento, mobilização popular, integração cultural e afins, foi a maior de todos os tempos. Vamos lá. Nova tentativa:
João, Nélson & Lito
Nosso amigo Lito nos brindou hoje com um presente que, infelizmente, gerou pouca discussão e interesse. Em negrito, a introdução do Lito. Em seguida, o artigo de Nélson Rodrigues sobre João Saldanha. Vale a pena.
Até que se separaram. E quando um inocente do Leblon perguntou à víbora se ele a maltratava, ela urrou:
Outro defeito: - ele fará qualquer negócio para o Brasil ser campeão do mundo e voltar com o caneco de ouro. Dirão vocês:
Copa de segunda
Admito minha total decepção com essa Copa do Mundo. Não me refiro ao fiasco da Seleção Brasileira. Quem me acompanha aqui sabe que não apostava um Euro furado no brilhante esquema de Parreira e no formidável planejamento de Américo Faria. Meu incômodo é com toda competição. Esperava comer filé mignon e, na maioria dos dias, tive que me satisfazer, no máximo, com carne moída. De segunda.
Bolão da Copa (semifinais)

E ainda temos que aturar isso...
• Os jornais do mundo inteiro vibram com a França de Zidane e com o fiasco brasileiro. Já o Olé, de Buenos Aires, para a provocação barata e agressiva. Fica o registro do que é um jornalismo de esquina.
• Como sempre, na derrota o grupo se dispersa. Cada um para o seu lado. Uma panela aqui; outra, ali. E o pandeiro guardado na mala.
• Ronaldinho Gaúcho visita marte: “Até o último minuto buscamos um milagre, mas não saiu. Estou muito triste, com uma grande dor, embora tenhamos lutado até o final. O Brasil nunca decepciona, apesar de nenhum de nós estar feliz com o desempenho neste momento”.
Feliz 2010 (Parte 1)
A diferença do dia 12 de julho de 1998 para o 01 de julho de 2006 foi, basicamente uma. Há oito anos, em Paris, o Brasil não jogou nada, a França jogou muito e Zidane fez dois gols. Hoje, em Frankfurt, a Seleção novamente olhou a banda passar, os francês deram outra exibição, mas Zizou apenas de um show – o gol, o da vitória de 1 a 0, ele ofereceu a Henry. Tudo muito parecido. Da superioridade européia à letargia dos perdedores. Da seriedade vermelha, azul e branca à arrogância que vestia amarelo. O choro do torcedor é o mesmo. A dor de ver um time, forte no papel mas fraco no planejamento, perder um Mundial, idêntica. Enfim, a Copa do Mundo virou Eurocopa. A Fifa agradece. E a história do futebol ganha mais um capítulo rico para ser contado daqui a cem anos com riqueza de detalhes.
Por que o Brasil perdeu para a França e está fora da Copa? Primeiro, vamos ser justos. Os franceses jogaram demais. Muito. Ninguém errou. Uma atuação perfeita no aspecto coletivo. Atacava com quatro jogadores e defendia com oito. Henry, Malouda, Vieira, Sagnol, Thuran, Ribery... Todas estiveram perfeitos. Mas Zidane foi notável. Um desempenho inacreditável. Zizou deu um show. Liderou, lançou, driblou, deu toques de efeito, chapéu. Zidane ajudou o Brasil a ser menos Brasil. Na verdade, ele foi o mais brasileiro dos jogadores em campo. A melhor atuação individual da Copa do Mundo. Faltam dois jogos para Zinedine Zidane largar o futebol e, nesse dia, sábado ou domingo, depende do que acontecer na semifinal contra Portugal, ser reverenciado pelo mundo inteiro.
Enfim, a França jogou muito. E essa foi a razão primordial para a Seleção Brasileira pôr a viola no saco (no caso, pandeiros, tamborins e todo aquele aparato musical que costuma infernizar os meus ouvidos) e voltar para casa cheia de desculpas simplórias e teses pueris para explicar a derrota. As explicações de Parreira, Cafu, Ronaldo & Cia devem ser consideradas o símbolo do óleo de peroba nacional. “Perdemos porque a França jogou melhor”. Ok, turma do “duh”. Seria a mesma coisa de um estudando reprovado dizer que irá repetir de ano porque a prova era difícil. Não há humildade para pôr o dedo na ferida e espremer”. Não jogamos nada”. Quem disse foi Kaká. Parabéns.
Feliz 2010 (Parte 2)
Mas, de volta, por que o Brasil perdeu para a França e está fora de mais um Mundial, como em 1986 e 1998? Esqueçamos a França. Façamos de conta que jogamos contra o time de Mercúrio. Zidane não existe. Até porque o orgulho nacional, com exceções, adora esnobar talento, craque e competência alheios. Por que perdemos? Aos fatos.
Tudo começou e terminou com a teimosia e a auto-suficiência de Carlos Alberto Parreira. Claro que o Brasil poderia perder o título, mesmo que ele fosse um gênio. Mas ele teve quatro anos para montar um time. E descobriu, no mês da Copa, que não tinha nada: padrão, conjunto, jogadas, juventude, preparo físico. Nada. Pior: ganhou jogos iniciais de forma pouco convincente, mas jogou toda a sujeira para debaixo do tapete. Nas oitavas-de-final, ganhou uma linha de impedimento amiga de Gana e subiu mais um degrau. Aí, já era demais. Ou os craques teriam que fazer um milagre.
E não fizeram. Kaká, Ronaldinho Gaúcho e, menos, Ronaldo, não jogaram nada. Muito menos fizeram mágica. E aí os erros se multiplicaram:
Enfim, vida que segue. Eurocopa na Alemanha: Itália x Alemanha; França x Portugal. A Fifa agradece. Essa última frase também tem 13 letras....
O fado de Felipão
Mais um 0 a 0 na Copa do Mundo. Mas, diferentemente dos outros seis, gostei da partida entre Inglaterra e Portugal. Nervosa, muito marcada, disputada palmo a palmo do estádio de teto fechado de Gelsenkirchen. Mas, discordo do meu amigo Emerson Gonçalves (como é bom quando as pessoas apresentam pontos de vista diferente de forma civilizada): os portugueses jogaram mais e mereceram a sorte, além da competência do goleiro Ricardo nos pênaltis. Pegou três penalidades e virou rei de Portugal. Merecido. Apenas terá que dividir a coroa com Luiz Felipe Scolari que, queiram ou não, sabe como poucos unir um time, trabalhar nele e chegar aos objetivos traçados.
Los Hermanos
Nossos vizinhos choram até agora. Não era para ser diferente. A derrota para a Alemanha, nos pênaltis, foi dolorosa. E a imprensa portenha é só lamentos e perguntas:
A prova
Covardia em Berlim
Quando um não quer, dois não brigam. O medo de perder tira a vontade de ganhar. Sei lá... Procure qualquer lugar comum desse tipo e você terá uma explicação plausível para o jogo decisivo de hoje no Estádio Olímpico de Berlim. No intervalo do jogo, com um terrível 0 a 0 no placar, Casagrande desceu, encostou e comentou comigo o mesmo que deve ter dito na transmissão da TV Globo: “Há um excesso de respeito em campo. Os dois estão com medo. Se continuar assim, não sai gol nenhum”.
Se tivesse um pouco mais de audácia e objetividade, a Argentina teria vencido o jogo. Jose Pekerman escalou um time ofensivo. Dois volantes técnicos, Lucho González e Mascherano, Riquelme e Max Rodriguez na armação, com Tevez e Crespo na frente. Surpresa para Jurgen Klinsmann. Marcação na saída de bola. Partida favorável para os sul-americanos, mas que cometeram um erro: não chutava. A Alemanha também criou pouco, quase nada (descontada uma cabeçada de Ballack). A torcida sentiu o aperto, calou-se e o primeiro tempo terminou sem, na prática, ter começado.
No abafa. Klinsmann pôs Odonkor, uma espécie de Denílson alemão; Borowski entrou bem; Neuville, idem. Cruza daqui, cruza dali. Insistência. E cabeçada de Klose, o artilheiro da Copa (cinco), aos 35 minutos do segundo tempo: 1 a 1. Lucho Gonzalez ainda poderia ter matado a partida no fim. Perdeu. Prorrogação. Castigo para quem não soube ganhar. Resultado justo pelo excesso de cerimônia, salamaleques e provocações baratas em campo.
... que não pude ver o jogo da Itália o time desabrocha e consegue a façanha de fazer três gols na Ucrânia!!! Zambrotta e Luca Toni (2) marcaram os gols que levaram a Azzurra à semifinal contra a Alemanha, terça-feira, em Dortmund. Grande clássico. No papel. Até porque depois do exemplo de hoje ninguém pode garantir que dará jogo bom. Bem, quem viu pode comentar aqui. Fique a vontade.
Vai começar (ou melhorar?)
A Copa do Mundo da Alemanha teve uma boa primeira fase. Melhor do que a de 2002. Mas, por incrível que pareça, quando poderia pegar no tranco, piorou nas oitavas-de-final. Bons jogos só Argentina x México, Espanha x França e, pelo conjunto da obra, Portugal x Holanda. Os cinco restantes ou foram muito fáceis, como Alemanha 2 x 0 Suécia, ou muito ruins, caso do inacreditavelmente grotesco empate de 0 a 0 entre Ucrânia e Suíça.
Eu me lembro...
Duas décadas é tempo demais para mudar a vida de qualquer um. Se em apenas uma hora o mundo pode virar pelo avesso, imagine o que pode acontecer em... 20 anos. No dia 21 de junho de 1986, Brasil, de Sócrates, Júnior e Careca, jogou contra a França, de Platini, Fernandez e Bats, no Estádio Jalisco, em Guadalajara. A partida, como agora, era válida pelas quartas-de-final.
Sim... Não... Por que?
Fazer a cobertura da Fifa é um grande exercício de esquizofrenia. Há dias entendiantes, como hoje, quando dois burocratas do departamento técnico da entidade concederam uma das entrevistas coletivas mais chatas da história. Nunca se bebeu tanto café para não tombar diante de grandes descobertas do tipo “ o contra-ataque tem sido a tônica dessa Copa”, “precisamos ser mais rigorosos com o jogo violento” e “no futebol leva vantagem quem tem mais habilidade, velocidade e técnica”. Poxa, que legal. Como diz uma queridíssima amiga, “DUH” para esse cansativos.
Bolão da Copa (Parcial e quartas de final)
Foi bom para você?
Alguma coisa está fora da ordem. O Brasil venceu Gana por 3 a 0, chegou às quartas-de-final da Copa do Mundo e agora enfrenta a França, sábado, em Frankfurt. Mas, de novo, não jogou bem. Ganhou, simplesmente, porque é melhor. Porque, queiram ou não, tem uma defesa segura, volantes sérios, um Kaká que, mesmo sem ser brilhante, sabe ver o jogo como poucos. E porque tem Ronaldo, o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols, um a mais do que Gerd Muller. Em Mundiais, o Brasil quase sempre é Brasil. A camisa tem um peso inacreditável, e isso faz a diferença na maioria das partidas.
Espanha x França
A França virou: 3 a 1 na Espanha. Nas quartas-de-final teremos a reedição do jogaço de Guadalajara, válido pela mesma fase no Mundial de 1986. A diferença é que ao invés de Careca x Platini teremos Zidane x Ronaldo. Imperdível.
Fala, carranca!
Oliver Kahn, amigo dos brasileiros e a maior carranca da Copa do Mundo, deu uma entrevista interessante e sem hipocrisia à revista alemã Der Spiegel. Seguem alguns trechos para o debate. A tradução é de Mariana Bispo, produtora da TV Globo em Munique.
O risco da soberba
O inimigo dorme ao lado. E ronca forte. Não se preocupa com o vizinho e só quer saber de cuidar do seu sono. Quem está por perto, nada representa. Não consta. É inferior. Gana é uma seleção forte. Física e tecnicamente. Mas o maior adversário do Brasil amanhã, no jogo decisivo contra os africanos pelas quartas-de-final, em Dortmund, é sua progressiva soberba. Não de todos. Mas de alguns. E, como o futebol é coletivo, conviver com tamanha indiferença sobre o que gravita ao seu redor pode ser um risco real e imediato. Tenho, porém, uma convicção: se jogadores, comissão técnica e dirigentes recolherem a marra e virem Gana com respeito é bem provável que a vitória venha. Que optem pela alternativa correta.
Tudo parece caminhar bem. O que pega mesmo é a arrogância. Essa é venenosa e pica os que dela se contaminam. Carlos Alberto Parreira, normalmente sereno, foi surpreendido por surdos-mudos no Fantástico xingando a imprensa após os gols de Ronaldo contra o Chile. Leitura labial não tem discussão. E ainda aparece a distribuir orientações óbvias e elogiando Gilberto Silva. Só que, na mesma reportagem, dá a entender a Zagallo que é difícil barrar Emerson. Fácil é ofender jornalistas ou quem mais o contraria. Parreira nunca conviveu com críticas e pressões. Finge que administra, mas se contorce por dentro.
Ele não usa óculos
Na babel do Centro de Imprensa de Berlim, o silêncio geral só foi quebrado pela euforia de alguns colegas italianos. Massimo Franco, meu velho amigo e repórter do TuttoSport, jornal de Turim, veio na minha direção e de Fernando Duarte, correspondente do Globo, com quem via o jogo.
Todos esperavam e nem vou perder muito tempo. O placar mais cotado era 0 a 0. Foi o que aconteceu. Todos esperavam por um jogo ruim. Foi péssimo. Ucrânia x Suíça maltrataram o balão de couro. Não dava para ser feliz. Um tédio. Pragmatismo em excesso. Shevchenko virou um poste na Copa. Até pênalti perdeu nas cobranças finais, Sorte dele que seus companheiros acertaram os outros, enquanto os suíços erraram em excesso. Segue em frente o time de amarelo. O de vermelho saiu. Assim é descrita uma pelada. Foi o que vimos hoje. Itália x Ucrânia, sexta-feira, em Hamburgo. Promessa de mais retranca...
Ultimate Fighting
Claro que os portugueses têm mais é que comemorar. Venceram uma guerra suja e chegaram às quartas-de-final do Mundial, a melhor colocação da equipe desde o terceiro lugar no Mundial de 1966. Mas, fora os vencedores, mais ninguém tem o que festejar. Portugal e Holanda poderiam ter feito um grande jogo, mas acabaram como protagonistas da maior batalha campal da história das Copas. Infelizmente, mais do que o belo gol do ótimo Maniche, herói da vitória lusitana, o que o mundo recordará para sempre serão os 12 cartões amarelos e quatro vermelhos aplicados pelo atordoado russo Valentin Ivanov, sem contar a seqüência de coices, agressões, cotoveladas, patadas e afins distribuídos dentro de campo. E, de novo, o mais lamentável é saber que as duas seleções poderiam ter feito um jogaço. Mas os nervos falharam e consumaram um vergonhaço.
Segundo tempo. Parecia que teríamos futebol. Cocu na trave. A Holanda pressionava. Portugal, até certa forma sereno, procurava contra-ataques. A Laranja chutou o dobro. Mas jamais teve calma e competência para empatar. Ricardo estava diabólico. Pegou tudo. E os holandeses se enervavam. Mas, dessa vez, foi Figo quem surtou. Agrediu um adversário. Ivanov amarelou de novo. Aí, Boulahrouz foi com o cotovelo no rosto de Figo. Amarelo. Como já tinha pela patada anterior, foi expulso.
A batalha de Nuremberg foi assim. Ganhou Portugal. E foi merecido. Pois fez um gol e soube segurar atrás. E, bem ou mal, teve menos desequilíbrio do que a Holanda, a quem faltou até o fair-play básico. Luiz Felipe Scolari chega à décima-primeira vitória seguida em Copas. É o maior recordista entre os treinadores. Cumpriu a promessa, com sorte e competência, e levou Portugal às quartas. E renovará o seu contrato. Queiram ou não, é um técnico empolgante e que sabe mexer com o time.
Cheque especial
A Inglaterra entrou no cheque especial nessa Copa do Mundo. Não pára de dever. Toca a vida para a frente, mas não consegue equilibrar as contas. A vitória magérrima (1 a 0 sobre o Equador, graças a um golaço de falta de David Beckham) foi justa, mas muito pálida para um time que pode ser muito mais forte com os jogadores de qualidade que têm. Tem faltado inspiração e sobrado pragmatismo ao England Team. Estratégia de risco. No dia em que pegar um adversário mais cascudo e que não respeito à coroa britânica, a carruagem real poderá virar abóbora.
Dor coletiva
Parreira não esperava. Estava convicto de que deveria manter Robinho ataque para o jogo decisivo contra Gana. Ele gostou da movimentação do ex-atacante do Santos e da personalidade que mostrou nas partidas. Mas Robinho sentiu o pior dos problemas para uma competição de tiro curto como é uma Copa do Mundo. Problemas musculares são difíceis de serem tratados. Amanhã Robinho faz exame numa clínica, mas ninguém conta mais com ele para o jogo contra os africanos. Talvez nem para as quartas-de-final, caso o Brasil vença. E fica a pergunta: quem entra?
Joe ou Max?
Drama em Leipzig. Argentina e México fizeram um jogo típico, com certificado de Copa do Mundo. Equilibrado, disputado, mordido, tenso, catimbado... Totalmente marcado pelo imponderável e pela imprevisibilidade que só o futebol oferece. Era desespero por todo planeta. Em Buenos Aires, por razões óbvias. Na Cidade do México, idem. No Brasil inteiro, a secação foi geral. Na Alemanha, ninguém queria enfrentar os argentinos na próxima sexta-feira... Mas não teve jeito. Após empate de 1 a 1 no tempo normal, a Argentina achou um gol na prorrogação. Um golaço. Obra de arte assinada pelo artista Max Rodriguez e acabou com os ousados planos do sombreiro mais sonhador de todos os tempos. Los Hermanos seguem; Los Muchachos se vão. Assim é o Mundial.
No início, o jogo foi todo mexicano. Ricardo Lavolpe pôs o time para marcar pressão e acabou com a saída de bola dos adversários. A bola não saía da área de Pato Abondanzieri. Até que, no segundo pau, Rafa Márquez fez 1 a 0, aos seis minutos. A sorte da Argentina é que Borghett foi evitar a cabeçada de Crespo, deu azar e fez contra. Logo em seguida, aos 10m. O árbitro, enroladíssimo, Massimo Busacca errou ao dar gol para Crespo.
Enfim, Busacca à parte, o jogo foi ótimo, intenso e emocionante. Tevez melhorou a Argentina de novo, ao substituir Saviola. Sorin jogou muito. Ayala bateu demais. E Max Rodríguez fez o segundo gol mais bonito da Copa até agora, com um chutaço de fora de área, O gol que decidiu a guerra latina na Copa. E que fará Berlim parar na próxima sexta-feira com um duelo espetacular nas quartas-de-final entre Alemanha e Argentina. Um clássico que já decidiu duas Copas. Imperdível.
O mundo encantado da Alemanha
A Alemanha está encantada. É impossível saber qual é o limite dessa magia ou mesmo se alguém terá como neutralizá-la nesse Mundial. Talvez seja a força das ruas. Torcedores alemães eufóricos como há pelo menos dez anos, desde a conquista da Eurocopa, não estavam. Quem sabe a aura do Kaiser Franz Beckembauer, aniversariante de hoje. Pragmaticamente, também é certo dizer que os bons jogadores do time (e não são poucos) têm jogado muito bem e que os maus (que são alguns) por enquanto estão rompidos com os equívocos. E não dá para negar que a Alemanha está com sorte. De time grande. Some-se tudo isso e poderemos entender um pouco melhor como os donos da casa venceram tão bem ( 2 a 0) a Suécia, agora a pouco, em Munique, e se classificaram para as quartas-de-final da Copa do Mundo.
A Alemanha, não. Sempre foi grande. E conseguiu transformar um time de mediano para bom numa afinada, pragmática e motivada equipe de futebol. No Alianz Arena, o jogo foi resolvido em 12 minutos. Não era dia de gol de Klose, com ótima partida como pivô, mas sim de Lucas Podolski. O artilheiro serviu e ele ensacou. Duas vezes. Chegou a três gols no Mundial. Klose tem quatro. Esse é o ataque. Artilheiro e vice da Copa. Não dá para evitar o medo.
O problema é que até agora não erraram. E a turma da frente só brilha. Assim como a sorte, escancarada no momento em que Larsson chutou um pênalti nas nuvens, logo no início do segundo tempo, num lance que poderia mudar a cara da partida. Como também os torcedores, entusiasmados. Agora, a Alemanha treina uma semana para enfrentar, sexta-feira, aqui em Berlim, Argentina ou México. Quem sabe até lá Oliver Kahn fique menos emburrado. Que “latinha” era aquela no banco de reservas? Be cool, man. Ronaldo está longe. Por enquanto.br/>/>
Bolão da Copa (resultado parcial)
Olá, pessoal. Seguem os primeiros colocados após o fim da primeira fase. No fim, basta clicar no link para acessar toda planilha. Abraços.
Com que time ele vai?
* A grande questão na Seleção Brasileira é saber qual time Parreira lançará em campo terça-feira, em Dortmund, contra Gana. O país quase inteiro quer que ele mantenha o que goleou o Japão. Boa parte da mídia, também. O treinador está entre a cruz e a espada. Sua primeira opção é voltar atrás. Não diz claramente, mas os indícios não deixam muitas dúvidas. Mas sabe que essa decisão pode levá-lo à glória ou ao cadafalso. Se ganhar com os figurões, fica por cima de novo. Se perder, será execrado. O que fazer?
* Bom: não pude ver os jogos de França e Suíca. Ambos ganharam seus por 2 a 0 contra, respectivamente, Togo e Coréia do Sul. A Suíça, primeira do grupo e sem tomar nenhum gol, agora enfrenta a burocrática Ucrânia. E a França pega a Espanha, num bom clássico. Pitacos, por favor. Eu não vi nada...
A Fifa e o Bolão
Para não atrapalhar a vida de ninguém (só a do Ian), vamos fazer o Bolão das oitavas em duas partes. Amanhã é fim de semana, muita gente sai cedo e não poderia postar de suas residências. Minha proposta: vou postar agora os seis jogos já definidos. Aqueles que não puderem pitacar todos hoje, podem fazer só com os que já são conhecidos e darem um jeito de postar os outros dois até a manhã (10 horas) de segunda. Já para os que conseguem acessar de casa hoje à noite ou até amanhã cedo, sugiro que postem após a tabela estar totalmente completa. Enfim.... Basicamente, vai sobrar para o Ian...
• De Rossi, o carniceiro italiano, levou quatro jogos de suspensão pela cotovelada em McBridge. E ainda terá que pagar E$ 9 mil. Bobagem, pois não sairá do bolso dele. Mas entrará no da Fifa.
• A questão do aparato tecnológico para avaliar se a bola entrou ou não. Como sempre, a Fifa diz que o assunto está em desenvolvimento. Há duas opções: a bola inteligente, com um chip interno que resolveria a questão, ou câmeras especiais dentro do gol, sugestão da Federação Italiana. Daqui a uns cinco anos isso se resolve...”
* O Estádio Olímpico de Berlim, tão tradicional e histórico, não merecia ser palco de uma pelada do tamanho de Ucrânia 1 x 0 Tunísia, gol de pênalti de Shevchenko. Eu vi esse jogo. Credenciado, bem localizado na tribuna de imprensa. Lamento por quem pagou car para ver esse lixo, com certeza a pior partida da Copa. Não vou perder meu tempo com essa mácula no Mundial. Não mesmo. E os ucranianos, com uma bolinha miudinha, seguem em frente Sabe-se lá como.
True lies
Melhor do que a encomenda. Começou com gosto de bucho e terminou com o sabor de um bom yakisoba, se possível com frutos do mar. Fica a pergunta de sempre: Carlos Alberto Parreira saberá fazer a sua digestão e tirar lições e, principalmente, conclusões corretas após a tranqüila goleada de 4 a 1 sobre o ainda (até quando?) inocente Japão? O técnico do Brasil experimentou (aleluia), ousou e agora pode aproveitar alguma coisa do que viu. Assim espero. Ganhar dos pequenos japoneses, apesar do símbolo que é Zico no outro banco de reservas, representa muito pouco em termos de resultado. Ok. O Brasil terminou em primeiro, com nove pontos, fez sete gols, só tomou um... Mas o importante é não sentar sobre essa vitória banal e sim aprender com ela.
• Ronaldinho Gaúcho ainda deve. De novo fez uma boa jogada no gol de empate (belo lance, que ainda contou com Cicinho até a conclusão de Ronaldo), mas ainda exagera no preciosismo.
• Mas Juninho Pernambucano merece ser titular (golaço, com a ajuda do bondoso Kawaguchi). Simples. Eu o escalaria ã frente de Emerson e Zé Roberto, avançaria Kaká e poria os dois Ronaldos no ataque,
• Meu time preferido, o que, garanto, não será o de Parreira (até porque quando eu digo que é vermelho, ele jura que é azul): Dida (pensar em outro é perder tempo), Cafu, Lúcio (idem), Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Juninho Pernambucano e Kaká; Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho.
Black Stars e Azzurra
A letra do Grupo da Morte estava errada. Não era o C, mas sim o E. Enquanto Argentina e Holanda passaram fácil, na outra chave o drama durou até a última rodada. Eram três seleções fortes para duas vagas. Itália, Gana e República Tcheca. As duas primeiras se classificaram. A outra, não. Uma pena, pois é uma grande seleção. O problema é que só havia duas poltronas para três passageiros. E, nesse caso, senta quem é mais rápido e não comete erros no meio do caminho. Os tchecos foram pedir água para a aeromoça antes de confirmar assento e, quando viram, os africanos já haviam entrado com tudo. O jeito foi descer do avião e esperar por novo vôo, daqui a quatro anos.
Gana é forte. Ganhou com justiça dos Estados Unidos. Foi o jogo dos parrudos técnicos contra os parrudos toscos. Os africanos são fortes e jogam. Os americanos são strong e ainda não jogam. Dramani fez 1 a 0. Beasley empatou e o árbitro alemão viu um pênalti inexistente de Olyew em Pimpong ainda no fim do primeiro tempo. Gol de Appiah. Não dá para dizer que Merk ajudou Gana. Até porque, por causa de um cartão amarelo logo no início do jogo, ele deu uma mão e tanto para a Seleção Brasileira.
“Essa é a Itália que eu gosto. Essa é a Itália que eu conheço. Tanto tempo esperando esse tempo, meu Deus. Deixa eu retrancar que eu mereço”. Com licença, Beth Carvalho. Mas essa é a Azzurra perigosa de sempre. Primeira, com sete pontos. Cinco gols marcados, apenas um sofrido.
Gato mestre
Apenas como exercício de futurismo, veja como ficaria as oitavas-de-final, se partirmos do óbvio, e depois o caminho a partir das quartas, semifinais e finais:
0 a 0: ninguém merece
Gostei do jogo, gostei do clima, de tudo. Só o resultado estragou a partida entre Argentina e Holanda. Numa boa: ninguém merece um 0 a 0 (é quinto da Copa). Que me perdoe o Emerson Gonçalves, mas jogo sem gols é frustrante demais. Até porque são duas ótimas seleções, jogaram para frente, criaram chances, mas levou vantagem o lado mais mala do futebol: o placar em branco. Melhor para os argentinos, primeiros do Grupo da Morte pelo critério do saldo de gols e que sábado enfrentam o México, em Leipzig, pelas oitavas-de-final. Pior para os holandeses, adversários de Portugal, de Felipão, na mesma fase. Mas ambos, até mesmo a Laranja Mecânica, pode passar à próxima fase. Até porque tem uma equipe mais forte do que a portuguesa.
O gaúcho é de ponta!
Portugal 2 x 1 México. Os portugueses terminam em primeiro lugar no Grupo D, com três vitórias (100% de aproveitamento). Agora, imagino, devem enfrentar a Holanda (a confirmar daqui a pouco). Portugal é a cara do seu grande treinador. Queira ou não o nosso querido amigo lusitano Ricardo, tão prestativo para detonar um pentacampeão mundial, Luiz Felipe Scolari é técnico de ponta. Trabalhou em dez partidas de Copa. Ganhou todas. Se vai à frente, não sei. Mas por que não? Ele é bom e tem bons jogadores, como Deco, Cristiano Ronaldo e Figo. Poderia ter tido a sorte de pegar um adversário mais débil nas oitavas, porém a disputa está abeta. E, se Felipão está na trincheira, eu vou com ele.
Bolão da Copa (parcial após a segunda rodada)

Bom jogo
A Inglaterra saiu no lucro. Tem vários grandes jogadores, uma das melhores gerações da sua história, mas o time ainda não encaixou. Fez um bom primeiro tempo contra a Suécia, até jogou melhor e foi premiada com o gol mais bonito da Copa até agora. Joe Cole assinou uma obra prima. Matou a bola e, de primeira e de fora da área, acertou um chutaço, no ângulo de Isaksson.
É bom respeitar
Mané Garrincha tinha certa razão quando disse a Nilton Santos que a Copa era um torneio mixuruca. Na verdade, em alguns aspectos, é parecido com todos. Normalmente quem tem o melhor time é favorito. A camisa pesa. E jogar em casa é uma trunfo incomparável. Igual a um bom jogo no Brasileirão. Só que esse último detalhe faz ainda mais diferença num Mundial. Ter a torcida a favor é uma dádiva. Uma país inteiro é capaz enfeitiçar jogadores medianos e fazê-los terem dias de exceção. A Alemanha está mobilizada para levar a sua seleção ao tetracampeonato mundial. Se conseguirá, não dá para prever. Mas que ajudará demais, não tenham dúvida. Quem estava hoje, no Estádio Olímpico de Berlim, saiu convicto. A massa germânica está de braços dados com o time. E aí, amigos, junte isso com a tradição daquela camisa branca e com a capacidade técnica de alguns jogadores e vocês logos verão que a Alemanha pode chegar, sim., Bem longe.
Mas quando os ídolos aparecem, é de arrepiar. O locutor oficial do estádio só dá o primeiro nome. E o estádio inteiro completa. “Miroslav... (gritava o animador)... KLOSEEEE”, urrava a massa. “Lucas... (PODOLSKIII.....).... Na hora de Ballack é “Ba-ba-ba-Lack.........” E até eles precisam soletrar o nome do ótimo jogador do meio de campo quando precisam incentivá-lo. Mais ou menos assim: “Schweins-Teiger!”
Alternativas...
Frei, Sheva & Torres
Segunda-feira sem surpresas na Copa do Mundo. Mas com bons jogos e atuações convincentes dos vencedores. Primeiro, logo cedo, em Dortmund, a Suíça derrotou Togo, já eleito o time mais mala da competição, por 2 a 0.. Chegou para reclamar, choramingar e jogar pouco. Os suíços, com aquele futebol pragmático, calculista e mecanizado, ganharam por 2 a 0, gols de Frei e Barnetta, e assumiram a liderança do grupo ao lado da Coréia do Sul, com quatro pontos. Na última rodada, a Suíça joga contra os coreanos. Quem ganhar fica com a vaga. Se houver empate, a tendência é acontecer um tríplice empate na chave, pois a França derrotará Togo. A ver.
Depois, a Ucrânia mostrou que não era uma fábula. Perdeu por 4 a 0 para a Espanha na estréia mas devolveu o mesmo placar hoje, diante da sempre esquálida Arábia Saudita. Os ucranianos têm Shevchenko e isso pode fazer a diferença na última rodada, sexta-feira. Os gols foram de Rusol, Rebrov, Sheva e Kalinichenko, dois em cada tempo. A Ucrânia tem três pontos; a Tunísia, um. E os dois disputam a segunda vaga do Grupo H, sexta-feira, em Berlim. A Ucrânia, basicamente, joga por um empate.
Para fechar o dia, já noite na Alemanha, um jogo muito bom entre Espanha e Tunísia. Os africanos fizeram 1 a 0, mas a Fúria calou a boca de quem duvida dela e virou, com personalidade no segundo tempo, com gols de Raúl, que entrou muito bem, e dois de Fernando Torres, ótimo goleador e artilheiro da Copa até agora, com três. A Espanha está classificada e, diferentemente de outros Mundiais, tem uma geração que promete. Cesc Fábregas, Fernando Torres, Villa... Nomes que seduzem. Que os espanhóis aproveitem desta vez.Bolão da Copa (terceira rodada)
A vitória do masoquismo
As vitórias chegam; o futebol, não. O Brasil ganhou mais uma na Copa da Alemanha, já está classificado para as oitavas-de-final e poderá treinar quinta-feira, em Dortmund, contra o Japão. Mas, de novo, o time não jogou bem. Derrotou a Austrália por 2 a 0 (gols de Adriano e Fred), porém, como na estréia contra a Croácia, a atuação só entusiasmou a quem se contenta com pouco. Com migalhas e restos de uma equipe que pode render muito mais, mas parece travada, auto-confiante demais e cheia de defeitos a serem corrigidos até o jogo das oitavas-de-final, provavelmente em Dortmund.
O Brasil tem problemas. E, de novo, Parreira transmite a noção de que não vê. Os laterais não apóiam e cansam rápido. Jogam na metade do campo. Juan está seguro; Lúcio, inseguro, como de hábito. Emerson e, principalmente, Zé Roberto seguraram as pontas na cobertura. E, do meio para frente, o jeito é rezar para que o talento nacional faça a diferença. Não há jogadas. Não há dinâmica. Não há conjunto. É cada um por si e, na hora das comemorações, todos juntos vamos embalar neném. O Brasil é coletivo para festejar e individual para jogar.
Jogo duro no primeiro tempo. A Austrália é o mais britânico país da Copa. A Inglaterra evoluiu tecnicamente e os Socceroos assumiram o papel que era de Escócia e das Irlandas. Chuveirinho, paciência em busca do erro do inimigo e muito jogo duro. Quase rugby. Para piorar, o Brasil caiu na pilha. Irritou-se. Bateu boca. E criou pouco. Assim como os adversários peso-pesados.
Parreira tirou Ronaldo e pôs Robinho. De novo o time melhorou. Emerson cansou e entrou Gilberto Silva. Ronaldo esteve um pouco melhor do que contra a Croácia, mas ainda longe de ser o artilheiro que é. Ronaldinho Gaúcho deveu. Kaká piorou. E Adriano definiu. Assim foi o quadrado mágico. No fim, a sorte: Robinho chutou na trave e a bola caiu nos pés de Fred: 2 a 0.
Vexames...
• Não gostei do jogo entre Croácia e Japão. Primeiro porque abomino 0 a 0. Sou a favor de todo placar em branco terminar em pênaltis, por melhor que tenha sido a partida. O torcedor merece ver gols e já é o quarto duelo desse Mundial a terminar sem bola nas redes. Jogo igual, com alguma predomínio japonês. A Croácia teve a sua chance, mas Srna perdeu pênalti no primeiro tempo – Kawaguchi defendeu. E os japoneses seguem tontos na defesa, técnicos no meio e apenas velozes no ataque. Falta um definidor. Péssimo resultado para os dois. Agora, vamos ver se o Brasil aproveita essa moleza concedida pelos seus sparrings.
• Fim de semana de constrangimento para a Fifa. Tão preocupada com os problemas relativos à venda de ingressos e, conseqüentemente, com o mercado negro, a entidade foi surpreendida dentro da própria casa. Ismail Bhanjee é membro do Comitê Executivo da Fifa e foi flagrado por um jornalista inglês quando vendia 12 entradas do jogo entre Inglaterra x Trinidad & Tobago, dia 15 de junho. Negociava cada bilhete pelo triplo do preço normal: custava E$ 100 e recebia E$ 300. Imediatamente, Banjhee foi afastado de todas as suas atribuições no Mundial. Seu caso será examinado pelos Comitês de Emergência e de Ética da Fifa e a tendência é que seja expulso da entidade. Banjhee foi comunicado pela Fifa para deixar a Alemanha imediatamente, confirmou o delito e pediu desculpas. Um vexame...
Prova em Munique
Domingo de Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Jogo contra a Austrália, em Munique. Bem na hora do almoço. A pátria ficará com fome hoje. Excepcionalmente. A dúvida é saber se após a partida ainda haverá apetite ou se muita gente seguirá os passos do pitoresco Anthony.
Azurra desbotada
Um dia o futebol italiano soube ser vencedor. Época de Giuseppe Meazza na década de 30; e de Paolo Rossi, Tardelli, Zoff e Scirea nos anos 80. Jogavam atrás, escorados no cattenaccio (espécie de ferrolho com massa a pomodoro), mas ganhavam. De uns tempos para cá, mais precisamente após a Copa de 94, a Itália se apequenou. Não sai vencedora de jogos complicados e normalmente se atrapalha naqueles que parecem mais fáceis. Isso aconteceu hoje, no FritzWalter Stadium, em Kaiserslautern. Com 10 contra 9, a Azurra só empatou com os Estados Unidos (1 a 1) e agora se complicou para chegar às oitavas de final.
Craque na banqueta
Pronto. Mais um classificado. Portugal venceu o Irã por 2 a 0 e, depois de 40 anos, consegue duas vitórias consecutivas numa Copa e, de quebra, passar às oitavas-de-final, onde, creio, deverá encarar a Holanda. Jogo complicado. O Irã é só mais um exemplo de que não há mais manés no futebol. E até poderia ser mais malandro se fosse mais malandro. Atacou à conta-gotas. Se fosse mais ousado poderia ter tido sorte melhor.
Jogaço em Colônia entre ganeses e tchecos. Os dois jogaram bem. Mas os africanos, ainda mais. Atuação perfeita, Fortes (inclusive fisicamente) em todos os setores. Ótimas atuações invidividuais de Asamoah, Essien e Apiah. O jogo foi ótimo. Teve gol mais rápido da Copa (Asamoah, com apenas um minutos) e primeiro pênalti perdido (Asamoah bateu na trave) e um golaço, de Muntari, fechando o placar em 2 a 0.
Fala sério
• Procura-se uma zebra na Alemanha. O bicho listrado está em extinção na Copa. Após 23 jogos, nenhuma surpresa. Os favoritos ganharam. Os azarões capengaram. E as zebras foram eliminadas. Desde o Mundial de 1986, no México, não tínhamos uma competição tão avessa às surpresas. E, apesar de sempre ser agradável ver algum estranho no ninho, não acho que o teremos por aqui na, novamente, fria Alemanha.
• Uma prova. Alguns grupos já foram decididos antes mesmo da última rodada. Alemanha e Equador passaram no Grupo A; Inglaterra e, praticamente, Suécia, no B; Argentina e Holanda, no C... Vamos ver como ficam os outros com jogos entre hoje e segunda, quando termina o segundo round.
• Ainda na primeira fase deveremos ter o gol 2000 da história das Copas. Antes do Mundial (ta lá no Almanaque do Futebol!!!) a marca era de 1916 gols. Agora, já foram marcados 55 gols em 23 jogos. Estamos com 1971. O número deve ser alcançado ainda na primeira fase.
• A média de gols até agora é de 2,39 por jogo. Pior do que a de 2002: 2,52.
• Tivemos três 0 x 0. O que é péssimo. Sob todos os aspectos.
• Maior goleada: Argentina 6 x 0 Sérvia & Montenegro.
• Por sinal, desde o malfadado 6 a 0 sobre o Peru, em 1978, a Argentina não ganhava de seis em Copas.
• 80 exames antidoping feitos e ninguém pego até agora.
• Carlos Eugênio Simon apita Espanha x Tunísia, segunda-feira, em Stuttgart.
• Qual é a maior baba da Copa? Polônia ou Sérvia.
• Desde já, saudades do humor e da verve única de Bussunda. Não faltarão gargalhadas lá em cima. Fica com Deus, parceiro.
Bolão da Copa (parcial após a primeira rodada)
Seguem os primeiros colocados:
Super-sexta
Primeiro, peço desculpa a todos os amigos do Jogo Aberto. Tivemos um problema técnico e o blog ficou boa parte do dia fora do ar. Acontece. Enfim, espero que todos entendam. Vida que segue (por sinal, título de um ótima coletânea de crônicas do Mestre João Saldanha), recém-lançado
Logo depois, a Holanda venceu a Costa do Marfim por 2 a 1. Assim, Argentina e Laranja Mecânica já resolveram a questão no grupo da morte, se classificaram e decidem semana que vem quem fica com a primeira vaga. Boa atuação da Holanda, mas ainda sem brilho. E com a ajuda do árbitro, que ignorou dois pênaltis a favor dos africanos. Deu pena.Niteroiense, Lédio Carmona é jornalista esportivo há 20 anos. Esteve nas cinco últimas Copas do Mundo. Trabalhou em grandes jornais e na TV Globo. Co-autor do Almanaque do Futebol, atualmente é comentarista do SporTV e colaborador da Revista Placar.