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  1. 15/07/2006

    Fala, garoto!

    Olá, amigos e amigas. Após 18 horas de peregrinação por aeroportos, aviões e, literalmente, malas, estou de volta. Como já anunciara, não vi, não ouvi, não sei de nada sobre a décima-segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Para não parecer totalmente ignorante, li rapidamente que o Grêmio 4 x 4 Flu foi uma bela partida. Que o São Paulo assumiu a liderança, após tropeço do Cruzeiro. E que nos clássicos os reservas do Vasco venceram o Flamengo e o Palmeira pôs mais lenha na crise do Corinthians. Mas só sei isso. Mais nada. Por isso, quem comenta são vocês, que viram, leram e ouviram tudo. Nada mais justo e transparente. Ah, os comentários foram postados por ordem de classificação.

    São Paulo 2 x 1 Figueirense

    - O São Paulo jogou mal. O Figueirense jogou muito bem. Não se intimidou com o São Paulo Não se abateu com o gol a 1’52” de jogo. Correu atrás do empate o tempo todo e conseguiu-o aos 13’36” do 2º tempo. Bom, essa tinha tudo pra ser a história do jogo. Muricy tirou Thiago e colocou Alex Dias. Tirou Souza – que saiu bravo – e colocou Leandro. Por fim, tirou Danilo e colocou Ilsinho na lateral, deslocando Leandro para a meia, avançando mais Lucio e Josué ou Mineiro. Enquanto o SP errava passes, o Fig armava contra-ataques. Soares disputou boa partida, assim como Schwenck e Carlos Alberto. O SP só voltou a mandar no jogo de fato com Ilsinho. Curioso isso, ter um lateral ofensivo às vezes resolve. Como teria resolvido na Alemanha com Cicinho. Se o SP tivesse mantido a pressão inicial a história seria outra, mas não manteve e o Fig cresceu, gostou do jogo e dominou, embora, a rigor, Rogério não tenha feito nenhuma defesa muito difícil. Ops, é verdade, o São Paulo marcou um gol aos 46' do 2o tempo, em cobrança de escanteio e venceu. Pra todos os efeitos, a conversinha de vestiário tem que ser como se o time tivesse ficado no empate. O gol foi, como diz um cara famoso, só um detalhe. (Emerson Gonçalves, torcedor do São Paulo)

    Cruzeiro 0 x 0 Goiás

    - Os gols que sobraram no Olímpico, faltaram no Mineirão. O Goiás estava mais preocupado em se defender do que tentar fazer um gol. O Cruzeiro com teve inúmeras chances de fazer um gol, mas o preciosismo de Alecsandro que errou um pênalti, o ãrbitro mandou cobrar de novo e esse "craque" conseguiu errar de novo, sendo que o cobrador oficial é o Wágner. O Cruzeiro continua bem no Campeonato, mas anda empatando jogos em que seus atacantes continuam errando muitos gols. (Lucas Chiari)

    Juventude 2 x 0 Internacional

    - Não sei de quem foi a decisão, se da diretoria do Inter ou do Abelão. Escalou os reservas e vai tomando um sacode do Juventude. Dois a zero no primeiro tempo e cheiro de muito mais. Depois chega no final e o time não é campeão por um, dois ou três pontos. Aí vão chorar...(Eduardo Hollanda, torcedor do Botafogo, já antecipando o vacilo Colorado antes mesmo do fim da partida).

    Grêmio 4 x 4 Flu

    - Jogaço realmente. O empate ficou de bom tamanho. Ambos os times abriram dois gols de vantagem e pensaram que estava tudo decidido, se acomodando. O outro time foi pra cima. Virada de situação muitas vezes. Claro que eu queria esses três pontinhos, mas sejamos sensatos, só o jogão já foi um prêmio. Parabéns ao Grêmio, por não desistir nunca. E parabéns ao FLU pela sensacional virada para 4 x 2 quando perdia por 2 x 0 faltando menos de meia hora para terminar a partida. Dizer o quê? Que o São Paulo teve a sorte ontem de fazer o gol da vitória aos 47 e o FLU teve o azar de tomar o gol de empate hoje aos 49? Pode ser. Mas estamos no páreo, e com um belo time. Osvaldo tem estrela, heim! Colocar o Marcelo no ataque e conseguir a virada justamente com um gol do menino. Mostrou que entende. Pena que o Jean não entendeu. Ah, antes que eu me esqueça, MERECEMOS assistir a um jogão desses. MERECEMOS!!! (Ant, torcedor do Fluminense).

    - Eu não reclamo de arbitragem, são todos fracos... erram porque erram... mas confeso que não entendi o critério do arbitro de Flu x Grêmio. O cara expulsa um jogador do Grêmio, todo o time parte para cima, xinga, ofendem, tumultuam e ele no final pra compensar deu 4 minutos de acréscimo. Beneficiou o infrator claramente, como diz o Gerson nota zéeeeeeeeeeeeeerrro… (Ed, torcedor do Fluminense)

    (Recomendo também comentários de ED, Koppola, Douglas e Luis Antonio, por enquanto…)

    Paraná 2 x 1 Atlético-PR

    - Ninguém pitacou sobre essa partida, que deixou o Paraná em quinto lugar, com 21 pontos ganhos. A maior surpresa ate agora. O Atlético-Pr segue decepcionante (Ledio Carmona, em busca de comentários sobre o match).

    São Caetano 2 x 0 Santos


    - O Santos empacou. Segunda derrota nesse retorno da Copa e o São Caetano dá uma sossegada mais distante da Zona do Rebaixamento (Emerson Gonçalves, torcedor do São Paulo)

    Flamengo 0 x 1 Vasco

    - Que jogo chato! Dois times ruins (e olha que um deles vai entrar pra história como Campeão da Copa do Brasil)... Meu Vascão só teve um lance de perigo a gol: o próprio gol Paulão)... O Flamengo fez mais, ou melhor, teve mais chances, porque a finalização foi brincadeira: canela, chuta chão, etc... (Rodrigo Santos).

    - Belo aperitivo preparou o almirante da esquadra mineira (Nei Flavio) para a definição da Copa do Brasil... O que esse moço apresentou ate o momento é que ele deve ser um bom treinador de terceira, porque para a primeira ele esta looooooonnnge.... A motivação do jogadores é zero.... Aliado com técnica própria de pernas de paus eméritos.... Sem esquemas de jogos, sem jogadas ensaiadas e o pior... No segundo tempo o time não anda, mas se arrasta.... Dias difíceis....Não da pra ter esperança... O negocio é chamar o Natalino...URGENTE! (Flamar, mega-torcedor do Flamengo).

    Botafogo 4 x 1 Ponte Preta
    - A virada contra a Ponte Preta foi a melhor atuação do Botafogo sobre o comando de Cuca. - Os jogadores tiveram paciência para trocar os passes e perceber 'buracos' na defesa da Ponte. O domínio da Ponte na primeira etapa incomodou o treinador. Para mudar o panorama, Cuca voltou com um time mais leve para a segunda etapa. As ousadas substituições surtiram efeito. Não poderia ficar de braços cruzados vendo aquele primeiro tempo. O time teve uma saída de bola melhor com as mudanças... (MSanches, torcedor da Ponte Preta).

    - Fogão ressurge das cinzas com ótima goleada sobre a Ponte Preta. A Macaca veio muito bem armada e preparada para jogar no contra-ataque. Com 3 minutos fez o 1º gol. O Bota foi para frente, com Capixaba(!) na lateral direita e Ataliba em tarde costumeiramente infeliz. Resultado: meio-campo sem imaginação e ataque apagado contra a boa defesa da Ponte. Cuca mexeu muitíssimo bem na equipe, colocando um Diguinho que jamais poderia sair deste time e Marcelinho que entrou em tarde de Mané Garrincha (empolgado, ou o que?!). O Bota voltou bem na etapa final, se bem que Max fez, no mínimo, três defesas espetaculares. O time foi para a frente com a carga toda, empatou, o lateral da Ponte expulso, e fez mais 3 com 2 gols de Dodô, artilheiro do Brão. O Botafogo jogou com a mesma vontade do jogo anterior, mas com um 2º tempo primoroso de Dodô, Zé Roberto, Diguinho, Marcelinho e Clayton, este, de longe, o nome do jogo. Bom jogo, bons lances e boas defesas dos goleiros. Valeu o ingresso! (MMarcos, torcedor do Botafogo).

    Palmeiras 1 x 0 Corinthians

    - Vibrante jogo do Palmeiras! Excelente partida de Edmundo, que vibra, luta e trata e passa a bola com qualidade, carinho, sabedoria. Gosto muito dele quando não é jogo contra o São Paulo. O Corinthians começou como um foguete. E, pra complicar pro Porco, Marcos foi atingido por Rafael Moura num choque com 1’50” de jogo. Depois de 4 minutos em atendimento, foi pro vestiário de maca e entrou Cavalieri, o 3º goleiro. Carlos Alberto estava solto, veloz e criativo. Tite só corrigiu essa liberdade toda depois de uns dez minutos, e a partir disso o jogo ficou equilibrado. No final, Edmundo, claro, deu a bola açucarada pra Paulo Bayer marcar, em posição legal, legalíssima.
    O 2º tempo passou e o Corinthians, já sem Nilmar, machucado, não conseguiu empatar. E o Palmeiras esteve mais próximo do segundo o tempo todo. (Emerson Gonçalves, torcedor do São Paulo)

    Fortaleza 1 x 4 Santa Cruz

    - O Santa precisou de 27 minutos pra fazer 3 gols. O nosso goleiro e nossa zaga estavam muito ruins. (Goleiro é uma peneira, peneira ...) Pior jogo que eu já vi na minha vida, só chutão, o Fortaleza mereceu perdeu, e como o mesmo ama reabilitar times, com certeza, perderemos para o Timão. Sem noção, estou com muita raiva e a Segunda Divisão não está tão longe quanto parecia. Poxa, perder pro Cruzeiro tudo bem, mais pro Santa? (com todo respeito.) É esperar que o time possa render realmente o que nós torcedores do Fortaleza esperamos e merecemos. " Fortaleza sempre, nas vitórias ou derrotas". (Cecília Monte, torcedora do Fortaleza).).
    errotas."

  2. 15/07/2006

    Até amanhã!

    Alô, pessoal. Já é noite de sábado em Amsterdã. Minhas curtas férias chegaram ao fim. Desembarco amanhã à noite no Rio. Não a tempo de ver a rodada do Brasileirão, mas dará para postar um bom comentário, de carona com a opinião de vocês sobre todos os jogos e outros assuntos do mundo esportivo. Exatamente como fizemos na rodada do meio de semana. A partir da próxima quarta-feira, aí sim, poderei ver as partidas e pitacar. Por enquanto, porém, a bola está com vocês.

    Deixo esse espaço aberto para os comentários sobre os jogos de hoje e amanhã. No domingo à noite, já no Brasil, eu arrumo a casa e publico o texto final. Atenção, Emerson: pode postar à vontade, pois é esse link que valerá. Enfim, amigos. Bom fim de semana e até amaná, se Deus quiser. Cuidem-se todos (as)!

  3. 14/07/2006

    Européias



    • Fabio Capello recebeu do novo homem-forte do futebol do Real Madrid (Pedja Mijatovic, lembram dele?) a promessa de receber sete reforços e ver uma barca zarpar cheia de gente importante do Santiago Bernabeu. A lista do cartola tem... 33 jogadores. Faço questão de postá-la por completo para todos verem até hoje vai a megalomania madrilenha:

    Goleiros – Buffon, Abbiati,
    Laterais – Lahn, Ashley Cole, Zambrotta, Grosso, Abidal,
    Zagueiros – Cannavaro, Heinze, Chivu, Ricardo Carvalho, Materazzi, Alex,
    Volantes – Zé Roberto, Emerson, Gago (Boca), Vieira, De Rossi, Keita,
    Apoiadores – Pirlo, Kaká, Cesc Fabregas, Diarra, Joaquin,
    Atacantes – Christiano Ronaldo, Reyes, Trezeguet, Van Nilsteroy. Robben, Ribery, Ibrahimovic. Klose, Luca Toni

    • Nota da redação: Fábio Brás, Coelho, Tigre Ramírez e Enílton ainda não foram citados...

    • Mas parece que Cannavaro deverá sair da lista do Real. Ele está com pré-contrato assinado com o Milan.

    • Por sinal, saiu a sentença final sobre o escândalo no futebol italiano. A Juventus foi rebaixada para a Série B e com um déficit de 30 pontos. Lazio e Fiorentina, também, com dívida de 7 e 12 pontos, respectivamente. E o Milan não caiu, mas perdeu sua vez na Champions League e começará o Campeonato Italiano com - 15 pontos. Uma faxina geral na lamaceira italiana.

    • Roberto Donadoni, craque nos anos 90 (belo apoiador) substituirá Marcello Lippi na Azzurra. Como Joaquim Low na Alemanha, uma boa aposta.

    • Visitei hoje o Amsterdan Arena. Moderníssimo. Está sem grama. Todo piso será reimplantado até agosto. E, tenham certeza, ficará pronto, Se um clube brasileiro não vale Cruzeiro, São Paulo, Inter e Atlético-PR) fizesse 10% daquilo já estaria bem demais na fita.

    • Materazzi deve ser suspenso por dois jogos pela Fifa hoje. Zizou só no dia 20.

    • O bolão do Troféu Babalorixá segue logo abaixo. Não deixe de pitacar.

    • O Vasco contratou Jean, aquele ex-atacante do Flamengo? Quer saber? Bom reforço.

    • A homenagem aos blogueiros nessa sexta-feira vem ilustrada com Martina Stella, a (ontem) ninfeta italiana, do filme O Último Beijo.

    • Bom fim de semana para todos os amigos! E até a volta!

  4. 14/07/2006

    Troféu Babalorixá - 2006 (Décima-segunda rodada)

    Pessoal, para adiantar, seguem os jogos do fim de semana. Por favor, aqui é só para os palpites. Os outros assuntos, inclusive a rodada de ontem, no post abaixo. Façam isso, por fabor. Eu e Ian Sena agradecemos. AH: assim que possível publicaremos as parciais.

    * Botafogo x Ponte Preta (BOTA)
    * São Paulo x Figueirense (SP)
    * Grêmio x Fluminense (EMPATE)
    * São Caetano x Santos (SC)
    * Cruzeiro x Goiás (EMPATE)
    * Palmeiras x Corinthians (PALMEIRAS)
    * Flamengo x Vasco (EMPATE)
    * Juventude x Internacional (INTER)
    * Paraná x Atlético-PR (PARANÁ)
    * Fortaleza x Santa Cruz (FORTALEZA)

  5. 13/07/2006

    De novo!

    Bom, nem vou me alongar. Não vi nada. Só li, agora cedo. Mas Flamengo, em casa, e Vasco, fora, levaram duas sovas. Não posso dizer se o placar é exagerado ou não. Isso deixo com quem viu. Mas está claro que os problemas, camuflados pela surpreendente ida à final da Copa do Brasil, seguem intactos. E o Santa ganhou do Goiás, de Antonio Lopes. Vida longa à recuperação do Cobra Coral. Ah, em tempo: antes de dizerem que estou de má vontade com os cariocas lembro que hoje cairiam dois paulistas (Palmeiras e Corinthians) e dois nordestinos (Fortaleza e Santa). Mas ainda faltam 27 rodadas... E vamos ao que acharam nossos blogueiros

    Flamengo 1 x 4 Paraná – Gols: Edmílson (13’), Luizão (21’), Edmílson (52’), Ângelo (69’), Cristiano (90’)

    “O Flamengo começou bem melhor, criou umas duas ou três chances. O Paraná no primeiro ataque (bola parada) fez 1 a 0. O Flamengo foi pra cima, dominava, dominava, e os destaques eram o Juan e o garoto Renato Augusto. Léo Moura jogou muito mal, totalmente fora de ritmo ainda. Aí conseguiu empatar num bom cruzamento do Renato. Continuou dominando mas o gol não saía. No fim do primeiro tempo o placar de 1 a 1 era muito injusto. Aí voltou o 2º tempo, o time tentou continuar como no 1º, mas, novamente num escanteio, outro gol do Paraná, igualzinho. Aí o time foi desanimando... desanimando...”(Augusto-RJ, torcedor do Flamengo).

    “A grande diferença entre Flamengo e Paraná foi que o time de Curitiba tinha um goleiro, e nós não. Todas as bolas que foram no nosso gol entraram. O Flamengo fez um bom primeiro tempo, teve um pênalti não marcado e levou o gol na única jogada de ataque paranista - em um golpe de vista do mão de alface (Diego). No segundo tempo, o ridículo segundo gol paranista acabou com o jogo. Depois o mão de alface perdeu uma dividida e fechou mal o ângulo. 4 a 1. Depois do terceiro gol o time se perdeu, mas é uma formação que pode ser aprimorada. “ (Pedro Migão, torcedor do Flamengo)

    Palmeiras 4 x 2 Vasco – Gol: Daniel (11’), Ives (15’), Edmundo (17’), Wendell, contra (36’), Edmundo (42’), Enílton (62’)

    “O Vasco jogou como de costume, mal. Sua defesa falhou vergonhosamente em três gols. Sair atrás duas vezes e conseguir empatar duas vezes já foi uma façanha, Agora, com esta zaga, até o Edmundo fez dois gols. São jogadores que não podem vestir a camisa do Vasco.”(Ambrósio, torcedor do Vasco).

    Santa Cruz 2 x 1 Goiás – Gols: Souza (36’), Márcio Alemão (49’) e Márcio Mixirica (63’).

    *Ninguém comentou, mas eu pitaco sem ver. Antonio Lopes não consegue dar uma cara para esse time do Goiás (atenção, Dona Elza!). E o Cobra Coral, finalmente, acordou e deu uma picada certeira. Que siga assim! O Nordeste precisa do Santa Cruz na primeira!” (Lédio Carmona)
    precisa do Santa Cruz na primeira!” (Lédio Carmona)

  6. 12/07/2006

    Fala, blogueiro!

    Poucas surpresas no retorno do Brasileirão. Ganharam todos os favoritos - São Paulo, Cruzeiro, Internacional e Fluminense. Perdeu apenas um: o Santos (Figueirense 2 a 1). Pelo saldo de gols, a Raposa segue líder, com os gaúchos com o mesmo número de pontos (24, mas com saldo de gols inferior: 14 a 7). O Botafogo arrancou empate no ABC, assim como o Fortaleza na Arena da Baixada. No total, 17 gols em sete jogos (média de 2,4). Melhor do que a da Copa do Mundo...Agora vamos à análise dos blogueiros nos jogos por ele comentados. Nos restantes eu dei uma palhinha superficial, pois, como ainda estou viajando, não pude ver nada:

    Cruzeiro 2 x 0 Corinthians - Gols: Martinez (39') e Alecsandro (47 )"Que lixo de goleiro é esse Sílvio Luiz. O cidadão tem quase 2 metros de altura e toma um gol de falta absurdo para alguém dessa altura. Brincadeira!. E ainda tem o Geninho, que armou o time todo na defesa para ver se perde de pouco. Que beleza, como diz o Migão, 2006 vai ser loooonnngoooo. Aliás do jeito que carruagem tá andando a 2ª divisão já é uma hipótese bem viável para o medonho time do Corinthians, "muito bem armado" pelo Gênio para perder de pouco. Fora Geninho !!!" (César Augusto Marques Ferreira, torcedor do Corinthians).
    "Tô assistindo o jogo do Cruzeiro. Esse Wagner joga bola!!! Belo jogo! O time do PC tá azeitadinho!"(Rodrigo Hoffman Herd, torcedor do Figueirense e do Flamengo).
    Internacional 2 x 0 Ponte Preta - Gols: Alex (27') e Ceará (63')."Nenhum gaúcho pitacou. Pelo que me informei, valeu o mando de campo. O Inter venceu com segurança. Por sinal, ótima campanha, com sete vitórias, três empates e só uma derrota, Juntinho ao líder Cruzeiro". (Lédio Carmona).

    São Paulo 2 x 1 Grêmio - Gols: Alex, contra (07"), Ricardo Oliveira (17') e (55')"Até o fechamento dessa edição, nenhum torcedor (cadê o Emerson?) pitacou sobre a partida. Mas pelo que li o Grêmio deu uma trabalheira para os paulistas. Enfim, o São Paulo segue lá em cima, com Ricardo Oliveira, que joga muito. E o Grêmio mostra que voltou a ser Grêmio. Pelo menos na raça” (Lédio Carmona)

    Fluminense 3 x 2 Juventude – Gols: Christian (27’), Gabriel Santos (35’), Christian (40’), Roger (72’) e Juliano (74’).
    “Boa partida a do Fluminense. E o André (goleiro do Juventude) engoliu o frango dele, como de hábito. Que camisa era aquela do juventude ? Nem marca tinha. Parecia time de pelada”(Pedro Migão, torcedor do Flamengo).

    “Grande virada do Fluzão com destaques para o Gabriel Santos ( quem diria hein?), que não perdeu uma e ainda fez o primeiro numa cabeçada esquisita.
    Roger (que fez o segundo) também muito bem.Pena que levou o terceiro amarelo e não joga domingo contra o Grêmio. Arouca bem...Pet provando que está entrando em forma e Juliano e Marcelo, os dois melhores.

    Agora...Rógerio é ex-jogador em atividade...No primeiro gol do Juventude era quem dava condição ao Christian. E no segundo deu uma viradinha de costas , que pelo amor de Deus ...Nem em pelada do Aterro um defensor faz aquilo..Ou melhor, se fizer o couro come... Destaques negativos: Tuta. Estático como sempre e Lenny, que do alto do seu salto 18 conseguiu perder três gols feitos e acabou substituído no início do 2º tempo. “ (José Augusto Villaça, torcedor do Fluminense).

    Figueirense 2 x 1 Santos – Gols: Soares (21’), Rodrigo Tiuí (57’) e Cícero (64’)
    “Parece ter sido um bom jogo. Leio que o goleiro Andrey, do Figueira, pegou tudo. Vitória de Waldemar sobre Vanderlei. Os catarinenses pularam para 18 pontos e já são sextos, colados ao Santos (quinto), mas que perde e empata muito. Nada semelhante aos times normalmente treinados por Luxa” (Lédio Carmona)

    São Caetano 1 x 1 Botafogo – Ânderson Lima (14’) e Dodô (92’).
    “Que o time de Cuca é limitado, todos sabemos. Mas jogou com vontade, correu até o fim e foi justo o empate. A luta continua, estamos fora da zona e que venha a Macaca. Ufa. Força FOGÃO!” (Hélio Arcanjo, torcedor do Botafogo).

    “Com o meio-campo escalado hoje é pedir pra sofrer, Categoria nenhuma, Só caneleiro, O pobre Zé Roberto, que já não é nenhuma virtuose, se mata e nada. Foram 67 passes errados em pouco mais de 40 minutos de bola rolando. Ufa mesmo”. (Ambrósio, torcedor do Botafogo).

    “O Botafogo melhorou esplendidamente a parte física: além de todo mundo correr o tempo todo, sobrou garra em campo. E olhe que o SC veio disposto a mostrar que era um time com a cara do Leão. Diferente do que vinha mostrando neste Brasileirão, o Bota lutou até o fim e arrancou o empate. A parte técnica foi esquecida em algum lugar em Itu, mas espero que a recuperem para o jogo contra a Ponte Preta. Zé Roberto não encontra mesmo lugar em campo; Júnior César melhorou a marcação, mas o Bota perdeu uma boa arma ofensiva com a saída do Bill. Ficamos sem jogada pelas laterais. Entrou um tal de Capixaba no segundo tempo que nem sei quem é... Ah, o Dodô é vice-artilheiro... Foi isso o jogo temperado com as infelizes declarações do técnico pimentinha aniversariante” (MMarcos, torcedor do Botafogo).

    Atlético-PR 0 x 0 Fortaleza
    “Bom resultado e nossos principais reforços não jogaram. Tivemos um jogador expulso no começo do 2º tempo. E o nosso goleiro ainda defendeu uma penalidade máxima. Com o Hélio dos Anjos (novo técnico) é outra coisa (Cecília Monte, torcedora do Fortaleza).
    ora do Fortaleza).

  7. 12/07/2006

    Holandesas

    * Rodada cheia ontem pela Série B. Destaque para o Náutico, líder isolado, com 21 pontos ganhos. É muito bom ver o Timbu com a cabeça erguida novamente, após a catástrofe dos Aflitos ano passado. Logo depois, Sport Recife (19), Avaí (17), Brasiliense (17) e Guarani (17). O Galo tropeçou de novo e está com apenas 15. Lembro que só sobem quatro...

    * Estamos a um ano do Pan, como lembrou o Augusto Barros. Na minha opinião, apesar de tudo, os cariocas farão um bom evento. Creio que, na reta final, população, autoridades, atletas, imprens, enfim, todos os segmentos da sociedade, farão um mutirão e a competição dará certo. Quem esteve em Santo Domingo, como eu, viu que é possível. Em tempo: não discutio se é válido ou não teremos uma competição desse porte. Apenas opino que, no fim das contas, dará certo. E vocês, o que pensam?

    * Duvido que a Fifa tire o título mundial da Itália por causa do affair Materazzi x Zidane. Faz-me rir.

    * Também duvido muito que a Fifa tire de Zidane a bola de ouro. Também é um tema engraçado...

    Uma pena para a Alemanha que Klinsmann tenha pedido demissão. Fará muita falta. Pelo menos a escolha de Joachin Low foi acertada. Ele é grande amigo de Jurgen e os jogadores o adoram. Menos mal.

    * Já a saída de Marcello Lippi, na minha opinião, não fará muita falta à Azzurra. Ele é bom, mas não tem o mesmo carisma de Claudio Gentile, muito querido pelos jogadores e mais cotado para a vaga.

    * Mais uma do futebol europeu: o Real Madrid quer Luca Toni, da Fiorentina, e oferece... US$ 20 milhões. É brincadeira...

    * Ronaldinho Gaúcho pediu desculpa; Ronaldo, não; e Cafu avisa que ainda quer jogar na Seleção. Falta simancol...

    * Como podem notar, o cyber-cafe onde estou não aceita que eu salve posts. Por isso, esse bolo de text sem ilustração. Tentarei melhorá-lo mais tarde...

    * E mais tarde vou pôr um novo post para que todos possam comentar a rodada de hoje à noite do Brasileirão. Será na madrugada européia. Podem comentar à vontade e, logo cedo aqui, eu darei pitacos sobre a rodada. Mas, como não terei como comentar mais profundamente, vou usar as considerações dos blogueiros. Bem mais honesto. Abraços a todos e até mais tarde.

  8. 11/07/2006

    Muita curiosidade...

    Amanhã teremos a primeira rodada do Brasileirão pós-Copa. Aqui, de Amsterdan, leio poucas coisas na internet, mas confesso que tenho alguma curiosidades e uma certeza.

    A certeza

    * Os empresários continuam ariscos e sempre alertas. André Leone no Corinthians; Léo Lima no Grêmio. São jogadores iô-iô. Vão e volta. Não param. E assim são vários. A maioria. Por falar nisso, quando Beto volta do Japão? Quem vai contratar: Botafogo, Flamengo, Fluminense ou Vasco?

    * Muita curiosidade para a reestréia de Sávio. Será útil para o Flamengo. Mas Ney Flávio terá que saber usá-lo.

    * Muita curiosidade para saber se o Vasco, de Renato Gaúcho, volta à ativa com o mesmo pique que o levou à final da Copa do Brasil.

    * Muita curiosidade para saber se deixarão Cuca trabalhar no Botafogo.

    * Muita curiosidade para saber se Oswaldo de Oliveira já deu padrão tático ao Fluminense.

    * Muita curiosidade para conhecer Ilcinho, a nova aposta do São Paulo.

    * Muita curiosidade para saber como anda a cabeça de Luxemburgo.

    * Muita curiosidade para ver se o Corinthians acalmou ou continua anárquico.

    * Muita curiosidade para saber se o Palmeiras voltará a ter postura de grande.

    * Muita curiosidade para observar Leão à frente do São Caetano, agora com Diego Tardelli (novo iô-iô na praça) no Azulão.

    * Por falar nisso, muita curiosidade para ver a volta de Giovanni ao Cruzeiro.

    * E se Inter e Grêmio manterão a boa fase do período pré-Mundial.

    A conferia tanta curiosidade...

  9. 11/07/2006

    Mexa-se, Fifa!



    A grande tara da mídia mundial no momento é descobrir o que, afinal de contas, Materazzi teria dito para Zinedine Zidane na final de domingo entre Itália e França. Seja lá o que tenha sido, o francês não gostou, perdeu a cabeça e só a achou cravada no peito do zagueiro da Azzurra. A imprensa européia não fala, escreve e pensa em outra coisa. Os ingleses, então, sem assunto, elocubram várias teses de mestrado sobre esse disse-me-disse. O sensacionalista The Sun contratou um especialista em leitura labial e saiu-se com a seguinte manchete. Aspas abertas para a munição de Materazzi para acabar com a elegância de Zizou: “Você é filho de um terrorista perigoso”.

    Se essa frase for mesmo verdadeira, escorada no fato de Zizou ser filho de pais argelinos, a Fifa deveria agir para punir não apenas Zidane, mas também Materazzi. A declaração tem resquícios de racismo, política, coisa que a entidade não permite, e falta de espírito esportivo. Que a Comissão Disciplinar analise todas as provas e seja justa.

    Já o The Guardian, também de Londres, fez uma espécie de brincadeira, de péssimo gosto e também cheia de preconceitos contra Zidane. Raivinha de inglês com francês. O título é o seguinte: “Dez coisas que Materazzi pode ter dito a Zidane...” As sugestões:

    1. Você poderia me ajudar a tirar um pedaço de carne do seu corpo que está preso a minha garganta?
    2. Sua mulher adora quando eu faço assim...
    3. Você não pode vencer, Zinedine, Se você me derrubar, vou me tornar mais poderoso do que você imagina;
    4. A dualidade de Camus é uma extensão das tradições filosóficas ocidentais e por isso não ajuda a entender a vida e a morte.
    5. Eu vi a sua múmia rondando o Estádio Olímpico hoje cedo.
    6. Oi, cara. Deixa eu fazer aquilo que o Benny Hill (?) fazia com o seu amigo (?)...
    7. Na Itália, quando alguém aperta o mamilo do adversário, é sinal de o fósforo foi aceso para a guerra.
    8. Estou muito interessado no período antigo. Você poderia me explicar como o Homo Sapiens se defendia dos seus inimigos?
    9. Luis Figo me contou que o seu nome do meio é Yaz.
    10. Eu já joguei pelo Everton. E você, jogou onde antes?. O que você já fez na vida, companheiro?

    Sinceramente, essa história está começando a tomar cores e aspectos racistas e chegou a hora de as autoridades investigarem mais a fundo o que aconteceu dentro do gramado do Estádio Olímpico de Berlim. Inclusive Dona Fifa.

  10. 10/07/2006

    Apenas previsões

    Fiz uma rápida análise da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro e cheguei à conclusão de que, por mais que alguém arranque muito de agora em diante, dificilmente o título escapará das mãos de um dos cinco primeiros colocados. Pela ordem: Cruzeiro (21); Internacional (21); São Paulo (20); Fluminense (19); Santos (18). Todos têm uma base e estão, relativamente, em paz. Além de terem equipes acima da média. Corinthians? Passo... Goiás? Sul-Americana? Outros cariocas? Meio da tabela? Palmeiras? Caso se dedique, escapa do rebaixamento? Atlético-PR e Santa Cruz? Hum...

    • Fábio Capello assumiu o Real Madrid e já mandou o seu míssel. Ronaldo só fique caso se enquadre na sua forma de trabalho. Ou seja, muita ralação, disciplina e treinos táticos. Capello também anunciou uma faxina... Creio que o lateral-esquerdo careca ajeitará a meia em outras praças....

    * Qual é o blogueiro que lê atualmente “Formando Equipes Vencedoras? “? Passo...

    * Pitaque aqui sobre qualquer outro tema. A casa é sua.

  11. 10/07/2006

    Troféu Babalorixá (Décima-primeira rodada)

    Adeus, Copa do Mundo. Alô, Brasileirão-2006. Após dez rodadas disputadas e mais de um mês parado, a principal competição do calendário nacional está de volta já nestas quarta e quinta-feiras. Serão dez jogos. Só para lembrar: Cruzeiro e Internacional lideram, com 21 pontos ganhos. E no já tradicional Troféu Babalorixá quem está na frente é o brasiliense João Luiz Holanda, com 47 pontos. Mas tem gente coladinha nele. Segue o resultado parcial do nosso bolão, a planilha completa e, por fim, os pedaços para a rodada do meio de semana. Bom retorno a casa per tutti (não dá para esquecer tão rapidamente do Mundial...)

    Resultado parcial

    47 pontos
    João Luiz Holanda

    46 pontos
    Vítor Hugo Ferreira

    45 pontos
    Luiz Gomes

    43 pontos
    Flávio Bethlem Monteiro

    42 pontos
    Romano Junior
    César Augusto Marques de Ferreira
    Kopolla
    Otávio CRF
    Rodrigo Hoffman Herd
    Henrique Oswald

    41 pontos
    Rafael Ilarri
    Raphael Bracet
    Henrique Badan
    Roberto Fonseca
    Douglas Heinz
    Pedro Henrique Rabello de Mendonça
    Giovani de Souza Pimentel
    J.R.Cairo

    Agora, caso tenha interesse, clique aqui e veja toda planilha: Planilha babalorixa 2006 rodada 10.xls

    Palpitolândia

    * Internacional x Ponte Preta (INTER)
    * Atlético-PR x Fortaleza (EMPATE)
    * Fluminense x Juventude (FLUMINENSE)
    * São Paulo x Grêmio (SÃO PAULO)
    * Figueirense x Santos (FIGUEIRA)
    * São Caetano x Botafogo (EMPATE)
    * Cruzeiro x Corinthians (EMPATE)
    * Santa Cruz x Goiás (GOIÁS)
    * Flamengo x Paraná (FLA)
    * Palmeiras x Vasco (PALMEIRAS)

    Galera: como já é tradição, até para que o nosso bravo Ian Sena seja poupado, peço para que deixem esse post apenas para os pitacos. Outros assuntos e discussões, por favor, no post logo aqui embaixo ou no que postarei logo em cima. Abração.

  12. 10/07/2006

    Enterro dos ossos

    Olá, pessoal. Primeiro um aviso: estou indo hoje para Amsterdan. Fico lá até domingo. Nesse período o Jogo Aberto não pára. Teremos comentários todos os dias e, na medida do possível, principalmente se depender das condições tecnológicas, poderei interagir com todos.

    Ah, li alguns questionamentos sobre meu texto final e mais uma vez vou explicar. Ouviu, Senhor Emerson? (risos):

    1. Não escrevi que os árbitros foram mal (esqueçamos Grahan Poll e Valentin “Pulso fraco” Ivanov)
    2. Zidane joga para burro e, apesar da cabeçada, nada do que fez muda a minha opinião. Como ele marcado some, Emerson? (ele ontem queria me provocar...)
    3. A Itália é um grande campeão. Pragmático. Até feio. Mas fez uma boa Copa. Até fora dos seus padrões ofensivos. Só não fez mais gols do que a jovem e alegre Alemanha. Só entendi que ontem mudou um pouco esse espírito e quase pôs tudo a perder.
    4. Fiquei chateado por tirar meu voto a Zidane. Aí fiquei em dúvida sobre Cannavaro e Buffon. E vou confessar: votei no goleiro por uma simples homenagem a Dino Zoff, capitão da Azurra em 2002.
    5. Pirlo, de fato, é um excelente jogador. Não discordo e respeito quem tenha votado nele.
    6. Lamento que desde 1962 um artilheiro da Copa sempre tenha marcado mais do que cinco gols – Klose fez apenas cinco e não marcou nos últimos três jogos.
    7. E essa não foi a pior Copa de todos os tempos. Não mesmo. Mas poderia ter sido muito melhor se algumas grandes seleções que nela estavam funcionassem.

    Agora, as dívidas. Primeiro o Bolão da Copa. Henrique Badan ganhou de novo. O cara não é mole. Fernanda (parabéns!) ficou em segundo. César Augusto em terceiro. Ian Senna em quarto. Hoje à noite, mais tardar amanhã cedo, postarei o Troféu Babalorixá, já de olho na rodada de quarta-feira do Brasileirão. Resultado final:

    Henrique Badan

    67 pontos
    Fernanda

    66 pontos
    Ricardo Badan

    62 pontos
    Ian Sena

    61 pontos
    César Augusto

    60 pontos.

    O resultado completo você pode ver aqui: Bolao Copa do Mundo planilha FINAL.xls

    Craque do Campeonato

    A enquete com nossos blogueiros ficou assim:

    1. Zidane – 55%
    2. Cannavaro – 26%
    3. Pirlo – 12%
    4. Buffon – 7%.

    Resultado oficial da Fifa:

    Bola de ouro - Zidane - 2012
    Bola de prata - Cannavaro - 1977
    Bola de bronze - Pirlo - 715



    Seleção do Campeonato (obrigado, Ian Sena!)

    Time titular: Buffon, Zambrotta, Juan, Cannavaro e Lahn; Frings, Vieira, Pirlo e Zidane; Henry e Close. Ténico: Luís Felipe Scolari.

    Time reserva: Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Lúcio e Sorin; Zé Roberto, Maniche, Max Rodrigues e Figo; Robben e Fernando Torres (Ronaldo). Técnico: Raymond Domenech.

    Pedir não custa

    Sei que é algo meio mala, mas se pudemos manter as discussões sobre a final da Copa no post abaixo e usar esse aqui para todos os outros assuntos seria maravilhoso. Mas façam como se sentirem melhor. Abraço forte para todos.


    çam como se sentirem melhor. Abraço forte para todos.

  13. 09/07/2006

    O tetra veste azul

    Há duas visões para essa final de Copa. Lédio Zottolo, o descendente de italiano, com origens em Aquapezza, torceu muito e, apesar do pé torcido (que final!), comemorou muito o tetracampeonato mundial da Azzurra. Lédio Carmona, o jornalista, normalmente rigoroso teve da decisão a mesma opinião sobre todo Mundial: frustrante. Esperava mais. Da competição, das seleções, dos craques, dos árbitros, da Fifa e até da imprensa. Enfim, quem manda ser exigente. A final do Estádio Olímpico de Berlim foi emocionante no momento dos hinos, boa nos primeiros 20 minutos, equilibrada na segunda metade do primeiro tempo, tensa no segundo tempo, histórica e dramática na hora da expulsão de Zidane e dominada pelos franceses na prorrogação. Mas havia um Buffon no meio do caminho e, nos pênaltis, a Itália teve a sorte que lhe falou em 1994.

    Os italianos são tetracampeões mundiais (1934, 1938, 1982 e 2006). Ganharam a Copa do Medo. A Copa do Quase, A Copa dos zagueiros. A Copa onde os craques se esconderam. A Copa com mais 0 a 0 da história. A Copa com a segunda pior média de gols de todos os tempos (2,30). A Copa com mais cartões amarelos e também vermelhos (28). Uma Copa com números terríveis e que só a Fifa finge não ver. Até porque está mais preocupada com bajular a Concacaf ed arrumar mais uma vaga para a África em 2010, Ah, claro: faltou dizer que foi a Copa dos africanos péssimos; do Brasil indolente e marqueteiro de segunda; da Argentina medrosa; dos asiáticos previsíveis (jogam e perdem sempre); da Inglaterra travada e com medo de vencer; e do México enganador.

    Para não dizer que só resmungo vamos aos fatos positivos: foi a Copa de maior mobilização popular da história; a Copa do casamento entre povo e time da casa (as cenas do time da Alemanha no Portão de Brandenburgo hoje cedo ficarão marcadas para sempre); a Copa da heróica, digna, renovada e unida Alemanha; a Copa que revelou o carisma e a simpatia de Jurgen Klinsmann; a Copa que deu moral a Portugal e mais prestígio a Felipào; a Copa das despedidas; a Copa de Zidane (até mesmo pela cabeçada em Materazzi – quem um dia esquecerá?); a Copa em que a Azzurra atacou; a Copa do Grosso; a Copa do impecável apito argentino; a Copa do salsichão; a Copa azul; a Copa dos zagueiros. Enfim, a Copa em que, por motivos de cabeçada maior, o escriba mudou seu voto de melhor jogador da competição em cima da hora (por sinal, mudei até a minha seleção). No lugar de Zidane, voto em Buffon, goleiro com cara, jeito e e carisma de Dino Zoff,

    Fabio Cannavaro fez um grande Mundial. Sua defesa levou apenas um gol em sete jogos (contra). Justificou meu voto porque o setor todo estava bem ajustado. Assim, o que passou, Buffon segurou., Como a cabeçada de Zidane no segundo tempo. Na verdade, ele só levou gol de um próprio companheiro. Nenhum adversário fez gol em Buffon na Copa da Alemanha. Por isso, meu voto foi para ele. Agora, o jogo. Henry cai desmaiado com dois minutos. Tensão francesa. Ficou grogue até os seis. Voltou. Aí, quem parece ter levado a sua pancada foi Matterazzi. Pênalti estúpido em Malouda, Elizondo marcou, sem pestanejar. Zidane bateu com certa displicência: gol, deu sorte, pis a bola tocou no travessão: 1 a 0. Eram sete minutos.

    O jogo era equilibrado. A Itália atacava; a França tentava surpreender no toque de bola. Até que uma das jogadas (mais óbvias) e mais bem treinadas por Marcello Lippi voltou a dar certo. Após o escanteio, o mesmo destrambelhado Materazzi foi no último andar e deu uma cabeçada violenta. Barthez nem viu (o que não é muito difícil): 1 a 1.



    Assim foi o primeiro tempo. No segundo, a Itália recuou. A França avançou só um pouco. Henry se soltou e passou a tentar uma mágica; Zidane acertou cabeçada e fez Buffon fazer uma defesa de filme. Até que... Aí, está ele de novo. O que o italiano teria dito para Zidane? O Fantástico poderia investir nessa leitura labial., Até porque ela rendeu uma cabeçada de Zizou pelo meio da cara do zagueirão da Azzurra. Elizondo não viu. O auxiliar dedurou. Acabara, de forma trágica, dramática, melancólica e com lágrimas de arrependimento, a carreira de um fora-de-série. Zidane foi expulso. Uma lástima.


    Assim mesmo, a França seguiu melhor. Mas não achou o gol. E nem procurou tanto. Inclusive na prorrogarão. Nos pênaltis, a Itália acertou tudo, E a França perdeu um, com Trezeguet, o herói da final da Euro-2000. Assim é o mundo cruel da bola. A Itália, envolvida num lamaçal dentro da própria casa, ganhou sua quarta Copa. E a França perdeu título e, para sempre, o seu maior jogador em todos os tempos. E todos nós perdemos a chance de ver uma Copa bem melhor. Uma pena.


    Lamento

    Apenas para lembrar que não consigo responder ainda às perguntas e dúvidas dos blogueiros. Creio que em Amsterdan, para onde viajo amanhã, e, com certeza, semana que vem, no Rio, tudo estará resolvido.ido.vido.

  14. 08/07/2006

    O jogo de Jurgen

    Foi o sábado do merecimento. Jurgen Klinsmann, o carisma em forma de treinador, merecia tanta alegria; os jogadores alemães, heróicos, dignos e cheio de vergonha na cara, tiveram um prêmio mais do que justo; o povo alemão, tão deprimido após a dramática derrota para a Itália, levantou a cabeça, sacudiu a poeira e comemorou a conquista do terceiro lugar como nunca ninguém jamais fizera na história da Copa do Mundo. Em Stuttgart, a Alemanha venceu Portugal por 3 a 1 (três gols de Schweinsteiger) e confimou o seu lugar no pódio da bola. Com absoluta justiça.

    Além dos fatores já descritos acima, vale destacar: Klinsmann merece e deve ficar como técnico. Foi impressionante ver um jornal sensacionalista como o Bild estampar em sua capa hoje uma carta na qual pedida para que os torcedores assinassem. O “documento” era direcionado a Jurgen e pedi para que ele continuasse à frente do time.

    Em suma: a Alemanha está mais unida do que nunca. E, com essa comunhão entre jogadores e treinador, já pode se inscrever como uma das favoritas para a conquista da Eurocopa-2008. Quanto a Portugal, perdeu, mas volta para casa com moral e orgulho pelo quarto lugar. Felipão segue com prestígio, mas, quem quiser fazer uma comparação, desista: ninguém supera Klinsmann quando o assunto é moral, respeito e devoção de um povo.


    Gol contra

    Sobre o fato de eu ter escrito que os três gols foram de Schweinsteiger: assim como 0 a 0. eu detesto gol contra. De fato, Toru Kamikawa, árbitro japonês, pôs gol contra de Petit na súmula. Se eu estivesse fazendo um texo oficial seguiria essa decisão equivocada, por respeito aos registros oficiais. Mas, como o blog é uma obra aberta, prefiro dar o segundo gol para o Schweinsteiger, até porque ele chutou para o gol. Se a bola entraria ou não sem o desvio é outra história. Mas sua intenção era marcar. Abraços e bom domingo para todos.

  15. 07/07/2006

    Vamos falar de...

    Pessoal: para ajudar o meu cansaço e, principalmente as minhas costas, e dar um refresco para quem está por aqui com Copa do Mundo, segue uma série de temas para debate livre e aberto. Entre parênteses, o pai de cada sugestão:

    • França x Itália (Lédio Carmona)
    • Copa do Mundo no Brasil (João Luiz Hollanda)
    • Copa do Brasil – Fla x Vasco (Augusto-RJ)
    • Copa do Mundo – Geral (Joel)
    • Pan-Americano – Lito, João Luiz Hollanda, José Ricardo
    • Novas regras para melhorar o futebol – Luiz Antônio
    • Campeonato Brasileiro – Emerson
    • Fim dos volantes de contenção? – Emerson
    • A Copa do Mundo acabou com a supremacia do marketing sobre o espírito competitivo? – Emerson
    Copa na África - Ricardo Nunes
    • Dores nas costas – Lédio Carmona

    A foto do post é do I Encontro do Jogo Aberto em Brasília. Quem é quem, da esquerda para a direita, em sentido horário: Celso Ricardo, Augusto Barros, José Antônio, Fábio Paiva, Eduardo Hollanda e Márcio Nogueira. Show de bola! Bom fim de semana, bom descanso e bom final de Copa para todos!


    Taradolândia

    A pedidos, "gatas" da Copa do Mundo. Enjoy...



  16. 07/07/2006

    Bolão & Portão

    Pessoal. Vamos à ultima rodada do bolão. E a final está emocionante, com Henrique Badan a apenas um ponto de Fernanda. Seguem os jogos finais, o resultado parcial e a planilha completa:

    Henrique Badan
    66 pontos

    Fernanda
    65 pontos

    Ricardo Badan
    61 pontos

    César Augusto
    59 pontos

    Rodrigo Rego
    58 pontos

    Ian Sena
    57 pontos

    Aí está a planilha: Bolao Copa do Mundo planilha SEMI FINAL.xls


    Ecos do Portão

    • Ainda não é oficial, mas a lista da seleção com os 23 melhores da Copa já circula na Internet. Nem com o dobro de jogadores o Grupo de Estudos Técnicos da Fifa conseguiu não fazer bobagem:

    Goleiros – Buffon, Ricardo e Lehmann
    Laterais – Zambrotta e Lahn
    Zagueiros – Ayala, Terry, Thuran, Cannavaro e Ricardo Carvalho
    Apoiadores – Zé Roberto, Vieira, Zidane, Ballack, Pirlo, Gattuso, Figo e Maniche
    Atacantes – Crespo, Henry, Klose, Totti e Toni

    Onde está Torsten Frings?
    Toni jogou mal do que Podolski e Christiano Ronaldo?
    Por que não Juan e Lúcio?
    E Ribery?

    Não sabem nada...

    • E Lucas Podolski foi eleito a revelação da Copa do Mundo. Lothaar Matthaus entregou o prémio hoje.

    •Por fim, a bola da final de domingo será dourada. Esperamos que o futebol, também.

  17. 06/07/2006

    Por que vou votar em Zidane?

    Tenho andado numa fase de justificar as minhas preferências. Então vamos lá:

    1. Ele jogou muito bem contra a Espanha, fez chover contra o Brasil e fez uma boa partida contra Portugal?

    2. Respeito a história do futebol e Zinedine Zidane foi um dos maiores jogadores que vi em ação. Na França, na Juventus, no Real Madrid... Trata-se de um monstro.

    3. Por que ele fará seu último jogo da carreira em plena final de Copa e merece mais esse prêmio.

    4. Acho que apenas três jogadores dos que estão na lista poderiam ameaçá-lo. Buffon, pelo conjunto da obra. Mas acho um desperdício esquecer Zizou em prol de um goleiro que, se formos ver, não foi tão espetacular assim. Não por culpa dele, mas pela inoperância dos ataques. Cannavaro é um zagueiraço, mas, sei lá... Se fosse Henry, eu teria ficado na dúvida. Mas Zidane é Zidane. E Pirlo jogou muito, mas, de novo, Zizou é Zizou.

    5. E finalmente a atuação de Zidane contra o Brasil entrou para a história do futebol mundial. Revejam o jogo, por favor. Zidane terá que jogar muito poucos e os italianos terão que fazer mágica domingo para eu mudar o meu voto. Mas, em respeito ao lado imponderável, só decretarei o meu voto após a decisão de domingo. Sei lá, né?

    6. Por fim: daria ouro para Zidane; prata para Cannavaro; e bronze para Pirlo.

    7. Ah, mais uma coisa: Rafael Castello Branco me pergunta se dá para comparar Zidane com Maradona. Não, não dá, amigo, Diego foi muito melhor. Com todo respeito.

    Ecos do Portão

    • A Fifa jura que não, mas o novo ranking de seleções é tão complicado quanto o antigo.

    • Horácio Elizondo, da Argentina, apitará a final. Decisão política, apesar de Elizondo ter feito uma decisão perfeita. A geografia é a seguinte: dois times europeus na final; os africanos não podem reclamar de nada, porque amanhã e sábado serão amplamente bajulados por causa da Copa-2010; a Ásia foi contemplada com o juiz (Toru Kamikawa) que apitará a decisão do terceiro lugar’a Concacaf já teve o árbitro que mais jogou dirigiu num mesmo Mundial (Benito Archundia); e a América do Sul? Para não chupar o dedo levou o arbitro da decisão.

    • Frase simplista e verdadeira de Franz Beckembauer sobre a falta de gols na Copa: “Eu organizei a Copa, fizemos tudo direito, deu tudo certo, mas não posso obrigar os jogadores a chutarem em gol? Não sai gol porque não chutam”. Tem toda razão.

  18. 06/07/2006

    Craque da Copa

    Dia corrido em Berlim. Muitos eventos de Dona Fifa. Enquanto almoço, antes da coletiva que anunciará o juiz da decisão entre França e Itália e o novo modelo do ranking de seleções, apresento mais uma lista a você. São os 10 jogadores, escolhidos pelo Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, e que concorrem à Bola de Ouro, prêmio oferecido ao Craque da Copa. Quem vota somos nós, jornalistas credenciados.

    A novidade: diferentemente de 2002, quando Oliver Kahn, foi anunciado antes da final contra o Brasil e fez o que fez, a eleição se arrastará até a meia-noite de domingo. O resultado só sai às 10 da manhã de segunda.

    A lista:

    * Ballack
    * Klose
    * Maniche
    * Vieira
    * Zidane
    * Henry
    * Buffon
    * Zambrotta
    * Pirlo
    * Cannavaro

    Qual é o seu voto?

    O meu já está decidido e, salvo mudança de última hora, seguirá para o senhor calvo da foto.

  19. 05/07/2006

    O Mundial é azul

    A Copa do Mundo será azul. França e Itália farão a inédita final, domingo, aqui em Berlim, no Estádio Olímpico. A segunda semifinal, disputada no Alianz Arena, em Munique, não foi tão arrebatadora quanto o histórico duelo entre Alemanha e Itália. O empate teria sido o resultado mais justo, mas faltou poder de fogo a Portugal (ou um atacante mais competente do que Pauleta) para chegar ao empate. Experiente, a França fez 1 a 0 no primeiro tempo (Zidane, de pênalti) e depois administrou a pressão lusa. O portugueses, sob comando de um aborrecido Luiz Felipe Scolari, terão que fazer o sempre enfadonho jogo pelo terceiro lugar, sábado, contra a Alemanha, em Stuttgart. Prometo não ver.

    O jogo começou bom, ficou ruim e terminou razoável. No início, Portugal esteve até melhor. Figo, Christiano Ronaldo, Deco e Maniche tocavam bem a bola e impuseram certa pressão. Mas não chutavam. Raramente. A partir dos 15 minutos, a França equilibrou. Zidane achou espaço pelo lado esquerdo do ataque e ali começou a trabalhar. Henry também caía no setori. Até que o mesmo Henry foi ao chão após falta, meio sem querer de Ricardo Carvalho. Mas houve o deslocamento. O uruguaio Jorge Larrionda marcou, Felipão reclamou e Zidane acertou: 1 a 0. Eram 32 minutos do primeiro tempo.

    Quatro minutos depois, a falha, a meu modo de ver, de Larrionda. Sagnol empurrou Christiano Ronaldo no momento em que o luso-boy iria cabecear. Pênalti. O uruguaio mandou seguir. E Felipão bufou. Fim do primeiro tempo. E a Copa começa mesmo a ter o tom completamente azul.

    E assim ficou. Porque por mais que Portugal pressionasse no segundo tempo e, na minha opinião, merecesse chegar ao empate, não teve ataque para decidir, Faltou homem-gol. Faltou o definidor. Faltou o artilheiro. Enfim, a França não brilhou, mas chegou à final que reeditará a decisão da Eurocopa-2000, vencida pelos franceses por 2 a 1. Será o último jogo de Zidane, um craque que deixará saudades. Hoje, mesmo não tão inspirado como diante do Brasil, fez lances de cinema. É craque. Cracaço. E parabéns a Portugal, que, sob comando de Felipão e mesmo com deficiências, fez uma ótima Copa.

    Uma Copa que já é azul. Qual? Meu palpite é pessoal: Itália, mas se possível com mais uma exibição de gala de Zidane. Seria pedir demais, Mas não custa sonhar.

  20. 05/07/2006

    Day after

    • A idéia foi do figueira-rubro-negro Rodrigo Herd. Vamos eleger a nossa Seleção da Copa do Mundo e depois compará-la com a da Fifa, provavelmente divulgada amanhã. Então: pitacos abertos. E vamos mostrar aos burocratas que nosso time é melhor. O meu: Ricardo, Zambrotta, Juan (Ricardo Carvalho), Cannavaro e Sorin; Frings, Vieira, Pirlo e Zidane; Figo (improvisado) e Klose. Se decidir a Copa, eu mudo e ponho Henry no lugar de Klose. Mas acho errado o artilheiro do Mundial não estar no time.

    • A Alemanha está de luto. Doeu fundo ver as manchetes dos jornais de hoje. Consternação geral. O semblante dos germânicos a caminho do trabalho, nos bondes, trens e metrô, era doloroso. Creio que, desde 1950, a população de um país-sede não sofria tanto por uma derrota.

    • O símbolo do sofrimento alemão chama-se Jurgen Klinsman. Grande jogador, técnico-revelação, grande sujeito. Calou a boca da mídia alemã, fez um trabalho acima das possibilidades do times, fez cessar os trabalhos de Franz Beckembauer pela sua queda, uniu o time e, ontem, após a derrota, era a imagem da mais sincera tristeza. Foi difícil para Jurgen chorar. Ele deveria ter posto aquelas emoções para fora. Ficou em estado hipnóticos, olhar distante. Uma cena fortíssima. Klinsman é um ótimo personagem. Um cavaleiro. Uma rara exceção nesse mundo imbecilizado do futebol.

    • Com atraso, segue a parcial do Bolão da Copa após as quartas-de-final. Novo líder. Ele, sempre ele:

    63 pontos
    Henrique Badan

    61 pontos
    Fernanda

    58 pontos
    César Augusto

    57 pontos
    Ian Sena

    56 pontos
    Thiago Chelappa

    55 pontos
    Rodrigo Rego
    Ricardo Badan

    54 pontos
    Paulo Cavalcante

    53 pontos
    João Luiz Hollanda
    Renildo Almeida

    52 pontos
    Luiz Otávio Monteiro
    Caio Ferreira
    Flavio Bethlem Monteiro
    Romarinho
    Bruno Introvigni

    Quem quiser acessar toda planilha basta clicar aqui: Bolao Copa do Mundo planilha QUARTAS DE FINAL.xls

    • Itália x França ou Itália x Portugal. Apresente-se quem apostou numa dessas finais. Sejam sinceros.

    • A Copa está quase no fim. Mas semana que vem já tem Brasileirão. E, na outra, Copa do Brasil (Fla x Vasco) e Taça Libertadores. A bola não pára! Aceito de bom grado sobre as notícias do futebol de clubes! Vale até do... Deixa para lá.

    • Continuo sem a possibilidade de responder os questionamentos de vocês. Sendo assim, peço desculpas pelos comentários diminutos. Mas, pós-Copa, tudo volta ao normal.

    • E por fim uma sugestão. Acessem o site www.mensagemnagarrafa.com.br. É o endereço particular do nosso inquieto, às vezes destemperado, porém grande figura e amigo, Cal Gómez. Diego Mochilinha entrou e gostou. Claudemir disse que mais tarde vai conferir também. Parabéns!
    ir disse que mais tarde vai conferir também. Parabéns!

  21. 04/07/2006

    Isso é Copa!

    A Copa-2006 teve hoje, em Dortmund, a sua noite mais espetacular. Alemanha e Itália fizeram uma semifinal com cara de Mundial. Histórica. E dramática. Impossível não se empolgar. Ganhou a Azzurra. Após mais um 0 a 0 no tempo normal (com a diferença de que a partida foi boa) e um 2 a 0 na mais disputada prorrogação dos últimos tempos. Foram 30 minutos de exceção. E, a dois minutos do fim, a Itália matou o jogo no qual sempre foi melhor: Grosso fez um dos gols mais finos do centenário calcio e, nos segundos restantes, Del Piero sacramentou.

    A Itália, em busca do tetra, volta à final de uma Copa, 12 anos depois da derrota nos pênaltis para o Brasil. E a Alemanha vai para a disputa do terceiro lugar, sábado, em Stuttgart, certa de que poderia ter ido mais longe, mas também que sua posição final, independentemente da que seja, está de ótimo tamanho para a equipe que possui.

    O jogo foi bom. Muito bom. A Itália, surpreendentemente em cima. Marcello Lippi foi melhor do que Jurgen Klinsmann. Enquanto o alemão errou ao deixar Schweinsteiger no banco em troca de Kewl e Borowski – na verdade, o treinador não soube lidar com o desfalque de Frings -, o italiano foi mais ousado do que nunca. Fez uma linha ofensiva com três jogadores – Totti, Pirlo, ótimo, e Luca Toni – e ainda contava com eventuais avanços de Grosso, Gattuso e Zambrotta. Enfim, a Itália marcava como sempre e atacava como nunca.

    Para piorar, a Alemanha sentiu o jogo. Como já acontecera contra a Argentina. O ataque, Podolski e Klose, não funcionou. Ballack errou muito. Schneider cansou rápido, Lahn voltou a ser Lanh. Frings não estava em campo. Não sobrou nada. Apenas a reza por novos milagres de Lehmann, que até aconteceram, ou por uma chance de gols fortuita, que também surgiu.

    Mas não teve jeito. Na prorrogação, a Itália foi ainda mais impecável. Lippi apostou alto e lançou Del Piero, Iaquinta e Gillardino. Para três chances de azul, uma de branco. Até que, no minuto 118, Pirlo fez um jogadaço e deu de calcanhar para Grosso. Nenhum alemão esperava. Nem o passe nem o chute perfeito de Grosso: 1 a 0. Depois, como já escrevi, Del Piero fez o seu, também com categoria.

    Itália, finalista, 2 a 0, após a melhor partida da Copa. A Alemanha caiu de pé. O final foi emocionante, tanto quanto a bola rolando. Jogadores alemães aos prantos. Torcedores, primeiro, em silêncio, em estado de choque. Depois, aos prantos. E, mais adiante, na mais absoluta prova de desportivade, civilidade e grandeza, todo estádio aplaudindo os derrotados, com o mais absoluto respeito, e também os vencedores. A chanceler Ângela Merk seguiu o exemplo. O primeiro-ministro italiano Romano Prodi, também. Franz Beckembauer deixou de ser Kaiser e quase sucumbiu à emoção. Mas conseguiu ficar firme.

    Não precisava. Poderia ter chorado, Kaiser. A Copa, tão criticada por mim aqui nos últimos dias, foi resgatada por uma partida sensacional. Vitória da Itália. Que vive dias de caos em seu futebol por causa de meia dúzia de ladrões. Que, provavelmente, levarão a Juventus à Série C. Por que lá, diferentemente do que cá, quem rouba é preso. E, normalmente, paga por isso.

    Parabéns ao futebol pelo jogo de hoje. Parabéns para a Itália pela vitória. Parabéns para a Alemanha pela luta e pela civilidade. Para os alemães pela festa que fizeram e têm feito. E que França e Portugal repitam amanhã o grande jogo de hoje.

    E, com todo respeito que merece o vencedor da segunda semifinal, eu já sei para quem torcerei na final da Copa. Meu nome é Lédio Zottolo Carmona e minha família teve origem na piccola Aquapezza, no sul da Itália. Ok?

  22. 04/07/2006

    Fogueira das vaidades

    O último que apague a luz. Agora foi Roberto Carlos quem avisou que não joga mais pela Seleção Brasileira. Em seu site oficial, ele explicou o polêmico lance do gol de Henry, no qual ele não acompanhou o atacante francês: "Sobre a jogada do gol, muito se fala, mostram imagens, mas meu posicionamento estava correto. Era o que eu tinha que fazer, mas por uma falha tática nossa não deu certo. Não foi apenas por isso que saímos da copa, foram 90 minutos em que as coisas não deram certo."

    Legal. Roberto Carlos não quer mais. E Cafu, embora não canse, não volta mais. Fica a pergunta: quais as apostas de cada para as laterais da Seleção Brasileira em 2010? Eu, hoje, não tenho nenhuma.

    E está cada vez mais próximo o retorno de Vanderlei Luxemburgo à Seleção Brasileira. Ele já atropelou Paulo Autuori e corre com chicote na mão. Voltariam ele, o preparado físico Antonio Mello, o coordenador Marcos Teixeira. Ordem: renovação. Falta pouco para bater o martelo...

    Parreira está fora. E, com Luxemburgo, Zagallo também.


    I Encontro do Jogo Aberto em Brasília

    Vejam que ótima notícia. Quinta-feira, dia 6 de julho (daqui a dois dias) teremos o nosso primeiro colóquio na Capital Federal. Augusto Barros, na comissão de frente, anuncia horário e local: a partir das 19h00, na Toca do Chopp (SCLN 104 Bloco A). Presenças confirmadas: Augusto Barros, Celso Ricardo, Fábio Paiva e Mestre Eduardo Hollanda, que promete bancar a conta. Aos interessados que moram em Brasília, bata chegar, sentar e resenhar. Depois mandem as fotos e um resumo do encotro. Show.

  23. 04/07/2006

    Vou tentar novamente...

    Como algumas pessoas não entenderam nada do que escrevi ontem, republico a resposta que enviei ao companheiro Ricardo Postiga, de Portugal, sobre os motivos de eu não ter apreciado o lado técnico desta Copa do Mundo. De resto, como evento, mobilização popular, integração cultural e afins, foi a maior de todos os tempos. Vamos lá. Nova tentativa:

    “Ricardo, bom dia. Voce nao entendeu muito bem o que escrevi. Meu desanimo com o que vi no Mundial nao tem, absolutamente, nada com o Brasil. Já esceevi aqui que o Brasil nao iria ganhar nada. Nao sou um Pacheco, que só vê o que quer ver. E minha opinião nada tem a ver com Portugal. Inclusive acho que se Portugal não tivesse ido tão longe, essa Copa teria sido ainda mais decepcionante. Portugal é uma boa novidade, muito embora, como Inglaterra, Argentina, Brasil, Holanda, Servia e por aí vai, tivesse condicões e time para jogar mais do que jogou. A Copa do Mundo, no meu modo de observá-la, foi a Copa do quase e a Copa do Medo. Faltou coragem. Foram sete 0 a 0 (até hoje). É demais para 60 jogos. Mais de 10%. Nunca houve tantos 0 a 0. Em relação a 2002, estamos com um buraco de quase 30 gols a menos.

    É inconcebível que uma seleção forte como a Inglaterra tenha feito apenas seis gols em cinco jogos.
    É inconcebível que, com Deco, Ronaldo, Figo e Pauletta, Portugal tenho feito tão poucos gols.
    É inconcebivel que Alemanha x Argentina, com os times que apresentam, tenham feito um jogo tão cerimonioso.
    Nem os africanos brilharam.
    Enfim, em nenhum momento disse que essa Copa foi melhor do que a de 1998 ou do que a de 2002. Não tenho condições de dizer isso. Apenas reafirmos que essa Copa, na minha opinião, poderia ter sido muito melhor do que foi. E não tem nada a ver com o Brasil. Nada. O Brasil não mereceu ganhar nada e, se Gana não fosse tão tola e deslumbrada contra a Seleção, o Brasil poderia ter saido antes,

    Para terminar: essa é a minha quinta Copa in loco. Nas quatro primeiras, entre 1990 e 2002, eu só vi Brasil. Todos os treinos e jogos. todos. Mas não acompanhei mais nada. Infelizamente, não dava tempo. Em 1998, no Lance, ganhei como folga o direito de ver Nigéria x Dinamarca, no Saint Dennis, pelas oitavas-de-final. Agora, em 2006, direto no centro de imprensa de Berlim com a Fifa, pude ver quase todos os jogos. No Estádio Olímpico, cinco deles. Pela televisão, a maioria. E me decepcionei. Esperava mais. Não sei se foi pior do que uma ou do que outra. Nem me interessa muito isso. Mas, como amante do futebol, fiquei com um gosto de cabo-de-guarda-chuva. Queria mais. Não é ruim pedir mais.

    E que tenhamos ótimas semifinais e essa sensação ruim vire pó rapidamente.

    Aquele abraço".

  24. 03/07/2006

    João, Nélson & Lito



    Nosso amigo Lito nos brindou hoje com um presente que, infelizmente, gerou pouca discussão e interesse. Em negrito, a introdução do Lito. Em seguida, o artigo de Nélson Rodrigues sobre João Saldanha. Vale a pena.

    Esta foi uma crônica do mestre Nelson Rodrigues, de 6/11/69, quando da escolha do Saldanha para técnico da seleção. Meses depois, montado o grupo e o time, foi defenestrado por razões que muitos sabem, os mais jovens provavelmente não. Mas se lerem "Vida que Segue", um livro com crônicas do Saldanha sobre as copas de 66 e 70, muito aprenderão. É só um início, a vida segue...Abraços.

    "“Amigos, não acreditem, pelo amor de Deus, que as qualidades influem no amor. Influem pouquíssimo ou nada. Nunca me esqueço de um vizinho que tive na minha infância profunda. Era um santo da cabeça aos sapatos ou, melhor dizendo, da cabeça às sandálias. Do berço ao túmulo, não praticou uma má ação. Era todo amor, todo bondade. E só me admira que não andasse com um passarinho em cada ombro.

    Pois bem: - um dia, casou-se. Para usar uma velha imagem minha, direi que entrou por um cano deslumbrante. Já os conhecidos diziam-lhe: - "Cuidado, que um dia tua mulher te bola de cachorro." E, certa vez, na presença de visitas, ela o destratou de alto a baixo: - "Eu queria um marido, não um santo." E ainda completou:

    - "Tenho nojo da tua bondade."

    Em outra ocasião, a víbora explodiu:

    - "Arranja um defeito. Ou arranjas um defeito ou me desquito."

    Não foi possível. A perfeição do infeliz aumentava de 15 em 15 minutos.

    Até que se separaram. E quando um inocente do Leblon perguntou à víbora se ele a maltratava, ela urrou:

    - Aquela besta é um santo!”

    Por aí se vê, a virtude exagerada, em vez de favorecer o amor, pode liquidá-lo. Estou farto de ver sujeitos que são amados pelos seus defeitos.

    Por exemplo: - o meu caro João Saldanha. Tenho-lhe um afeto de irmão. Quebrei minhas lanças para que a CBD o escolhesse. João Havelange e Antonio do Passo tiveram um momento de lucidez ou mesmo de gênio, um momento digno de um Disraeli, e o chamaram. Ao ter a notícia, berrei:

    - É o técnico ideal!”

    Um amigo meu, bem pensante insuportável, veio me perguntar:

    - Você acha que o João tem as qualidades necessárias?

    Respondi:

    - “Não sei se tem as qualidades. Mas afirmo que tem os defeitos necessários.”

    E, realmente, o querido Saldanha possui defeitos luminosíssimos.

    Por exemplo: - é um furioso. Não acendam um fósforo perto dele que o João explode. E aí está o primeiro e maravilhoso defeito: - uma copa do mundo é uma selva de gângsteres. Dirão que é exagero. Exagero, uma ova. Perdão. Exagero, vírgula. Tudo é possível na Jules Rimet, menos uma boa ação. Portanto, se o João é um Tartarin ou, melhor dizendo, se cospe mais fogo do que o dragão de São Jorge, melhor para o Brasil. O técnico não precisa apenas entender de bola. Antes de tudo, precisa ser um guerreiro.

    Outro defeito: - ele fará qualquer negócio para o Brasil ser campeão do mundo e voltar com o caneco de ouro. Dirão vocês:

    - “Mas é feio!”

    Ora, ora. Desde quando o bonito ganhou a copa? De mais a mais, só os subdesenvolvidos têm escrúpulos. O inglês é um grande povo. Na guerra, salvou o mundo com a sua resistência. Mas em 1966 a Inglaterra foi de um descaro empolgante. Manipulou juízes, baixou o pau, fez horrores e ganhou. Portanto, com as suas qualidades o inglês salvou o mundo; com os seus defeitos, ganhou a taça.

    Mais outro defeito do João: - doutrinou o escrete para não levar desaforo para casa. Os lorpas, os pascácios, os bovinos hão de perguntar:

    - “E a esportividade?”

    Respondo que, na Copa, a esportividade é uma piada de necrotério. Dirão que em 58 e 62 fomos bonzinhos. Mas os demais concorrentes fizeram o diabo. E nós fomos bonzinhos graças ao nosso bom subdesenvolvimento.

    Mais um defeito do Saldanha: - a dionísica e, ao mesmo tempo, santa molecagem carioca. Foi para a Europa estudar os adversários. Mas lá não perdeu tempo. Pôs a boca no mundo:

    - “O futebol europeu é uma carnificina!” Disse, ou por outra, berrou isso em todos os idiomas. Hoje, até os esquimós sabem que, na Europa, os jogadores bebem o sangue do adversário como se groselha fosse. Ora, o que o Saldanha está fazendo, de país em país, é um terrorismo bárbaro. Está coagindo os europeus e todos os concorrentes. Se há um foul modesto ele espalha aos quatro ventos:

    - “Assassinato! Assassinato!”

    Já os juízes de 70 estão acuados. Não queiram saber o que o João não fará no próximo Mundial."

  25. 03/07/2006

    Copa de segunda

    Admito minha total decepção com essa Copa do Mundo. Não me refiro ao fiasco da Seleção Brasileira. Quem me acompanha aqui sabe que não apostava um Euro furado no brilhante esquema de Parreira e no formidável planejamento de Américo Faria. Meu incômodo é com toda competição. Esperava comer filé mignon e, na maioria dos dias, tive que me satisfazer, no máximo, com carne moída. De segunda.

    A primeira Copa me enganou. Talvez fosse a animação inicial. Mas, a partir das oitavas, comecei a perder o otimismo. Para cada quatro jogos ruins, um, no máximo, dois bons, Esperei pelas quartas. Também não me empolguei. Agora, vamos às semifinais. Prefiro não fazer mais previsões nem ser mais otimista nem pessimista. Vou olhar, De longe, E, se for bom, aplaudir, Se for ruim, lamentar.

    Uma Copa só acontece há cada quatro anos, E nós, falo dos jornalistas esportivos que não vêem só o futebol como algo provinciano, doméstico e sem fronteiras, sempre esperamos por algo fantástico, Até agora, não veio,

    Não sou um cara exigente, Já defendi muitas peladas aqui, no Jogo Aberto, Mas desta vez foram excessivas, Vamos ver se amanhã Alemanha, sem Frings (foto), suspenso, e Itália começam a calar a minha boca. E, se na quarta, Portugal e França farão o jogo que prometem. Torço muito por isso. Assim espero... Até porque, pelos menos até agora, essa é apenas a Copa do fracasso de Frankfurt, da África enfraquecida, dos asiáticos enganosos, da Argentina desafinada, de vários europeus sem brilho e de número tenebrosos.

    É a Copa do Mundo com a segunda pior média de gols da história (2, 3 contra 2,21 da abominável Itália-90), da chuva de expulsões (27), de péssimas arbitragens, da desmoralização do fair play e do recorde de 0 a 0 (sete, no total). Basicamente, frustrante.

  26. 03/07/2006

    Bolão da Copa (semifinais)



    Bem, sei que muita gente que ver o Mundial pelas costas, mas promessa é dívida. E regras são regras. Vamos aos dois jogos. E boa sorte.

    * ALEMANHA X ITÁLIA
    * FRANÇA X PORTUGAL

    PS: a ilustração é uma homenagem a todas as bobagens que temos sido obrigados a ler e ouvir desde o fiasco de Frankfurt.

  27. 02/07/2006

    E ainda temos que aturar isso...

    • Os jornais do mundo inteiro vibram com a França de Zidane e com o fiasco brasileiro. Já o Olé, de Buenos Aires, para a provocação barata e agressiva. Fica o registro do que é um jornalismo de esquina.

    • Parreira, o resignado – “A história do futebol brasileiro é muito rica. Vamos refletir, olhar para o passado. Fomos até às quartas-de-final e foi um tropeço grande para quem sempre tem a obrigação de chegar à final. O Brasil tem que se preparar para a próxima Copa, vamos enterrar o defunto com dignidade e retornar das cinzas. Mais forte do que nunca”.

    • Parreira, o cara legal, na tentativa de defender Roberto Carlos – “ O Henry normalmente fica fora da área. Se ele aparecesse, Kaká ou Cafu, ou até o Zé Roberto deveriam marcar ele. O Lúcio, o Gilberto Silva e o Juan ficam com os jogadores mais altos. E não temos mais atletas altos para marcar essa jogada. Houve o erro “.

    Quem disse a ele que o Henry fica fora da área?

    • Parreira e suas desculpas: “Se perde, a culpa é sempre do treinador. Está apenas se confirmando o script. Não tenho preocupação se vou ou não continuar. Quando chegar ao Brasil vamos pensar nisso.”

    • Como sempre, na derrota o grupo se dispersa. Cada um para o seu lado. Uma panela aqui; outra, ali. E o pandeiro guardado na mala.

    • Juninho Pernambucano se despede: “Não adianta ficar procurando culpados agora. Perdemos todos. Bola para frente. Mas é preciso pensar nos mais jovens e fazer uma outra equipe. Todos nós que chegamos ou passamos dos 30 (anos) temos de dar a vez aos mais jovens e fazer uma nova equipe para 2.010. Chegou a hora de fazer outro time”.

    • Kaká: “Não há desculpas. Não jogamos nada”.
    • Ronaldinho Gaúcho visita marte: “Até o último minuto buscamos um milagre, mas não saiu. Estou muito triste, com uma grande dor, embora tenhamos lutado até o final. O Brasil nunca decepciona, apesar de nenhum de nós estar feliz com o desempenho neste momento”.

    • Ronaldo... Legal: “Não era o resultado que queríamos, mas nada deu certo. Não há culpados para o que aconteceu. A França foi melhor e ganhou.”

    • Cafu, em outro planeta: “Quem sabe não posso ir à Copa de 2010. Até como zagueiro”

    • Robinho, de saco cheio: “Estava pronto para entrar desde o início e como todo jogador queria jogar, mas o técnico só achou melhor me colocar nos dez minutos finais”.

    • Bolas da vez para a vaga de Parreira. Preferência do atual treinador: Paulo Autuori. Nome de Ricardo Teixeira: Vanderlei Luxemburgo.

    • E o Zagallo, hein? 13 letras....

  28. 01/07/2006

    Feliz 2010 (Parte 1)


    A diferença do dia 12 de julho de 1998 para o 01 de julho de 2006 foi, basicamente uma. Há oito anos, em Paris, o Brasil não jogou nada, a França jogou muito e Zidane fez dois gols. Hoje, em Frankfurt, a Seleção novamente olhou a banda passar, os francês deram outra exibição, mas Zizou apenas de um show – o gol, o da vitória de 1 a 0, ele ofereceu a Henry. Tudo muito parecido. Da superioridade européia à letargia dos perdedores. Da seriedade vermelha, azul e branca à arrogância que vestia amarelo. O choro do torcedor é o mesmo. A dor de ver um time, forte no papel mas fraco no planejamento, perder um Mundial, idêntica. Enfim, a Copa do Mundo virou Eurocopa. A Fifa agradece. E a história do futebol ganha mais um capítulo rico para ser contado daqui a cem anos com riqueza de detalhes.

    Há outras semelhanças entre a derrota para a França em Paris e a versão alemã. Naquele dia, Cafu riu; hoje, também. Roberto Carlos não jogou nada e fez bobagem num dos gols; de novo esteve ridículo e, ao invés de acompanhar Henry, preferiu arrumar a meia na hora do gol decisivo. Ronaldo só lutou. E o técnico sentado no banco de reservas naufragou na arrogância, na prepotência e na auto-suficiência. Em 1998, Zagallo. Agora, em 2006, sua extensão: Carlos Alberto Parreira. Ah, claro, as desculpas foram exatamente as mesmas, descontada às que falavam sobre a convulsão de Ronaldo.

    Por que o Brasil perdeu para a França e está fora da Copa? Primeiro, vamos ser justos. Os franceses jogaram demais. Muito. Ninguém errou. Uma atuação perfeita no aspecto coletivo. Atacava com quatro jogadores e defendia com oito. Henry, Malouda, Vieira, Sagnol, Thuran, Ribery... Todas estiveram perfeitos. Mas Zidane foi notável. Um desempenho inacreditável. Zizou deu um show. Liderou, lançou, driblou, deu toques de efeito, chapéu. Zidane ajudou o Brasil a ser menos Brasil. Na verdade, ele foi o mais brasileiro dos jogadores em campo. A melhor atuação individual da Copa do Mundo. Faltam dois jogos para Zinedine Zidane largar o futebol e, nesse dia, sábado ou domingo, depende do que acontecer na semifinal contra Portugal, ser reverenciado pelo mundo inteiro.

    Enfim, a França jogou muito. E essa foi a razão primordial para a Seleção Brasileira pôr a viola no saco (no caso, pandeiros, tamborins e todo aquele aparato musical que costuma infernizar os meus ouvidos) e voltar para casa cheia de desculpas simplórias e teses pueris para explicar a derrota. As explicações de Parreira, Cafu, Ronaldo & Cia devem ser consideradas o símbolo do óleo de peroba nacional. “Perdemos porque a França jogou melhor”. Ok, turma do “duh”. Seria a mesma coisa de um estudando reprovado dizer que irá repetir de ano porque a prova era difícil. Não há humildade para pôr o dedo na ferida e espremer”. Não jogamos nada”. Quem disse foi Kaká. Parabéns.
    >

  29. 01/07/2006

    Feliz 2010 (Parte 2)

    Mas, de volta, por que o Brasil perdeu para a França e está fora de mais um Mundial, como em 1986 e 1998? Esqueçamos a França. Façamos de conta que jogamos contra o time de Mercúrio. Zidane não existe. Até porque o orgulho nacional, com exceções, adora esnobar talento, craque e competência alheios. Por que perdemos? Aos fatos.

    Tudo começou e terminou com a teimosia e a auto-suficiência de Carlos Alberto Parreira. Claro que o Brasil poderia perder o título, mesmo que ele fosse um gênio. Mas ele teve quatro anos para montar um time. E descobriu, no mês da Copa, que não tinha nada: padrão, conjunto, jogadas, juventude, preparo físico. Nada. Pior: ganhou jogos iniciais de forma pouco convincente, mas jogou toda a sujeira para debaixo do tapete. Nas oitavas-de-final, ganhou uma linha de impedimento amiga de Gana e subiu mais um degrau. Aí, já era demais. Ou os craques teriam que fazer um milagre.

    E não fizeram. Kaká, Ronaldinho Gaúcho e, menos, Ronaldo, não jogaram nada. Muito menos fizeram mágica. E aí os erros se multiplicaram:

    1. Eu defendi os laterais várias vezes e faço o mea-culpa. Não tinham mais condições. Roberto Carlos ainda menos do que Cafu. Cicinho deveria ter sido efetivado e Parreira errou ao não chamar Júnior. Gilberto não era a melhor opção.
    2. Não se mete no time se treinar a formação. Parreira lançou Gilberto Silva e Juninho Pernambucano, que a vida inteira deveria ter sido titular, mas não num jogo decisivo, sem conjunto. O padrão de jogo, ralo que o time tinha, sumiu de vez.
    3. Ronaldinho Gaúcho nunca se encontrou nessa Copa. Para amigos, ele já disse que não sabe em que posição joga. Assim fica difícil.
    4. Kaká também ficou largado a Copa inteira. O que conseguiu fazer foi por obra e graça de sua inteligência.
    5. Robinho deveria ter começado o jogo no ataque ao lado de Ronaldo. Era óbvio.
    6. O time treinou pouco. Até um calango sabe disso.
    7. O time jogou pouco. Até um esquilo reclama disso.
    8. Panela velha nem sempre faz comida boa.
    9. E toda panelinha é mortal.
    10. Com arrogância, nada funciona.
    11. “Perdemos a Copa” tem 13 letras.

    Enfim, vida que segue. Eurocopa na Alemanha: Itália x Alemanha; França x Portugal. A Fifa agradece. Essa última frase também tem 13 letras....

    Notas

    Dida (6); Cafu (3); Lúcio (8), Juan (9), Roberto Carlos (0); Gilberto Silva (3); Zé Roberto (6); Kaká (4); Ronaldinho Gaúcho (3); Junior Pernambucano (3); Ronaldo (5); Parreira (1).

  30. 01/07/2006

    O fado de Felipão

    Mais um 0 a 0 na Copa do Mundo. Mas, diferentemente dos outros seis, gostei da partida entre Inglaterra e Portugal. Nervosa, muito marcada, disputada palmo a palmo do estádio de teto fechado de Gelsenkirchen. Mas, discordo do meu amigo Emerson Gonçalves (como é bom quando as pessoas apresentam pontos de vista diferente de forma civilizada): os portugueses jogaram mais e mereceram a sorte, além da competência do goleiro Ricardo nos pênaltis. Pegou três penalidades e virou rei de Portugal. Merecido. Apenas terá que dividir a coroa com Luiz Felipe Scolari que, queiram ou não, sabe como poucos unir um time, trabalhar nele e chegar aos objetivos traçados.

    Inglaterra e Portugal tiveram nessa Copa a chance de irem longe. Os portugueses souberam aproveitar. Jamais foram brilhantes, mas passaram bem na primeira fase, resistiram à Guerra de Nuremberg e jogaram de igual para igual com os milionários britânicos. Com a garra que Felipão sabe passar sempre aos seus jogadores. E conseguiram. Já os ingleses tinham time para ir muito mais longe. Mas não fizeram um bom Mundial. Fizeram seis gols em cinco jogos. Muito pouco. Estrelas como Lampard não brilharam. Outras, como Gerrard, até jogaram bem, mas falharam na hora decisiva, como na cobrança de pênalti defendida por Ricardo. E Wayne Rooney caiu na provocação de Ricardo Carvalho, pisou e foi merecidamente expulso.

    Concordo com quem diz, como o Emerson, que Portugal catimbou. Faz sentido. Felipão gosta disso. Provoca. Incentiva esse excesso. Mas o time teve mais vontade do que a Inglaterra. Sinceramente, os ingleses me decepcionaram. E aquela cara de chuchu de Sven-Goran Ericksson, como se tudo não passasse de apenas mais um fracasso, deixa claro que a Inglaterra, apesar de ter time, ainda não tem alma vencedora.

    Sugestão: contratem Felipão. Ele daria jeito nessa pose britânica. E agora vejamos quem Scolari, Murtosa, Figo e o marrento do Christian Ronaldo enfrentam na quarta. Seja bem quem for, Portugal brigará muito, detalhe que o fez chegar às semifinais da Copa, fato que só ocorrera em 1966. Como reza a cartilha do seu vitorioso treinador.

  31. 01/07/2006

    Los Hermanos

    Nossos vizinhos choram até agora. Não era para ser diferente. A derrota para a Alemanha, nos pênaltis, foi dolorosa. E a imprensa portenha é só lamentos e perguntas:

    1. Por que não decidimos um jogo que estava em nossas mãos?
    2. Por que não ficamos sequer entre os quatro primeiros?
    3. Quem substituirá o demissionário Jose Pekerman?
    4. Por que Messi jogou tão pouco a Copa do Mundo?
    5. Porque um zagueiro (Ayala) foi escalado para bater pênalti?
    6. Por que tirar um artilheiro como Crespo?
    7. Como faremos para secar o Brasil agora?

    Ah: em tempo. Quem tiver interesse em acessar o blog particular do Messi é só clicar aqui: http://blogdelio.wordpress.com/

  32. 30/06/2006

    A prova



    Brasil - Dida, Cafu, Juan, Lúcio e Roberto; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Ronaldo.

    França - Barthez, Abidal, Thuram, Gallas e Sagnol; Makelele, Vieira, Malouda e Zidane; Ribéry e Henry
    Local: Frankfurt
    Horário: 16 horas
    Juiz: Luis Medina Cantalejo
    Façam suas apostas.
    E preparem-se: será um duro teste para a coronária nacional.
    Boa sorte.

  33. 30/06/2006

    Covardia em Berlim

    Quando um não quer, dois não brigam. O medo de perder tira a vontade de ganhar. Sei lá... Procure qualquer lugar comum desse tipo e você terá uma explicação plausível para o jogo decisivo de hoje no Estádio Olímpico de Berlim. No intervalo do jogo, com um terrível 0 a 0 no placar, Casagrande desceu, encostou e comentou comigo o mesmo que deve ter dito na transmissão da TV Globo: “Há um excesso de respeito em campo. Os dois estão com medo. Se continuar assim, não sai gol nenhum”.

    Sim, análise perfeita. Muita cerimônia em campo. Muito pavor. Receio em demasia. Até a torcida da casa, tão vibrante nas quatro primeiras partidas, estava encolhida. Era partida com cara de empate. A diferença para o que Casagrande comentou foi que houve um gol para cada lado: 1 a 1. Na prorrogação, a covardia recrudesceu. E acabou nos pênaltis. Com 100% de aproveitamento dos alemães, uma atuação perfeita de Lehmann para deixar Oliver Kahn no limbo definitivo, delírio germânico nas arquibancadas, choro portenho em campo e alguns socos, pontapés e rabos-de-arraia. A Argentina se foi; a Alemanha fica. Mas com a crista mas baixa do que o penacho que ostentava até hoje.

    Se tivesse um pouco mais de audácia e objetividade, a Argentina teria vencido o jogo. Jose Pekerman escalou um time ofensivo. Dois volantes técnicos, Lucho González e Mascherano, Riquelme e Max Rodriguez na armação, com Tevez e Crespo na frente. Surpresa para Jurgen Klinsmann. Marcação na saída de bola. Partida favorável para os sul-americanos, mas que cometeram um erro: não chutava. A Alemanha também criou pouco, quase nada (descontada uma cabeçada de Ballack). A torcida sentiu o aperto, calou-se e o primeiro tempo terminou sem, na prática, ter começado.

    Tudo ficou ainda mais com cara argentina no segundo tempo. Aos três minutos, Riquelme bateu escanteio. Ayala fez 1 a 0. Mas... Sobrou coragem para matar a partida. Pelo contrário: Pekerman compensou seus acertos de inícios com substituições erradas durante o jogo. Sacou Riquelme e pôs Cambiasso para defender. Tirou Crespo, a fim de jogo, e pôs Julio Cruz. O ataque, que já não era nada demais, murchou. O meio, também. E Alemanha foi para dentro.

    No abafa. Klinsmann pôs Odonkor, uma espécie de Denílson alemão; Borowski entrou bem; Neuville, idem. Cruza daqui, cruza dali. Insistência. E cabeçada de Klose, o artilheiro da Copa (cinco), aos 35 minutos do segundo tempo: 1 a 1. Lucho Gonzalez ainda poderia ter matado a partida no fim. Perdeu. Prorrogação. Castigo para quem não soube ganhar. Resultado justo pelo excesso de cerimônia, salamaleques e provocações baratas em campo.

    Sobre a prorrogação me recuso a comentar. Niunguém quis nada com nada. E, nos pênaltis, brilhou Lehman, ao pegar os pênaltis de Ayala e Cambiasso. Nada foi justo hoje. Deveriam jogar de novo. Foi um exercício da mais absoluta covardia. A Argentina perdeu a chance de ganhar dos donos da casa. A Alemanha não soube jogar, muito menos estimular seus torcedores. Mediocridade geral. E ainda resolvem brigar no fim. Depois o Brasil ganha o hexacampeonato com essa bolinha furada que tem exibido e o mundo ainda se perguntará porquê. Basta olhar o jogo de hoje para decifrar o enigma.
    .

    Logo hoje...

    ... que não pude ver o jogo da Itália o time desabrocha e consegue a façanha de fazer três gols na Ucrânia!!! Zambrotta e Luca Toni (2) marcaram os gols que levaram a Azzurra à semifinal contra a Alemanha, terça-feira, em Dortmund. Grande clássico. No papel. Até porque depois do exemplo de hoje ninguém pode garantir que dará jogo bom. Bem, quem viu pode comentar aqui. Fique a vontade.

  34. 29/06/2006

    Vai começar (ou melhorar?)

    A Copa do Mundo da Alemanha teve uma boa primeira fase. Melhor do que a de 2002. Mas, por incrível que pareça, quando poderia pegar no tranco, piorou nas oitavas-de-final. Bons jogos só Argentina x México, Espanha x França e, pelo conjunto da obra, Portugal x Holanda. Os cinco restantes ou foram muito fáceis, como Alemanha 2 x 0 Suécia, ou muito ruins, caso do inacreditavelmente grotesco empate de 0 a 0 entre Ucrânia e Suíça.

    Tenho esperanças, porém, que o motor alemão volte a pegar agora nas quartas-de-final. Só clássicos. Não há nenhuma pelada à vista, muito embora Itália x Ucrânia seja um candidato em potencial. Enfim, chegou a hora de a Copa começar de uma vez por todas. A média de gols caiu (2, 36 contra 2,52 de 2002), já são seis 0 x 0, para alegria de Emerson Gonçalves, quase o recorde negativo de todos os Mundiais, e, esperemos, os árbitros não farão mais lambanças.

    Enfim, não babalorixarei. Meu único palpite é que veremos bons, dramáticos e tensos jogos. E, sinceramente, não dá nem para comparar essa quartas-de-final com a de 2002. Há quatro anos, fomos premiados com Brasil x Inglaterra, Senegal x Turquia, Alemanha x Estados Unidos e Coréia do Sul x Espanha. Agora, teremos Alemanha x Argentina, Itália x Ucrânia, Portugal x Inglaterra e Brasil x França. Bem melhor, não? Sejamos otimistas... Vai melhorar...

    Tá de mal

    Adriano está magoado com a imprensa brasileira e disse que não dá mais entrevistas. Ok. Perfeitamente. E daí?

    Planejamento

    O dia tem 24 horas, certo? Claro. Pois a comissão técnica da Seleção Brasileira marcou o treino de reconhecimento de gramado em Frankfurt (uma coisa quase inútil) para amanhã, às 17 horas. Um horário banal. Nada acontecerá. Apenas o pontapé inicial de Alemanha x Argentina. Ninguém vai ver. Depois olham o vt.
    Duh...

  35. 29/06/2006

    Eu me lembro...

    Duas décadas é tempo demais para mudar a vida de qualquer um. Se em apenas uma hora o mundo pode virar pelo avesso, imagine o que pode acontecer em... 20 anos. No dia 21 de junho de 1986, Brasil, de Sócrates, Júnior e Careca, jogou contra a França, de Platini, Fernandez e Bats, no Estádio Jalisco, em Guadalajara. A partida, como agora, era válida pelas quartas-de-final.

    A Seleção Brasileira de Telê Santana deu muito azar. Jogou melhor. Fez 1 a 0, logo no início do primeiro tempo, com Careca, após linda tabela com Júnior e Muller. Mas levou um gol bobo, no fim do primeiro tempo, marcado por Platini. No segundo, o Brasil continuou melhor. Os franceses cansaram. Bats fez pênalti em Branco. Zico bateu. O francês defendeu. Até hoje perturbam o Galinho por aquele lance. Bobagem...

    Drama na prorrogação. E desespero nos pênaltis. Platini chutou nas nuvens. E Sócrates, também. Júlio César, o melhor zagueiro da Copa, bateu na trave. E a mesma bola tocou nas costas de Carlos e entrou, após ricochetear no poste esquerdo. Fernandez fez a última e decisiva cobrança. Marcou. A França vencia o Brasil nos pênaltis e se classificava para perder as semifinais para a Alemanha. Tudo isso num jogo que congelou Carlos, marcou Zico, parou Sócrates e injustiçou Careca e, principalmente, Telê Santana.

    Parece que foi ontem. Naquela partida, eu tinha 21 anos. Ainda estudava na PUC e era estagiário da editoria de esportes do Jornal do Brasil. Foi lá, no prédio da Avenida Brasil, 500, que presenciei aquele drama. Doze anos depois, estava em Saint Dennis na final entre Brasil e França. E, agora, após duas décadas, aqui estou na Alemanha para acompanhar mais esse duelo entre, talvez, as seleções mais técnicas do mundo.

    Fica a pergunta: onde você estava no dia 21 de junho de 1986? Ou ainda não dera às caras por esse mundo? Direto do túnel do tempo...

  36. 29/06/2006

    Sim... Não... Por que?

    Fazer a cobertura da Fifa é um grande exercício de esquizofrenia. Há dias entendiantes, como hoje, quando dois burocratas do departamento técnico da entidade concederam uma das entrevistas coletivas mais chatas da história. Nunca se bebeu tanto café para não tombar diante de grandes descobertas do tipo “ o contra-ataque tem sido a tônica dessa Copa”, “precisamos ser mais rigorosos com o jogo violento” e “no futebol leva vantagem quem tem mais habilidade, velocidade e técnica”. Poxa, que legal. Como diz uma queridíssima amiga, “DUH” para esse cansativos.

    Mas há dias excitantes no lar de Dona Fifa. Véspera de divulgação dos árbitros para os jogos da Copa é uma beleza. Conversas ao pé do ouvido, cartolas espalhados pelo hotel, telefonemas nervosos, cavadinhas, todos em busca da melhor brasa para a sua sardinha. E a imprensa, claro, incluído o representante de Niterói do conclave, tece as suas teorias da conspiração. Pedro Migão nasceu para cobrir a Fifa. Amaria esse ambiente. Ele junto com os ingleses, que vêem uma vaca quando o que aparece é um simples hambúrguer, fincaria raízes e não sairia mais daqui.

    Foi interessante essa escala de árbitros para as quartas-de-final, assim como a dispensa de nove trios. Dos mandados para casa, só houve surpresa com Carlos Eugênio Simon e Eric Poulat. O francês está sem padrinho forte. E o gaúcho rodou porque só poderiam ficar dois sul-americanos. Nesse caso, o argentino Horácio Elizondo e o uruguaio Jorge Larrionda estão com muito mais moral na Comissão de Arbitragem.

    Comissão de Arbitragem que é presidida por um espanhol. E, claro, o cartola não mandou o árbitro do seu país embora. Mesmo ele tendo marcado aquele pênalti ridículo a favor da Itália no último minuto do jogo contra a Austrália. Luis Medina Cantalejo ganhou um prêmio pelo seu ótimo desempenho. Apitará Brasil x França. Uma escolha totalmente inábil. Como a Fifa escala um juiz espanhol para um jogo da França dois dias depois de os franceses eliminarem a Espanha? Melhor para o Brasil. Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos, só para começar, têm ótimo relacionamento com Cantalejo, com quem convivem nos jogos do Campeonato Espanhol.

    Lubos Michel apita Alemanha x Argentina. Nesse caso, os alemães trabalharam menor. Os argentinos cometem mais faltas e, conseqüentemente, levam mais cartões amarelos, esporte preferido do apitador eslovaco. Horácio Elizondo apita Inglaterra x Portugal. Escolha perfeita. Nenhum conspirador conseguiu detectar nada. E Frank de Bleckeere, um árbitro belga todo enrolado, comandará Itália x Ucrânia. Ficarei de olho.

    Nos bastidores da Fifa, comenta-se que os maiores favoritos para apitar a final do dia 9 são Jorge Larrionda, canonizado por ter feito, segundo alguns, a melhor atuação da Copa, no empate de 1 a 1 entre EUA e Itália, e Roberto Rosseti. Se a Itália chegar à final e a Alemanha dançar, conseqüentemente, crescem as chances do alemão Markus Merk. E, reza a lenda, caso o Brasil passe às semifinais, o japonês Toru Kamikawa pode ser o nome escolhido.

    Muito disse-me-disse. Mas a maioria das previsões a mídia que cobre a Fifa têm acertado Não é tão difícil. Basta pensar e ter um pouco de sorte e sagacidade na avaliação. Olho vivo 24 horas ao dia.aliação. Olho vivo 24 horas ao dia.

  37. 28/06/2006

    Bolão da Copa (Parcial e quartas de final)



    Mais uma etapa do Bolão da Copa e a macholândia do Jogo Aberto segue atrás da Fernanda, líder após mais uma rodada. A diferença é mínima. A alvinegra tem 60 pontas, contra 58 de Henrique Badan, um expert em babalorixadas, e 57 de César Augusto, outro mestre na arte de pitacar. E tem muito mais gente nos calcanhares do pessoal da frente. Reta decisiva e emocionante.

    Deixo aqui o espaço para a postagem dos jogos das quartas-de-final. Não esqueçam que o placar certo vale três pontos. E apenas um para a ordem da coluna, como é no Troféu Babalorixá, do Brasileirão.

    E, como sempre, clamo: deixem esse post somente para os pitacos. Outras discussões nos posts aqui embaixo ou nos que publicarei amanhã.

    • Alemanha x Argentina
    • Itália x Ucrânia
    • Inglaterra x Portugal
    • Brasil x França

    Resultado parcial

    60 pontos
    Fernanda

    58 pontos
    Henrique Badam

    57 pontos
    César Augusto

    54 pontos
    Thiago Chelappa
    Rodrigo Rego

    52 pontos
    Ian Sena
    Paulo Cavalcante
    João Luiz Hollanda

    51 pontos
    Renildo Almeida
    Luiz Otávio Monteiro

    50 pontos
    RG
    Caio Ferreira
    Flávio Bethlem Monteiro
    Mengollino
    José Guilherme Villaça

    49 pontos
    Hector Junior
    Romarinho
    Paulo Rogério

    48 pontos
    Ricardo Badan
    Enio Augusto
    Miguel Ângelo
    André
    Bruno Introvgni

    Quem desejar acessar a planilha completa basta clicar aqui: Bolao Copa do Mundo planilha OITAVAS DE FINAL.xls

  38. 27/06/2006

    Foi bom para você?

    Alguma coisa está fora da ordem. O Brasil venceu Gana por 3 a 0, chegou às quartas-de-final da Copa do Mundo e agora enfrenta a França, sábado, em Frankfurt. Mas, de novo, não jogou bem. Ganhou, simplesmente, porque é melhor. Porque, queiram ou não, tem uma defesa segura, volantes sérios, um Kaká que, mesmo sem ser brilhante, sabe ver o jogo como poucos. E porque tem Ronaldo, o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols, um a mais do que Gerd Muller. Em Mundiais, o Brasil quase sempre é Brasil. A camisa tem um peso inacreditável, e isso faz a diferença na maioria das partidas.

    Faz tanta diferença que o Brasil consegue jogar mal, como hoje, e ganhar de Gana por 3 a 0. Chega a esse resultado mal escalado, sem padrão de jogo, atrofiado em alguns setores e, sobretudo, com um técnico apático e conservador a comandá-lo. Assim mesmo, vence. E, lamentavelmente, os problemas são jogados para debaixo do tapete. Nunca se faz uma faxina decente na casa. Tem sido sempre assim. O treinador manda tirar o pozinho dos móveis, mas não se mostra muito interessado em dar um brilho geral. Aí, um dia dá cupim, mofo - e o prejuízo se torna imenso. Foi, segundo meu vizinho Fernando Duarte, do Globo, um dos 3 a 0 mais feios da história da Seleção.

    O jogo: Parreira iria escalar Robinho ao lado de Ronaldo. Como o garoto sentiu lesão muscular, o certo seria avançar Ronaldinho Gaúcho e lançar Juninho Pernambucano. Ele, claro, fez o contrário. Pôs Adriano. De novo. Nada contra o atacante da Internazionale. Mas não conheço um time que dê certo com dois centroavantes de ofício, lado a lado. O Brasil nunca foi campeão do mundo assim. Pode até ser desta vez. Mas será exceção. Assim mesmo, Parreira insiste. E consegue ser feliz, apesar da teimosia.

    Foi feliz porque Gana foi infeliz, tola, boba, ingênua e todos os sinônimos relativos. Os africanos tomaram três gols por jogarem com a defesa em linha. Tática burra. Otária. E o talento brasileiro não perdoa isso. Cinco minutos. Kaká, inteligência acima da média, viu o buraco e lançou. Ronaldo entrou, driblou Kingson e fez 1 a 0. Palmas para ele, que, por sinal, está bem mais magro. Palmas de novo para ele.

    Gana baqueou, mas seguiu em frente. Não sabe chutar. Quando consegue, ou bate fraco ou esbarra em Dida, impecável. Os africanos tocaram demais. Respeitaram demais. É o que digo: é a sorte de Parreira. O Brasil mete medo em quem o enfrenta. Isso faz muita diferença. Antes do fim do primeiro tempo, quando Gana era melhor, Kaká puxou outro contra-ataque. A linha africana falhou de novo. Cafu se apresentou e cruzou para Adriano, impedido, fazer 2 a 0.

    Lubos Michels, que já distribuirá cartões a valer para Gana, como eu previra, não deu o impedimento. E Gana vergou. Mas não quebrou. Foi para o segundo tempo exatamente como no primeiro. E o Brasil, como um time mediano, explorava contra-ataques. O Brasil de Parreira joga nos contra-ataques. Eu não gosto disso. Não é uma tática do nosso tamanho. Gana foi para cima. Mas é pequena para concluir. Não sabe mesmo. E, no fim, já entregue, levou o terceiro gol, igual ao primeiro, desta vez de Zé Roberto.

    O Brasil venceu, mas não me convenceu. Mas seguimos em frente. Cafu não foi mal. Discordo de quem falou. Roberto Carlos foi ridículo. Grotesco. Não dá para continuar assim. Joguei a toalha, reconheço. E Ronaldinho Gaúcho fez a sua pior partida na Copa. Será que Robinho joga sábado? Será que Parreira barrará Roberto Carlos? Será que ganharemos o hexacampeonato (ainda acredito que temos boas chances), com esse futebol chato, mecânico e bem abaixo do que podemos apresentar? As vaias no fim, o constrangimentos dos jogadores e a cara de tédio do Parreira provaram no fim: alguma coisa está fora da ordem.

    As notas

    Dida (8); Cafu (6); Lúcio (7); Juan (8); Roberto Carlos (0.5); Emerson (7); Zé Roberto (8); Kaká (7); Ronaldinho Gaúcho (3); Adriano (5); Ronaldo (9, pelo conjunto da obra); Parreira (3) e, para paciência de todos os blogueiros em busca de uma boa discussão, (10).





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  39. 27/06/2006

    Espanha x França



    A França virou: 3 a 1 na Espanha. Nas quartas-de-final teremos a reedição do jogaço de Guadalajara, válido pela mesma fase no Mundial de 1986. A diferença é que ao invés de Careca x Platini teremos Zidane x Ronaldo. Imperdível.


    Estou com quem achou a partida excelente. A Espanha saiu na frente, mas os velhinhos franceses resolveram jogar, principalmente Vieira e Zidane. Henry segue adormecido e sua relação com Zizou é, no mínimo, estranha.

    De resto, teremos quatro clássicos (se virmos a Ucrânia como a antiga União Soviética) e todos os campeões mundiais nas oitavas, com exceção do Uruguai, é claro.

    Para quem gosta de tradição e respeita a história, um prato cheio.

  40. 27/06/2006

    Fala, carranca!

    Oliver Kahn, amigo dos brasileiros e a maior carranca da Copa do Mundo, deu uma entrevista interessante e sem hipocrisia à revista alemã Der Spiegel. Seguem alguns trechos para o debate. A tradução é de Mariana Bispo, produtora da TV Globo em Munique.

    • “Em 1994, 1996 e 1998 eu fiquei no banco em competições. Naquela época já foi duro, mas eu era um goleiro jovem, que sabia que sua hora chegaria. Desta vez é diferente. “

    • “Até pouco tempo eu estava convencido de que jogaria. O caminho para o banco era sempre um caminho difícil. Eu observo o jogo, imagino o aspecto esportivo e desapareço o mais rápido possível no vestiário.”

    • “Incompreensível. Mas eu não queria ser aquele que se esconde chateado no quarto. Eu queria que os jogadores tirassem proveito do meu papel. É um desafio para a minha personalidade”.

    • “Na vida real os finais felizes são menos freqüentes. Eu não me vejo como um herói, mas como uma pessoa que ama sua profissão e que a exerce com paixão. E que às vezes exagera. “

    • “Eu não posso abraçar os êxitos e me esconder nos fracassos. Sair pela portas dos fundos? Isso seria fatal e não combina comigo. A vida não é para um só. “

    • “Não foi fácil ver do banco o jogo de estréia, pelo qual eu trabalhei dois anos. A motivação, o impulso, tudo que eu fiz durante dois anos estava voltado para este jogo. Quem tem uma idéia da paixão com que eu pratico este esporte sabe: essa foi uma prova dura.”

    • “Claro que se tem momentos difíceis, quando se está frustrado. Durante alguns eu estava agressivo. E os meninos pensavam: “Ui, o que está acontecendo com ele?” Mas isso também pode ser visto de uma maneira positiva. Isso contagia. Na sexta-feira em que Jürgen me comunicou sua decisão meu primeiro pensamento foi: “Agora nada tem sentido”. Mas neste momento devemos ter a capacidade e pensar primeiro nas coisas.”

    • “Pode parecer arrogante, mas eu falo mesmo assim: Alguém realmente acha que eu precisaria disso financeiramente? Quem acha isso não conhece o esportista Kahn.”

    • “Quero ser técnico da seleção e depois presidente da Federação Alemã”

    • Sobre a decisão de Klinsmann em escalar Lehmann e não ele: “Por um lado eu tento fazer o que é necessário para o time. Por outro lado, eu falei para ele que nunca vou entender porque não sou mais o número um. Nunca houve uma explicação. Só houve uma afirmação: Agora vamos com o Jens Lehmann, agora ele é o número um na copa. Falaram que ele tinha um “tick”, que o fazia melhor. Desculpe, mas mudar o número um de muitos anos, que joga com regularidade, só porque o outro é um “tick” melhor? Isso para mim não é explicação. Na França joga o Barthez, na Holanda, Van der Saar, na Itália, Buffon. Onde está a diferença? Eu joguei durante dois anos no melhor nível, fiz bem nos jogos na liga de campeões, sou duas vezes campeão da liga alemã e ganhador da copa da Alemanha. Tenho uma enorme experiência em competições. Não havia realmente nenhuma razão para mudar o número um.”

  41. 26/06/2006

    O risco da soberba

    O inimigo dorme ao lado. E ronca forte. Não se preocupa com o vizinho e só quer saber de cuidar do seu sono. Quem está por perto, nada representa. Não consta. É inferior. Gana é uma seleção forte. Física e tecnicamente. Mas o maior adversário do Brasil amanhã, no jogo decisivo contra os africanos pelas quartas-de-final, em Dortmund, é sua progressiva soberba. Não de todos. Mas de alguns. E, como o futebol é coletivo, conviver com tamanha indiferença sobre o que gravita ao seu redor pode ser um risco real e imediato. Tenho, porém, uma convicção: se jogadores, comissão técnica e dirigentes recolherem a marra e virem Gana com respeito é bem provável que a vitória venha. Que optem pela alternativa correta.

    Quem joga no lugar de Robinho? Parreira só anuncia amanhã. Mas é dado como certo porque está junto com a Seleção Brasileira que Adriano volta ao ataque, ao lado de Ronaldo. Gilberto Silva na vaga de Émerson é outro boato. Mas essa eu não acredito. Posso estar enganado, mas não creio que o técnico vá tirar o seu volante de confiança.

    Descontadas as dúvidas do treinador, há boas notícias. Essien, um tanque e líder ganês não joga. O time africano foi o que mais faltas fez na primeira fase (76), mas a Fifa escalou Lubus Michels para apitar a partida. O eslovaco é conhecido pela sua firmeza e pela abundância de cartões amarelos que costuma distribuir durante os jogos. Assim, as pancadas de Gana, se é que acontecerão mesmo, serão vigiadas com rigor.

    Tudo parece caminhar bem. O que pega mesmo é a arrogância. Essa é venenosa e pica os que dela se contaminam. Carlos Alberto Parreira, normalmente sereno, foi surpreendido por surdos-mudos no Fantástico xingando a imprensa após os gols de Ronaldo contra o Chile. Leitura labial não tem discussão. E ainda aparece a distribuir orientações óbvias e elogiando Gilberto Silva. Só que, na mesma reportagem, dá a entender a Zagallo que é difícil barrar Emerson. Fácil é ofender jornalistas ou quem mais o contraria. Parreira nunca conviveu com críticas e pressões. Finge que administra, mas se contorce por dentro.

    E Roberto Carlos, na véspera de um jogo decisivo contra uma seleção perigosa e que está louca para fazer história, abre sua boca imensa para dizer que a final da Copa será entre Brasil e Argentina ou Alemanha. Aí está o timing exato para uma frase desse tipo. A 24 horas de uma decisão. Gana é forte, mas, brasileiro que sou e consciente da força da Seleção, garanto: o Brasil só perde para ele mesmo. Respeito é tudo. A frase tem 13 letras.

  42. 26/06/2006

    Ele não usa óculos

    Na babel do Centro de Imprensa de Berlim, o silêncio geral só foi quebrado pela euforia de alguns colegas italianos. Massimo Franco, meu velho amigo e repórter do TuttoSport, jornal de Turim, veio na minha direção e de Fernando Duarte, correspondente do Globo, com quem via o jogo.

    - Carmona! Foi pênalti. O ombro do australiano derrubou Grosso!”
    - Não foi Massimo...
    - Pronto. Vamos ver novamente.

    Massimo pediu e eu revi. Uma, duas, três. A cada replay ele enxergava o ombro fantasma do australiano Lucas Neill. Eu só conseguia ver o estabanado Grosso (belo nome!) tropeçar no corpo do socceroo e tombar. Luis Medina Cantalejo marcou pênalti. Ele, Massimo e todos os colegas italianos viram. Mais ninguém. Gol de Totti, aos 45 minutos do segundo tempo. A Itália está classificada para as quartas-de-final.

    Poderia ter vencido na prorrogação, mesmo com a expulsão de Materazzi. Mas Cantalejo facilitou as coisas. Jogo ruim, com cara de 0 a 0. Partida chata, com a cara da legião de volantes italianos. Tudo insosso, como a cara de Marcello Lippi, o técnico que tem a coragem de pôr Totti no banco e escalar Perrotta. A prova da covardia azul.

    Enfim, a Itália venceu, feio como sempre, e deixou triste os australianos. Cheios de disposição, mas que, como sempre, quase furaram a bola da Copa. Mas mais furada do que isso é a opinião da Fifa de que arbitragem estava um beleza. Grahan Poll deu três cartões amarelos para o mesmo jogador. Valentin Ivanov virou João Bobo em Nuremberg. E Luis Cantalejo inventou um pênalti. O pior cego é o que não quer ver.


    Pelada de gelo

    Todos esperavam e nem vou perder muito tempo. O placar mais cotado era 0 a 0. Foi o que aconteceu. Todos esperavam por um jogo ruim. Foi péssimo. Ucrânia x Suíça maltrataram o balão de couro. Não dava para ser feliz. Um tédio. Pragmatismo em excesso. Shevchenko virou um poste na Copa. Até pênalti perdeu nas cobranças finais, Sorte dele que seus companheiros acertaram os outros, enquanto os suíços erraram em excesso. Segue em frente o time de amarelo. O de vermelho saiu. Assim é descrita uma pelada. Foi o que vimos hoje. Itália x Ucrânia, sexta-feira, em Hamburgo. Promessa de mais retranca...

  43. 26/06/2006

    Ultimate Fighting

    Claro que os portugueses têm mais é que comemorar. Venceram uma guerra suja e chegaram às quartas-de-final do Mundial, a melhor colocação da equipe desde o terceiro lugar no Mundial de 1966. Mas, fora os vencedores, mais ninguém tem o que festejar. Portugal e Holanda poderiam ter feito um grande jogo, mas acabaram como protagonistas da maior batalha campal da história das Copas. Infelizmente, mais do que o belo gol do ótimo Maniche, herói da vitória lusitana, o que o mundo recordará para sempre serão os 12 cartões amarelos e quatro vermelhos aplicados pelo atordoado russo Valentin Ivanov, sem contar a seqüência de coices, agressões, cotoveladas, patadas e afins distribuídos dentro de campo. E, de novo, o mais lamentável é saber que as duas seleções poderiam ter feito um jogaço. Mas os nervos falharam e consumaram um vergonhaço.

    A Holanda começou melhor. Na bola, poderia ter saído na frente, mas Van Bommel perdeu. Na porrada, a Laranja Mecânica também iniciou os trabalhos. Duas pancadas seguidas, a segunda, delinqüente, de um carniceiro chamado Boulahrouz tiraram Cristiano Ronaldo do jogo. Aos prantos, tal a violência imposta no lance. A partir daí, o pouco de futebol virou ultimate figthing. Ivanov não expulsou o holandês. Nuno Valente aproveitou e pegou Kuyt. Nada aconteceu. No intervalo das patadas, Maniche fez 1 a 0,. E, no fim, Costinha foi o primeiro expulso. Não pôr mostrar armas, mas pelo fato de ter posto a mão na bola.

    Segundo tempo. Parecia que teríamos futebol. Cocu na trave. A Holanda pressionava. Portugal, até certa forma sereno, procurava contra-ataques. A Laranja chutou o dobro. Mas jamais teve calma e competência para empatar. Ricardo estava diabólico. Pegou tudo. E os holandeses se enervavam. Mas, dessa vez, foi Figo quem surtou. Agrediu um adversário. Ivanov amarelou de novo. Aí, Boulahrouz foi com o cotovelo no rosto de Figo. Amarelo. Como já tinha pela patada anterior, foi expulso.

    O jogo continuou assim. Porrada a três por quatro, catimba, Holanda em cima e Portugal em busca de contra-ataques. Deco foi expulso por cera. No fim Von Bronckhorst também foi recebeu o vermelho. Quase sete minutos de acréscimo. Tensão, nervosismo, agressões e, às vezes, muito raramente, futebol.

    A batalha de Nuremberg foi assim. Ganhou Portugal. E foi merecido. Pois fez um gol e soube segurar atrás. E, bem ou mal, teve menos desequilíbrio do que a Holanda, a quem faltou até o fair-play básico. Luiz Felipe Scolari chega à décima-primeira vitória seguida em Copas. É o maior recordista entre os treinadores. Cumpriu a promessa, com sorte e competência, e levou Portugal às quartas. E renovará o seu contrato. Queiram ou não, é um técnico empolgante e que sabe mexer com o time.

    O adversário nas quartas-de-final será a Inglaterra. A própria que Felipão venceu na Copa de 2002, na mesma fase da competição, e também na Eurocopa. Pena que a guerra deixou o time sem Deco, Costinha e, provavelmente, Cristiano Ronaldo. Entre mortos e feridos, salvou-se Portugal. Mas com sérias seqüelas. Uma noite, literalmente, dolorosa em Nuremberg.

  44. 25/06/2006

    Cheque especial

    A Inglaterra entrou no cheque especial nessa Copa do Mundo. Não pára de dever. Toca a vida para a frente, mas não consegue equilibrar as contas. A vitória magérrima (1 a 0 sobre o Equador, graças a um golaço de falta de David Beckham) foi justa, mas muito pálida para um time que pode ser muito mais forte com os jogadores de qualidade que têm. Tem faltado inspiração e sobrado pragmatismo ao England Team. Estratégia de risco. No dia em que pegar um adversário mais cascudo e que não respeito à coroa britânica, a carruagem real poderá virar abóbora.

    O primeiro tempo inglês foi péssimo. O Equador sentiu-se bem e foi à frente. Até bola na trave de Robinson teve. Azar equatoriano que não entrou; sorte inglesa de que o 0 a 0 foi mantido e Sven-Goran Eriksson pôde remediar alguma coisa no intervalo. Não muita, mas suficiente para o time rodar mais a bola, pôr velocidade em campo, encolher o Equador e achar o golaço de Beckham.

    Agora, a Inglaterra, que, repito, tem um time de primeira, enfrenta Holanda ou Portugal. Quem for será complicado. E, com essa postura, Gerrard, Lampard, Rooney, Beckham & Cia sofrerão. Veja só: a Inglaterra jogou quatro jogos. Ganhou três e empatou um. Fez apenas seis gols (média minguada de 1, 5 por partida). E como foram os gols?

    • 1 x 0 Paraguai – Gol contra de Gamarra
    • 2 x 0 Trinidad & Tobago – Crouch e Gerrard a seis minutos do fim.
    • 2 x 2 Suécia – Obra-prima isolada de Joe Cole e bonita cabeçada de Gerrard, numa jogada trabalhada.
    • 1 x 0 Equador – Beckham, de falta.

    Enfim, retrospecto feio e cinzento. Essa geração inglesa merece e precisa jogar mais. Afinal de contas, nem a Rainha Elizabeth sabe quando haverá outra carruagem igual.

  45. 25/06/2006

    Dor coletiva

    Parreira não esperava. Estava convicto de que deveria manter Robinho ataque para o jogo decisivo contra Gana. Ele gostou da movimentação do ex-atacante do Santos e da personalidade que mostrou nas partidas. Mas Robinho sentiu o pior dos problemas para uma competição de tiro curto como é uma Copa do Mundo. Problemas musculares são difíceis de serem tratados. Amanhã Robinho faz exame numa clínica, mas ninguém conta mais com ele para o jogo contra os africanos. Talvez nem para as quartas-de-final, caso o Brasil vença. E fica a pergunta: quem entra?

    Na verdade, o certo é quem volta. O treinador está determinado a voltar com Adriano ao lado de Ronaldo. O lobby por Juninho Pernambucano e com o avanço de Ronaldinho Gaúcho ainda não pegou. O clima em Bergish Gladbach é de apreensão. A expressão de dor de Robinho (foto) assustou. E o time só sai na terça, hora antes do jogo. Oficialmente. Por que, salvo algum recuo, já está fechado: Dida, Cafu, Juan, Lúcio e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Ronaldo.

  46. 24/06/2006

    Joe ou Max?

    Drama em Leipzig. Argentina e México fizeram um jogo típico, com certificado de Copa do Mundo. Equilibrado, disputado, mordido, tenso, catimbado... Totalmente marcado pelo imponderável e pela imprevisibilidade que só o futebol oferece. Era desespero por todo planeta. Em Buenos Aires, por razões óbvias. Na Cidade do México, idem. No Brasil inteiro, a secação foi geral. Na Alemanha, ninguém queria enfrentar os argentinos na próxima sexta-feira... Mas não teve jeito. Após empate de 1 a 1 no tempo normal, a Argentina achou um gol na prorrogação. Um golaço. Obra de arte assinada pelo artista Max Rodriguez e acabou com os ousados planos do sombreiro mais sonhador de todos os tempos. Los Hermanos seguem; Los Muchachos se vão. Assim é o Mundial.

    No início, o jogo foi todo mexicano. Ricardo Lavolpe pôs o time para marcar pressão e acabou com a saída de bola dos adversários. A bola não saía da área de Pato Abondanzieri. Até que, no segundo pau, Rafa Márquez fez 1 a 0, aos seis minutos. A sorte da Argentina é que Borghett foi evitar a cabeçada de Crespo, deu azar e fez contra. Logo em seguida, aos 10m. O árbitro, enroladíssimo, Massimo Busacca errou ao dar gol para Crespo.

    A partir daí, o equilíbrio foi total. Ninguém jogou atrás. Ninguém foi covarde. Ninguém se omitiu. Mas o árbitro errou. Pelo menos duas vezes. Gabriel Heinze deveria ter sido expulso pelo coice que deu no colega mexicano. Busacca contemporizou. E anulou mal um gol da Argentina, no fim. Só ele e seu auxiliar viram impedimento. Até Blatter, padrinho de Busacca, sabe que não foi.

    Enfim, Busacca à parte, o jogo foi ótimo, intenso e emocionante. Tevez melhorou a Argentina de novo, ao substituir Saviola. Sorin jogou muito. Ayala bateu demais. E Max Rodríguez fez o segundo gol mais bonito da Copa até agora, com um chutaço de fora de área, O gol que decidiu a guerra latina na Copa. E que fará Berlim parar na próxima sexta-feira com um duelo espetacular nas quartas-de-final entre Alemanha e Argentina. Um clássico que já decidiu duas Copas. Imperdível.

    Antes de ir, deixo a pergunta: qual foi o gol mais bonito da Copa até agora: Joe Cole ou Max Rodríguez. Você decide.

  47. 24/06/2006

    O mundo encantado da Alemanha

    A Alemanha está encantada. É impossível saber qual é o limite dessa magia ou mesmo se alguém terá como neutralizá-la nesse Mundial. Talvez seja a força das ruas. Torcedores alemães eufóricos como há pelo menos dez anos, desde a conquista da Eurocopa, não estavam. Quem sabe a aura do Kaiser Franz Beckembauer, aniversariante de hoje. Pragmaticamente, também é certo dizer que os bons jogadores do time (e não são poucos) têm jogado muito bem e que os maus (que são alguns) por enquanto estão rompidos com os equívocos. E não dá para negar que a Alemanha está com sorte. De time grande. Some-se tudo isso e poderemos entender um pouco melhor como os donos da casa venceram tão bem ( 2 a 0) a Suécia, agora a pouco, em Munique, e se classificaram para as quartas-de-final da Copa do Mundo.

    Já vão dizer que é mole ganhar da Suécia. Não é. Nunca foi. O time amarelo tem bons jogadores, como Larsson, Ibrahimovic, Ljumberg, Kallstron e o goleiro Isaaksson, por exemplo. O problema é que se contaminam pela cor da camisa. Sempre é assim. Vão bem. Estão sempre na Copa. Passam pela primeira fase. E, com raras exceções, empacam de novo. A Suécia tenta ser grande no futebol, chega perto, mas tropeça na hora de tirar o diploma.

    A Alemanha, não. Sempre foi grande. E conseguiu transformar um time de mediano para bom numa afinada, pragmática e motivada equipe de futebol. No Alianz Arena, o jogo foi resolvido em 12 minutos. Não era dia de gol de Klose, com ótima partida como pivô, mas sim de Lucas Podolski. O artilheiro serviu e ele ensacou. Duas vezes. Chegou a três gols no Mundial. Klose tem quatro. Esse é o ataque. Artilheiro e vice da Copa. Não dá para evitar o medo.

    Mais ainda quando os outros setores funcionam. O meio de campo está perfeito. Frings e Schneider são volantes modernos. Marcam, armam e chutam. Ballack e Schweinsteiger fazem o elo de ligação na direção de Klose e Podolslki. O banco tem Neuville, que nos atazanou na final de 2002. Lahn, na lateral-esquerda, tem jogado como ele nunca imaginou. A Alemanha tem sido pragmática, objetiva, inteligente e, queiram ou não, talentosa.

    Cheiro de tetra? Ainda é cedo? Como também é para sentir o aroma do hexa. Ainda há pouco menos da metade da Copa para se jogar. Muito tempo. Talvez nesses três últimos jogos a sorte tire folgue e o ponto fraco alemão se apresente. Friedrich só marca pelo lado direito e fica em pânico quando tem alguém habilidoso, como Ljumberg, a pressioná-lo. E Metzelder, Mertesacker e Huth, o terrível, que não jogou hoje, são zagueiros-zagueiros. No aperto, têm grandes chances de entregar.

    O problema é que até agora não erraram. E a turma da frente só brilha. Assim como a sorte, escancarada no momento em que Larsson chutou um pênalti nas nuvens, logo no início do segundo tempo, num lance que poderia mudar a cara da partida. Como também os torcedores, entusiasmados. Agora, a Alemanha treina uma semana para enfrentar, sexta-feira, aqui em Berlim, Argentina ou México. Quem sabe até lá Oliver Kahn fique menos emburrado. Que “latinha” era aquela no banco de reservas? Be cool, man. Ronaldo está longe. Por enquanto.br/>/>

  48. 24/06/2006

    Bolão da Copa (resultado parcial)

    Olá, pessoal. Seguem os primeiros colocados após o fim da primeira fase. No fim, basta clicar no link para acessar toda planilha. Abraços.

    * 53 pontos
    Fernanda

    * 51 pontos
    Henrique Badan

    * 47 pontos
    RG
    Tiago Chelappa

    * 46 pontos
    Rodrigo Rego

    * 45 pontos
    Ian Sena
    Renildo Almeida
    Héctor Junior

    * 44 pontos
    Luiz Otávio Monteiro

    * 43 pontos
    Paulo Cavalcante
    Ricardo Badan
    Carlos José Azevedo
    Vitor Thomé El Hader
    Leonardo Gama
    Caio Ferreira
    Dellyo Alvares
    Cesar Augusto
    Reginaldo Pacheco
    Marcelo Lobato
    Eduardo Vieira
    Romarinho

    Bolao Copa do Mundo planilha rodada 3.xls

  49. 23/06/2006

    Com que time ele vai?

    * A grande questão na Seleção Brasileira é saber qual time Parreira lançará em campo terça-feira, em Dortmund, contra Gana. O país quase inteiro quer que ele mantenha o que goleou o Japão. Boa parte da mídia, também. O treinador está entre a cruz e a espada. Sua primeira opção é voltar atrás. Não diz claramente, mas os indícios não deixam muitas dúvidas. Mas sabe que essa decisão pode levá-lo à glória ou ao cadafalso. Se ganhar com os figurões, fica por cima de novo. Se perder, será execrado. O que fazer?

    * Se o jogo fosse hoje a tendência seria: Dida, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Ze Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Ronaldo.

    * Apenas um troca simples de Adriano por Robinho. Mas Parreira tem dúvidas. Talvez nunca tenha tido tantas. E deve levá-las, no mínimo, até terça, véspera do jogo decisivo.

    * Tão decisivo que, creio, quem ganhar chega às semifinais, descontado um acidente de percurso. Os adversários nas quartas seriam Espanha, Suíca ou França. Brasileiros e africanos são melhores. Disso ninguém tem dúvida.

    * Gana támbém tem dúvidas: quem substitui Essien? E é ótimo para o Brasil que ele não jogue.

    * Por falar nisso, o globoesporte.com apresenta números interessantes. Gana fez 76 faltas em três jogos e levou 12 cartões amarelos. O Brasil fez 35 e recebeu só cinco advertências. Os africanos sabem jogar e nunca fecham a caixa de ferramentas. Será uma guerra.



    * Bom: não pude ver os jogos de França e Suíca. Ambos ganharam seus por 2 a 0 contra, respectivamente, Togo e Coréia do Sul. A Suíça, primeira do grupo e sem tomar nenhum gol, agora enfrenta a burocrática Ucrânia. E a França pega a Espanha, num bom clássico. Pitacos, por favor. Eu não vi nada...

    * E o Bolão segue aqui embaixo. Pitaque!

  50. 23/06/2006

    A Fifa e o Bolão

    Para não atrapalhar a vida de ninguém (só a do Ian), vamos fazer o Bolão das oitavas em duas partes. Amanhã é fim de semana, muita gente sai cedo e não poderia postar de suas residências. Minha proposta: vou postar agora os seis jogos já definidos. Aqueles que não puderem pitacar todos hoje, podem fazer só com os que já são conhecidos e darem um jeito de postar os outros dois até a manhã (10 horas) de segunda. Já para os que conseguem acessar de casa hoje à noite ou até amanhã cedo, sugiro que postem após a tabela estar totalmente completa. Enfim.... Basicamente, vai sobrar para o Ian...

    • Alemanha x Suécia
    • Argentina x México
    • Inglaterra x Equador
    • Portugal x Holanda
    • Itália x Austrália
    • Brasil x Gana
    • 1G x Ucrânia
    • Espanha x 2 G

    Algumas da Fifa

    Hoje teve coletiva de Sepp Blatter aqui em Berlim. O que houve de melhor:

    • Grahan Poll, o lambão inglês que deu três cartões amarelos para o mesmo croata, está pela bola sete. Só o milagre fará que apite mais alguma partida nesse Mundial. “Como é que quatro árbitros com rádio-transmissor não enxergaram algo tão óbvio”, criticou Blatter.

    • De Rossi, o carniceiro italiano, levou quatro jogos de suspensão pela cotovelada em McBridge. E ainda terá que pagar E$ 9 mil. Bobagem, pois não sairá do bolso dele. Mas entrará no da Fifa.

    • Blatter se auto-elogia e diz que o nível da Copa está bom porque a Fifa permitiu que as seleções começassem a treinar no dia 15 de maio, a quase um mês do início da competição.

    • O Newcastle exige uma indenização da Fifa e da Federação Inglesa por causa da lesão de Michael Owen (foto) na Copa. A Fifa, esperta, já criou um fundo de seguros e aceita pagar. Mas menos que os cartolas ingleses.

    • De Sepp Blatter sobre as seleções africanas: “Ainda faltam bons goleiros no continente”

    • Outra de Blatter: “Europeus e sul-americanos não foram desafiados nesse Mundial. Pelo menos até agora. E isso é ruim para o futebol”.

    • A questão do aparato tecnológico para avaliar se a bola entrou ou não. Como sempre, a Fifa diz que o assunto está em desenvolvimento. Há duas opções: a bola inteligente, com um chip interno que resolveria a questão, ou câmeras especiais dentro do gol, sugestão da Federação Italiana. Daqui a uns cinco anos isso se resolve...”

    • Vai mudar o ranking da Fifa. A base de cálculo era de oito anos e passará a ser de quatro. Menos peso para amistosos. Mais valorização para jogos oficiais. Algo óbvio, não é mesmo? Mas como não gosto de ranking, nada mudará na minha vida.

    • Estou subindo para ver o embate entre Ucrânia e Tunísia aqui, no Estádio Olímpico. Espero que não seja 0 a 0...

    • Ah, não comentem Seleção Brasileira aqui. Só embaixo. Fica mais organizado.... Please...


    Terrível

    * O Estádio Olímpico de Berlim, tão tradicional e histórico, não merecia ser palco de uma pelada do tamanho de Ucrânia 1 x 0 Tunísia, gol de pênalti de Shevchenko. Eu vi esse jogo. Credenciado, bem localizado na tribuna de imprensa. Lamento por quem pagou car para ver esse lixo, com certeza a pior partida da Copa. Não vou perder meu tempo com essa mácula no Mundial. Não mesmo. E os ucranianos, com uma bolinha miudinha, seguem em frente Sabe-se lá como.

    * Não vi Espanha 1 x 0 Arábia Saudita. Não vi e não gostei. A Fúria entrou com 11 reservas. Ninguém merece. Mas não é que a Espanha ganhou as três, assim como Alemanha, Portugal e Brasil. Surpreendente.

  51. 22/06/2006

    True lies

    Melhor do que a encomenda. Começou com gosto de bucho e terminou com o sabor de um bom yakisoba, se possível com frutos do mar. Fica a pergunta de sempre: Carlos Alberto Parreira saberá fazer a sua digestão e tirar lições e, principalmente, conclusões corretas após a tranqüila goleada de 4 a 1 sobre o ainda (até quando?) inocente Japão? O técnico do Brasil experimentou (aleluia), ousou e agora pode aproveitar alguma coisa do que viu. Assim espero. Ganhar dos pequenos japoneses, apesar do símbolo que é Zico no outro banco de reservas, representa muito pouco em termos de resultado. Ok. O Brasil terminou em primeiro, com nove pontos, fez sete gols, só tomou um... Mas o importante é não sentar sobre essa vitória banal e sim aprender com ela.

    Em tópicos, segue a minha análise sobre o jogo:

    • Apesar do gol sofrido no primeiro tempo, o Brasil sempre teve o jogo sob controle. Nenhum risco. Um treino contra profissionais japoneses.

    • Jogo ótimo para Ronaldo pegar moral e ir em frente. Continua inchado. Mas os dois que o fizeram igualar o recorde de Gerd Miller (14 em Copas) pode ser o empurrão que precisava para olhar com raiva para a balança, perder o que falta, entrar de vez no Mundial e até brigar pela artilharia. A hora é essa. Apesar do momento, Ronaldo merece ser mantido. Sem discussão.

    • Ronaldinho Gaúcho ainda deve. De novo fez uma boa jogada no gol de empate (belo lance, que ainda contou com Cicinho até a conclusão de Ronaldo), mas ainda exagera no preciosismo.

    • Kaká está sem posição acertada em campo. Não é possível que até hoje Parreira não tenha resolvido isso.

    • Cicinho e Gilberto (que até fez gol) jogaram uma boa partida. Nada além disso. Mas ainda não têm caixa para assumir vaga de titular. Cafu e Roberto Carlos, apesar das pernas cansadas, ainda têm mais autoridade e controle do campo. Por sinal, Cicinho é uma avenida. O gol deles saiu nas costas dele e de Lúcio.

    • Por falar em Lúcio, segue sujeito a chuvas e trovoadas. Mas a Copa de Juan é perfeita até agora.

    • Gilberto Silva é bom reserva para Emerson. Só.

    • Mas Juninho Pernambucano merece ser titular (golaço, com a ajuda do bondoso Kawaguchi). Simples. Eu o escalaria ã frente de Emerson e Zé Roberto, avançaria Kaká e poria os dois Ronaldos no ataque,

    • Robinho é jogador para segundo tempo. Pelo menos, por enquanto.

    • Adriano é opção para o banco. Principalmente na hora do sufoco, do abafa.

    • Não sinto a menor firmeza em Dida.

    • 4 a 1. Lindo. Uma beleza. Mas o time ainda está lento e sem saída de bola.

    • Se o problema persistir, haverá ainda mais problemas contra Gana. Um time moleque, cheio de personalidade e que não se intimida. Não será fácil. Nunca o Brasil enfrentou um time africano tão forte e preparado em Copas.

    • O Japão é fraco. O goleiro é ruim, a zaga, pífia, o meio não cria e ataque não funciona. Pobre Zico. Quando o futebol japonês irá crescer?

    • E o babalorixá Carmona acertou mais uma. Austrália classificada. Por sinal, teremos rugby com cattenaccio na Copa: Itália x Austrália. Temo que a bola fure. Ainda bem que são 15 por jogo.

    • Comprem remédio, façam estoque. A terça-feira promete grandes emoções.

    • Meu time preferido, o que, garanto, não será o de Parreira (até porque quando eu digo que é vermelho, ele jura que é azul): Dida (pensar em outro é perder tempo), Cafu, Lúcio (idem), Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Juninho Pernambucano e Kaká; Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho.

    • Notas dos jogadores: Dida (5), Cicinho (6), Lúcio (5), Juan (8), Gilberto (6); Gilberto Silva (7), Juninho (7), Ronaldinho Gaúcho (5), Kaká (5); Ronaldo (7) e Robinho (6).
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  52. 22/06/2006

    Black Stars e Azzurra

    A letra do Grupo da Morte estava errada. Não era o C, mas sim o E. Enquanto Argentina e Holanda passaram fácil, na outra chave o drama durou até a última rodada. Eram três seleções fortes para duas vagas. Itália, Gana e República Tcheca. As duas primeiras se classificaram. A outra, não. Uma pena, pois é uma grande seleção. O problema é que só havia duas poltronas para três passageiros. E, nesse caso, senta quem é mais rápido e não comete erros no meio do caminho. Os tchecos foram pedir água para a aeromoça antes de confirmar assento e, quando viram, os africanos já haviam entrado com tudo. O jeito foi descer do avião e esperar por novo vôo, daqui a quatro anos.

    Agora, Gana, segunda do grupo com seis pontos, só não pega o Brasil se acontecer uma tragédia daqui a pouco, em Dortmund. E a Itália, primeira, deve enfrentar Croácia ou Austrália. Melhor para a Azzurra, que deve chegar às quartas-de-final e depois cruzar, provavelmente, com Suíça ou Ucrânia, tarefa que também não é lá muito hercúlea.

    Como interessa mais ao Reino do Patropi, falemos primeiro de Gana e da vitória de 2 a 1 sobre os Estados Unidos. Os africanos são abusados. Acham (e são fortes), garantiram que seriam o melhor time da África negra na Copa e cumpriram. Acreditam que podem chegar às semifinais e seu capitão, o ótimo Apiah, já disse que ninguém tem medo do Brasil. São auto-confiantes, confia na força e na recém-tradição do continente em Copas e querem ocupar o lugar que um dia foi de Camarões.

    Gana é forte. Ganhou com justiça dos Estados Unidos. Foi o jogo dos parrudos técnicos contra os parrudos toscos. Os africanos são fortes e jogam. Os americanos são strong e ainda não jogam. Dramani fez 1 a 0. Beasley empatou e o árbitro alemão viu um pênalti inexistente de Olyew em Pimpong ainda no fim do primeiro tempo. Gol de Appiah. Não dá para dizer que Merk ajudou Gana. Até porque, por causa de um cartão amarelo logo no início do jogo, ele deu uma mão e tanto para a Seleção Brasileira.

    Michael Essien, o meia e melhor jogador ganes, por quem o Chelsea pagou US$ 35 milhões ao Lyon, recebeu o segundo cartão amarelo e está fora das oitavas. Desfalque gigante. Muito embora Gana tenha Muntari, Gyan, Pimpong, Appiah, Dramani. Não será fácil. Eles correm, marcam, jogam e, principalmente, não têm medo. Que a lição recebida nas Olimpíadas de Atlanta (Nigéria) e de Sidney (Camarões) não seja esquecida lá no mundo paralelo dos Ronaldos.

    Itália 2 x 0 República Tcheca

    “Essa é a Itália que eu gosto. Essa é a Itália que eu conheço. Tanto tempo esperando esse tempo, meu Deus. Deixa eu retrancar que eu mereço”. Com licença, Beth Carvalho. Mas essa é a Azzurra perigosa de sempre. Primeira, com sete pontos. Cinco gols marcados, apenas um sofrido.

    Hoje foi mais defesa do que nunca. Marcello Lippi sacou Toni, avançou Totti e colecionou volantes no meio. Até Berlusconi foi convidado para marcar, mas o bicho era fraco e ele recusou. A República Tcheca tem um time bom, teve a chance de ganhar mas perdeu gols no início. Nedved, Baros, Jankulowski. A bola não entrou. Até que o zagueiro Matterazzi deu uma cabeçada espetacular e fez 1 a 0. O jogo ficou ainda mais com um tom azul. Duro, disputado, mas com cheiro de pomodoro. No fim, quando a RT já estava entregue, Pipo Inzaghi entrou com bola e tudo: 2 a 0. Viram só? A Itália ganhou de 2 a 0. E isso não acontece sempre. Cuidado. Ela morde. E, quando pega de jeito, é mortal.

    Apito prestigiado

    Carlos Eugênio Simon apita Alemanha x Suécia, domingo, em Munique. O gaúcho está com moral com Dona Fifa.

  53. 22/06/2006

    Gato mestre

    Apenas como exercício de futurismo, veja como ficaria as oitavas-de-final, se partirmos do óbvio, e depois o caminho a partir das quartas, semifinais e finais:

    • Alemanha x Suécia
    • Argentina x México

    • Itália x Croácia
    • Suíça x Ucrânia

    • Inglaterra x Equador
    • Portugal x Holanda

    • Brasil x Gana
    • Espanha x França

    Nas quartas de final

    • Alemanha x Argentina
    • Itália x Ucrânia/Suíça

    • Inglaterra x Portugal/Holanda
    • Brasil x Espanha

    Nas semifinais

    • Alemanha/Argentina x Itália
    • Brasil x Inglaterra

    Final

    • Alemanha/Argentina/Itália x Inglaterra/Brasil

    Apenas um esboço. Nada concreto. Mas nada impossível.

    Finais inéditas: Argentina x Inglaterra; Argentina x Brasil. E só.

    Isso sim é babalorixar.

  54. 21/06/2006

    0 a 0: ninguém merece

    Gostei do jogo, gostei do clima, de tudo. Só o resultado estragou a partida entre Argentina e Holanda. Numa boa: ninguém merece um 0 a 0 (é quinto da Copa). Que me perdoe o Emerson Gonçalves, mas jogo sem gols é frustrante demais. Até porque são duas ótimas seleções, jogaram para frente, criaram chances, mas levou vantagem o lado mais mala do futebol: o placar em branco. Melhor para os argentinos, primeiros do Grupo da Morte pelo critério do saldo de gols e que sábado enfrentam o México, em Leipzig, pelas oitavas-de-final. Pior para os holandeses, adversários de Portugal, de Felipão, na mesma fase. Mas ambos, até mesmo a Laranja Mecânica, pode passar à próxima fase. Até porque tem uma equipe mais forte do que a portuguesa.

    Jogo melhor para a Argentina no primeiro tempo. Mas com a Holanda superior no segundo. No fim, os dois resolveram administrar o resultado. Os argentinos por estarem convictos de que vencem o México. E a Laranja Mecânica pela tradição que tem em Copa, bem maior do que a de Portugal. Enfim, gostei, mas poderia ter gostado mais. Assim como as duas seleções poderiam ter um jogado um tostão a mais. Se acontecesse, esse nefasto 0 a 0 não iria borrar ainda mais a minha tabelinha.

  55. 21/06/2006

    O gaúcho é de ponta!

    Portugal 2 x 1 México. Os portugueses terminam em primeiro lugar no Grupo D, com três vitórias (100% de aproveitamento). Agora, imagino, devem enfrentar a Holanda (a confirmar daqui a pouco). Portugal é a cara do seu grande treinador. Queira ou não o nosso querido amigo lusitano Ricardo, tão prestativo para detonar um pentacampeão mundial, Luiz Felipe Scolari é técnico de ponta. Trabalhou em dez partidas de Copa. Ganhou todas. Se vai à frente, não sei. Mas por que não? Ele é bom e tem bons jogadores, como Deco, Cristiano Ronaldo e Figo. Poderia ter tido a sorte de pegar um adversário mais débil nas oitavas, porém a disputa está abeta. E, se Felipão está na trincheira, eu vou com ele.

    Os mexicanos ficaram em segundo e por pouco não perdem a vaga para Angola (1 a 1 com Irã). Chegaram cheios de pose, o técnico faz estilo para fumar no banco de reservas, Rafa Márquez troca de chuquinha a cada partida, mas não mostrou nada. Ganhou mal do Irã, empatou com Angola e perdeu para Portugal. Pouco, muito pouco para quem aterrisou em Berlim com sonhos ousados de ser campeão. Menos, chicos. E, pelo jeito, terão a Argentina pela frente. Despedir-se com um tango não é tão ruim...

    Enquanto isso, em Dortmund....

    - E aí, saiu o time?
    - Não. Só amanhã.
    - E por que?
    - Ele está pensando...
    - E o treino, foi bom?
    - Ah, toque para lá, toque para cá...
    - Aquele, né?
    - Qual é o nome?
    - O Lazaroni chamava de Pijama Training...
    - Pois é...

  56. 21/06/2006

    Bolão da Copa (parcial após a segunda rodada)




    Classificação parcial do Bolão da Copa após as duas primeiras rodadas. Posto aqui os primeiros colocados. Quem quiser acessar toda planilha pode clicar aqui: Bolao Copa do Mundo planilha rodada 2 (1).xls. E vamos em frente.

    35 pontos
    RG

    33 pontos
    Henrique Badan

    32 pontos
    Ian Sena
    Fernanda

    31 pontos
    Rodrigo Rego
    Paulo Cavalcante
    Ricardo Badan

    30 pontos
    Giovani Pimentel
    Alucard
    Renildo Almeida
    Carlos José Azevedo
    Luiz Otávio Monteiro

    29 pontos
    Vitor Thomé El Hader
    Leonardo Gama
    Victor-RJ
    Márcio Campos de Sá
    Caio Ferreira
    Dellyo Álvares
    João Luiz Hollanda
    Sander Van Doorm


    Parabéns para todos

    Há um mês o Jogo Aberto mudou de endereço e veio para o http://ww.globoesporte.com. Desde então, já alcançamos quase 11 mil comentários, número impressionante para tão pouco tempo de moradia. Agradeço, de coração, a todos e, como reconhecimento, faço uma promessa: vai melhorara ainda mais. Merecemos.

    La Mano de Dios

    Amanhã é o vigésimo aniversário de um dos jogos mais espetaculares, históricos e polêmicos de todos os tempos. Argentina 2 x 1 Inglaterra, na Copa de 1986. Foi o dia em que Maradona foi pilantra e gênio ao mesmo tempo. Em 90 minutos. Sensacional. E eu conto um pouco a história desse jogo aqui no globoesporte.com. Clique http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1220897-5187,00.html se quiseres recordar aquele domingo de verão mexicano.

  57. 20/06/2006

    Bom jogo

    A Inglaterra saiu no lucro. Tem vários grandes jogadores, uma das melhores gerações da sua história, mas o time ainda não encaixou. Fez um bom primeiro tempo contra a Suécia, até jogou melhor e foi premiada com o gol mais bonito da Copa até agora. Joe Cole assinou uma obra prima. Matou a bola e, de primeira e de fora da área, acertou um chutaço, no ângulo de Isaksson.

    No segundo tempo, porém, os ingleses pararam. Sabe-se lá porque. A Suécia, que tem um bom time, partiu para dentro. E empatou com Aalback. Um gol histórico: o de número 2000 na história das Copas. Mas... Os craques sempre ajeitam (ou tentam) ajeitar as coisas. Cruzamento perfeito de Joe Cole. Cabeçada fantástica de Gerrard: 2 a 1, aos 40 minutos do segundo tempo. Só que.... Já nos acréscimos Larsson empatou: 2 a 2.

    Um belo jogo. Tem quem não goste, mas eu adorei. Agora, a Inglaterra enfrenta o Equador nas oitavas. E a boa Suécia encara a Alemanha. Vida dura.


    Enquanto isso... No Reino do Faz de conta... Nada acontece...

  58. 20/06/2006

    É bom respeitar

    Mané Garrincha tinha certa razão quando disse a Nilton Santos que a Copa era um torneio mixuruca. Na verdade, em alguns aspectos, é parecido com todos. Normalmente quem tem o melhor time é favorito. A camisa pesa. E jogar em casa é uma trunfo incomparável. Igual a um bom jogo no Brasileirão. Só que esse último detalhe faz ainda mais diferença num Mundial. Ter a torcida a favor é uma dádiva. Uma país inteiro é capaz enfeitiçar jogadores medianos e fazê-los terem dias de exceção. A Alemanha está mobilizada para levar a sua seleção ao tetracampeonato mundial. Se conseguirá, não dá para prever. Mas que ajudará demais, não tenham dúvida. Quem estava hoje, no Estádio Olímpico de Berlim, saiu convicto. A massa germânica está de braços dados com o time. E aí, amigos, junte isso com a tradição daquela camisa branca e com a capacidade técnica de alguns jogadores e vocês logos verão que a Alemanha pode chegar, sim., Bem longe.

    Eles gritam se parar. Cantam o hino alemão. Gritam por Franz Beckembauer. Dançam com músicas famosas. Rolou Jack Johnson. Beatles. Rolling Stones. Queen. Black Eyed Peas. E até Nina Hagen. Uma salada, mas que provoca uma zoeira ensurdecedora. E cada jogador tem um grito. Alguns negativos. Quando o zagueiro Robert Huth pegava na bola, a torcida debochava. “Uh, uh, uh, uh”... Afinal, ele é péssimo, pode falhar a qualquer momento e Klinsmann assim mesmo o mantém.

    Mas quando os ídolos aparecem, é de arrepiar. O locutor oficial do estádio só dá o primeiro nome. E o estádio inteiro completa. “Miroslav... (gritava o animador)... KLOSEEEE”, urrava a massa. “Lucas... (PODOLSKIII.....).... Na hora de Ballack é “Ba-ba-ba-Lack.........” E até eles precisam soletrar o nome do ótimo jogador do meio de campo quando precisam incentivá-lo. Mais ou menos assim: “Schweins-Teiger!”

    Nesse ôba-ôba patriótico, até Jurgen Klinsmann, tão criticado há alguns meses, já foi canonizado. “Jur-gen.... Klins-mannn...” Está dando tudo certo. A vitória sobre o Equador foi um passeio. Fácil. O placar de 3 a 0 foi construído sem tormenta: Klose, 1 a 0, logo no início; Klose (artilheiro da Copa, com quatro gols), 2 a 0, com bola e tudo; Podolski, 3 a 0. Mas, delírio a parte, quem quer ganhar da Alemanha tem boas opções. Huth é realmente péssimo. Mertesacker, seu companheiro de zaga, não é nada demais.E os laterais são medíocres. O time fica realmente do meio de campo para frente. Principalmente a partir da saída de bola com o volante moderno Frings, que joga muito.



    A Alemanha está forte. Acreditem (fica esperto, Romarinho). E tem uma torcida que sabe fazer a diferença.

  59. 19/06/2006

    Alternativas...

    Uma rápida palhinha sobre Seleção Brasileira. Parreira deveria aproveitar esse amistoso contra o Japão, quinta-feira, em Dortmund, para fazer experiências Ousar quando a partida não vale nada já seria um avanço para o conservadorismo exacerbado tão comum na filosofia do treinador. O técnico poderia....

    • Trocar os dois laterais e dar ritmo de jogo a Cicinho e Gilberto;
    • Experimentar Luisão no lugar de Lúcio, que sente dores musculares e poderia ser poupado;
    • Descansar Kaká e pôr Juninho Pernambucano;
    • Avançar Ronaldinho Gaúcho na vaga de Adriano;
    • Manter Ronaldo e dar moral ao Fenômeno.

    Se já fizer a metade disso, já será um grande avanço. Aguardemos, pois.

    Parabéns, fera

    Os amigos da TV Globo comemoram agora, com um jantar em Colônia, o aniversário de Flávio Orro. Trata-se de um dos meus melhores amigos, a quem eu trato como filho. Produtor de primeira e que me orgulho, junto com Marcelo Barreto, de ter visto nascer, crescer e se desenvolver na profissão. Parabéns, fera. E tenha certeza: essa é só a sua primeira Copa! A foto mostra “pai e filho” no treino da Seleção Brasileira, em Berlim.

    Bolão da Copa

    E a chutolândia segue aqui embaixo. Palpita logo porque amanhã eu já fecho a quitanda. Gute nacht.

  60. 19/06/2006

    Frei, Sheva & Torres

    Segunda-feira sem surpresas na Copa do Mundo. Mas com bons jogos e atuações convincentes dos vencedores. Primeiro, logo cedo, em Dortmund, a Suíça derrotou Togo, já eleito o time mais mala da competição, por 2 a 0.. Chegou para reclamar, choramingar e jogar pouco. Os suíços, com aquele futebol pragmático, calculista e mecanizado, ganharam por 2 a 0, gols de Frei e Barnetta, e assumiram a liderança do grupo ao lado da Coréia do Sul, com quatro pontos. Na última rodada, a Suíça joga contra os coreanos. Quem ganhar fica com a vaga. Se houver empate, a tendência é acontecer um tríplice empate na chave, pois a França derrotará Togo. A ver.

    Depois, a Ucrânia mostrou que não era uma fábula. Perdeu por 4 a 0 para a Espanha na estréia mas devolveu o mesmo placar hoje, diante da sempre esquálida Arábia Saudita. Os ucranianos têm Shevchenko e isso pode fazer a diferença na última rodada, sexta-feira. Os gols foram de Rusol, Rebrov, Sheva e Kalinichenko, dois em cada tempo. A Ucrânia tem três pontos; a Tunísia, um. E os dois disputam a segunda vaga do Grupo H, sexta-feira, em Berlim. A Ucrânia, basicamente, joga por um empate.

    Para fechar o dia, já noite na Alemanha, um jogo muito bom entre Espanha e Tunísia. Os africanos fizeram 1 a 0, mas a Fúria calou a boca de quem duvida dela e virou, com personalidade no segundo tempo, com gols de Raúl, que entrou muito bem, e dois de Fernando Torres, ótimo goleador e artilheiro da Copa até agora, com três. A Espanha está classificada e, diferentemente de outros Mundiais, tem uma geração que promete. Cesc Fábregas, Fernando Torres, Villa... Nomes que seduzem. Que os espanhóis aproveitem desta vez.

  61. 19/06/2006

    Bolão da Copa (terceira rodada)

    Cartas na mesa para a rodada decisiva da primeira fase da Copa. Começa amanhã e, com ela, mais uma etapa do nosso Bolão. Aí estão os jogos para os respectivos palpites. Espero logo (alô, Ian!) apresentar as parciais após a segunda rodada. Peço apenas para que esse post fique só para o bolão. Discussões sobre Brasil e afins no post de abaixo e, mais tarde, no de cima. Até porque o papo está ótimo. Abraços.

    Costa Rica x Polônia
    Equador x Alemanha
    Paraguai x Trinidad & Tobago
    Inglaterra x Suécia
    Costa do Marfim x Sérvia & Montenegro
    Holanda x Argentina
    Irã x Angola
    Portugal x México
    Gana x EUA
    República Tcheca x Itália
    Croácia x Austrália
    Brasil x Japão
    Suíça x Coréia do Sul
    Togo x França
    Ucrânia x Tunísia
    Arábia Saudita x Espanha

  62. 18/06/2006

    A vitória do masoquismo

    As vitórias chegam; o futebol, não. O Brasil ganhou mais uma na Copa da Alemanha, já está classificado para as oitavas-de-final e poderá treinar quinta-feira, em Dortmund, contra o Japão. Mas, de novo, o time não jogou bem. Derrotou a Austrália por 2 a 0 (gols de Adriano e Fred), porém, como na estréia contra a Croácia, a atuação só entusiasmou a quem se contenta com pouco. Com migalhas e restos de uma equipe que pode render muito mais, mas parece travada, auto-confiante demais e cheia de defeitos a serem corrigidos até o jogo das oitavas-de-final, provavelmente em Dortmund.

    Não esperava jogo fácil. De forma alguma. Cansei de escrever aqui e comentar no SporTV que a Austrália seria o nosso adversário mais difícil. Os obstáculos eram esperados, mas não imaginava que o Brasil jogasse tão abaixo do que pode. E o mais preocupante é que Carlos Alberto Parreira, com cara de sofrimento durante o jogo inteiro, deu a impressão de ter posto todos os equívocos debaixo do tapete após o fortuito gol de Fred no último minuto. O técnico riu, fez piada, enfim... Não me pareceu o estilo de Parreira. Não uma atitude muito lógica para quem tomou sufoco da Austrália no segundo tempo e só aquelas pernas brancas, duras e feitas para jogar rugby impediram que o empate surgisse.

    O Brasil tem problemas. E, de novo, Parreira transmite a noção de que não vê. Os laterais não apóiam e cansam rápido. Jogam na metade do campo. Juan está seguro; Lúcio, inseguro, como de hábito. Emerson e, principalmente, Zé Roberto seguraram as pontas na cobertura. E, do meio para frente, o jeito é rezar para que o talento nacional faça a diferença. Não há jogadas. Não há dinâmica. Não há conjunto. É cada um por si e, na hora das comemorações, todos juntos vamos embalar neném. O Brasil é coletivo para festejar e individual para jogar.

    Jogo duro no primeiro tempo. A Austrália é o mais britânico país da Copa. A Inglaterra evoluiu tecnicamente e os Socceroos assumiram o papel que era de Escócia e das Irlandas. Chuveirinho, paciência em busca do erro do inimigo e muito jogo duro. Quase rugby. Para piorar, o Brasil caiu na pilha. Irritou-se. Bateu boca. E criou pouco. Assim como os adversários peso-pesados.

    No segundo tempo, o melhor momento. Três minutos. Ronaldinho Gaúcho acertou belo passe para Ronaldo. O atacante teve calma, tirou o zagueiro do caminho e rolou para Adriano. Chute bem colocado, no contra-pé de Schwarzer: 1 a 0. Era o momento de o Brasil dominar. Nada. Os erros seguiram e a Austrália passou a mandar. Aos trancos-e-barrancos, até porque não sabem fazer de outro jeito. A turma do rugby perdeu chances claras. Erros individuais se multiplicaram na defesa. E Zé Roberto, nesse momento, esteve impecável.

    Parreira tirou Ronaldo e pôs Robinho. De novo o time melhorou. Emerson cansou e entrou Gilberto Silva. Ronaldo esteve um pouco melhor do que contra a Croácia, mas ainda longe de ser o artilheiro que é. Ronaldinho Gaúcho deveu. Kaká piorou. E Adriano definiu. Assim foi o quadrado mágico. No fim, a sorte: Robinho chutou na trave e a bola caiu nos pés de Fred: 2 a 0.

    Vitória garantida e comemoração justa. Ganhar é sempre bom. Resta a dúvida: o gol de Fred fará bem ou mal à seleção. Parreira sentará sobre os problemas e defeitos e continuará à espera de um lance isolado para ganhar as próximas? Sofrer em Copa do Mundo é normal, mas não evitar o sofrimento é masoquismo.
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  63. 18/06/2006

    Vexames...

    • Não gostei do jogo entre Croácia e Japão. Primeiro porque abomino 0 a 0. Sou a favor de todo placar em branco terminar em pênaltis, por melhor que tenha sido a partida. O torcedor merece ver gols e já é o quarto duelo desse Mundial a terminar sem bola nas redes. Jogo igual, com alguma predomínio japonês. A Croácia teve a sua chance, mas Srna perdeu pênalti no primeiro tempo – Kawaguchi defendeu. E os japoneses seguem tontos na defesa, técnicos no meio e apenas velozes no ataque. Falta um definidor. Péssimo resultado para os dois. Agora, vamos ver se o Brasil aproveita essa moleza concedida pelos seus sparrings.

    • Decepcionante a participação das seleções que representam a antiga Iugoslávia até agora. A Sérvia perdeu as duas e não marcou um gol. A Croácia empatou uma, caiu diante do Brasil e também naufragou. Lamentável.

    • Togo tem levado a Fifa à loucura. Primeiro, a confusão da saída ou não do treinador, Otto Pfister, agastado com o problema da premiação (E$ 50 mil) não paga aos jogadores pela classificação à Copa. O técnico ficou, mas até agora a Fifa não foi comunicada. Agora cedo, os togoleses, liderados por Adebayor, ameaçaram uma greve, ainda por causa do não pagamento. Chegaram a perder o vôo que iria levá-los a Dortmund para o jogo de amanhã, contra a Suíça. Fazem todo tipo de chantagem para receber a grana. A Fifa entrou no circuito e parece ter contornado mais essa confusão africana. A delegação viajou e, reza a lenda, entrará em campo. Em tempo: se uma seleção não joga uma partida, está automaticamente desclassificada. Com Togo, tudo é possível.

    • Fim de semana de constrangimento para a Fifa. Tão preocupada com os problemas relativos à venda de ingressos e, conseqüentemente, com o mercado negro, a entidade foi surpreendida dentro da própria casa. Ismail Bhanjee é membro do Comitê Executivo da Fifa e foi flagrado por um jornalista inglês quando vendia 12 entradas do jogo entre Inglaterra x Trinidad & Tobago, dia 15 de junho. Negociava cada bilhete pelo triplo do preço normal: custava E$ 100 e recebia E$ 300. Imediatamente, Banjhee foi afastado de todas as suas atribuições no Mundial. Seu caso será examinado pelos Comitês de Emergência e de Ética da Fifa e a tendência é que seja expulso da entidade. Banjhee foi comunicado pela Fifa para deixar a Alemanha imediatamente, confirmou o delito e pediu desculpas. Um vexame...

    • O italiano De Rossi, que agrediu o americano McBridge com uma violenta cotovelada durante o jogo de ontem entre Itália e Estados Unidos, não deve escapar de uma punição exemplar. A Comissão Disciplinar da Fifa anunciará a decisão até a amanhã. Existe, inclusive, a possibilidade de De Rossi ser afastado definitivamente da Copa, assim como aconteceu com Tassotti, em 1994.

  64. 17/06/2006

    Prova em Munique

    Domingo de Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Jogo contra a Austrália, em Munique. Bem na hora do almoço. A pátria ficará com fome hoje. Excepcionalmente. A dúvida é saber se após a partida ainda haverá apetite ou se muita gente seguirá os passos do pitoresco Anthony.

    Entendo que não haverá motivos para decisões extremas. Mas tenho certeza de que a partida, essa sim, será marcada por extremos. Não acredito que o Brasil jogue um pouco melhor do que atuou contra a Croácia. Diante da situação, da pressão, do ambiente, da cobrança e das responsabilidades, vejo dois caminhos. Um Brasil pior ainda do que na estréia contra a Croácia (isola!) ou uma Seleção mordida, a jogar como nunca e premiada com, talvez, uma goleada sobre os Socceroos.

    Qual será o Brasil que veremos? O que parece com nota de 3, falso e enganoso, ou o autêntico, vibrante, inventivo e triturador. Qual deles teremos, Carlos Alberto Parreira? Para estender a questão: qual Ronaldinho Gaúcho teremos em campo? O dinâmico ou o dono da bola? Ronaldo estará ligado ou murcho, pesado e com cara de paisagem? Roberto Carlos estará atento, sério ou disposto a mexer com a adrenalina alheia?

    Ficam as dúvidas. Eu aposto no lado positivo. Tenho sangue, sou brasileiro. Mas estou com um pé atrás. Não custa. A Austrália é um time pesado, catimbeiro, experiente e que tem bons jogadores, principalmente Cahill e Keweel. Num dia de Brasil Real, eles perdem. Mas se for domingo de nota de 3, o pesadelo pode vir. E uma lembrança: o líder do grupo é a Austrália, pelo saldo de gols. Ganhar é preciso. Perder, um desespero. A conferir, torcer e rezar.

  65. 17/06/2006

    Azurra desbotada

    Um dia o futebol italiano soube ser vencedor. Época de Giuseppe Meazza na década de 30; e de Paolo Rossi, Tardelli, Zoff e Scirea nos anos 80. Jogavam atrás, escorados no cattenaccio (espécie de ferrolho com massa a pomodoro), mas ganhavam. De uns tempos para cá, mais precisamente após a Copa de 94, a Itália se apequenou. Não sai vencedora de jogos complicados e normalmente se atrapalha naqueles que parecem mais fáceis. Isso aconteceu hoje, no FritzWalter Stadium, em Kaiserslautern. Com 10 contra 9, a Azurra só empatou com os Estados Unidos (1 a 1) e agora se complicou para chegar às oitavas de final.

    A Itália, creio, tem certo medo de ganhar. Ou talvez ache que não merece ganhar. Só pode ser. Hoje, Gillardino fez 1 a 0. Logo depois, Zaccardo fez 1 a 1. De Rossi, um botinudo de azul, deu cotovelada em McBridge (foto) e foi expulso. Logo depois, Mastreoni deu um coice e também foi. Antes disso, Zaccardo já empatara.

    No segundo tempo, a Itália não mudou. Passes errados em liquidação e muita oração para que Gillardino e Toni resolvessem na frente, Para melhorar, Pope aplicou mais uma patada e foi para o chuveiro. O que aconteceu? A Itália não soube aproveitar o latifúndio na defesa americana e, para piorar, deu todas as chances para os EUA resolverem o jogo. Até agora, foi o mico da Copa. Itália, incompetente, 1 x 1 Estados Unidos, obedientes, 1.

    Para piorar, nem bom o resultado foi para o Brasil. Como a Itália tem quatro pontos, Gana e República Tcheca, três, e EUA, um, o grupo está totalmente aberto. Com quem o Brasil jogará nas oitavas? Só Deus sabe. Por culpa da incompetência que vestiu azul. Próxima e última rodada dessa chave: Itália x R.Tcheca; EUA x Gana. Eu não aposto em ninguém. Tô fora.

  66. 17/06/2006

    Craque na banqueta

    Pronto. Mais um classificado. Portugal venceu o Irã por 2 a 0 e, depois de 40 anos, consegue duas vitórias consecutivas numa Copa e, de quebra, passar às oitavas-de-final, onde, creio, deverá encarar a Holanda. Jogo complicado. O Irã é só mais um exemplo de que não há mais manés no futebol. E até poderia ser mais malandro se fosse mais malandro. Atacou à conta-gotas. Se fosse mais ousado poderia ter tido sorte melhor.

    Enquanto isso, Portugal, mais uma vez, jogou para o gasto. Bem ao estilo de Luiz Felipe Scolari. Joga pelo resultado, faz poucos gols e leva menos ainda. São três a favor e nenhum contra até agora. A diferença para 2002 não fica só na cor da camisa que ele dirige. O Brasil tinha e tem mais craques. E, na hora da queda-de-braço definitiva, ajuda bastante.

    Felipão tem Deco. Bom jogador, Fez um golaço, de primeira, de fora da área. Tem Pauletta, que faz gols, mas é meio passado. Mas, vá lá, resolve na falta de melhor opção. Ricardo Carvalho é um ótimo zagueiro, Tiago um apoiador talentoso e Figo, com todo respeito, um ex-jogador. Ah, Christiano Ronaldo. Tem talento, mas parece que joga com um ponto no ouvido, para receber instruções dos seus marketeiros. Não precisava. Fez um golzinho de pênalti. Coisa que, bom ele saber, não agrada muito à turma chegada a um factóide. \

    Enfim, se o técnico de Portugal não fosse quem é, não daria muita coisa por nossos patrícios nessa Copa. Mas com Felipão e Murtosa na banqueta, o milagre pode acontecer.

    Daqui a pouco comento República Tcheca e Gana. Promessa de bom jogo.


    Gana 2 x 0 República Tcheca

    Jogaço em Colônia entre ganeses e tchecos. Os dois jogaram bem. Mas os africanos, ainda mais. Atuação perfeita, Fortes (inclusive fisicamente) em todos os setores. Ótimas atuações invidividuais de Asamoah, Essien e Apiah. O jogo foi ótimo. Teve gol mais rápido da Copa (Asamoah, com apenas um minutos) e primeiro pênalti perdido (Asamoah bateu na trave) e um golaço, de Muntari, fechando o placar em 2 a 0.

    Jogaço. O grupo está aberto. Fica a dúvida: quem pega o Brasil nas oitavas? Itália? Gana? Ou a República Tcheca, de Rosichy, Nedved e Jankulowski. Seja quem for, será um tormento.

  67. 17/06/2006

    Fala sério

    • Procura-se uma zebra na Alemanha. O bicho listrado está em extinção na Copa. Após 23 jogos, nenhuma surpresa. Os favoritos ganharam. Os azarões capengaram. E as zebras foram eliminadas. Desde o Mundial de 1986, no México, não tínhamos uma competição tão avessa às surpresas. E, apesar de sempre ser agradável ver algum estranho no ninho, não acho que o teremos por aqui na, novamente, fria Alemanha.

    • Uma prova. Alguns grupos já foram decididos antes mesmo da última rodada. Alemanha e Equador passaram no Grupo A; Inglaterra e, praticamente, Suécia, no B; Argentina e Holanda, no C... Vamos ver como ficam os outros com jogos entre hoje e segunda, quando termina o segundo round.

    • Ainda na primeira fase deveremos ter o gol 2000 da história das Copas. Antes do Mundial (ta lá no Almanaque do Futebol!!!) a marca era de 1916 gols. Agora, já foram marcados 55 gols em 23 jogos. Estamos com 1971. O número deve ser alcançado ainda na primeira fase.

    • A média de gols até agora é de 2,39 por jogo. Pior do que a de 2002: 2,52.

    • Tivemos três 0 x 0. O que é péssimo. Sob todos os aspectos.

    • Maior goleada: Argentina 6 x 0 Sérvia & Montenegro.

    • Por sinal, desde o malfadado 6 a 0 sobre o Peru, em 1978, a Argentina não ganhava de seis em Copas.

    • 80 exames antidoping feitos e ninguém pego até agora.

    • Carlos Eugênio Simon apita Espanha x Tunísia, segunda-feira, em Stuttgart.

    • Qual é a maior baba da Copa? Polônia ou Sérvia.

    • Desde já, saudades do humor e da verve única de Bussunda. Não faltarão gargalhadas lá em cima. Fica com Deus, parceiro.

  68. 17/06/2006

    Bolão da Copa (parcial após a primeira rodada)

    Seguem os primeiros colocados:

    20 pontos
    Rodrigo Rego

    19 pontos
    Luiz Américo

    17 pontos
    Fernando Borges
    Victor Pimentel Nunes
    Giovani Pimentel

    16 pontos
    Lincoln Castro
    Vitor Thomé El Hader
    Alucard

    15 pontos
    Leonardo Gama
    Victor - RJ
    Henrique Badan
    Renildo Almeida
    Marcelo Faria
    Ian Sena
    Epagliacci
    Fernanda
    Ronny
    Igor de Moura Rocha

    A planilha inteira está aqui. Basta clicar.

    Bolao Copa do Mundo planilha rodada 1.xls

  69. 16/06/2006

    Super-sexta

    Primeiro, peço desculpa a todos os amigos do Jogo Aberto. Tivemos um problema técnico e o blog ficou boa parte do dia fora do ar. Acontece. Enfim, espero que todos entendam. Vida que segue (por sinal, título de um ótima coletânea de crônicas do Mestre João Saldanha), recém-lançado

    Saldanha adoraria ter visto a Argentina em campo hoje. Impecável. A melhor atuação individual e coletiva da Copa do Mundo. Ninguém jogou mal. Todos brilharam. Max Rodriguez, Tevez, Riquelme, Saviola, Crespo, Mascherano, Sorin. É uma timaço esse da Argentina. Sapecou 6 a 0 na Sérvia & Montenegro, que muitos pintaram como bicho-papão. Não só deu a maior goleada do Mundial, como só fez golaço e jogou com autoridade, simplicidade, inteligência e personalidade. A Argentina encantou quem gosta de futebol hoje cedo.

    Logo depois, a Holanda venceu a Costa do Marfim por 2 a 1. Assim, Argentina e Laranja Mecânica já resolveram a questão no grupo da morte, se classificaram e decidem semana que vem quem fica com a primeira vaga. Boa atuação da Holanda, mas ainda sem brilho. E com a ajuda do árbitro, que ignorou dois pênaltis a favor dos africanos. Deu pena.

    À noite, o México, que tem muita mídia, ficou no 0 a 0 com Angola, que não tem mídia nenhuma, mas faz um papel para lá de digno nessa Copa. As duas vagas devem ficar mesmo com Portugal e México, mas a turma do sombrero está devendo. E muito.

sobre o blog

Niteroiense, Lédio Carmona é jornalista esportivo há 20 anos. Esteve nas cinco últimas Copas do Mundo. Trabalhou em grandes jornais e na TV Globo. Co-autor do Almanaque do Futebol, atualmente é comentarista do SporTV e colaborador da Revista Placar.

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