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  1. 13/09/2006

    Eu acredito


    Crédulo que sou, estou disposto a encomendar uma camiseta com a inscrição “Eu acredito na Copa Sul-Americana”. Melhor assim do que escrever “Os cartolas são visionários”. Mas, de fato, eu levo fé nessa competição. Pena que no Brasil, esse país marcado pela marra, pela insensatez e resistência ao novo, tudo seja mais difícil de acontecer. A Sul-Americana, espécie de Copa da Uefa do terceiro mundo, é lucrativa, tem um bom formato, preenche bem o calendário e oferece bons jogos. Foi o que aconteceu nesta noite, na qual ninguém dava muita coisa, mas se tornou bastante agradável para quem gosta do produto patenteado pelo nosso lendário Charles Miller, o dono do bigode que tornou a vida de muitos nesse país uma autêntica benção.

    Tivemos três brasileiros classificados para a próxima fase da Copa Sul-Americana. O jogo que escolhi para ver foi Corinthians e Vasco, no Canindé, estádio que (os paulistas podem confirmar) oferece o melhor bolinho de bacalhau do Brasil. Partida agradabilíssima, vencida pelos donos da casa por 3 a 1. Numa noite em que as duas equipes jogaram bem, mas na qual a vencedora teve mais talentos à disposição e, principalmente, mais sorte.

    Logo aos quatro minutos, o misto de competência corintiana com azar vascaíno. Excelente jogada de Eduardo Ratinho. Cássio rebateu, a bola tocou nas costas de Fábio Brás, que, além de fraco não tem sorte, e sobrou para Amoroso fazer o seu primeiro gol pelo Corinthians. O Vasco não se abateu e foi à frente. Mas não tinha quem fizesse (ou soubesse) fazer gols. Aos 27m, Rafael Moura cabeceou para fazer 2 a 0. Cinco minutos após, Diego (vejam só) fez um belo gol de falta. E, ainda no primeiro tempo, Magrão bateu falta, Cássio defendeu, mas Coutinho resolveu cortar: gol contra. Foi o placar do primeiro tempo e do jogo. O Corinthians segue em frente e agora enfrenta Lanus ou Vélez Sarsfield. E o Vasco, de cabeça erguida, se despede.

    No Mineirão, o Cruzeiro, mais forte, com reforços, fez uma boa partida, ganhou do Santos por 1 a 0, gol de Wagner, e conseguiu levar a disputa para os pênaltis. Nas penalidades, porém, os novos contratados pisaram na jaca. Gabriel e Élson erraram suas cobranças e o Peixe se classificou. Agora, enfrenta o San Lorenzo. E o Cruzeiro sai da Sul-Americana, mas deixa ao torcedor a certeza de que está mais forte para o restante do Brasileirão.

    Para fechar, nova vitória do Atlético no clássico: 1 a 0 no Paraná, gol de Denis Marques. O Furacão, que deve muito no Brasileirão e luta para não cair, agora enfrentará o River Plate. E amanhã teremos Botafogo x Fluminense, num jogo muito motivado e cheio de expectativa. A Copa Sul-Americana é uma boa. Basta os clubes entenderem e a levarem mais a sério. E, de novo, acredito, que o cenário já está em mutação.


    Censo do Jogo Aberto

    Não deixe de participar. O post está lá embaixo, junto com a urna eletrônica!

  2. 13/09/2006

    Pressão total


    São Paulo x Boca Juniors – Voltam Josué, Leandro e Aloísio. O São Paulo entra completo contra os fortes argentinos, para quem nunca perdeu no Morumbi. Ganhar a Recopa Sul-Americana contra o poderoso Boca Juniors poderia funcionar como divisor de águas para o São Paulo e, principalmente, para Muricy Ramalho, ambos tão criticados nas últimas semanas – apesar da liderança no Brasileirão. Se perderem o título em casa, a pressão pode ficar ainda mais forte, principalmente porque domingo, no Morumbi, o time tem mais um jogo decisivo: contra o Internacional, vice-líder no Brasileirão e seu algoz na Libertadores. Como perdeu por 2 a 1 na Bombonera, o simples 1 a 0 garante nova conquista aos tricolores. Um outro 2 a 1 é sinônimo de final por pênaltis, enquanto se o Boca ganhar com placar a partir de três leva a taça para Buenos Aires. E é muito bom o Boca, com talentos, como Gago, Calvo, Dattolo, Palácio e Palermo, nem tão habilidoso, mas referência na frente. O cenário, naturalmente criado com os últimos resultados, deu à Recopa Sul-Americana uma importância que nem a Conmebol esperava. Meu palpite: novo 2 a 1. E pênaltis.


    Fluminense x Botafogo - Teremos cinco zagueiros, seis volantes, quatro atacantes e dois retornos importantes no clássico decisivo de amanhã, no Maracanã, pela Copa Sul-Americana. Fluminense e Botafogo decidem o direito de enfrentar o Gimnasia La Plata, da Argentina, na próxima fase, numa partida que, pelas escalações, tem tudo para ser amarrada e de poucos gols. Tem uma tremenda cara de empate. Lembro que 0 a 0 é bom para os tricolores, pois, pelo critério da Conmebol, ele empatou na ida por 1 a 1 na “casa do adversário”. Os alvinegros levam o confronto para os pênaltis com a repetição do placar.

    Petkovic volta ao Fluminense; Zé Roberto ao Botafogo. Pela carência dos elencos, a vantagem é do Botafogo. Até porque Cuca tem menos opções do que Antonio Lopes. Meu palpite: empate. Só não arrisco o placar.

  3. 13/09/2006

    Moças & Rapazes


    Como no ano passado. Lyon e Real Madrid se enfrentam pela primeira rodada da Liga dos Campeões. E os franceses dão um peteleco bem dado na marra espanhola. Ótima atuação coletiva dos pentacampeões nacionais, com destaque para Juninho Pernambucano, Abidal, Malouda, Fred e Tiago. Não fosse Casillas, o Madrid teria saído para o intervalo com um saco de gols. Mas levou apenas dois: Fred e Tiago (golaço).

    No segundo tempo, Reyes entrou no lugar de Cassano e, depois, Robinho na vaga de Raúl. A situação equilibrou-se um pouco, mas o Lyon continuou melhor. E só não marcou mais por obra e graça do cansaço e de uma certa diplomacia francesa. Fim da partida pelo grupo E: Lyon, solidário, bem treinado e com jeito de equipe, 2 x 0 no Real Madrid, um retalho de time, com uma defesa falha na cobertura e com Cicinho e Roberto Carlos mortos pelas alas, um meio de campo passivo e um ataque no qual Van Nilsterooy espera, espera, espera e não vê a bola chegar. Igualzinho ao ano passado. Apesar do terno Armani e da cara de papai-sabe-tudo de Fabio Capello.

    Sinceramente, não foi surpresa o Lyon ganhar do Real Madrid. Mas me surpreendeu, em Kiev, o Dínamo, cheio de brasileiros, inclusive com uma boa zaga, formada por Rodolfo, ex-Flu, e Rodrigo, ex-São Paulo, perder de 4 a 1 para o Steua Bucareste, da Romênia. Fui tapeado pelos ucranianos. Pode tripudiar, Ricardo PT.

    Bom, ao vivo só vi mesmo o jogo entre Lyon e Milan. Agora comecei a ver o vt de Manchester United x Celtic Glasgow, no Old Trafford. Deve ter sido uma partida interessante, principalmente se observarmos o placar movimentado (3 a 2 para os ingleses) e, como diziam os mais velhos, a marcha da contagem. Vennegoor fez 1 a 0 para os escoceses. O francês Saha virou com dois gols. E Nakamura empatou. Tudo no primeiro tempo. Logo no início do segundo tempo, o excelente norueguês Solskjaer fez 3 a 2 e o Manchester United ganha seu quinto jogo seguido no ano: quatro pela Premier League, onde é líder, e hoje. No outro jogo pelo Grupo F, bom resultado do Benfica na Dinamarca: 0 a 0 com o Copenhague. Mais detalhes com Pedro PT, pois esse confronto eu não vi.

    Grupo G. Também não deu para acompanhar o tropeço do Porto, em casa, contra o CSKA, da legião brasileira (Daniel Carvalho, Vagner Love, Dudu Cearense... ). Ricardo PT, apresente-se! E os portugueses já saem atrás, pois, na Alemanha, o Arsenal ganhou do Hamburgo por 2 a 1. Ótimo resultado para o time de Gilberto Silva, auto do primeiro gol, e de Julio Baptista. Até porque vem mal na Premier League.

    Para fechar, destaque para a vitória do Milan, óbvia, sobre o AEK Atenas, no San Siro: 3 a 0, marcando Inzaghi, Gourcuff e Kaká. Grupo mole para os italianos esse H, até porque na outra partida deu empate: Andelecht 1 x 1 Lille, no que deve ter sido um belo peladão, movido à cerveja belga e chocolate de primeira na sobremesa. Nada mal.

    Brasileiros em campo (no total, 35):

    • Dínano Kyev – Rodolfo, Diogo Rincón, Correia, Rodrigo
    • Lyon – Juninho Pernambucano, Cris, Fred
    • Real Madrid – Roberto Carlos, Emerson. No banco: Robinho
    • Benfica – Luisão, Alcides, Léo. No banco: Ânderson.
    • Porto – Hélton, Pepe, Paulo Assunção, Ânderson, Alan, Ezequias e Adriano. No banco: Jorginho.
    • CSKA – Dudu Cearense, Daniel Carvalho e Vagner Love
    • Arsenal – Gilberto Silva. No banco: Júlio Baptista.
    • Lille – Rafael e Michel Bastos
    • Milan – Dida, Cafu, Kaká e Ricardo Oliveira
    • AEK – Emerson e Julio Cesar

    PS: Adriano já foi barrado novamente por Roberto Mancini na Internazionale...

    Valeu, meninas!


    Hoje ninguém precisou de calmante para ver as meninas do Brasil no Mundial de Basquete Feminino, em São Paulo. Passaram por cima da sul-coreanas por 106 a 86. E já estão classificadas para a segunda fase. È amanhã jogamos pelo primeiro lugar contra a Espanha. Como diria Antonio Porto, “de chuá”!

  4. 13/09/2006

    Galo forte e vingador


    Vencer, vencer, vencer...
    Esse é o nosso ideal...
    Honramos o nome de Minas
    No cenário esportivo mundial
    Lutar, lutar, lutar...
    Pelos gramados do mundo para vencer...
    Clube Atlético Mineiro
    Uma vez até morrer

    Os blogueiros que torcem pelo Atlético e freqüentam o Jogo Aberto não param de cantar esse hino. E, que me perdoem os cruzeirenses, o Galo merecia um ano menos traumático do que o passado. E, na Série B, a massa preto e branca lota o estádios, empurra o time, bate recordes e já vê o time confortavelmente instalado na terceira posição, com 38 pontos – sobem os quatro primeiros para a Série A em 2007.

    Como Botafogo e Palmeiras em 2004 e Grêmio em 2005, o Atlético Mineiro montou um time modesto para jogar a segundona, contratou um técnico experiente (Levir Culpi, o mesmo que ajudou o Botafogo a subir)... E apostou na força da torcida. Ontem à noite, no Mineirão, o Galo venceu Paulista por 2 a 0, gols de Danilinho e Tchô. Público pagante: 32.400.

    Os cinco maiores públicos da Série B são do Galo. O de ontem foi o maior. No total, nos 11 jogos da equipe em Belo Horizonte, pagaram ingresso 229.910 pessoas, com fantástica média de 21.161 por partida, média similar à dos atuais líderes do ranking de massas na A: Grêmio e Internacional. Na B, quem mais se aproxima do Atlético é o Paysandu, com média de 13.547. Na contra-mão, o Ituano bate todas as marcas negativas em termos de comparecimento aos estádios: é imbatível na lista dos menores públicos.

    Sobre a noite cheia da B. O Náutico se deu bem. Ganhou do Guarani por 4 a 1 e, com a derrota do Coritiba, em casa, para o Brasiliense, isolou-se na liderança com 41 pontos, com os paranaenses em segundo (39). Depois vem o Galo (38) e o Sport Recife, que também perdeu: em Belém para o Remo, por 2 a 0. Outro resultado que vale a pena registrar: América de Natal 2 x 0 Portuguesa. E o time potiguar é quinto, com excelente campanha (34).

    A torcida do Atlético Mineiro, assim como o time, só prova uma coisa: cair para a Série B não é nada agradável, mas está longe de ser o fim do mundo. Se houver a queda, basta um mínimo de organização e apoio popular para que o time consiga subir e, melhor ainda, com lucro. Basta fazer as contas.

  5. 12/09/2006

    Lee Marvin, Amoroso, Petkovic, Alonso...


    • Não é por nada não, mas Emerson Leão está igual ao Lee Marvin, aquele ator americano, famoso por seus papéis em westerns. O técnico do Corinthians saiu do saloon e vai com o time completinho para enfrentar o Vasco, amanhã, no Canindé, na volta da Copa Sul-Americana. Difícil para os cariocas, que têm que ganhar. E 1 a 0, placar da ida, nem basta. Sei não... Mas milagres e surpresas a cada dia se assanham mais no futebol. A conferir.

    • Numa boa: o que o Amoroso tem a ver com a escalação do São Paulo? Joga bem, mas é folgado. E é um pouco deslumbrado quando vê um microfone à frente.

    • O Vasco contratou Leandro Amaral. Um bom centroavante na época em que foi revelado pela Portuguesa. E depois sofreu com lesões diversas e não parou mais clube de nenhum. Só em São Paulo jogou pelo time do Morumbi, Corinthians e Palmeiras. Enfim, mais uma aposta. Quem não se lembra é esse aí da foto ao lado.

    • Cruzeiro x Santos é o outro jogo de amanhã pela Sul-Americana. O Peixe ganhou na ida, em casa, por 1 a 0. Um resultado que pode se tornar pequeno. A Raposa quer ir à frente na Sul-Americana, pois no Brasileirão não dá mais. Voltam Fábio Santos e Martinez, o que dá um equilíbrio maior ao meio de campo. Estréia Gabriel, ex-Flu. Aposto no Cruzeiro. Feeling...

    • Fala aí, Fernando Alonso: “O Zidane se aposentou com mais glória que Schumacher. Michael é o piloto com mais punições e mais antidesportivo da história da Fórmula 1”. Cruzes...

    • Simplesmente ridículo o lance em que estiveram envolvidos a árbitra Sílvia Regina e um gândula em Sorocaba. Lamentável... Patético. A cara da bagunça que impera nesse país.

    • Um gambá no treino do Flamengo... Passo e voto nulo.

    • Leio que Petkovic retorna ao Fluminense contra o Botafogo e é tratado como salvação da pátria. Às vezes entendo que falta vergonha na cara há muitas pessoas. Consta que Zé Roberto deve voltar ao ataque do Fogão. Esse sim fez falta domingo.

    • Depois do colombiano Vargas, que era reserva no Boca, o Inter vai escalar o lateral-esquerdo peruano Hidalgo, de 30 anos, contra o São Paulo. Abel gostou. Bem, não conheço, não posso falar. Mas é uma escalação de risco.

    • Esses pedidos pela demissão de Muricy Ramalho mostram o quanto o futebol deixa alguns impregnados pela mais absoluta insensatez.

    • E não deixe de participar no Censo do Jogo Aberto. O post está aqui embaixo. E, por favor, não vote anônimo. Obrigado.

  6. 12/09/2006

    Não deu zebra


    Primeiro dia de jogos pela fase final da Liga dos Campeões da Europa. E as melhores atuações foram dos espanhóis. O Barcelona passeou no Camp Nou diante do Levski Sofia: 5 a 0. Toque daqui, toque dali, tudo muito bonito, plástico e bem jogado. Sacode clássico, com gols de Iniesta, Giuly, Puyol (até ele fez), Eto’o e Ronaldinho Gaúcho, após jogada e chute belíssimos. O Barcelona é favorito de ponta ao bicampeonato. Quem pode atrapalhar, embora eu não me empolgue muito, é o Chelsea. Os ingleses estrearam bem, em Londres: 2 a 0 no Werder Bremen, de Diego e Naldo, ex-Juventude, e que falhou no primeiro tempo. Marcaram Essien (grande atuação do ganês) e Ballack. Os favoritos começaram bem no grupo da morte.

    Jogo bem disputado, duro, mas com poucas chances de gols em Lisboa. Saiu apenas um, do lateral Caneira, no segundo tempo. E o Sporting venceu a Internazionale. Adriano foi escalado desde o início por Roberto Mancini e não funcionou. E Alecssandro, ex-Cruzeiro, entrou no segundo tempo e provocou a expulsão de Vieira. Boa estréia dos portugueses, com um time interessante. E mau começo dos italianos, com uma tática extremamente defensiva e pragmática. No Alianz Arena, em Munique, também pelo Grupo B, o Bayern esculachou o Spartak Moscou, que conta com o possante Géder em sua defesa: 4 a 0, com gols de Pizarro, Santa Cruz, Schweinsteiger e Salihamidzic. Pessoal com nome fácil.

    O grupo C foi uma nulidade. Em Eidhoven, PSV 0 a 0 Liverpool. Chato... E, em Atenas, o Galatasaray não soube ganhar do Bordeaux, de Ricardo Gomes. Bom resultado dos franceses.

    Para fechar, o Valencia foi o outro destaque espanhol. Por sinal, o único a ganhar fora de casa. Com três gols de Morientes goleou o Olympiakos, de Rivaldo, por 4 a 2, em Atenas. E, na linda capital italiana, a Roma detonou o Shaktar, de Elano; 4 a 0, com gol de Taddei e, em homenagem a Lilu, um de Lillu. Assim foi o Grupo D. E amanhã tem mais...

    Brasileiros em ação (no total, 31):

    Barcelona – Belleti, Thiago Motta e Ronaldinho Gaúcho. No banco: Edmílson.
    Bayern Munique – Lúcio
    Bordeaux – Wendell. No banco: Henrique (ex-Fla)
    Internazionale – Maicon e Adriano. No banco: Júlio César e Maxwell
    Liverpool – Fábio Aurélio
    Olympiakos – Rivaldo. No banco: Júlio Cesar.
    PSV – Alex
    Roma – Doni, Mancini e Taddei
    Shaktar – Matuzalém, Brandão e Elano. No banco: Jadson e Leonardo.
    Spartak Moscou - Géder
    Sporting – Ânderson Polga e Liédson. No banco: Alecsandro e Ronny
    Valencia – Edu.
    Werder Bremen – Naldo e Diego

  7. 12/09/2006

    Inacreditável


    Continuamos com um terrível Complexo de Viralata no basquete. Depois do fiasco dos machos, quase que a meninas da Seleção Brasileira se complicam na estréia no Mundial disputado dentro de casa, em São Paulo. Seria terrível começar com derrota uma competição tão importante no nosso próprio endereço. A desconfiança que nosso basquete já causa aos torcedores seria multiplicada por três. Mas, após uma farta distribuição de calmantes, vencemos as primárias argentinas por 71 a 69 (40 a 32), graças a uma cesta de Hellen a cinco segundos do fim da partida.

    O Brasil não esteve bem em nenhum quarto da partida. A melhor vantagem veio no fim do primeiro quarto (12 pontos, com um 27 a 15). A Argentina ganhou confiança, a lição que nossos grandalhões nos passaram de como não arremessar lances livres foi aprendido pelas meninas... E tome erros... Falhas... Bobeadas... Vacilos. Inexperiência. E qualquer outro sinônimo afim. E não concordo com a tese de nervosismo. O Ginásio do Ibirapuera estava bem longe de sua lotação. Nervos não são desculpas. O Brasil jogou mal. Simples como acertar um lance livre.

    E só não entramos pelo garrafão adentro porque, no fim, quando o placar já estava igual, ou com vantagem para o Brasil de, no máximo, quatro, cinco pontos, Janeth chamou a responsabilidade e passou a fazer a diferença. Foi um drama. E nem quando Hellen fez a cesta decisiva houve paz. As meninas simplesmente pararam e esqueceram que ainda havia jogo, mais precisamente cinco segundos. Sorte que a Argentina errou. Sorte que não existe um Manu Ginóbili de rabo-de-cavalo. Do contrário... Melhor nem pensar.

  8. 11/09/2006

    O censo do Jogo Aberto

    Amigos do Jogo Aberto. Casa nova, números diferentes. Ano passado, no endereço antigo, fizemos o censo do nosso blog. Foi um sucesso e centenas de blogueiros participaram. Esse ano vamos repetir a dose. O que eu preciso saber (e esse post fica exclusivo para isso, até a próxima segunda-feira). Qual é o seu time de coração e de que cidade você tecla? Só isso. A resposta é só essa. E, claro, conto com a honestidade de todos para votáramos apenas uma vez.

    Claro que como o post vai indo lá para baixo, durante a semana eu subirei novamente, para que outras pessoas que não o vejam hoje ou amanhã também possam participar. Esse tipo de iniciativa permite que tenhamos uma radiografia do público que participa do nosso Jogo Aberto. Ah, quem não for brasileiro basta pôr o clube de coração e o país de onde tecla.

    Repito, por favor: esse post é só para o Censo do Jogo Aberto. Outras discussões, sempre muito bem-vindas, aqui embaixo e nos futuros posts.

    Pedido
    Vamos evitar posts anônimos. Não custa pôr o nome e sobrenome, pois nos ajudará no levantamento dos dados.
    Valeu.

  9. 11/09/2006

    Faltam artilheiros


    Até que a média de gols do Campeonato Brasileiro não está tão ruim assim. Em 228 jogos foram marcados 610, com índice de 2,68 por partida. Bem razoável e muito acima da marca dos principais campeonatos europeus, por exemplo. Mas, tecnicamente, insisto, a competição deixa a desejar. Alguns números para reflexão:

    • Entre os artilheiros, Schwenck e Soares, do Figueirense, e Souza, do Goiás, tem 10 gols. Já foram disputadas 23 partidas, por clube. Isso significa, para os principais goleadores, quase um golzinho a cada três partidas.

    • Os melhores ataques da competição, São Paulo e Grêmio, com 37 gols, tem uma média de apenas 1,68 e 1,60, respectivamente. Nem dois por jogo. Pobre, muito pobre.

    • O Flamengo continua com média inferior a um gol por jogo. Tem o pior ataque, com 21 gols em 23 partidas. Terrível.

    Fica a pergunta: faltam bons atacantes domésticos ou nossos treinadores estão bem mais prudentes do que normalmente já são?

    Meu pitaco: vivemos uma crise de artilheiros. Como eu nunca vi. A não ser Soares (na foto) e Cícero, do Figueira, e Rômulo, do Grêmio, qual o atacante que revelamos esse ano e encheu nossos olhos? Nenhum...

  10. 11/09/2006

    A liga do dinheiro


    As garrafas do futebol europeu começaram a ser vendidas nesse meio de semana, quando começa a fase final da Liga dos Campeões, o melhor, mais técnico e mais milionário campeonato de clubes do mundo. Amanhã, por exemplo, já teremos oito jogos, com destaque para os dois do Grupo A, um dos mais difíceis: Chelsea x Werder Bremen e Levski Sofia, da Bulgária, time do inacreditável Lúcio Wagner, ex-lateral-esquerdo do Botafogo. Ficam os meus palpites. Favoritos ao título: Manchester United, Milan, Madrid e Barcelona. Azarão: CSKA Moscou. Fracasso à vista: Chelsea, Arsenal e Bayern Munique. Aguardemos.
    Seguem os jogos da primeira rodada e os grupos:

    Grupo A
    Amanhã
    Levski Sofia x Barcelona
    Chelsea x Werder Bremen

    Grupo B
    Amanhã
    Bayern Munique x Spartak Moscou
    Sporting Lisboa x Internazionale

    Grupo C
    Amanhã
    Galatasaray x Bordeaux
    PSV x Liverpool

    Grupo D
    Amanhã
    Olympiakos x Valencia
    Roma x Shakhtar

    Grupo E
    Quarta-feira
    Dynamo Kiev x Steua Bucareste
    Lyon x Real Madrid

    Grupo F
    Copenhague x Benfica
    Manchester United x Celtic

    Grupo G
    Hamburgo x Arsenal
    Porto x CSKA Moscou

    Grupo H
    Anderlecht x Lille
    Milan x AEK Atenas

    Quem quiser dar uma de babalorixá globalizado, pode dar os seus pitacos sobre os classificados de cada fase. Passam os dois primeiro para as oitavas-de-final. Meus pitacos já estão dados lá em cima.

  11. 10/09/2006

    11 x 9= 0 x 0

    Não me lembro. Sinceramente, faltam registros na minha memória sobre algum jogo de futebol no qual um time, com 11 jogadores contra 9 desde os 26 minutos do primeiro tempo não tenha conseguido fazer um único gol e ainda empatar de 0 a 0. Pior: ser engolido na parte física pelo adversário desmantelado, que, na prática, teve chances de decidir a partida. O São Paulo, o time com 11, jogou contra os nove do Corinthians durante 67 minutos. Mais de uma hora. E nada fez. Absolutamente, coisa nenhuma. Fracasso constrangedor. Com certeza, a atuação mais ridícula do vice-campeão da Libertadores nos últimos dois anos. Muricy Ramalho foi passivo. Não viu a partida como deveria. E sua equipe, entorpecida, lenta, sem criatividade e até com doses de soberba, foi engolida pela raça corintiana. Um jogo atípico e que entra para a história como um dos maiores atestados de incompetência coletiva já exibidos dentro de um gramado tupiniquim.

    O São Paulo abusou. Na verdade, há tempos deve. Não paga e vive dos recursos do cheque especial. Empatou um jogo que precisava ganhar e ainda assim segue líder, com 43 pontos e uma partida a menos. Só isso atenua os efeitos de uma crise que ronda o Morumbi e só não se instala pelo lastro que o clube tem acumulado nos últimos. O Corinthians, com o pontinho heróico, chega a 27 e passa mais uma rodada fora do rebaixamento. Leão, na minha opinião, mexeu certo. Errou apenas nas bobagens verbais que cometeu contra o auxiliar de linha, mas aí... Deixa para lá... Um adendo sobre o Corinthians. Foi precipitada a escalação de Cesar, expulso aos quatro minutos, e de Amoroso, totalmente fora de forma. A pressão de fora fez com que entrassem em ação sem pernas e poder de reação.

    Cesar foi expulso aos quatro minutos do primeiro tempo, após pontapé em Souza. Aos 26, Eduardo Ratinho acertou Thiago. Heber Roberto Lopes acertou novamente ao aplicar cartão vermelho. Leão tirou Roger, pôs Gustavo Nery e deu uma arrumada no buraco aberto. Muricy Ramalho foi tímido: sacou Souza, um dos jogadores que mais põe e entra na pilha do nosso futebol, e apostou no garoto Tadeu. Mas, com 11 contra 9, manteve três zagueiros em campo. Resultado: o São Paulo não chutou no primeiro tempo.

    No segundo tempo, ele finalmente tirou Edcarlos e pôs Danilo. O São Paulo melhorou (e era obrigação melhorar) por 10 minutos. Mais nada. Jogo pelo meio, poucas jogadas de linha de fundo e a defesa do Corinthians se safava. Uma bola na trave de Danilo, um quase gol de Lenílson, outro do mesmo Danilo... Foi só. Nada mais. Enquanto isso, Leão deu velocidade nos contra-ataques, principalmente com a entrada do rápido Rosinei. E quase a casa do São Paulo cai, quando, no finalzinho, Rafael Moura perdeu uma ótima oportunidade. Pouco depois que Muricy Ramallho, aos 41 minutos, resolveu lançar Alex Dias. Faltando cinco minutos? Coisa de gente desesperada.

    Foi um dos 0 a 0 mais constrangedores da história do São Paulo. Muricy Ramalho saiu debaixo de vaias, merecidas, pois ele perdeu a mão do time. O São Paulo parece aqueles ex-milionários e que, após a aposentadoria, mantém a pose graças à poupança acumulada nos anos de trabalho. É o caso da liderança, mantida em virtude dos pontos colecionados na boa fase, pré-fim de Libertadores. E o torcedor do Corinthians, que vibrou até com arremesso lateral, deixou o Morumbi em festa. Afinal, não é sempre que não se perde com 9 contra 11. Assim como é quase impossível alguém não ganhar com 11 contra 9. Você escolhe a frase que mais bem lhe convier.

    No Pinheirão

    E no confrontos do tricolores, no Pinheirão, deu Paraná: 1 a 0 no Fluminense, gol de Cristiano, logo no início da partida. Os donos da casa saem de um ciclo de cinco derrotas seguidas e pulam para sexto lugar, com 34 pontos. E o Fluminense, que ainda não venceu sob comando de Antonio Lopes, não ganha há oito partidas ou quase um mês – a última vitória foi sobre o Cruzeiro, no Mineirão, dia 13 de agosto, ainda com Oswaldo de Oliveira à frente. E o Flu cai mais um pouco: décimo, com 30 pontos. É cuidar para não descer mais... E para de achar que a culpa é do treinador... Afinal já são cinco em 2006 (um a cada 45 dias) e nada acontece. Se é que vocês me entendem...

    Em Floripa...

    Ele, sempre ele. Wilson de Souza Mendonça, um dos árbitros mais desastrados do futebol brasileiro, errou à beça no empate entre Figueirense e Goiás (2 a 2), em Florianópolis. Expulsou Souza e Soares – ambos fizeram um gol e são artilheiros, junto com Schwenk, com 10) – anulou um gol do próprio Schwenk e teve mais uma tarde gloriosa em sua polêmica carreira. Mais enrolado do que ele só o ataque do Figueira, muito bom, mas que exagerou na arte de perder gols. Quem agradece é o Vasco, que segue em quinto (35). Os catarinenses poderiam ultrapassá-lo, mas com o tropeço caíram para sétimo (33). E o Goiás, com 28, segue a perigo.

    Em Caxias do Sul

    Eis mais uma partida que não deu para acompanhar. Sequer vi os gols de Christian até agora. Dois gols, que deram a vitória ao Juventude por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, no Estádio Alfredo Jacone. Os gaúchos, treinador pelo ótimo Ivo Wortman, vencem mais uma e já estão em oitavo, com 32. O Juventude cresce na hora certa. E a Raposa, melancólica, não se firma e assim mesmo segue em nono, com 31. É a famosa poupança acumulada. E deve ser ela que garante o empreguinho do Oswaldinho até agora.
    Flamengo: justiça

    No clássico carioca, nada a contestar na vitória de 2 a 0 do Flamengo sobre o Botafogo, gols de Rafael Marques, contra, e Renato Silva, ambos no primeiro tempo. Os rubro-negros chegam a 27 pontos e, pelo critério do saldo de gols, jogam a Ponte Preta para a zona do rebaixamento e estancam uma série de quatro jogos sem vencer. Já os alvinegros perdem a invencibilidade de cinco partidas (quatro vitórias seguidas no Brasileirão), caem para décimo-segundo (30), amargam o dissabor de perder o sexto duelo consecutivo contra os rivais e ainda terão o Grêmio, fora de casa, no próximo fim de semana.

    Dois cenários distintos. Mas, no Maracanã, o ambiente foi todo rubro-negro. Principalmente no primeiro tempo, quando, nos contra-ataques, o time fez os dois gols. As poucas chances que o Botafogo teve nesta etapa não aproveitou. Renato Augusto jogava muito bem; o goleiro Bruno, também. Do outro lado, sem Diguinho e Zé Roberto, a escalação tentada por Cuca – Júnior César e Bill preenchendo o lado esquerdo – naufragou completamente. Por sinal, Cuca só fez isso porque, lamentavelmente, ele vive com a conta do chá. E, com os desfalques, faltou.

    No segundo tempo, o Botafogo melhorou com a entrada de Wando no lugar de Rafael Marques. Com um atacante a mais, ao lado de Reinaldo e Lima, o time teve chances, mas perdeu gols demais. E o Flamengo, inteligente, só não aumentou nos contra-ataques porque a união de Jajá com Obina é piada. Em resumo: num bom clássico no Maracanã, deu Flamengo, com justiça. Duas decepções: o Botafogo, muito atarantado, e o público pagante, de pouco mais de 16 mil torcedores. Esperava mais. Reflexo da calhordice de quinta-feira à noite.

    Inter: impecável

    Três vitórias seguidas. Segundo colocado (40 pontos), com um jogo a menos do que a maioria. Torcida empolgadíssima, que lotou o Beira-Rio (36 mil pagantes). O Internacional segue encantado. Nas partes que conseguir assistir da vitória de 2 a 0 sobre o Atlético Paranaense (gols de Adriano e Fabiano Eller), o time foi impecável. Dos jogos que acompanhei no fim de semana, o Colorado teve a melhor atuação entre todas as equipes do Campeonato Brasileiro.

    Jogou para frente o tempo inteiro (e bem) e agora fará uma autêntica decisão, domingo, no Morumbi, contra o São Paulo, líder. É a reedição da Taça Libertadores. O confronto entre o campeão, que, mesmo após perder vários jogadores, segue perfeito, e o vice, cambaleante, tonto e sem inspiração desde a perda do título. Jogaço à vista. De novo!


    Ruim para os dois

    Para fechar, outro jogo que minha incapacidade para a clonagem não me permitiu acompanhar. Fortaleza 1 x 1 Santos. Não concordo que foi bom para o Peixe. Entendo que foi péssimo para os dois. O Santos não aproveitou para encostar no São Paulo, continua em terceiro (com 39), junto com o Grêmio, a quatro pontos do São Paulo e agora atrás do Inter (40) e provou que não sabe ganhar fora de casa. De 12 partidas como visitante, só venceu duas. E os cearenses chegam ao décimo-primeiro empate em 23 jogos (quase 50%) e, com 23, seguem aboletados na vice-lanterna.

  12. 10/09/2006

    Quem não tem medo?

    * Não vou me alongar pelo simples fato de que não pude ver o jogo. Deixo para quem acompanhou toda a final do Grand Prix de vôlei feminino dar os seus saques e cortadas por aqui. Fica o registro: o nosso vôlei, tanto masculino quanto feminino, é fantástico. E mete medo. Põe pavor em quem os enfrenta. Hoje, em Reggio Calabria, as moças se vingaram de vez do Trauma de Atenas. Ganharam a decisão contra a Rússia com sobras: 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 25/20, 23/25 e 25/17.

    O time é tricampeão da competição (2004, 2005 e 2006), mas é hexa. Décimo-terceiro título de José Roberto Guimarães no comando da equipe. Um Brasil forte, com destaque para Sheila, Jaqueline, Fofão, Walewska e Valesquinha, filha de Aída dos Santos, um exemplo eterno de garra e luta do esporte brasileiro.

    Ganhamos mais uma nas quadras espalhadas pelo mundo. Que venha o próximo. E que nossos adversários sigam sem rumo e em busca de uma resposta para tantas derrotas. Uma resposta muito simples de ser alcançada: o vôlei braisleiro é o melhor do mundo há muito tempo. E continuará por longo tempo.

    Boletim do Rafic

    O suíço Roger Federer faturou o US Open ao ganhar do americano Andy Roddick por 6/2, 4/6, 7/5 e 6/1. O início foi um passeio de Federer, que chegou a estar ganhando o primeiro set por 5/0, mas desperdiçou uma chance de fechar e terminou em 6/2, em mais uma quebra de saque (a terceira em cima do americano). Depois, no segundo set, Roddick já começou quebrando, o clima de Copa Davis voltou a reinar em New York e o americano soube manter a vantagem até o final. Já o terceiro set foi marcado pelo equilíbrio e só foi decidido no décimo-segundo game, quando Roddick começou a apresentar sinais de cansaço e teve seu saque quebrado. Depois, um quarto set em que Federer tentou terminar com o já tradicional pneu dele numa final de Grand Slam, se aproveitando do esgotamento físico do americano. Ele chegou a ter o match point no 5/0 com saque do americano, mas Roddick salvou seu saque e outra humilhação.

    Esse é o 3º título consecutivo de Federer no US Open, e o seu 9º em Grand Slams. Assim ele se tornou o primeiro tenista a ganhar o US Open e Wimbledom três vezes seguidas. Federer também iguala o feito de Martina Hingis de “mais quase Grand Slam” ao ganhar no mesmo ano 3 GS e perder o quarto na final (ambos perderam em Roland Garros). O ano termina com três GS para Federer (AUS Open, Wimbledom e US Open) e um para Nadal (Roland Garros). O ano também mostrou que Federer continua sobrando na turma e que só Nadal consegue alguma coisa contra ele, mesmo assim só no saibro. Roddick mostrou que melhorando um pouco mais pode chegar no US Open do ano que vem fazendo alguma frente a Federer. O suíço confirmou também que é grande candidato a repetir o feito de Rod Laver e levar o Grand Slam em 2007.

    Assim o Boletim do Rafic se despede do ano e espera voltar em janeiro, já na terra dos cangurus, mais especificamente em Albert’s Park, Melbourne para a cobertura do AUS Open de 2007.

    * Flavio Briatore, diretor da Renault, detonou o mundo da F1 após a punição a Fernando Alonso e da vitória de Michael Schumacher. Ele disse:

    "Em comparação com o que está acontecendo na Fórmula 1, a fraude no futebol italiano é uma piada. A quebra do motor de Alonso não é o problema. O estranho é o que aconteceu antes da prova. É um Mundial de cartas marcadas."

    "Compreendemos como as coisas vão indo. Já está tudo decidido, e agora estão começando a fazer por onde. Decidiram dar o Mundial a Schumacher, e assim será."

    Lá em Niterói chamam isso de jogar dejetos no ventilador...

  13. 10/09/2006

    Artilheiros em alta


    Um breve resumo do domingo no futebol europeu:

    • Na Itália, uma ótima estréia de Ricardo Oliveira com a camisa 7 do Milan. Ele entrou no segundo tempo do jogo contra a Lazio. Jogo enrolado, com os rossoneri vencendo por 1 a 0, gol de Inzagui. O centroavante foi para campo no meio do segundo tempo, incendiou a partida, casou muito bem com Kaká, fez o segundo gol, de cabeça, e só não fez mais porque Peruzzi pegou muito. Milan 2 a 1 Lazio. E o time da casa terminou com cinco brasileiros em campo: Dida, Cafu (nulo), Serginho, Kaká e Ricardo Oliveira. E, podem anotar e me cobrar depois: Kaká e RO formarão uma dupla irresistível no futebol europeu.

    • Na Espanha, o adversário do Real Madrid era uma galinha morta. O Levante raramente se levanta. E Ruud Van Nilsterooy aproveitou a debilidade do adversário. Três gols marcados (Cassano fez o outro). Um sacode do Real, fora de casa. Robinho entrou no segundo tempo. E, das tribunas, Ronaldo vou o holandês cair no gosto exigente do torcedor madrilenho.


    • Em Londres, West Ham 1 x 1 Aston Villa. Tevez ficou no banco, entrou no segundo tempo e pouco fez. Mascherano sequer entrou.

  14. 10/09/2006

    E lá vai o alemão

    Não há nenhum segmento no qual o ídolo esteja tão perto dos seus adoradores quanto o esporte. Se você é fã dos Rolling Stones pode ver um show deles muito raramente (falo ao vivo). A admiração de um cinéfilo por Al Pacino também tem limites - às vezes pode diminuir até por causa de uma escolha de roteiro mal feita. Na política, então, idolatria hoje virou sinônimo de fanatismo ou mesmo, em caso extremos, de doença. No esporte, não. Ali é diferente. O ídolo é instantâneo. De carne e osso. Acerta e erra na cara do seu fã. Vibra, reclama, chora, sorri e se emociona junto a ele. Oldemário Touguinhó, saudoso amigo, colega e professor, dizia que o esporte é a única área do jornalismo onde o repórter vê o fato acontecer e não chega depois. Acostumamos a ver um ícone nascer, crescer, brilhar, errar, vencer e... anunciar a sua despedida.

    Hoje foi o dia de Michael Schumacher. Admirado por milhões, amado por outros tantos e odiados por outro grupo numeroso, o piloto anunciou hoje, após vencer o GP de Monza, o 90 na carreira, única e irretocável, que só guia a Ferrrari até o fim do ano. A partir de 2007, não ouviremos mais Galvão Bueno bradar: ‘E lá vem o alemão... “. Chong para quem gosta; Dick Vigarista para quem detesta vai pendurar o macacão, a balaclava, as luvas, os calçados especiais e o capacete. Soube a hora certa de parar. Com sete títulos mundiais, muito próximo de conquistar o oitavo – está a dois pontos de Fernando Alonso, o espetacular Michael Shumacher tem tudo para vestir o pijama com mais um título.

    Fernando Alonso tem seus motivos para estar aborrecido. Também concordo que foi demais, bobagem ao extremo, a punição que o levou ao décimo lugar do grid. Coisas desse mundo hipócrita da F1. Mas que sempre deu sorte de fabricar ídolos. Fangio, Lauda, Villeneuve, o pai, Senna, Piquet, Prost, Mansell, pelo conjunto da obra, Hill, o pai, Ascari, Fittipaldi... E agora, Michael Schumacher...

    Ele vai parar...Exatamente num ano chato para o esporte. Zidane parou; Agassi, também; Guga passa por tantos problemas; o atletismo está maculado... Sorte de que outros virão. Ainda veremos muita gente a nos emocionar. A nos surpreender. A nos irritar, alegrar e excitar. Só o esporte é capaz de despir o ídolo a cada semana. Só através dele as duas pontas ficam tão próximas. Schumacher foi um deles.

    Minha reverência a Michael Schumacher, o homem de Hürth-Hermülheim, que venceu 90 corridas, ganhou sete títulos mundiais, fez 68 poles e marcou 1,354 pontos na carreira.

  15. 09/09/2006

    Não valeu o ingresso

    É igual você levar um bom tempo sem ver um filme de determinado diretor, ouvir o CD daquela banda que há muito
    tempo não grava nada ou um se irritar com o livro do escritor que prometeu muito, fez muito marketing no lançamento e entrou um romance primário. A sensação de perda de tempo é inevitável. No futebol não é diferente. Há certas partidas muito aguardadas e que, por vários motivos, se tornam sinônimo de decepção. E foi com esse gosto de cabo-de-guarda-chuva que os torcedores de Vasco e Grêmio ficaram após o chatíssimo empate de 1 a 1, hoje à noite, em São Januário. Quem esperava ver um clássico teve que amargar um filme B, quase um trash do tipo desse indecente “Serpentes a Bordo”, que entrou em cartaz nesse fim de semana.

    O primeiro tempo foi razoável. Vasco e Grêmio fizeram um jogo equilibrado. Pobre tecnicamente, mas corrido e com certa imprevisibilidade. Tudo muito igual. Até nos erros. Impressionante a sucessão de falhas de Fábio Brás (como esse zagueiro é ruim!) e de Wellington, lateral-esquerdo do Grêmio. Até que Cássio, após fazer boa defesa num chute de Hugo (boa partida), errou uma reposição de bola. Hugo roubou, passou para Lucas. O sobrinho de Leivinha (ótimo jogador) limpou a jogada e bateu de fora da área. Na minha opinião, Cássio aceitou. Nove minutos depois, Andrade bateu falta e Marcelo também aceitou: 1 a 1.

    O segundo tempo foi terrível. O Vasco foi nulo. Morais não esteve bem. Jean cansou. Faioli foi Falholi. Os laterais foram inoperantes, como sempre. E Mádson entrou, fez um showzinho particular sem produtividade e... nada. O Grêmio tentou mais, insistiu, mas errou demais no último passe ou nos poucos lances de perigo criados. Enfim, uma partida decepcionante. Melhor para o Grêmio que, fora de casa, arrancou um pontinho e segue em segundo, com 39 pontos. Pior para o Vasco, quinto (35). Com o terceiro empate seguido em casa e arriscado a perder seu lugar, caso o Figueirense vença o Goiás amanhã, em Florianópolis.

    No Parque Antarctica, um jogo de golaços. Primeiro do São Caetano: Marcelinho, de fora da área. Depois, ainda no primeiro tempo, a virada do Palmeiras: Daniel, com linda cabeçada, Paulo Baier, após rápida e inteligente triangulação do ataque, e Edmundo, com a habilidade e categoria dos bons e velhos tempos. O Palmeiras se recupera da goleada sofrida para o Santos e sobe para décimo, com 30. A se lamentar, apesar do golaço, a cara de insatisfeito de Edmundo ao ser substituído por Tite a três minutos do fim. Com 35 anos, ele já poderia ter uma atitude um pouco mais madura nesses momentos. E o São Caetano, com apenas 26 pontos, entra no grupo dos rebaixados e, mesmo com a estréia de Hélio dos Anjos, segue a passos largos rumo à segunda divisão.

    Em Campinas, Ponte Preta 2 x 0 Santa Cruz. A Macaca foi a 27 pontos e, pelo menos por enquanto, sai da zona do rebaixamento. Com 18, os pernambucanos já fizeram o registro dos imóveis da Série B. É para lá que irão em 2007. O único jeito de evitar esse cenário seria um milagre. Você acredita? Eu não.

    Série B

    Ninguém ganhou da turma da frente. O Coritiba, líder, empatou com a fraca Portuguesa, fora de casa (2 a 2). O Náutico, vice, perdeu para o Paysandu, no Mangueirão. E o Sport Recife, terceiro, empatou com o Santo André na Ilha do Retiro. A rodada foi excelente para o Atlético Mineiro, quarto (35 pontos), que venceu o CRB, em Maceió, por 1 a 0. Para o Avaí, quinto (33), após ganhar do Marília na Ressacada (2 a 0). E para Paysandu, agora sexto, com 32. É bom não devemos esquecer que o Marília, também com 32 (é sétimo), tem uma partida a menos. Outro resultado interessante foi a vitória do América de Natal, em Brasília, por 4 a 2 em cima do Brasiliense. Os potiguares estão em nono, com 31. Enfim, está tudo aberto na briga pelas quatro vagas para a Série A.

    Enquanto isso, na luta para não cair para a C, por enquanto sofreriam Vila Nova (23), Portuguesa (23), Ceará (22) e Remo (19). Mas ainda há tempo para uma reviravolta. Muito tempo: 16 rodadas, mais precisamente.

  16. 09/09/2006

    Boletim do Rafic


    Direto de Nova York, nosso enviado especial, Rafael Rafic, comenta a final do torneio de simples do US Open. Fala, Rafic!

    "Na noite do sábado de gala em Flushing Meadows, uma jogadora com um vestido de gala, uma final de gala para essa chave de simples feminina e uma vencedora com vestido de gala. Sharapova ganha de Justin Henin-Hardenne por duplo 6/4 e fatura o US Open, seu segundo Grand Slam da carreira.Um jogo parelho em que os únicos erros de Henin-Hardenne foram ter perdido seu saque quando o placar estava empatado em 3 a 3 nos dois sets. Para a belga fica o gosto da segunda derrota em uma final de Grand Slam esse ano. Pelo menos dessa vez ela sai por cima e disputou até o fim do match point (diferentemente do que fez no AUS Open, que abandonou a final contra Mauresmo).

    Com isso o ano termina com dois Grand Slams para Mauresmo (AUS Open e Wimbledom), um para Henin-Hardenne (Roland Garros), um para Sharapova (US Open) e a certeza que está longe o dia em que alguém poderá igualar o feito de Martina Hingis de ganhar três GS e perder na final do quarto. Também fica desses Grands Slams a certeza de que no tênis feminino há 10 mulheres, ou um pouco menos, que estão em um patamar muito acima das outras, fazendo com que, se não fosse o fenômeno propagandístico Sharapova, o tênis feminino ficasse menos atraente em relação ao masculino. Entre os homens, do 2º ao 30º qualquer um pode ganhar de qualquer outro, desde que não seja no saibro. Só um detalhe: em sua cerimônia de premiação, Sharapova disse que New York era sua cidade favorita, mas ela esqueceu que disse a mesma coisa em Londres".


    Deu no Lance!

    O Diário Lance traz uma reportagem interessante hoje, assinada por Caio Barbosa, Leandro Dias e Rafael Cavalleri. Contratado no início do ano, com salários de R$ 120 mil mensais, Pedrinho jogou apenas 9 das 43 partidas do Fluminense na temporada. Segundo o texto, ele já teve dores musculares na coxa direita, estiramento muscular na esquerda, fratura no dedão do pé esquerdo, virose e problemas urológicos.

    Até agora, só de salários o Fluminense pagou R$ 960 mil a Pedrinho. Ainda faltam quatro meses, o que levaria a soma a R$ 1.44 milhão. Fora bichos e outros prêmios. Não culpo Pedrinho. É um bom cara, profissional e padece com problemas físicos há muito tempo. Mas deixo uma questão: os exames que Pedrinho teria que fazer no início do ano não anteciparam nem 1/3 desses problemas? Não é meio óbvio, há anos, que o estado físico de Pedrinho é precário? Como fechar um contrato por tal soma mensal e, pior, por um ano?

    Para pensar...

  17. 09/09/2006

    O calcio em movimento

    • Bastaram 45 minutos para o Barcelona jogar e vencer, com facilidade, o Osasuna por 3 a 0 (dois gols de Eto’o e um de Messi). Todo time jogou bem, inclusive Ronaldinho Gaúcho. No segundo tempo, foi só descansar. O Barça é líder com o Valencia, dois jogos e duas vitórias. O rival venceu o Atlético Madrid, no Vicente Calderón, por 1 a 0, gol do ótimo David Villa. Esse time pode perturbar a paz do Barcelona na temporada. Assim como o Real Madrid, claro, que neste domingo tem uma aparente carne assada diante do Levante.

    • Um gol de Ryan Giggs garantiu a quarta vitória consecutiva do Manchester United no Campeonato Inglês: 1 a 0 no Tottenham. Os Red Devils lideram a Premier League, com um começo impecável.

    • Pela manhã, acompanhei dois jogos razoáveis pelo Campeonato Inglês. O Everton, que faz ótima campanha, ganhou muito bem (3 a 0) o clássico contra o Liverpool. A depender de outros resultados, principalmente do Manchester United, o Everton pode fechar a quarta rodada na frente. Mas é difícil. E o Chelsea, de Zé Mourinho, ganhou mal do Charlton por 2 a 1. Não jogou bem e Lampard ainda perdeu um pênalti. Está sem sal o Chelsea-2006/2007. Ganha, mas não empolga.

    • Na França, o sábado foi brasileiro. O Lyon venceu o Troyes por 2 a 0, gols de Cris e Juninho Pernambucano. Com um gol de Wendell, o Bordeaux, de Ricardo Gomes, ganhou do Nice por 3 a 2. O Lyon é líder, com 13 pontos. Pelo menos até amanhã, quando om Olympique, de Ribery, joga contra o PSG, em Paris, e também pode chegar a 13, com vantagem no saldo de gols.

    • Na Copa da Alemanha, uma zebra. O Werder Bremen, time no qual eu e muita gente aposta na temporada, foi eliminado, nos pênaltis, pelo famoso quem FK Pirmasens. E o Hamburgo também caiu. Seu algoz foi o Stuttgarter Kickers. Cruzes...

    • E o Benfica, hein? Perdeu para o Boavista, no Porto, por 3 a 0. Já o Sporting foi a Ilha da Madeira e venceu o Nacional por 1 a 0, gol da revelação Nani.

    • Começou o Campeonato Italiano. Em Roma, De Rossi e Mancini marcaram no 2 a 0 do Roma sobre o Livorno. Em Firenze, só Maicon jogou pela Internazionale na vitória de 3 a 2 sobre a Fiorentina. Adriano e Júlio Cesar estão barrados. O destaque foi o argentino Cambiasso, autor de dois gols. Ibrahimovic marcou o outro. E o bom Luca Toni fez os dois dos violas, que segue lá atrás, com uma penca de pontos negativos. E a Juventus estreou na segundona com um triste empate em 1 a 1 com o Rimini.

  18. 09/09/2006

    Pistas & Quadras


    • É mesmo maravilhoso (e duradouro) o grande momento do vôlei brasileiro. Como escreveu o Rafic ganhar de Cuba por 3 a 0 e chegar à final do Grand Prix não tem preço para a seleção feminina. Um incontestável placar de 3 a 0, com parciais de 25/20, 25/15 e 25/18. O time de José Roberto Guimarães sobra na quadra. Para a final, na minha opinião, seria melhor enfrentar a Rússia, a quem já vencemos na abertura da fase final. Enfrentar a Itália, dona da casa, deve ser algo mais espinhoso, até porque os tiffosi devem lotar o belo ginásio de Reggio Calábria.

    • Ainda na Itália. Michael Schumacher perdeu a pole position no GP de Monza por causa de dois milésimos de segundos de desvantagem para Kimi Raikkonen. Sorte dele que Alonso, com 12 pontos de vantagem na luta pelo título, larga em quinto. Heidfeld é o terceiro. Massinha, quarto. Teremos um belo GO. Como é tradição em Mona.

    • Por falar em F1, Nelsinho Piquet jura que não será piloto de testes da Renault em 2007, mas sim um dos dois efetivos. Na Folha, avisou que Fisichella também irá embora e ele ficará na pista ao lado de Heikki Kovalainen.

    • Sábado decisivo em Nova York. À noite, Justin Henin-Hardenne decidi o título feminino contra Maria Sharapova. Segunda contra quarta do ranking da ATP. Sou mais a belga. E, à tarde, as duas semifinais masculinas. Roger Federer (1) x Andy Roddick (10). Essa será a final masculina do US Open. Os dois venceram os russos Nikolai Davydenko (6) e Mikhail Youzhny (54). respectivamente. Sou Federer e dou um set de vantagem.

  19. 08/09/2006

    Em cartaz...


    O fim de semana do Campeonato Brasileiro promete. Grandes jogos, dramas intensos, situações nunca tranqüilas, mas quase sempre embaraçosas. Sábado, por exemplo, teremos três jogos importantíssimos. O melhor deles acontece em São Januário: Vasco, quinto, x Grêmio, terceiro. O duelo direto entre duas equipes que surpreenderam muita gente. No Parque Antarctica, Palmeiras x São Caetano. Se perder, o Porco pode até acabar a rodada na zona do rebaixamento. E idem, idem, para o fraco Azulão, versão 2006. Outro confronto do desespero: Ponte Preta x Santa Cruz, em Campinas. À Macaca só resta vencer. Ao Santa, ganhar e rezar.

    No domingo, o clássico entre São Paulo e Corinthians é um dos destaques. Na minha opinião, o melhor prato do cardápio. Uma partida que é esperada há várias semanas. Provocações são lidas, ouvidas e lamentadas desde segunda-feira. O São Paulo defende a liderança e sua vontade de sair da má fase, latente desde a perda da Libertadores para o Internacional. E o Corinthians, sempre turbulento, deve estrear suas novas estrelas: Magrão, Amoroso e César. Promessa de Morumbi cheio. E é bom lembrar que se o Corinthians perder também pode voltar ao grupo da degola.

    No Maracanã, outro jogão. É o duelo entre o Botafogo, décimo colocado e embalado com quatro vitórias seguidas, contra o Flamengo, que desaprendeu a ganhar e convive com a crise e o rebaixamento. Se os rubro-negros não vencerem, a Gávea explode. E os alvinegros querem os três pontos para respirar ainda mais longe do abismo. Mas os desfalques de última hora podem atrapalhar.

    Vale conferir também: no Beira-Rio, Internacional x Atlético Paranaense. Jogo bom e, que dependendo de outros resultados, pode levar o Colorado ao segundo lugar. Figueirense x Goiás, em Florianópolis, merece atenção: em caso de vitória, o Figueira vai a 35 e segue no pelotão da frente, enquanto o Goiás só pode pensar em ganhar. Do contrário o buraco é, literalmente, lá embaixo...

    E o Santos? Terá força e personalidade para vencer o Fortaleza, com novo técnico, na capital cearense e seguir no calcanhar do São Paulo. A conferir. E, para fechar, um insosso Juventude x Cruzeiro temperado com o pavor presente em Paraná x Flumiense, no Pinheirão. Nesse jogo ninguém pode perder. De novo.

  20. 08/09/2006

    Ferdinando e seus amigos

    Ferdinando nasceu em 1987, no Rio de Janeiro. Já no berço cometeram o primeiro vacilo com o rebento: batizaram o moleque com nome-gerúndio. A família era toda de rubro-negros. E, uma semana antes de Ferdinando vir ao mundo, o Flamengo conquistou o tetracampeonato brasileiro ao vencer o Internacional, por 1 a 0, no Maracanã, gol de Bebeto. Naquela época, os torcedores estavam enlouquecidos. Em sete campeonatos nacionais, o clube ganhou quatro. Zico brilhava. A Gávea ainda vivia tardes de festa nos concorridíssimos treinamentos. O clube já dava sinais de decadência econômica, mas a seqüência de títulos trazia mais sócios. Era um ciclo natural.

    E todo pai rubro-negro queria ver o filho nas categorias-de-base do clube. “Craque o Flamengo faz em casa”. Era o slogan da época, ainda usado hoje, sem os mesmos frutos. Quando Ferdinando fez sete anos, em 1994, o Flamengo já era pentacampeão brasileiro. Disse ao pai, Seu Zequinha, que desejava ser jogador de futebol. E lá se foi Ferdinando, magrelo, mas cheio de sonhos, para a Gávea.

    Ferdinando chegou e adorou. Foi ficando. Passou no teste. Passou como zagueiro. Os anos voaram e ele foi assimilando o que lhe diziam.

    “Todo mundo quer jogar no Flamengo, moleque. Você está no lugar certo”

    “Nem esquenta. Uma hora você vai para o profissional e vai jogar. Garoto da casa tem preferência”

    “Nem tudo o que o técnico fala se escreve. Isso aqui é Flamengo! Você entra, joga e a torcida te garante”.

    Ótimos conselhos. Ferdinando, a promessa em forma de gerúndio, logo se junto a uma panelinha. “Pô, pai. Todo mundo tem um grupinho lá. Aí, fiz o meu também”. Seu Zequinha entendeu. Da panela do moleque, também faziam parte, Huguinho, Zezinho, Luisinho, Livingstone, Betão, Dedeu e Pacheco”. Os sete subiram juntos para os profissionais, em 2004.

    Primeiro, nem ficaram no banco. Depois, Ferdinando mostrou serviço. Um conselheiro deu uma cornetada e o técnico, Bráulio Bruno, o levou. O garoto estreou e jogou bem na vitória de 2 a 0 sobre o Vasco. Ferdinando, com moral, falou com o treinador. “Já viu o Dedeu e o Pacheco jogarem?. Putz. Dá uma chance para eles, Professor Bráulio”.

    Duas semanas depois, o Flamengo tinha Ferdinando, Livingstone, Dedeu e Pacheco no time titular contra o Fluminense. No banco, Huguinho, Zezinho e Luisinho. Betão, acima do peso e criticado por badalar demais na noite, estava de castigo e voltou para os juniores. Todos os sete já tinha empresário. O mesmo: Frederico Adoniram.

    Até que Frederico Adorniram aproveitou que Bráulio Bruno perdeu o emprego (fato comum no futebol) e indicou um novo técnico: Saulo Salgado. Adoniram aproveitou e pôs mais quatro jogadores no Flamengo. Muitos associados contestavam a queda de produção da molecada. Em busca de respaldo, Saulo Salgado barrou Livingstone, Dedeu, Ferdinando e Pacheco. Os três se rebelaram. E formaram o grupo dos prata da casa. “Nós roemos o osso aqui. A prata da casa somos nós. Temos que ser valorizados. É assim desde a época do Zico!”, bradou Ferdinando, enquanto chamava o vice-presidente de futebol, Danilo Garcia, para cornetear o treinador.

    E assim o Flamengo passou mais uma temporada. Dividido, cheio de garotos mimados, vivendo de resultados bissextos, sem dinheiro e loteado em panelas. Após comandar o time na última rodada, quando venceu por 1 a 0 e livrou-se do rebaixamento, Saulo Salgado foi demitido. Danilo Garcia resolveu apostar em Pedrinho Perdigão, que treinara a equipe durante cinco partidas em 2005, não perdeu nenhuma e teve seu nome indicado pela turma de Ferdinando. Por sinal, ele, Luisinho, Huguinho, Zezinho, Livingstone, Dedeu, Pacheco e Betão continuam no clube.

    “Nós somos os melhores. Somos da base”, segue discursando Ferdinando.


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    Domingo o Flamengo, na zona do rebaixamento, enfrenta o Botafogo, no Maracanã. Está em crise. E o técnico Ney Franco está no meio do tiroteio entre pratas da casa insatisfeitos e o grupo que veio de fora. E o torcedor, ó...

    A foto que ilustra esse post é do filme “Pais, Filhos & e etc.”. É a história de um pai, Leo, que, aos 70 anos, tenta promover as pazes entre seus três filhos, cheios de problemas, egoísmo e objetivos equivocados.

  21. 07/09/2006

    Apito da discórdia

    Não dá para dizer que Wagner Tardelli decidiu o jogo de hoje à noite, no Maracanã, entre Botafogo e Fluminense. Mas atrapalhou demais. Os dois times, diga-se de passagem. Errou demais, em lances decisivos. Se fosse apenas inversões de faltas, um impedimento de araque, até passava. Mas o soprador de apito negou fogo quando não poderia. Nota 1 para Tardelli, no Clássico Vovô que acabou empatado em... 1 a 1. Pior para os alvinegros, que tiveram mais chances de vencer a partida, não decidiram e agora ficam de fora com um empate de 0 a 0. Ao Botafogo, resta vencer ou empatar de 2 a 2. E a repetição do placar leva à cobrança de pênaltis.

    Também não dá para dizer que o Fluminense, de Antonio Lopes, já não tem uma cara. Tem sim. Pode não ser uma beleza, uma obra-prima, um conjunto impecável... Longe disso... É até sem bem sem graça e ainda sem charme, mas já tem um padrão, longe daquela bagunça que reinava até duas semanas atrás. E foi com essa fisionomia que os tricolores jogaram melhor o primeiro tempo. E saíram com vitória, após um golaço de Arouca. Nessa etapa, o primeiro lance polêmico de Tardelli. Expulsou Juliano por conta de uma cotovela em Diguinho. A meu ver, embora sem convicção, o jogador do Fluminense não teve a intenção. Mas como não se mede e comprova intenções, essa dúvida até que passa.

    Cuca melhorou bem o Botafogo no segundo tempo. Tirou Rafael Marques e lançou William. Um atacante bem razoável, que foi revelado no América e andou pelo Vasco. O time cresceu e, mesmo sem o mesmo padrão dos últimos jogos no Brasileirão (quatro vitórias seguidas), passou a dominar. Foi melhor, mas criou pouco. Deveria ter sido mais efetivo. E Marcelo, que jogou bem improvisado no meio, não tivesse perdido um gol feito no segundo tempo, a vaca poderia ter ido para o brejo.

    Quando teve calma, o Botafogo levou perigo. E aí Tardelli foi um desastre. No gol de empate, errou duas vezes. Primeiro, ao não marcar pênalti em Feijão. Na seqüência do lance, Juninho estava impedido e empatou. Ele e o auxiliar de linha confirmaram o gol e, para fechar, ele ainda pôs Reinaldo, na súmula, como autor. Depois, pênalti em Wando. Nada de Tardelli. Depois, gol de Reinaldo, num lance em que Rissut só tirou quando a bola já havia ultrapassado a linha. Muitos erros, Tardelli.

    No Clássico Vovô, o Fluminense mostrou que cresce, mas ainda tem que melhorar muito. O Botafogo foi um pouco melhor, um pouquinho, teve chances e não soube vencer. E Wagner Tardelli conseguiu ser uma unanimidade: ninguém gostou do seu apito descalibrado.


    Quando a derrota é bem-vinda...

    O São Paulo volta para casa no lucro. E o gol de Thiago na Bombonera pode fazer a diferença na partida de volta, no Morumbi. O time de Muricy Ramalho, de novo, foi mal. Não por culpa do esquema tático que o treinador pôs em prático, sem um ala-direito fixo – Alex Silva e Fabão se revezaram (e mal) naquele lado -, com Richarlysson (péssimo) na ala esquerda e Danilo ao lado de Lenílson no meio de campo. O problema não foi tático, mas individual. Vários jogadores falharam, se omitiram e, quem sabe, tenham sentido a pressão. Resultado: Boca Juniors 2 a 1. E agora o time argentino joga por um empate no Brasil. Vitória por 1 a 0 dá o título da Recopa Sul-Americana aos paulistas.

    No primeiro tempo, o São Paulo até que funcionou com certa competência. Marcou bem o Boca, pressionou a saída de bola, impediu que os argentinos tocassem a bola, ponto forte deles, e ainda fez um gol, com Thiago, aos 30 minutos. A partir do segundo tempo, porém, tudo desandou.

    O São Paulo passou a errar demais. Passes simples eram desperdiçados. Divididas eram sempre do Boca. Palácio, principal jogador em campo, fazia o que desejava e ninguém o incomodava. E empatou aos oito minutos. Aos 27 minutos, quando o jogo se limitava a um ataque contra a defesa, Rogério Ceni deu rebote após chute de Cardoso e Palácio virou. E não teve mais por obra e graça do senhor.

    O placar de 2 a 1 foi uma benção para o São Paulo. Um time que teve gente abaixo da crítica, como Edcarlos, Richarlysson, Danilo e Alex Dias. E o Boca mostrou porque venceu suas 13 últimas partidas. Time fortíssimo e cheio de ótimos jogadores, como Martino, Palácio, Gago, Calvo, Palermo e, no segundo tempo, Dátolo.

    Nunca uma derrota foi tão, digamos, simpática. Sinal dos tempos.

  22. 07/09/2006

    São Charles


    Sempre fiquei intrigado com a desfeita de 99% dos jogadores profissionais brasileiros em relação a Charles Miller. Imagine, são milhares de boleiros espalhados pelo país, a maioria com notória ânsia reprodutora, e pouquíssimos batizam seus rebentos com o britânico nome Charles. Preferem Pafúncio, Lédio (há vários Lédios em Niterói), Emerson, Fernando, Beatriz, Fernanda, José, Pedro, Ricardo, Christopher, Rafael, Fabiano, Hélio, Luiz Fernando, Eduardo.. E por ai vai... Quase ninguém é batizado de Charles. Um absurdo.

    Se não fosse ele, Charles Miller, trazer aquela bolinha e livro de regras no bolso após ter passado vários anos estudando na Inglaterra e conhecendo os segredos do futebol, muita gente poderia ter uma vida diferente hoje em dia. Aquele início de Século XX, o esforço de Charles para arrumar dois times, hoje emprega um batalhão. Ah, claro: há muitos desempregados, mas aí temos que dar um desconto a Charles. Ele não sabia que o Brasil ia evoluir tão pouco economicamente nesses quase 110 anos entre sua boa ação e os dias de mensalão, garotinhos, ambulâncias e dindin na cuequinha.

    Mas, Charles, você foi um pai para milhares. Provavelmente o mundo não conheceria Pelé se não fosse Charles Miller. Nem Garrincha. Nem Zico. Nem Rogério Ceni. Nem Sócrates. Nem Ademir da Guia, Tostão, Roberto Dinamite, Reinaldo, Falcão, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho, Obina e Valdir Papel... Charles nos deu essa oportunidade.

    Charles Miller transformou o futebol numa benção para muita gente. Por exemplo: Doni, um medíocre goleiro brasileiro, hoje é titular na Roma. Mais do que isso: mora na capital italiana. Se quiser, pode visitar a Fontana di Trevi todos os dias. Pode ir às missas públicas no Vaticano... Tomar aquele sorvete maravilhoso... E aprendeu que não se usa catchup na pizza. Marcos Senna era reserva no Corinthians. Ganhava um salário razoável. Hoje mora em Sevilha, ganha em dólar e joga pela Espanha.

    Jogador de futebol deveria criar um movimento para canonizar Charles Miller. Ele resolveu a vida de muita gente. De desconhecido no Brasil, o atacante Eduardo Silva, ex-Bangu, agora é titular na Croácia. Marco Aurélio, o famoso quem, não tem mais problemas de tapete. Joga na Turquia (na seleção!) e atende por Mehmet Aurélio. Qual o botafoguense não se recorda do sofrível Lúcio Wagner? Ele mesmo... Aquele... Pois o lateral-esquerdo agora veste a camisa da Bulgária! E (meus Deus!), André Ladaga, ex-Vasco e Madureira, na companhia de Leandro Gomes (quem?) canta o hino do Azerbaijão!

    Numa boa, senhores jogadores. Gastem um minuto do seu dia para agradecer a Charles Miller. Ele mudou a vida de vocês. Trouxe a bola para o Brasil. Com ela, o futebol. Uma benção...

  23. 06/09/2006

    Coisa de maluco!


    Coisinha doida esse universo do futebol. Nesse mundo de insensatez, às vezes o destino é mordaz com aqueles que o provocam. Pois vejam o que aconteceu hoje, no primeiro dia, melhor, noite, dos brasileiros na Copa Sul-Americana-2006:

    • Emerson Leão fez questão de fazer pouco da competição. Fez cara e discurso de
    nojo. Renato Gaúcho, ao contrário, quer o título. Ele e seu presidente, que, após mais uma temporada sem ganhar nada, poderia comemorar alguma coisa e ganhar com mais facilidade as eleições para presidente.

    Só que... Em São Januário, o Corinthians fez a sua melhor atuação na Era Leão. Jogou melhor, ganhou por 1 a 0, gol de Gustavo Nery, fez um segundo gol, com Renato, que o árbitro e o auxiliar não viram, e agora pode administrar o resultado no jogo de volta, em Pacaembu. O Vasco até que não jogou tão mal, porém já teve noites mais bem inspiradas.

    • Vanderlei Luxemburgo também não estava nem um pouco a fim de paquerar a Sul-Americana. Pôr meio time reserva do Santos para enfrentar o Cruzeiro, no Pacembu. Uma Raposa que, como o Vasco, queria o título. E num jogo com cara de 0 a 0, André fez 1 a 0 para o Peixe. Para “alegria” de Luxa...

    • No clássico paranaense na Sul-Americana, deu Furacão: Atlético 3 a 1 Paraná. Quinta derrota seguida do time de Caio Junior. Apesar da goleada sofrida domingo para o Botafogo, o Atlético confirma a boa fase. Só espero que não “queimem” Caio Júnior por conta da má fase do Paraná. É bom treinador e tem muito futuro pela frente.

    Amanhã...

    • Na Bombonera, Boca Juniors x São Paulo, no primeiro jogo pela Recopa Su-Americana. Me incomodou o fato de Muricy Ramalho também não se mostrar muito convicto da importância do duelo. Claro que o Brasileirão é mais importante. Porém, é preciso que valorizemos nossas competições para, daqui a alguns anos, podermos ter um calendário consolidado. A Recopa Sul-Americana é a mesma coisa que a Recopa Européia, disputada semana retrasada, em Mônaco, entre Barcelona e Sevilla. E até hoje os europeus falam daquela partida, vencida pelos andaluzes. Evidente que estamos longe de alcançarmos aquele estágio, mas respeitar nossos eventos já seria um bom passo. E que o São Paulo mostre para o mundo que é melhor do que o Boca.

    * No Maracanã, Botafogo x Fluminense. Promessa de bom jogo. Até porque os dois estão valorizando a Sul-Americana. Dará bom clássico no Dia da Independência.

  24. 06/09/2006

    A melhor

    Eu sei que quase todo Jogo Aberto ficará contra mim, mas entendo que a França é a melhor seleção de futebol do mundo. Provou na Copa – não ganhou porque a Itália estava iluminada, muito competitiva e com seus principais jogadores no ápice – e segue no mesmo ritmo nas eliminatórias da Eurocopa. Hoje, na revanche da final do Mundial, os franceses foram superiores do primeiro ao último minuto da partida realizada no Saint Dennis. E ganharam com sobras: 3 a 1, com dois gols de Govou e um de Henry. A Azzurra descontou com Gillardino, lutou, mas não agüentou o talento de Henry, Ribery, Malouda & Cia em mais noite inspirada. Pior: a França já botou frente no grupo, enquanto a Itália, que empatou com a Lituânia, em casa, na estréia, terá que correr atrás para ficar com uma das duas vagas.

    Em Helsinque, um Portugal covarde, sem ambição e criatividade, empatou e, pior, gostou, com a Finlândia: Nuno Gomes marcou. Não gostei. Ninguém gostou. Estranho esse momento lusitano, após o ótimo resultado na Copa. E, no outro jogo que assisti, a prova de que ainda há otários no futebol mundial: Alemanha 13 (quatro de Podolski) x 0 San Marino. O resultado já diz tudo.

  25. 06/09/2006

    Troféu Babalorixá - 2006 (23 rodada)


    Amigos do Jogo Aberto. Em consideração com aqueles que viajarão no feriado, antecipo aqui o post do Troféu Babalorixá. E com os resultados parciais atualizados. Também publico a planilha completa. Peço, como sempre, para deixarmos esse post apenas para os pitacos. Outras discussões nos comentários anteriores ou nos próximos, por favor.

    104 pontos
    João Luiz Hollanda

    100 pontos
    Romino Júnior

    96 pontos
    César Augusto Marques Ferreira
    Vítor Hugo Ferreira
    Ricardo Badan

    95 pontos
    Luiz Gomes

    94 pontos
    Leonardo Gama

    93 pontos
    Rafael di Iulio Ilarri

    92 pontos
    André Gusmão
    Emerson Gonçalves

    90 pontos
    J R Cairo
    José Guilherme Villaça
    Henrique Badan
    Rodrigo Santos

    89 pontos
    Fabrício Moraes

    88 pontos
    Flávio Bethlem Monteiro
    Daniel de Pinho
    Pedro Henrique Rebello de Mendonça

    87 pontos
    Lito
    Thiago Chelappa

    Clique aqui para acessar a planilha completa: Planilha babalorixa 2006 rodada 22.xls

    Palpitolândia
    Ponte Preta x Santa Cruz (PP)
    Vasco x Grêmio (Empate)
    Palmeiras x São Caetano (Palmeiras)
    Figueirense x Goiás (Figueira)
    São Paulo x Corinthians (Empate)
    Paraná x Fluminense (Paraná)
    Juventude x Cruzeiro (Juventude)
    Botafogo x Flamengo (Botafogo)
    Internacional x Atlético-PR (Inter)
    Fortaleza x Santos (Fortaleza)

    Endereços úteis do Jogo Aberto

    Fotolog: http://jogoaberto.nafoto.net/photo20060904121256.html

    Jogo Aberto no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5678083

    Lédio Carmona no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19416697

    Os Víboras

    Pessoal. A dica do Dia da Independência. Show da banda de rock que chegou para ficar: os Víboras, com Ricardo Amaro, chapa-quente do Jogo Aberto, alvinegro de carteirinha e gente finíssima, no vocal. Vai rolar The Who, Rolling Stones, Lobão e, dizem, um hino para o nosso blog. A apoteose acontece no Saloom 79. Endereço: Rua Pinheiro Guimarães, 79, em Botafogo, claro. A partir das 20 horas. Não percam!

  26. 06/09/2006

    Nossos cartolas




    Ao ler os jornais de hoje, tive a noção que ganhei muito conteúdo com tantas pérolas:

    • Márcio Braga foi convidado pelo Ministro dos esportes, Orlando Silva Júnior, para fazer parte da Comissão de Regulamentação da Timemania. Um sopro de idéias e de renovação.

    • Márcio Braga sobre Rubens Lopes, atual (até quando, só Deus sabe) e Eurico Miranda (no Diário Lance!): “Rubens Lopes já passou pela presidência da federação durante cerca de nove meses e foi um desastre. Agora, ele sentou com o senhor Eurico Miranda e resolveu assinar como presidente. Eles fizeram um golpe”.

    • Eurico Miranda sobre Márcio Braga (também no Diário Lance!): “Não quero saber dos delírios de Márcio Braga. Quem quer fazer golpe tentando tirar Rubens do comando é ele”.

    • Márcio Braga sobre Eurico Miranda (mais uma vez no Diário Lance!): “Não responderei a quem tem oito processos criminais pelas costas”.

    • Na Folha, uma divertidíssima (ou constrangedora) entrevista do excelente repórter Ricardo Perrone com Alberto Dualibi, o eterno presidente do Corinthians, que está em Londres para resolver os pepinos entre clube e MSI. Algumas pérolas:

    - Sobre Kia (após o repórter insistir muito e Dualibi sobre sua visita ao Corinthian Casual, clube inglês que serviu como fonte de inspiração para o nascimento do Corinthians no Brasil): “Você acredita que nem toquei no nome dele aqui? Isso é um problema dos investidores. Estou esperando eles decidirem e me avisarem”.

    - Sobre o fato ter sido apresentado a Neil Bush (irmão de George W.Bush) por Boris Berezovski (ótimas companhias, por sinal). Fala aí, Dualibi: “Apresentou mesmo. Foi muito bom porque ele fala espanhol, dá para entender tudo. Dei uns chaveirinhos do Corinthians de presente. Fiz um convite para ele ir ao Parque São Jorge assistir a um jogo. Você acredita que ele é corinthiano? Contou para mim que é um apaixonado pelo Corinthians.

    Esses três senhores são mandatários dos clubes que, segundo o Ibope, têm a primeira, segunda e quinta maiores torcidas do Brasil. Sem mais.

  27. 06/09/2006

    Noite do Timbu


    Mestre Ambrósio pediu e aí está a minha palhinha. Rodada cheia na terça-feira da Série B. E, como na primeira divisão, já podemos confirmar que há um grupo de desgarrados rumo ao grupo de elite. A noite foi espetacular para os clubes pernambucanos. No Estádio dos Aflitos, lotado, o Náutico sapecou 3 a 0 no Atlético Mineiro (três gols do bom atacante Felipe) e subiu para 38 pontos. É o mesmo número do líder Coritiba, que perdeu, em Campinas, para o Guarani, mas o Coxa leva vantagem no saldo de gols. Náutico e Coritiba estão folgados na frente.

    Em terceiro lugar, também bem na foto, o Sport Recife. Ganhou do Gama, em Brasília, por 1 a 0, e isolou-se em terceiro, com 36. A quarta vaga é que está na mais disputada. O Galo, com 32, continua ali, até porque deu sorte. Perdeu, mas seus principais concorrentes, como CRB, Santo André e Avaí, também caíram. Melhor para o Marília, de um famoso blogueiro, agora junto ao Atlético Mineiro, com 32, mas também atrás pelo saldo. Não faço prognósticos: está tudo muito aberto e ainda faltam 17 rodadas.

    Em baixo, a turma de degola segue a patinar: Vila Nova (22), Portuguesa (22), Ceará (21) e Remo (18). A destacar na Série B: a maioria dos jogos com casa cheia. Maravilha...

  28. 05/09/2006

    Mexam-se!


    • A Timemania foi aprovada. Ótimo. Já é um passo. Ajuda, dá um respiro aos nossos endividados clubes. Mas que fique claro: não pode ser vista como tábua de salvação ou como mais um motivo para nossos cartolas se acomodarem e, ao invés de criarem outras alternativas de receita, preferirem dar baforadas de charuto, cornetar a vida dos treinadores ou simplesmente recostarem em suas poltronas de couro. A Timemania ajuda, mas trabalhar (e criar) é preciso. Sempre.

    • E todos os jornais ingleses que a MSI andou feito um camelô pelos clubes de Londres com os nomes de Tevez e Mascherano no bolso. Quem quis desistiu pela tal cláusula que exigia que os dois argentinos jogassem TODAS as partidas. O West Ham, de olho no dindim da MSI, aceitou. Lamentável...

    • O Fluminense anuncia a contratação de Henrique, ex-zagueiro do Vasco. Aquele... Nada animador...

    • E o STJD fez o certo. Manter a punição ao Grêmio de três partidas foi o menos danoso. De oito castigo caiu para três. Agora, se mexesse de novo, seria uma zona. Mudaram, ok. Mas não mexam mais. Acertaram.

    • E a cabeçada de Zidane ainda rende na Europa. Materazzi finalmente abriu o bico para a Gazzetta dello Sport: Segurei a sua camisa (de Zidane) e ele disse: 'se você quer a minha camisa, te dou depois do jogo'. Então, respondi que preferia a irmã dele”, disse o zagueiro-tatuado à Gazzetta. Diálogo de altíssimo nível.

    • Clube de Regatas Uram. Estava escrito nos muros da Gávea hoje cedo. Spray-man politizado. Enquanto isso, Ney Franco balança. Se cair mesmo e Joel Santana não puder vir, o nome pode ser Carlos Alberto Torres. E “vamu-lá-que-dá...”

    • Nelsinho Piquet como piloto de testes da Renault. Dá-lhe, garoto!

    • Hélio dos Anjos é o novo técnico do São Caetano. Passo e voto nulo.

    • Santa Cruz e Fortaleza estão sem treinador. Também passo.

    • Começaram as provocações para o clássico de domingo entre Corinthians e São Paulo. Marco Aurélio Cunha foi fazer graça e chamou o Corinthians de “Timão Esperança”, em alusão aos erros de arbitragem pró-Corinthians. É engraçado, mas do jeito que a sociedade futebolística anda bélica, o chiste poderia ter sido evitado. E, claro, Emerson Leão, com a habilidade de um elefante, entrou de carrinho e propôs o projeto “Criança Menor”, numa alfinetada à baixa estatura de Marco Aurélio. Preconceito puro numa piada de péssimo gosto. Melhor ficarmos por aqui.

    • Quer dizer que Parreira disse que não acertou com a África do Sul por causa de dinheiro? Ah, bom... Acaba de passar uma ovelha-voadora vestida de terno aqui na frente do meu prédio. Eu juro. Eu vi... Por favor... Acreditem...

  29. 05/09/2006

    Mesa de sinuca


    O melhor do amistoso de hoje, em Londres, foi o gramado perfeito do White Hart Lane, estádio do Tottenham. Perfeito. Melhor do que muitos usados na Copa da Alemanha. O jogo foi fraco. O Brasil é tão melhor do que o País de Gales que não dá para analisar muita coisa. Até porque Dunga optou por usar outro time, bem diferente ao escalado contra a Argentina. Brasil 2 a 0, gols de Marcelo (que estrela tem esse moleque do Flu!) e Vagner Love (outro com bom relacionamento com a lua). Meus breves pitacos:

    * Podem dizer qualquer coisa, mas Dunga começou bem. Melhor do que até ele imaginava. Duas vitórias e um empate em três amistosos na Europa. E fazendo seis gols. Número expressivo perto do a finada equipe de 2006 estava acostumada a apresentar.

    * Marcelo tem futuro. E não fica mais quatro meses nas Laranjeiras.

    * Vagner Love fez gol, mas não me parece pronto para a Seleção.

    * Kaká é titular. E pronto.

    * Ronaldinho Gaúcho ainda deve. E muito.

    * Dudu Cearense é uma aposta que, apesar do lobby de algumas cabeças da CBF, não tem futuro com a camisa amarela.

    * E, para o que foi o jogo, já chega de pitacos.

  30. 05/09/2006

    Nhenhenhem


    É insano o discurso de alguns no futebol brasileiro. Durante seis, sete meses, todos os dirigentes, cartolas e até jogadores dos clubes menos bem colocados, apelam para a importância de se classificar para a Copa Sul-Americana. E todos os anos, na véspera da abertura da competição, temos que ouvir alguns com a mesma ladainha:

    “Essa Copa Sul-Americana não vale nada. Mas se temos que jogar, vamos lá. “

    Emerson Leão, técnico do Corinthians, falou algo parecido. Disse, mas esquece que seus dirigentes, seus patrões, fizeram de tudo para entrar na competição. Então, não adianta reclamar. Terá que jogar e, se eu fosse ele, Leão, entraria à vera na Sul-Americana, até para salvar a sua temporada, coroada de fracassos e troca-troca de clubes.

    E tem mais: a Copa Sul-Americana paga para quem joga. E, pelo que eu saiba, nenhum clube brasileiro, nem o Corinthians, tem nadado em dinheiro. E, tecnicamente, é a segunda competição mais importante do continente e pode gerar mais receita para o campeão, que, como o Boca Juniors, atual vencedor, faturará uma boa quantia nos dois confrontos contra o São Paulo pela Recopa Sul-Americana – o campeão embolsa algo em torno de US$ 800 mil; o vice, US$ 700 mil...

    Então, Leão. Trate de jogar e levar a sério a Copa Sul-Americana. Até porque, no seu caso, que não gosta de argentinos, pode ser um incentivo a mais. Das quatro edições do torneio, los hermanos ganharam três e os peruanos, uma. Para quem não ganhou nada em 2006, é a chance de tirar o pé da lama. E, para quem anda com o pires na mão, a oportunidade de arrecadar algum.

    Que deixamos de lado o chororó e entremos de verdade na Sul-Americana, até porque ninguém agüenta mais ver argentinos fazendo a festa e nem estamos com o cofre tão cheio para jogarmos alguns milhares de dólares pela janela.

  31. 04/09/2006

    Não tente entender


    Não pára de chover. Faz frio. Conspirações são inventadas, discutidas e derrubadas. Árbitros são postos em paus-de-arara virtuais. Elas querem musos; eles querem beubas. Amanhã tem Brasil x País de Gales. Quarta-feira começa a Sul-Americana para os brasileiros. E, em outubro, vamos votar para presidente. Alguém lembra? Jogadores de futebol feminino comemoram sem ter ganhado. Dunga deixa Kaká de castigo. Querem derrubar o Maracanã. E quem deveria ser demolido segue tão seguro quanto a cara-de-pau daqueles que adoram a cultura do “quero-me-dar-bem-e-os-outros-que-se-danem”. Tudo fora da ordem.

    Puxão de camisa não é mais pênalti. O Flamengo, de novo, briga para não cair. O Figueira virou uma fábrica de artilheiros. E até os alvinegros pararam de falar mal do Botafogo. Já tem gente jurando que Fábio Brás é bom. O Palmeiras ganhou sete pontos em 18 disputados e, para muitos, ainda está em boa em alta. O presidente do Santa Cruz fala mal do time em público e o São Caetano não pára de namorar as moscas. O Fluminense não ganha; o Paraná só perde; o Goiás desbotou; e o Peixe agora funciona até com o famoso “chinelinho”. Quem entende?

    No Brasil, quem funciona é detonado, como o São Paulo. O Inter investe, ganha do Flamengo no Maracanã e a culpa é do juiz. O Grêmio, que ninguém lembrava, agora assusta todo mundo. O Corinthians não convence. O Furacão virou brisa. O Juventude ficou passado. A Raposa só dorme e não morde. A Macaca está louca para cair do galho. E o Fortaleza é fraco. Estranho, muito estranho...

    Algumas perguntas:

    1. Você deixaria Kaká na reserva de Daniel Carvalho, mesmo que por estratégia psicológica?

    2. Você gostaria de ter Rogério Ceni em sua equipe?

    3. Você acredita no Grêmio?

    4. O São Paulo será campeão brasileiro?

    5. O Santos é bom, médio ou só tem técnico?

    6. Apesar do Mundial o Inter pode chegar?

    7. Quem é o melhor time do Rio?

    8. Puxar camisa dentro da área é pênalti?

    9. Porque há tantos roliços no futebol brasileiro?

    10. O Flamengo vai cair?

    11. O Corinthians vai cair?

    12. Você acredita em conspiração?

    13. Vale a pena o Jogo Aberto publicar fotos de “musos”?

  32. 03/09/2006

    Preto & Branco

    O domingo foi preto & branco no Campeonato Brasileiro. Se tivesse condições faria um fundo branco com letras negras, especialmente hoje, para aplaudir as vitórias esmagadoras de Botafogo e Santos. Duas goleadas, duas atuações magníficas. O Peixe, vice-colocado, com 38 pontos ganhos e um jogo a mais do que o São Paulo, aniquilou o Palmeiras, na Vila Belmiro, com um irretocável 5 a 1. Com direito a aplausos do Rei Pelé, aboleado na Tribuna real do estádio onde nasceu para o futebol, foi criado e retribuiu com a maior parte dos seus quase 1.300 gols. Na Arena da Baixada, o Botafogo talvez tenha feito a sua melhor partida nos últimos anos. Sem exagero. O time carioca jogou demais e enfiou 5 a 0 no Atlético Paranaense. Quarta vitória seguida, décima posição, com 30 pontos e longe da zona do rebaixamento. Os alvinegros estão no mais absoluto estado de êxtase.

    Na Vila Belmiro, o Palmeiras fez jogo duro no primeiro tempo. Mas sempre foi pior. Logo aos 13m, Luis Alberto cravou 1 a 0. Menos de dez minutos depois, Juninho Paulista empatou, após jogada de Edmundo. Mas, em seguida, Luis Alberto, o zagueiro, fez o seu segundo gol na partida. No segundo tempo, o Peixe envenenou o Porco. Até porque jogadores importantes, como Paulo Baier, erraram demais e praticamente fizeram assistência para os adversários. E tome gol: Wellington Paulista, duas vezes, e Jonas, cravaram a goleada. Destaques no Santos: Kléber, Cléber Santana, Denis, Luis Alberto e Tabata. No Palmeiras, em queda livre, com quatro empates, uma vitória e uma derrota nos últimos seis jogos, ninguém merece citação. O time caiu para décimo-quarto, com 27.

    O Botafogo jogou demais. Ah: virão os mais certinhos dizerem que tudo ficou mais fácil após a intempestiva expulsão do apoiador Christian, do Furacão, logo após o primeiro gol, marcado por Lima (que falha do goleiro Cléber!). Mas não foi por causa disso. O Botafogo foi perfeito. O primeiro tempo terminou com 4 a 0: Lima, dois de Reinaldo e um de Zé Roberto. Esse trio esteve perfeito, coadjuvado por Ruy, Junior Cesar, Clayton, Juninho e Diguinho (sempre nervosinho). No segundo tempo foi só administrar e meter o último, com Lima, na reta final. Vale citar ainda uma bela defesa de Lopes, quando a partida ainda estava no 0 a 0, o encaixe perfeito de Lima no time do Botafogo e o trabalho excelente de Cuca. E o Atlético, que vinha de três vitórias seguidas com Vadão, caiu para décimo-segundo (27).

    Eficiência tricolor

    Não chegou a ser nada brilhante como a festa em preto & branco, porém São Paulo e Grêmio cumpriram suas missões. Venceram, sem convencer, mas embolsaram mais três pontos. Em Recife, o time de Muricy Ramalho quase se enrola. Foi melhor o tempo todo. Só que custou a decidir. Rogério Ceni, de falta, ainda no primeiro tempo: 1 a 0. No início do segundo, Josué, em má fase, bobeou e Jorge Henrique empatou. Aí, Muricy Ramalho tirou Aloísio e abriu Thiago e Alex Dias, um de cada lado. A defesa pernambucana se perdeu e saíram os gols: dois de Thiago. O São Paulo não se encontra, mas mantém a liderança absoluta - com um jogo a menos: 41 pontos, a três (ou seis) do Santos. E o Santa, sinceramente, agarrou na lanterna e não larga mais: 18 pontos. Só milagre salva.

    O Grêmio é um exemplo de dedicação e comunhão entre time e torcida. Na volta ao Estádio Olímpico, arquibancadas lotadas (40 mil pagantes) e jogo dificílimo contra o Paraná. Ângelo, o bom lateral-direito, fez, de falta, 1 a 0 para os visitantes. William, zagueiro que veio do Ipatinga, empatou. Tudo no primeiro tempo. No segundo, Grêmio na frente, Paraná nos contra-ataques. Até que veio o pênalti (foi sim) de Pierre em Rafinha. Calço sobre a linha da grande área. Na cal. Tcheco fez 2 a 1. O Grêmio chega à sétima vitória em oito jogos. É terceiro, com os mesmos 38 pontos do Santos. O saldo, no entanto, é inferior, apesar de o time gaúcho ter o segundo melhor ataque da competição, só atrás do São Paulo. O Paraná, com quatro derrotas seguidas, é sétimo (31).


    Empates inúteis

    No Maracanã, tudo igual no clássico entre Fluminense e Vasco (1 a 1). Jogo muito ruim no primeiro tempo e bom no segundo. Nada brilhante, porém movimentado. Os tricolores fizeram a melhor partida dos últimos tempos. Marcaram bem e, com Lenny motivado, foram para cima. Até que Tuta fez 1 a 0, com um belo toque por cima de Cássio.

    Parecia que os tricolores conseguiriram quebrar a série de seis jogos sem vitória. Mas quem tem Romeu corre sempre perigo. Um puxão inútil na camisa de Jorge Luís foi visto por Wilson Luís Seneme. É pênalti. Está na regra. Morais bateu, aos 32m, e converteu. Osmar, nova revelação de Xerém, ainda chutou uma bola no travessão. Mas ficou justo: jogo mais ou menos, com placar ruim. Para os dois. O Vasco teve uma semana fraca, com dois empates em casa, e continua em quinto, com 34 (muito bem colocado). E o Flu, ainda sem ganhar com Lopes, nono, com 30.

    No ABC, só vale registrar o segundo empate consecutivo do Fortaleza fora de casa: 0 a 0 com o São Caetano. Esses dois pontinhos podem fazer diferença para os cearenses na reta final – vice-lanternas, com 22 pontos. E o São Caetano, absolutamente medíocre, caiu mais um pouco: décimo-sexto, com 26 pontos. Está fronteira do rebaixamento. Por sinal, hoje cairiam Flamengo (24), Ponte Preta (24), Fortaleza (22) e Santa Cruz (18).

    Ainda devem

    E o Corinthians só saiu desse grupo do desespero graças a um pênalti mal marcado por Sálvio Espínola Fagundes em cima de Rubens Júnior, que não joga nada. O Corinthians pressionou, até merecia ganhar, mas não dessa maneira, com a cobrança convertida por Marcello Mattos. O time foi a 26 pontos, mas ainda deve muito. Tanto que Emerson Leão só fala nas chegadas de Amoroso, Magrão e César. Já a Macaca... Tem que reclamar mesmo. Hoje perdeu no apito. É a verdade.

    Em Goiânia, outra vitória desbotada: Goiás 2 x 0 Juventude, gols de Robson Luiz (fala sério!) e Johnson. Pelos artilheiros, dá para tirar um raio-x desse Goiás-2006, décimo-terceiro, com 27. O Juventude, com 29, em décimo-primeiro, é só um pouquinho melhor.
    Ponto final.

  33. 03/09/2006

    Todas as honras para Andre Agassi



    Almoçava mal como sempre. Toda atenção ao jogo de André Agassi e nenhuma reverência ao prato de salada com quiche. Tenho esse péssimo hábito. Refeições de olho na telinha ou absorto em alguma leitura. Normalmente ligada ao trabalho, coisa que nunca foi bem aceita (se é que vocês me entendem). Pois hoje simplesmente abandonei à refeição. André Agassi estava perto de se despedir da quadra. O alemão Benjamin Becker, de 25 anos, estava prestes a fechar a partida pela terceira rodada do US Open e deixei para comer qualquer coisa depois.

    Foi a melhor decisão a ser tomada. Não dava para dividir aqueles últimos lances com mais nada. Agassi perdeu o quarto set, a partida e fez quem gosta de esporte se emocionar. Que personagem! Ícone de várias gerações. Vencedor. Um campeão nada pasteurizado, nem um pouco previsível, e nem um pouco enfadonho ou grosseiro. André Agassi foi, é e sempre será ídolo.

    Benjamim Becker teve a honra e, ao mesmo tempo, o desconforto de encerrar a carreira de Agassi. Mas os fãs do americano, que esperavam vê-lo em mais um final do US Open, o perdoaram pela simpatia e pelo respeito no momento em que cumprimentou Agassi após vencer a partida por 7/5, 6/7 (7/4), 6/4 e 7/5. Ganhou e saiu do circuito. A hora era de Agassi.

    Beijos para os quadro lados da quadra principal do Complexo de Flushing Meadows. Uma mensagem arrebatadora. Choro discreto. Aplausos incontidos. Aos 36 anos, 60 títulos e muita história para contar, André Agassi volta para casa realizado. E mais realizado ainda fica quem, como eu, pôde curtir a sua carreira. Uma bela história. Agassi é um ídolo que fica. Para sempre. Missão cumprida.

    A Fúria e o Mico


    * Espetacular a Seleção Espanhola de Basquete Masculino, campeã mundial após uma atuação irretocável contra a poderosa Grécia: 70 a 47. Sem Paul Gasol (na foto, com o irmão), vítima de uma fratura por estresse. Timaço. Essa é verdadeira Fúria. E o Mundial de Basquete foi formidável...

    * Ah, comentei os dois últimos jogos do Mundial Feminino Sub-20 agora de manhã, no SporTV. A Coréia do Norte, bom time, diga-se de passagem, foi a campeã, após contundente 5 a 0 na China. A pândega do dia aconteceu na disputa do terceiro lugar entre Brasil e Estados Unidos. O jogo, fraco, terminou em 0 a 0. Foi para os pênaltis. Bate daqui, bate dali, entramos nas cobranças alternadas e o placar marcava 5 a 5. Até que a árbitra sueca Jenny Palmquist resolveu marcar seu nome na história do futebol...

    Como Armando Marques na final do Campeonato Paulista de 1973, entre Santos e Portuguesa, Jenny se atrapalhou com a simples arte de somar. E, quando estava 5 a 5, ele encerrou as cobranças, decretando o Brasil vencedor. As americanas, claro, se enfureceram. E as jogadoras do Brasil, assim como Comissão Técnica e dirigentes, jogaram o fair-play fora e comemoram, na maior cara-de-pau, patrocinada pelo óleo de peroba sueco.

    Claro que fizeram as contas para a árbitra e ela teve que voltar atrás. Sorte que o Brasil acertou a cobrança, os EUA erraram e a festa, de verdade, das brasileiras pôde acontecer. Um micaço. Mico sueco... Feio como a sopradora de apito e inimiga da martemática...

  34. 03/09/2006

    Kaká e mais 10


    Amigos do Jogo Aberto. Por conta de outros compromissos no SporTV, não consegui ver a vitória do Brasil sobre Argentina, nos Emirates Stadium, em Londres. Mas o pouco que ouvi nos corredores da televisão, algumas matérias lidas e outros comentários que tive oportunidade de acompanhar por aqui, deixam claro que o placar de 3 a 0 foi convincente e justo. Dois gols de Elano e um de Kaká nós deixam a sensação (apenas a sensação) que nosso trabalho de renovação pode estar mais bem encaminhado do que o dos argentinos. Mas, pelo menos no meu caso, é puro “achismo”. Não vi nenhum minuto da partida, nem testemunhei a tal grande atuação ce Robinho. Assim sendo, torna-se complicado falar ou escrever qualquer coisa.

    Sobre Kaká: se Dunga achou que ele não estava inteiro e resolveu deixá-lo no banco, ele errou. Se Dunga resolveu deixá-lo no banco para marcar posição, errou mais ainda. E se Dunga resolveu deixá-lo no banco por pura birrinha, sem comentários... Falo sem informações, dessa maneira deixo tudo no condicional. Mas é evidente que Kaká tem que ser titular. Foi um dos poucos que, se não brilhou, ao menos tentou jogar na Alemanha-2006. E, mais ainda, foi um dos poucos que tiveram vergonha cara naquele grupo. Kaká é profissional, é bom e é sério. Três qualidades difíceis de serem encontradas num jogador atualmente, Então, eu estou com ele. Agora, antes de fazer juízo de valor, gostaria de entender melhor os motivos de Dunga.

    Ah, sobre a Argentina. Não me pareceu apropriada a escolha de Alfio Basile para treinador. Ele é retrógado, ultrapassado e cheio de manias e vícios de um futebol que não existe mais. Pode não parecer agora, mas nossos rivais sentirão mais falta de Jose Pekermann do que eles próprios imaginam. O resultado de hoje pode ser um indício. O mesmo indício que, descontados o habitual ôba-ôba, nos leva a crer que a despedida de Parreira foi um avanço. Com todo respeito.

  35. 02/09/2006

    Duas realidades


    Ainda bem que não vi ninguém reclamar da atuação de Héber Roberto Lopes na vitória, de virada, do Internacional sobre o Flamengo por 2 a 1, no Maracanã. Não porque eu morra de amores pelo árbitro paranaense. Não mesmo, mas ele marcou certo e convicto os dois pênaltis a favor do clube gaúcho, ambos convertidos pelo ótimo Fernandão. E o Colorado mereceu vencer. Foi e é melhor do que time rubro-negro. Muito superior. Basta olhar a tabelinha de classificação. Além de ser campeão da Libertadores, o Inter é vice-colocado (37 pontos), a dois do líder São Paulo. O Flamengo é décimo-sexto (24) e só não terminará a rodada no bolo dos rebaixados se o Juventude der uma goleada no Goiás no Serra Dourada. Quase impossível...

    O Inter não foi melhor no primeiro tempo. Jogou com sono e levou um gol (Obina, aos 38 minutos). Mas as vaias da torcida rubro-negra antes do chute forte do atacante (inclusive para ele) mostravam que o placar justo era o 0 a 0. Ter volume de jogo não garante ninguém. E o Flamengo só mostrava isso. Não sabe atacar. Não sabe criar. Basicamente, desaprendeu a vencer (não ganha há quatro partidas).

    No segundo tempo, a soberba foi a pá de cal. Juan quis rebolar na saída de bola deu o contra-ataque e... pênalti: Fernandão, 1 a 1. Depois, outra falha, outro contra-ataque e nova penalidade máxima: Fernandão, 2 a 1. Tudo em 14 minutos. Tudo depois de Abel Braga tirar um zagueiro, acabar com o 3-5-2 e implantar o 4-4-2 básico. O Inter mandou em campo e o Flamengo fez água.

    Bobagem querer mandar Ney Franco embora. Para pôr quem? PC Gusmão? Aí será o desespero pelo desespero. Talvez fosse melhor diretoria, jogadores e até comissão técnica porem os pés no chão e acordarem. O título da Copa do Brasil foi conquistado, bacana, mas Campeonato Brasileiro é outra coisa. E, nessa competição, onde regularidade é tudo, o Flamengo não tem força nem time para querer mais do que fugir do rebaixamento ou buscar uma posição intermediária.

    Mas o título fez a velha soberba entrar de novo pelos portões da Gávea. Será que ninguém se incomda de o time ter perdido dez partidas em 22 disputadas? Ainda há tempo para mudar de postura. O Flamengo é gigantesco, mas o time não é bom. Precisa ralar, lutar, comer grama. Sem esses ingredientes, não funciona. Se todos insistirem em ver o contrário, não vai dar certo. E a culpa não será de Ney Franco...

    Não deu para ver Cruzeiro 2 x 2 Figueirense. Mas os comentários que li por aqui e os gols que assisti no SporTV não deixam dúvida de que esse time do Figueirense é realmente interessante, principalmente o trio ofensivo. A Raposa empatou aos 44 minutos do segundo tempo, com Geovanni, e livrou-se de um resultado ainda menos conveniente. Com 31 pontos, os mineiros continuam em oitavo, com uma campanha apática, fria e sem emoção. E, com 32, os catarinenses pulam para sexto. Um desempenho surpreeendente, porém acima de qualquer suspeita.

    Funciona muito bem essa trinca do Figueira. O time fez 34 gols no Brasileirão; Soares, Schwenck e Cícero, 28 deles. Soares, autor do primeiro hoje, tem nove. Schwenck, responsável pelo segundo, é o artilheiro isolado da competição, com 10. E Cícero também tem nove.

    No duelo dos irmãos Oliveira, deu empate. Mas que ninguém tenha dúvida: quem saiu satisfeito do Mineirão foi o Figueira. De Waldemar...

  36. 02/09/2006

    Série B + Eurocopa


    Demorou, mas o Galo cantou e ficou. Após várias tentativas, nenhuma desistência, tudo temperado com um misto de vaias e aplausos que se revezam desde a primeira rodada, o Atlético Mineiro alcançou o Top Four da Série B. Ganhou do Marília, na sexta-feira, por 2 a 0, chegou aos 32 pontos e se isolou na quarta colocação, a dois do quinto, o Santo André.

    O Galo foi o destaque da vigésima rodada, mas ta,bém vale destacar:

    * O Coritiba nunca esteve tão isolado na liderança. É primeiro, com 38 pontos, a três do Náutico, que vacilou e perdeu para o Brasiliense, na Capital Federal (1 a 0).

    * Boa vitória do Sport Recife sobre o Avaí na Ilha do Retiro: 2 a 0. O Leão sobe mantém o terceiro lugar, com 33.

    * Também vale registrar a vitória do América de Natal, do Villaça, por 1 a 0, em Itu, em cima do Ituano. O Mecão potiguar sobe para nono, com 29.

    * E o Avaí, que já foi líder e sinônimo de defesa invejável - ainda é a melhor, junto com o próprio Sport - , virou o fio e, com 30 pontos, despencou para sétimo. Aí Guga chora.

    * Outro resultado que chama a atenção. No Mangueirão, o Ceará, penúltimo colocado, venceu o Paysandu por 2 a 1: enquanto o Vobô tenta se reeguer e sair do rebaixamento (é muito difícil), mas o Papão faz uma campanha decepcionante (décimo-terceiro, com 26 pontos). E o rival, Remo, é o lanterna.

    Eurocopa


    Pela Eurocopa,, tranquila vitória da França sobre a Geórgia, fora de casa, por 3 a 0 - Malouda, Saha e outro contra. É forte (e bom) o time francês. Mais precisamente, continua poderoso. A Inglaterra massacou Andorra (5 a ), com dois gols do grandalhão Crouch.

    Nos jogos da noite na Europa, só quem soube aproveitar a carne-assada foi a Espanha: 4 a 0 no Liechtenstein: 4 a 0, com uma atuação formidável de David Villa, autor de dois gols. Detalhe da partida: um auxiliar de linha tenobroso da Macedônia. Em menos de dez minutos, ele marcou cinco impedimentos inexistentes contra a Fúria. Um horror...
    br/>De resto, só decpeção. Alemanha (gol de Podolski, na foto) e Holanda venceram, respectivamente, Irlanda e Luxemburgo por 1 a 0. Mas, nas eliminatórias da Eurocopa, golear esse tipo de adversário é obrigação. E a Itália, campeão do mundo, empatou no Estádio San Paolo, em Napoles, por 1 a 1. Deve estar festejando ainda. Só pode.

  37. 01/09/2006

    Abri a janela...


    Olá, amigos. Sexta-feira. Tarde com cara de noite. Tudo mundo animadíssimo no Jogo Aberto. Talvez porque hoje seja aniversário do nosso bravo CJ Ballantyne (parabéns, amigo!). Fiquei a pensar: o que escrever numa hora dessas? Balanço da rodada que vem por aí? Provavelmente choverei no molhado... Brasil x Argentina, em Londres... Prefiro ver e depois falar... Ronaldo apaixonado (de novo!)... Passo... Denílson, o garoto do São Paulo, vendido por E$ 6.5 milhões para o Arsenal? Há muito tempo não vejo o menino em ação e prefiro deixar para o Emerson analisar... Erros de arbitragem? Voto nulo...

    Enfim: teremos jogos a dar com pau no fim de semana. Dez pela Série A; dez pela Série B; 19 pelas eliminatórias da Eurocopa-2008; final do Mundial de Basquete; US Open; Grand Prix de Vôlei; Mundial Sub-20 de Futebol feminino... É esporte que não acaba mais...

    E teremos muito a falar no sábado, domingo e. claro, na segundona. O post está aberto. É livre. Fale o que quiser, dentro das normas da boa convivência. Bom fim de semana. E fiquem com Jéssica Alba, a moça de Sin City, Quarteto Fantástico e, agora, do Jogo Aberto.

  38. 01/09/2006

    Troféu Babalorixá-2006 (22 rodada)


    Ian Uran Senna ainda não mandou o resultado parcial do Troféu Babalorixá, após a rodada do meio de semana. Creio que ainda receba hoje, a tempo de atualizar esse post. Enquanto isso, pitacos no ar. E nem preciso lembrar, por favor, que esse espaço é só para a palpitolândia. Debates, discussões e afins aqui embaixo e logo mais, em cima. Boa sorte.

    • Cruzeiro x Figueirense (Empate)
    • Flamengo x Internacional (Empate)
    • Grêmio x Paraná (Grêmio)
    • Santos x Palmeiras (Empate)
    • São Caetano x Fortaleza (Fortaleza)
    • Atlético-PR x Botafogo (Botafogo)
    • Goiás x Juventude (Juventude)
    • Fluminense x Vasco (Empate)
    • Santa Cruz x São Paulo (São Paulo)
    • Corinthians x Ponte Preta (Corinthians)

  39. 01/09/2006

    Simplesmente, Agassi


    Com atraso, chego para falar um pouco sobre esportes olímpicos. Andre Agassi é um personagem fantástico da história mundial. Riquíssimo, sem o discurso-padrão da maioria dos esportistas, com luz própria e com um talento inacreditável. Sua despedida das quadras, no USOpen, têm sido apoteótica. Chegará à final e conquistará o último título de sua carreira? Chegará ao fim do ciclo de atleta com a glória suprema? Boas perguntas, mas o que vale a pena mesmo é sabe que Agassi ainda está com raquete em punho. E, nessa reta final, isso vale muito.

    O jogo de ontem, contra o cipriota Marcos Baghdatis, foi maravilhoso. Quase quatro horas (3h48m), com lances geniais – de ambos os lados, diga-se de passagem. Um duelo incrível. E que foi vencido por Agassi quando, ainda tem gente que pensa assim, muito não apostavam uma pataca no seu pulso firme.

    Agassi venceu os dois primeiros sets (6/4, 6/4). Mas perdeu os dois seguintes. Não porque jogava mal, mas pelo simples fato de que Baghdatis brilhava demais (3/6,7/5). Cansado, nitidamente cansado, como Agassi conseguiria segurar a juventude do cipriota? E conseguiu. Num tié break de mais de uma hora, venceu por 7/5 e marcou mais uma página na história do tênis. Agassi merece ser campeão no US Open em sua despedida. Os deuses que adoram esporte precisam ser justos.

    • No Mundial de Basquete, a queda do império americano. A Grécia, campeã européia, fez uma partida perfeita, bloqueou bem os americanos e deixou de cócoras as estrelas yankees: 101 a 95. No outro jogo, menos técnico, mas não menos dramático, o exército de Paul Gasol foi mais eficiente e teve mais sangue frio do que a esquadra de Manu Ginobili: Espanha 75 x 74 Argentina. Dois grandes jogos. A final será domingo, às sete da manhã, entre Espanha e Grécia. Aposto nos espanhóis. E o Brasil perde até quando não joga. Sem nenhuma equipe das Américas campeã mundial, o Pré-Olímpico se tornará ainda mais complicado. Quase intransponível.

    • E o vôlei feminino sapecou 3 a 0 na Itália. Grande novidade!

  40. 31/08/2006

    Tu és o Glorioso...


    A noite foi do Botafogo. E, sinceramente, eu fico feliz com a alegria dos alvinegros. Clube sofrido, cheio de dificuldades, o clube merece noites de festa como a de hoje. O trabalho é sério, os cartolas podem não ser perfeitos, mas são íntegros, e o técnico, além de bom, tem um caráter que, hoje em dia, não se encontra em qualquer esquina. Com todo respeito ao Paraná, que faz uma campanha maravilhosa, torci pelo Botafogo. E aplaudi o resultado final: 4 a 0. O resultado mais importante da quinta-feira. É muito legal ver as coisas darem certo em General Severiano.

    Foi a terceira vitória seguida do Botafogo. A terceira derrota consecutiva do Paraná. Lima jogou muito bem e fez os dois primeiros gols. Reinaldo, no segundo tempo, marcou um de placa e Zé Roberto fechou a goleada com um pênalti bem batido. O Botafogo subiu, subiu, subiu... E está em décimo-terceiro, com 27 pontos, mesmo número, por exemplo, do Palmeiras. E o Paraná cai para sexto, com 31. Uma noite para o alvinegro curtir, comemorar e ter a certeza de que é possível ser feliz. Mesmo com um time limitado, mas não tão ruim quanto alguns cáusticos gostam de dizer,

    Em São Januário, tropeço do Vasco: 2 a 2 com a Ponte Preta. Mas o time saiu, justamente, aplaudido pelos torcedores. Jogou melhor, teve uma raça cativante, foi disciplinado, jamais desistiu e ainda foi prejudicado pelo bom árbitro Leonardo Gaciba. É bom, mas, pena, também erra. Não deu pênalti em Faioli e anulou gol legal de Abedi. Ambos no primeiro tempo. Enfim...

    O Vasco começou melhor, mas levou um gol de Tuto. Gol feio, mas gol feio também vale. No segundo tempo, Gaciba deu um pênalti que não houve a favor do Vasco. Gol de Faioli. No minuto seguinte, Vélber fez Igor, o terrível, de gato-e-sapato e cruzou para Tuto: 2 a 1. E Fábio Júnior empatou, quando a Macaca já estava com dez, após a expulsão de Preto. O Vasco tropeçou, mas, como foi digno e mostrou vergonha na cara, mereceu os aplausos. E salve Renato Gaúcho, com o time, quinto, com 33 pontos, nas mãos. Já a Ponte, com 24, está na zona de rebaixamento. Mas tem o mesmo número de pontos de Goiás e Flamengo....

    De fato, o São Paulo, de novo, não jogou bem. Mas merecia um resultado melhor do que o empate de 1 a 1 com o Fortaleza. Não vi o jogo inteiro, mas achei interessante o esquema tático testado por Muricy Ramalho. Três zagueiros, Leandro e Richarlysson como alas, Lenílson e Danilo juntos e Aloísio sozinho na frente. Tudo bem: o time embolou demais mesmo. Mas criou chances à beça. Tanto que Albérico foi o nome do jogo.

    No segundo tempo, a pressão continuou mas o Fortaleza saiu mais e começou a ciscar em contra-ataques. Até que Rinaldo fez, de peixinho, o primeiro gol, aos 42 minutos. Parecia perdido para os tricolores, até que, em seguida, Lenílson (sete gols), empatou em mais uma boa conclusão.

    A pressão continuou e, na minha opinião, o árbitro marcou certo o pênalti de Jorge Mutt em Mineiro. Empurrão, encontrão, seja lá o que for, que deslocou o jogador do São Paulo, que entraria livre. Foi falta, assim como também achei o mesmo da entrada de Fabão em Mazinho. Rogério Ceni bateu mal: e Albérico fechou a noite gloriosa.

    O São Paulo, com um jogo a menos, segue como líder, com 39 pontos ganhos. E o Fortaleza é penúltimo, com 21. Precisa melhorar muito para não cair. Assim como São Paulo precisa despertar definitivamente. Não adianta ter uma engrenagem de ponta, mas que só funciona quando quer. E até um determinado ponto. Perigo...

  41. 31/08/2006

    Fechou a janela


    Fecharam a janela. Agora, amigos, para pôr a mão no passaporte, arrancar os cabelos dos aeroportos nacionais, embarcar com um saco plástico de mão e cheios de planos para ficar rico no futebol europeu, o jogador brasileiro terá que esperar até dezembro, quando a famosa janela estará escancarada mais uma vez. E nem adianta espernear. O futebol é assim. O mundo é assim. A realidade é essa. O dindin manda. E, infelizmente, precisamos dele. Boa viagem para quem conseguiu ir. E uma poltrona confortável na sala de espera para aqueles cujos empresários não trabalharam direito ou, simplesmente, pecaram pelo olho grande.

    • Surpresa na Inglaterra. Nem Arsenal, nem Manchester United. A MSI mandou Tevez e Mascherano para o West Ham, sexto colocado no Campeonato Inglês e jamais campeão nacional. Nem Copa da Uefa nem Liga dos Campeões para os dois. Mas claro que terão uma super-mídia e, no máximo em junho, já estarão numa equipe de ponta.

    • Ricardo Oliveira fechou como o Milan. Como torcia Carlo Ancelotti. E irá arrebentar na Itália. Podem anotar e me cobrar essa babalorixada.

    • Quem também fez a escolha certa foi Julio Baptista, trocado pelo atacante Reyes com o Arsenal. Enquanto o Madrid contratou um ótimo atacante, “La Bestia” tem tudo para acertar no Arsenal, de Nick Hornby. É forte, é técnico e tem todo biótipo para virar ídolo na Inglaterra. Outra babalorixada. Podem me cobrar. Julio Baptista vai dar certo na terra da Rainha.

    • Nada de Ronaldo x Adriano. Os dois ficam onde estão. Ronaldo queria. Adriano, não.

    • O Santos abriu mais o bolso do que o São Paulo e vai pagar salário europeu para Zé Roberto, de 32 anos. Claro que é um bom reforço. Mas se for a grana mensal que têm dito por aí é uma tremenda loucura.

    • Depois de Magrão e Amoroso, o Corinthians anunciar Cesar, lateral-esquerdo da azio, aquele ex-São Caetano. Tem jogado bem na Itália. Pode dar certo. E Emerson Leão pede Dida para o gol. Mas se não veio hoje, não vem mais. A janela fechou.

    • Marcelo fica no Fluminense. A pergunta é: ele não foi porque não quis e bateu o pé ou porque os russos pisaram na bola no momento da assinatura? A ver.

    • Inclusive para PC Gusmão, demitido do São Caetano após quatro partidas. Que temporada, PC! Entre de férias, cara. Esquece 2006...

  42. 31/08/2006

    Lógica e paradoxo



    Almir Moura nos brinda com mais um texto e uma ilustração super-legal sobre o futebol brasileiro. O segundo quadro, infelizmente, não consegui publicar e deixo o link. Mas vale a pena. Valeu, Almir!

    Como explicar a épica final da supercopa italiana ocorrida sábado passado - onde a Roma abriu 3 a 0 e viu a Inter virar o placar? Como explicar a pífia campanha do outrora espetacular quarteto mágico brasileiro na Copa de 2006? Como entender a fantástica vitória do Grêmio sobre o Naútico na série B 2005? Seria algo parecido como tentar explicar o inexplicável? Simplesmente não dá! Como explicar a campanha da Grécia, campeã européia de 2004? E a do Once-Caldas, campeão da libertadores de 2004? Como explicar? E as eliminações ainda na primeira fase das favoritíssimas Argentina e França na Copa de 2002? E a fantástica virada do Vasco (4 a 3) sobre o Palmeiras na decisão da Mercosul de 2000? Felizmente não há como explicar, e por um motivo muito simples, futebol não é um ciência exata, nem sempre dá a lógica, e isso é que o torna um esporte tão facinante e apaixonante.

    O quadro abaixo evidencia bem essa teoria fazendo um breve comparativo, um tanto quanto paradoxal, da situação atual de alguns clubes nas séries A, B e C do Campeonato Brasileiro com uma situação recente vivenciada por essas mesmas equipes.


    Para ver o quadro, clique aqui: http://photos1.blogger.com/blogger/2329/3608/1600/paradoxoAntesDepois.0.jpg

  43. 30/08/2006

    Noite do chimarrão

    É empolgante a campanha do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Principalmente em razão do caminho percorrido pelo clube. Começou mal, não empolgava ninguém. Viveu algumas rodadas na zona do rebaixamento. E o inferno parecia ter chegado no domingo do Grenal, quando alguns torcedores protagonizaram um espetáculo deprimente no Beira-Rio e fizeram com que o time tivesse que fazer, primeiro oito, depois três partidas, com portões fechados, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul. E o castigo se tornou o divisor de águas. O Grêmio pálido, desequilibrado e sem luz própria transformou-se no Grêmio vencedor, coeso e iluminado. E, empolgados, os gremistas avisam que “até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos, com o Grêmio onde o Grêmio estiver...”

    E tem valido acompanhar o Grêmio, mesmo nas lajes que rodeiam o Centenário. Nos últimos sete jogos foram seis vitórias e apenas uma derrota. Para o Flamengo, por 1 a 0, no Maracanã, com gol de Renato no último minuto. Os gaúchos conquistaram 18 pontos em 21 disputados e pularam para o terceiro lugar (35). Zona da Libertadores. À frente do Internacional, campeão da Libertadores. Hoje, em Caxias do Sul, o time venceu o Cruzeiro por 2 a 1, gols de Tcheco e Ramon, num frangaço de Fábio. Uma Raposa que não engrena: oitava, com 30 pontos.

    Qual seria o segredo do Grêmio? O trabalho a longo prazo. Mano Menezes está no comando há 18 meses. Ganhou a Série B, o Campeonato Gaúcho, sempre com um time guerreiro, porém limitado. Agora, o time recebeu reforços e se encaixou de vez, com um sistema tático à base do 4-5-1. Destaque para um meio de campo sólido, com Jeovânio, Lucas (ótima revelação), Hugo, Tcheco e Léo Lima. Ramon, que jogou hoje na vaga de Lucas, suspenso, é outra opção. Além do excelente centroavante Rômulo, sozinho, em termos, na frente. Um Grêmio objetivo e que tem o ataque mais positivo do Campeonato Brasileiro: 34 gols. Quem diria, o Grêmio... E é muito bom ver o tricolor gaúcho por cima novamente. A história e a tradição agradecem.

    Noite perfeita para o futebol gaúcho. O Internacional foi a Recife e conseguiu vencer o Santa Cruz por 2 a 0, no Arruda. Resultado expressivo. Até porque o Colorado ainda está capenga com o desmanche pós-Libertadores. Os reforços começam a chegar, mas não há previsão para a estréia. Mas Fernandão está encantado. E fez o primeiro gol, de novo de cabeça, no fim do primeiro tempo. Adriano marcou o segundo, no início da parte final. E os gaúchos, com um jogo a menos, pularam para quarto lugar, com 34 pontos. Lamentavelmente, creio que só um milagre salvará o Santa. Depois de uma recuperação efêmera, o time despencou novamente. Lanterna disparado, com apenas 18 pontos ganhos. A campanha do Santa é um desastre para o Nordeste.

    Como é um desastre o atual estado das coisas no Fluminense. Antonio Lopes é o quinto técnico do time na temporada e já perdeu os dois jogos que comandou. As revelações são vendidas. O clube está sem comando. O patrocinador, descontente. As estrelas, desmotivadas e loucas para irem embora. E a equipe, dentro de campo, sem nenhum padrão tático. Zero planejamento. Tudo é feito na base do “vamu-lá-que-dá”. Toda a pose de planejamento, promessas e discursos que a diretoria apresentou nos dois últimos anos se desmanchou. O Fluminense é uma bagunça.

    O Goiás, sem vencer há 11 partidas, se aproveitou. Tomou um gol no primeiro tempo (Juliano), mas deu sorte de empatar logo no início do segundo tempo, com Nonato. Com um belo chute, ele marcou o segundo logo depois. Fábio Bahia cravou o terceiro, com a providencial colaboração do goleiro Diego. O Fluminense, que já foi até líder, é décimo, com 29 pontos e está quase fora da zona da Sul-Americana. Nos últimos cinco confrontos, perdeu quatro e só ganhou um. E o Goiás, que estava no grupo dos rebaixados, pulou para décimo-quarto, com 24. Dá para respirar, mas é bom tomar cuidado. O time é bem inferior ao dos últimos anos.

    O Flamengo mereceu ganhar o primeiro tempo do jogo contra o Juventude, em Caxias do Sul. Jogou melhor, mais bem arrumado por Ney Franco. Dominou, criou chances, Peralta e Sávio se movimentavam bem no ataque e tinham o apoio dos dois Renatos, responsáveis por dois chutes na trave. O Juventude jogava na correria, sem muita organização. Mas quase fez com Christian.

    Um gol de Antonio Carlos, o veterano, logo aos quatro minutos do segundo tempo, mudou a cara da partida. O Flamengo se perdeu e o Juventude passou a dominar. As substituições de Ney Franco não deram certo. E o ataque murchou, de novo.

    O pior ataque do Brasileirão começou bem, mas morreu no fim. São apenas 18 gols em 21 jogos. Pior do que ele só a atuação do árbitro Cléver Gonçalves, sem pulso firme e poder de decisão. O Juventude, com duas vitórias seguidas, passa a somar 29 pontos e é nono. E o Flamengo, com apenas 24 pontos, pode até terminar a rodada na zona de rebaixamento, desde que Ponte Preta e Botafogo vençam suas partidas amanhã.

    Agora, os paulistas. O Corinthians, sempre em crise, teve pela frente um adversário ideal para dar um fôlego: o São Caetano. Nem foi preciso fazer muita coisa. Bastou meter um golzinho no primeiro tempo (Rafael Moura) e administrar o resultado. O São Caetano, de PC Gusmão, é muito fraco e, na minha opinião, forte candidato ao rebaixamento. É décimo-terceiro, com 25 pontos. E o Corinthians, que perdeu Tevez e Mascherano mas vai ganhar Amoroso e Magrão, continua dentro da zona do abismo: décimo-sétimo, com 23 pontos. Pelo menos a vitória serviu para dar um fôlego,

    Fôlego que o Santos perdeu na Arena da Baixada. O Atlético Paranaense vem numa recuperação impressionante. Pegou no tranco e já é décimo-primeiro, com 27 pontos (inclusive à frente do Palmeiras). A situação ficou ainda melhor após a vitória de 2 a 1 sobre o Peixe, na estréia do colombiano Navarro Montoya no gol do Furacão, que tem um jogo a menos. E o Santos segue em segundo (35), mas agora com a companhia do Grêmio, e com o Internacional a espreitá-lo. Trata-se de um time mediano, mas com um técnico de ponta. Só Luxemburgo salva.

    Para fechar, Palmeiras 1 x 1 Figueirense, no Parque Antarctica, gols de Schwenk, um dos cinco artilheiros do Brasileirão, com nove gols, e de Enílton, impedido. Foi o terceiro empate do Palmeiras em quatro jogos. Uma queda no desempenho da equipe de Tite, ainda invicta no pós-Copa, mas vivendo período decadente. Tanto que, com 27 pontos, é apenas décimo-segundo, fora até da Sul-Americana. E o Figueira, para alegria de Pedro Goulart, segue firme com seu trio-gol: Schwenck-Soares-Cícero, que não jogou hoje: sétimo, com 31 pontos. Apesar da resistência, Waldemar Lemos tem mantido os bons resultados de Adílson Batista.

    E boa noite!

    Endereços úteis

    Jogo Aberto no Orkut - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5678083

    O blogueiro no Orkut - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19416697

    Fotolog do Jogo Aberto - http://jogoaberto.nafoto.net/index.html

  44. 30/08/2006

    Piscou... Vendeu!


    Dê uma piscadinha de olhos. Rápido... Para relaxar, você dez segundos para relaxar antes de abri-los. Nesse intervalo, um jogador de futebol foi vendido. Bem, isso é apenas uma metáfora e só funciona hoje e amanhã, últimos dias antes de a janela das transferências dos jogadores na Europa e, também para o mercado externo, no Brasil. Transações domésticas são admitidas durante o Campeonato Brasileiro até o dia 22 de setembro. A quarta-feira foi movimentadíssima. Para você não se perder, segue um resumo.

    • O São Paulo anuncia amanhã, oficialmente, a volta de Zé Roberto ao futebol brasileiro. Com passe livre, o volante não conseguiu um clube de ponta na Europa e aceitou ficar no Morumbi, onde fez tratamento durante o mês.

    • O Corinthians contratou Amoroso ao Milan. O compromisso é de um ano. Amoroso jogou apenas 182 minutos pelo clube italiano. O Corinthians também fechou com Magrão, bom volante do Palmeiras e que estava na Rússia. Boas contratações. E bem mais pés no chão que os delírios que andaram falando em São Paulo.

    • Na contra-mão do negócio, Alberto Dualibi, o eterno presidente do Corinthians, capitulou. Ele admitiu que Tevez e Mascherano não jogam mais pelo clube. O destino da dupla será conhecido amanhã. Será rico, com certeza: Arsenal, em Londres, ou Manchester United.

    • O Arsenal está quase convencido a vencer o atacante espanhol Reyes para o Real Madrid. Julio Baptista ira para Londres na negociação e abriria uma vaga de comunitário no elenco do Madrid...

    • ... Aí, segundo a Rádio Cadena Ser, de Madrid, Real e Internazionale acertaria a troca de Ronaldo por Adriano (não comunitário) e que herdaria a vaga de Júlio Baptista.

    • Por falar em Real Madrid, não faltam boatos e negócios concluídos. Não se perca:

    - O clube ofereceu E$ 8 milhões mais Cicinho, também avaliado em E$ 8 milhões, pelo lateral-direito Daniel Alvez (foto abaixo), do Sevilha. O que se comenta é que o clube andaluz, como o próprio jogador baiano, não teriam se seduzido.

    - O zagueiro inglês Woodgate foi emprestado ao Middlesbrough

    - Ayala, o argentino, é a mais nova tentativa para a zaga do clube. Joga no Valencia.

    - E o brucutu Gravensen finalmente foi para o Celtic, de Glasgow.

    - Enquanto o Milan desistiu de Robinho.

    • Por falar em Milan, o clube italiano só quer um centroavante: Ricardo Oliveira, Se não vier, Carlo Ancelotti prefere fica com o que tem.

    • Sorin deixou o Villarreal e foi para o Hamburgo.

    • No Brasil:

    - O Atlético Paranaense recontratou Paulo Rink, de 33 anos, e que estava no Chipre.
    - Gabriel, ex-Flu, acertou mesmo com o Cruzeiro.
    - E Diego Tardelli, emprestado pelo São Paulo, deixa o São Caetano e vai para o PSV Eidnhoven, da Holanda.

    Amanha, com certeza, teremos mais negócios. Muito mais...

  45. 30/08/2006

    A venda de Marcelo


    A venda de Marcelo e de Lenny, ainda não oficializada, para o CSKA Moscou causaram perplexidade entre os torcedores do Fluminense. Publico abaixo o e-mail que recebi de um associado do clube com algumas informações de bastidores sobre as razões do negócio. A fonte pediu anonimato e, claro, respeitarei o seu pedido. Caso a diretoria do Fluminense queira dar a sua versão, o Jogo Aberto está à disposição para eventuais esclarecimentos.

    Segue o e-mail, em itálico:

    “O Marcelo foi praticamente “coagido” a ir para o futebol russo, isso mesmo, coagido. O Fluminense deve 19 dias de salários e não há mais previsão de receita nenhuma até o fim do ano, aliás até o fim do ano que vem. Portanto os salários começariam a atrasar até o fim do ano e a única forma de resolver isso era vendendo um jogador. Esse jogador era o Marcelo.

    Só que o Flu só tinha até o fim da janela pra vender (31 de agosto), por isso não dava pra esperar. O que acontece é que o jogador não quer/queria ir para a Rússia, e numa reunião, ele foi praticamente “coagido” a ir. Fizeram de tudo. Disseram que a culpa dos salários atrasarem seria dele, espalharam pelo clube que se não vendessem ele os funcionários não receberiam, etc...

    Os funcionários passaram a olhar para ele olhando torto, um terror. Nessa ultima proposta o CSKA ofereceu mais dinheiro para ele. E ele disse que só iria se um outro jogador fosse com ele. E aí houve a oferta pelo Lenny. O Flu teve que aceitar, por total desespero, uma m... O clube anda muito mal administrado e as coisas estão estourando assim.

    Quanto a divida de R$ 160 milhões, muitas coisas não são dessa gestão. Muitas são heranças de administrações passadas, mas o grande problema dessa direção atual é não saber diversificar as fontes de renda. O dpto (departamento) de marketing do Flu fatura míseros 20 mil reais, um absurdo.

    Bom, aí está a realidade da coisa.”


    Bem, aí está o relato do associado. Ele mostra bem como anda corroídas as finanças dos clubes brasileiros, mesmo aqueles com patrocinador forte. Lamentavelmente, algumas instituições centenárias, que deveriam ser fortíssimas, só conseguem gerar algum tipo de receita com a venda de jogadores. Sobre o termo “coagir” ou “coagido”: na verdade, trata-se da velha pressão. Marcelo capitulou. E ainda arrancou alguns milhares de euros a mais dos russos.

    Com a palavras, tricolores e, porque não, torcedores em geral.

  46. 29/08/2006

    Umas e outras...


    Dia frio no futebol, como a temperatura que congela os cariocas. Enfim, vamos pitacar sobre o que mais me chamou a atenção:

    • Sete jogos nesta quarta-feira pela vigésima-primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Grêmio x Cruzeiro poderia ser o mais interessante, mas perde muito pelo fato de o Grêmio atuar no Centenário, em Caxias, com portões fechados. Outra partida com pouco público na Serra Gaúcha: Juventude x Fla. Talvez o maior número de torcedores seja contabilizado em Palmeiras x Figueirense, no Parque Antarctica. Mas, como sempre, fica o aviso. Todo jogo é decisão. Toda vitória vale ouro. E todo empate é quase desprezível.

    • Novidade no Fluminense. Marcelo vai mesmo para o CSKA, de Moscou, mesmo time de Dudu Cearense, Vagner Love e Daniel Carvalho. Preço: E$ 6 milhões. E, pasmem, os russos também querem Lenny. Se acontecer será um baque e tanto para os tricolores. E a cartolagem terá que aguentar a revolta dos torcedores. A saída de Marcelo já era esperada. Mas junto com Lenny... Dinheiro no cofre e pressão para dar e... vender.

    • Edíson foi para o Japão jogar pelo Nagoya Gramphus e ficar mais rico. Renato Gaúcho não tem outra saída: Faioli. E rezar para dar certo.

    • Mascherano não apareceu para trabalhar no Corinthians. A bagunça e o desmando no Parque São Jorge são constrangedores. Está evidente que nenhum dos dois argentinos quer ficar em São Paulo. Agora, resta ao Corinthians fazer dinheiro ou ganhar o que a MSI entender que lhe cabe. Lamentável. Há quem diga que o Arsenal, em crise na Inglaterra, quer os dois hermanos.

    • O Corinthians sonha com Luis Fabiano e Léo. Não vai contratar nenhum deles.

    • E Muricy Ramalho admite pôr Lenílson em campo, de saída, contra o Fortaleza. Mas ao lado de Danilo. O máximo que faria é dar uma semana de descanso para o camisa 10. Mas a tendência é que tire um zagueiro e mantenha os dois. Será interessante observar essa nova cara do São Paulo. De início, eu gosto.

    • E o Inter contrata Fábin Vargas, 26 anos, meia colombiano do Boca Juniors, para a vaga de Tinga. Não conheço. Nem Pinga, ex-Torino, que pode estar chegando também. A ver.

    • Ney Franco pensa numa série de vitórias seguidas do Flamengo para dar moral ao grupo. Menos, Ney. Melhor pensar em ganhar um e fazer esse ataque funcionar. É o que deve ser feito de início. Apesar de já estarmos na metade.

    • Ricardo Oliveira ainda não fechou com o Milan. O Betis quis melar o negócio, de olho numa proposta mais vantajosa do Zenit, da Rússia. Mas RO quer ir para Milão. E esse deverá ser o fim da novela.

    • Gostei da promoção do Botafogo. Ingressos a um real para o jogo contra o Paraná e mais as tradicionais nota fiscal. É hora de trazer a torcida para perto do time. E a PM que tome as devidas providências.

    • O Cruzeiro não conseguiu fazer o negócio da China – vender Alecsandro por E$ 3 milhões para o Betis – e emprestou o atacante para o Sporting Club de Portugal. Assim mesmo fez dinheiro.

    • E a Raposa desistiu de contratar André Luis, ex-Santos, atualmente no Benfica. Substituiria Dracena. Eu gosto. Mas não sou fã, nem um pouco, do André Luís, lateral-esquerdo, contratado pelo Santos. Nada contra, mas ele prefere calçar Hawaianas ao invés de chuteiras...

    • Depois de Robson Luis, o Goiás contratou Galeano. Passo...

    • Um elogio ao Palmeiras. Que garotada boa está surgindo no Parque Antarctica! Francis e Wendell são ótimos!

    • Adhemar, ex-São Caetano, pode virar jogador de futebol americano? Também passo...

    • E ninguém segura o Sevilha. Depois de vencer o Barcelona e conquistar a Supercopa da Europa, estreou hoje no Campeonato Espanhol e goleou o Levante por 4 a 0, com três gols de Katé, artilheiro, e um de Kanouté (foto). Já é o líder, pelo saldo de gols.


    • O Milan agora quer Robinho. Quem o Milan não quer? Eu...

    • E duvido que Frank Rijkaard leve essa suposta briguinha com Ronaldinho Gaúcho à frente... Ele não é trouxa.

    • E sou Agassi Tênis Club no US Open. Com todas a forças. Mas é preciso que a chuva deixe os caras jogarem!

  47. 29/08/2006

    Troféu Babaloríxá-2006 (21 rodada)


    E não adianta elogiar. Ian Uran Senna ainda não mandou o resultado parcial do Troféu Babalorixá, após a rodada do fim de semana. Mas, como temos jogos no meio de semana, vamos pôr logo os pitacos no ar. Depois, eu atualizo o post com o balanço. E nem preciso lembrar, por favor, que esse espaço é só para a palpitolândia. Debates, discussões e afins aqui embaixo e logo mais, em cima. Boa sorte.

    • Grêmio x Cruzeiro (Grêmio)
    • Goiás x Fluminense (Fluminense)
    • Santa Cruz x Internacional (S.Cruz)
    • Palmeiras x Figueirense (Empate)
    • Juventude x Flamengo (Empate)
    • São Caetano x Corinthians (Empate)
    • Atlético_PR x Santos (Empate)
    • São Paulo x Fortaleza SP)
    • Vasco x Ponte Preta (Empate)
    • Botafogo x Paraná (Empate)

  48. 29/08/2006

    Os eleitos

    Ian Uran Senna não falha. E aí está a Seleção do Primeiro Turno do Campeonato Brasileiro, escalada pelos blogueiros do Jogo Aberto.

    Primeiro o time titular: Rogério Ceni (São Paulo), Paulo Baier (Palmeiras), Bolívar (Internacional), Edu Dracena (Cruzeiro) e Marcelo (Fluminense); Mineiro (São Paulo), Tinga (Internacional), Wagner (Cruzeiro) e Maicossuel (Paraná); Dodô (Botafogo) e Fernandão (Internacional). Técnico: Caio Júnior (Paraná)

    Agora, o time reserva: Diego Cavallieri (Palmeiras), Ângelo (Paraná), Lugano (São Paulo), Fabiano Eller (Internacional) e Júnior (São Paulo); Jônatas (Flamengo), Lucas (Grêmio), Renato (Flamengo) e Morais (Vasco); Rafael Sóbis (Internacional) e Soares (Figueirense). Técnico: Renato Gaúcho.

  49. 28/08/2006

    A lei do dindin


    “Dualibi viaja para negociar saída de Tevez”

    “Ronaldinho Gaúcho no Milan? Irmão abre as portas”

    “Ronaldo quer ficar, garante Real Madrid”

    “Muricy reclama de diretoria tenta trazer zagueiro”

    “Xerife Émerson aguarda chance com Dunga”

    “Athirson admite contato com Inter”

    “Sóbis já fala como jogador do Bétis”

    “Miranda prefere ir jogar no São Paulo”

    “Marcelo pode sair do Flu a qualquer momento”

    “Beckham diz que não renovou ainda”

    Vários assuntos. E todos estão (ou já estiveram na primeira página do site do globoesporte.com hoje. O que há de comum entre todos esses temas? Pense bem. Analise. Compare. Tem a resposta? Então serve qualquer um desses vocábulos: interesse, negócios, “cavadinhas”, lobby, pedidos... Tudo numa segunda-feira, após uma rodada intensa de futebol no fim de semana. Antes do gol de bicicleta de Iarlei, do chute perfeito de Morais, do petardo de Lenílson, do descobrimento de Rômulo ou dos cruzamentos de Júnior César, o que mais chama a atenção é o burburinho do mercado de compra-e-venda.

    É nele que as divididas andam bem mais fortes no futebol de vanguarda. Ninguém quer perder. Todos querem ganhar. E levar vantagem. Se bobear, a bola entra. Se olhar para o lado, um empresário mais esperto surge pela ponta, atravessa o negócio do adversário e bota para dentro. No gramado superficial dos escritórios, o mais bobo dá nó em pingo d’água. E os mais malandros vendem cobre tingidos de ouro. E, se não colar, a substituição é feita rapidamente, o time se encontra rapidinho e a vitória virá. Sempre dividida com o ‘grupo “.

    Ninguém joga para perder no futebol-business de hoje. Qual impossível alguém sentar à mesa para um simples amistoso. Cobra-se os centavos nos negócios. Rompe-se com quem não cumpre o combinado e não fez a jogada ensaiada. Deturpa-se tudo, desde que seja do interesse próprio que tal assunto seja deturpado. Ninguém poupa ninguém. E, no comando de tudo, de chicote na mão, escravizando seus pretendentes, ele, sempre ele, o poderoso dindim.

    Faltam três dias para a janela do futebol europeu ser fechada. Mesmo período para os negócios tupiniquins. Imaginem como estão os bastidores da bola. Vá aos restaurantes mas discretos da zona sul ou oeste do Rio, de São Paulo, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, de Curitiba, de amanhã até quinta-feira. Gaste um dinheiro, pois a comida ali é cara. E divirta-se ou morra de curiosidade. Com certeza, haverá um cartola, um empresário e, talvez, o pai de um boleiro tentando fechar uma “tratativa” enquanto degustam uma lingüiça, para os obesos, ou uma salada verde, para os frugais. Na bandeja, o jogador.

    É ilícito? Não. É imoral? Não. É desonesto? Depende... É anti-ético? Talvez... Tudo é negócio... O futebol é assim hoje em dia. Quem paga mais, leva. Quem não tem dinheiro, perde. Aliciamento:? Não entendo assim. É negócio. Quem manda é ele. Depois vem o drible, o cruzamento, o chute e o gol. Na roda da fortuna, quem não rebola no bambolê perde o bonde. E fica no prejuízo. É uma pena. Mas o mundo ficou assim. Vivemos na sociedade da “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

    É ilícito? Não. É imoral? Não. É desonesto? Depende... É anti-ético? Talvez... Tudo é negócio... E eu insisto em não ler as páginas de economia dos jornais. Sou mesmo um Amador.

  50. 28/08/2006

    Drama catalão


    E que sufoco Fernando Baiano - "Balança o coração da gente... "- deu no Barcelona na estréia do timaço no Campeonato Espanhol. O centroavante fez 1 a 0 para o Celta. Eto 'o empatou. Messi virou. O argentino Gustavo López igualou tudo de novo. Até que, a três minutos do fim, Gudjohnsen, uma das novas estrelas da companhia, fechou o placar. Jogo complicadíssimo, mas o Barça, sem Ronaldinho Gaúcho, machucado, fiez o serviço direitinho. E o Real Madrid já está atrás...

  51. 28/08/2006

    Ela merece!


    Não gosto de jabás. Mas ao receber o e-mail de Maria Sharapova hoje achei que, desta vez, não teria problema. Até porque a mensagem da tenista começava com um animador "Lovely, Lédio""... A musa do Jogo Aberto me pediu para convidar a todos para um visita ao seu novo site oficial. O endereço é: http://www.mariasharapova.com/defaultflash.sps.

    Nele você vai achar tudo... Tudo... Tudo... E mais um pouco... Fotos, muita fotos... Ela merece... É craque. E gosta do nosso blog. E a recíproca é verdadeira.

    Vai lá, Rafic!

  52. 27/08/2006

    Anestesia geral

    Ninguém trabalhou bem no clássico do Maracanã. Nem o Flamengo, nem o São Paulo, muito menos o árbitro. Joguinho chato. Se os rubro-negros tivessem um time realmente bom resolveriam a partida no primeiro tempo. Mas não. Conseguiram apenas um gol e ficaram satisfeitos. Enquanto isso, os tricolores olhavam e pareciam presos em campo. No segundo tempo, Muricy Ramalho fez as modificações que sempre têm dado resultado: Thiago na vaga de Souza; e, principalmente, Lenílson no lugar de Danilo. Aí, sim, era o São Paulo em campo.

    Thiago e Lenílson renovaram a bateria do São Paulo. Lenílson, com um gol parecido com o de Careca na final do Brasileirão-86, contra o Guarani, empatou. Aí, quem olhava era o Flamengo. E quem teve sorte foi o Flamengo. Não sabe fazer gols (18 gols em 20) e padece de precisão nos fundamentos mais básicos do futebol. Uma lástima.

    Assim mesmo, o Flamengo segurou o empate e, como um remediado, somou mais um pontinho. Pouco, muito pouco. Em décimo-quarto lugar, com 24 pontos, está quase na fronteira da zona do rebaixamento. E, apesar do otimismo de Ney Franco, que sonha em ser primeiro colocado no returno, não dá para ver outro cenário até o fim do ano: brigar para não cair. E só.

    O São Paulo segue anestesiado. Há muito não èxibe o que pode. Alguns jogadores jogam para o gasto. Outros, como Danilo, nem para isso. Muriciy Ramalho deveria poupá-lo e efetivar Lenílson. Pelo menos por um tempo. O São Paulo, líder, com 38 pontos, tem se revelado nos últimos tempos como uma grande equipe com atuações medianas. Há um limite para esse freio... Até porque, se acordar logo, o São Paulo tem tudo para ganhar esse Brasileirão com algumas rodadas de vantagem.

    Sobre Carlos Eugênio Simon. Há muito tempo ele não apita bem. Nem no Mundial ele foi um bom árbitro. Perdeu a firmeza. Parece desatento, como no lance do gol do Flamengo. Não me pareceu infração, mas sim desatenção de Simon. Os rubro-negros bateram rápido e o juiz ficou claramente em dúvida se ia ou ficava. Foi. Mas sem nenhuma determinação. Pênalti claro em Aloísio. Ele não deu. Mão na bola na cobrança de falta de Rogério Ceni. Também pênalti. Mas essa eu desculpo. Era difícil ver. O São Paulo não ganhou por causa de Simon. Tropeçou porque jogou apenas metade de partida. Mas Simon foi fraco. Assim como o Flamengo. E o jogo.

    No Pacaembu, outro jogo desbotado. E vencido por esse surpreendente Grêmio, muito bem arrumado por Mano Menezes. O técnico e o time sabem das limitações. E lutam o tempo inteiro. Não desistem. É quando a raça resolve. E, para melhorar, alguns jogadores de boa técnica entraram no time ou simplesmente começaram ou voltaram a jogar bem, casos de Lucas, Tcheco, Léo Lima, Hugo e desse ótimo centroavante Rômulo. Evaldo fez 1 a 0 no primeiro tempo. Rômulo, o segundo, na parte final. Grêmio, terceiro colocado (32) 2 x 0 Corinthians (antepenúltimo, 20).

    O Corinthians é uma piada. Agora pode ter um técnico de pulso à beira do campo, mas é só. Leão ainda não foi capaz de acabar com a bagunça tática do time. Ninguém sabe o que fazer. Ninguém sabe como agir. Ninguém sabe quem manda. Quem vem? Quem fica? Mascherano, nervoso, foi expulso. Leão mantém a pose, mas o Corinthians continua uma bagunça. À espera do juízo final: a segundona.

    O Vasco é o Grêmio entre os cariocas. E o Internacional é o São Paulo entre os gaúchos. Como Mano Menezes, Renato Gaúcho sabe que lutar é preciso. Marcar, também. Ser sério, mais ainda. E jogar no erro do adversário, sinal de eficiência. Assim o Vasco soma pontos e vence suas próprias limitações. A vitória de 2 a 1 sobre o Internacional, campeão da Libertadores, no Beira-Rio fecha uma semana inacreditável. Vitória sobre o Santos na Vila, outra em cima do bom Figueirense em casa e mais três pontos hoje. Nove pontos em três jogos. E o time subiu de décimo-segundo para quarto lugar.

    Já o Inter continua com altos-e-baixos pós-Libertadores. Sem Tinga, Jorge Vagner, Rafael Sóbis e Bolívar perde muito. Até merecia sair com um empate, mas, além de competente, o Vasco soube aproveitar suas chances. No primeiro gol, Fabinho falhou feio e Jorge Luis fez 1 a 0. Iarlei empatou com um gol espetacular de bicicleta. E, no segundo tempo, Morais fez um lindo gol. Detalhe sobre o Vasco: o time joga muito melhor, com muito mais velocidade, sem Ramon. E Jean encaixou muito bem com Edílson no ataque. Vasco, quarto, com 32. Inter, com um jogo a menos, sexto, com 31. Ótimo jogo no Beira-Rio.

    No Pinheirão, a segunda derrota consecutiva do Paraná: Juventude 1 a 0, no início do segundo tempo. O time de Caio Junior, também com uma partida a menos, caiu para quinto (31), mas não merece a cruz. Faz uma campanha digna de aplausos e, num campeonato tão longo, são naturais esses altos-e-baixos. Como tem acontecido com o Juventude, de Ivo Wortman. Depois de cinco partidas sem vitória, respirou novamente. É décimo, com 26.

    Quem também respira melhor é o Figueirense, oitavo (boa campanha!), com 30 pontos. O Figueira vinha de três empates seguidos em casa. Nas últimas seis partidas, sua única vitória havia acontecido contra o Corinthians (o que atualmente não conta muito) fora de casa. Hoje fez 2 a 0 no Santa Cruz (Soares e Cícero) e acabou com o trauma. Detalhe: Cícero tem nove gols e é o artilheiro do Brasileirão, junto com Dodô, Souza e Wagner. Com oito, seus dois companheiros de frente: Soares e Schwenck. O time tem 31 gols e 25 deles são desse trio. E o Cobra Coral, infelizmente, segue na lanterna, com 18 pontos.

    Em Campinas, um empate ruim para os dois – aliás, nunca é demais lembrar, quem empata nesse Campeonato Brasileiro gosta de sofrer. Ponte Preta 1 x 1 Palmeiras. A Ponte ficou em décimo-sexto, com 23, na fronteira da zona do rebaixamento. E o Palmeiras segue invicto com Tite, mas poderia ter ficado melhor. Com 26 pontos, é só décimo-primeiro., Está a 12 pontos do São Paulo. Não pega...

    E viva o Botafogo. Dentro de suas limitações ganhou os dois jogos da semana e já está fora da degola: décimo-quinto, com 24. Quarta-feira, venceu o Cruzeiro, em casa. Hoje, com boa atuação derrotou o Fortaleza no Castelão por 3 a 2. Ótimas atuações de Junior César, Zé Roberto, Clayton e Jefferson Feijão, autor do primeiro gol. Reinaldo fez o segundo; Junior César, o terceiro. Finazzi marcou os dois do Fortaleza, penúltimo (20). O Botafogo, de Cuca, merecia essa trégua e paz para arrumar a casa. O Fortaleza poderia ter o mesmo, mas com aquele jeito tenso de Hélio dos Anjos à beira do campo será difícil achar o equilíbrio.

    Para fechar, o quarteto do rebaixamento tem novo integrante: o Goiás. Fruto de 11 jogos sem vitórias. Sua última vitória foi sobre o Corinthians, Está explicado...

  53. 27/08/2006

    Primeiro tombo


    * Primeiro tropeço do Real Madrid. Logo na estréia, em casa, no Campeonato Espanhol. Não vi a partida, mas, pelo minuto a minuto do globoesporte.com, o time ficou devendo. Fabio Capello escalou Casillas, Michel Salgado, Cannavaro, Raúl Bravo e Roberto Carlos; Emerson, Diarra, Beckham (Robinho) e Raúl; Cassano (Guti) e Van Nilsterooy.

    * O Real Madrid passa por uma transição. Da bagunça das últimas temporadas ao conservadorismo tático, porém eficiente, de Fabio Capello. Não é fácil pular de um lado para o outro.

    * Como reserva, Cicinho teve seu passe fixado pelo Real: E$ 8 milhões. Sinal de que Capello não está muito a fim dele.... Sintomático.

    * Vi dois jogos do Espanhol no fim de semana. Gostei do Valencia ontem, contra o Betis. Não apreciei o Atlético de Madrid hoje (1 a 0 no Santander, de Felipe Mello, cheio de pose e, como sempre, sem jogar nada).

    * Amanhã tem Barcelona, em Vigo, contra o Celta. O Barça sem Ronaldinho Gaúcho, machucado. E já começa o seca-seca do Madrid..


    Na Inglaterra, o Chelsea (foto) venceu o Blacklburn fora de casa (2 a 0), gols de Lampard e Drogba e se recuperou da derrota para o Middlesbrough. Mas é quarto. O líder é o Manchester United. Nove pontos. Ganhou todas.

    * Na França, o Marselle ganhou do Le Mans, de Grafitte, e igualou-se ao Lyon na erança. Bamogo e Nyang marcaram e a vantagem atual é do Olympique, com melhor saldo de gols do que o Lyon, de Juninho e Fred. Entendo que esse ano o Campeonato Francês será mais equilibrado.

    * Na Alemanha, os líderes são três: Bayern, Schalke e Nuremberg, com sete pontos.

    * E, na Holanda, quem está na frente é o quarteto Ajax, Heerenveen, Roda e AZ-67: seis pontos. Aposto no Ajax. Time jovem, rápido e a fim de mostrar serviço.

  54. 27/08/2006

    O próximo, por favor

    Giba, Dante, André Nascimento, André Heller, Rodrigão e Ricardinho, Serginho, Anderson, Marcelinho, Murilo, Samuel e Gustavo. Técnico: Bernardinho.

    Essa é a nova versão da máquina de vôlei masculino patenteada pelo Brasil. Um timaço que, entra ano, sai ano, se renova, ganha, emociona e apavora os seus adversários.

    Hoje, em Moscou, virou uma partida espetacular contra a forte França. Perdeu os dois primeiros sets por 2 a 0 (22 x 25 e 23 x 25) e, comandado por Giba e, principalmente, pelo recuperado Gustavo, chegou à vitória com 25/22, 25/23 e 15/ 13. Na soma geral, 110 x 108, o que mostra o equilíbrio total no duelo.

    O Brasil, de Bernardinho, esse treinador inacreditável, é hexacampeão da Liga Mundial. É campeão mundial. É campeão olímpico. Uma máquina. E que enfrentou um time não menos determinado e surpreendente, com gente do talento (e do tamanho) de Ruette, Pujol e Samica. Jogaço. Em o domingo ficou ainda melhor...

    E, definitivamente, o vôlei é o exemplo mais transparente do Brasil que dá certo. E vem mais por aí.

  55. 27/08/2006

    O nome dele é Felipe Massa


    Dá-lhe, Massinha!!!!!

    Que vitória, moleque!!!

    Incontestável, como disse Galvão Bueno, que se emocionou na narração.

    Como todos os brasileiros que gostam da F-1 Gostam de ganhar. Gostam de ser respeitados e morrem, padecem de saudade, de Ayrton Senna, grande e inesquecível herói, e de Nélson Piquet - nunca, jamais, devemos esquecer de Piquet.

    Felipe Massa dominou os treinos, largou na pole e, com braço firme, segurou a ponta por quase toda a prova - descontam -se apenas os momentos de parada.

    E o GP da Turquia foi fantástico também briga dos dois tubarões. Fernando Alonso ficou na frente após um pit-stop mais bem feito na primeira parada e depois foi perfeito. Num pega como nos velhos tempos da F1, Alonso segurou um obstinado Michael Schumacher de forma limpa, emocionante e história. O super-alemão não tem do que reclamar. Foi tudo honesto e leal. E o super-espanhol tem mais que comemorar, pois agora a vantagem que era de 10 pontos passou a ser de 12 pontos. A quatro pontos do fim da temporada.

    Uma corrida fantástica. Como nos velhos tempos. De Senna x Prost; de Piquet x Jones; de Senna x Mansell; de Piquet x Rosberg; de Fittipaldi x Stewart; de Lauda x Petterson... Maravilhosa prova.... Maravilhoso domingo...

    Salve, Massinha. O tema da vitória emociona. Queiram ou não, aquela música arrepia quem tem saudades de uma época inesquecível. Boa sorte, Massinha. O futuro é logo ali.

  56. 26/08/2006

    Quem não faz... Pimba!




    Não deu para ver Fluminense 1 x 2 Atlético Paranaense, na estréia de Antonio Lopes. Apenas pude ouvir. E, pelas ondas do rádio, no relato de Edson Mauro, o Bom de Bola, e comentários de Luis Mendes, o da Palavra Fácil, tirei algumas conclusões. Nenhuma delas definitiva, pois sem ver não dá para avaliar. Só para teorizar:

    1. O Fluminense danou-se de perder gols. E o Atlético Paranaense foi de uma eficiência impressionante.
    2. O mesmo Fluminense não tem quem saiba fazer gols.
    3. Cléber, goleiro do Furacão, não tem nada com isso e fez defesas inacreditáveis.
    4. Concordo com Ant e Emerson (isso após ver outros jogos, não o de hoje): a defesa do Fluminense tem problemas sérios, principalmente na cobertura.
    5. Antonio Lopes mostrou que não é bocó e já tirou Petkovic no meio do jogo.
    6. Ficar seis jogos sem ganhar dentro de casa é demais para um time pensa grande, como o Fluminense.
    7. Está claro de que o problema do Fluminense não era só técnico. Mas ter coragem de mexer no time.
    8. Assim mesmo, o time jogou melhor hoje. E, pelo que consta, merecia melhor sorte.
    9. Sexto, com 29 pontos, o Fluminense pode terminar o domingo em nono.
    10. E o Atlético-PR, após duas vitórias e um empate, já tem 24 pontos (12 lugar). E o time é fraco.
    11. Wallace Nascimento Valente: mais um juiz sem qualidade.
    12. Mais não escrevo. Não vi. E me calo.

    E lá vai o Santos, de Vanderlei Luxemburgo. Com um time mediano, se recuperou bem da derrota em casa para o Vasco. Quarta-feira, empatou com o Santa Cruz, em Recife. Hoje, virou o jogo, na Vila Belmiro, em cima do desintegrado Goiás, de Geninho: 2 a 1, gols de Souza, agora artilheiro, junto com Dodô (9 gols), contra um de Kléber e Carlinhos. O time só melhorou quando Luxemburgo pôs Tabata e Carlinhos em campo. Aí, as peças encaixaram e o Santos alcançou 35, vice-colocado. Já o Goiás... Pobre Goiás... Problemas políticos o derrubam nessa temporada. E, com 21 pontos, dificilmente passará a noite de domingo para segunda-feira na zona de rebaixamento. Quem te viu, quem te vê.

    E, no Mineirão, o Cruzeiro voltou a vencer após oito partidas. Ótima atuação de Geovanni, de volta ao clube e vitória resolvida logo no primeiro tempo: 3 a 0, com gols de Gladstone, Élber e Wagner. Que a Raposa fique lúcida pelo resto do Brasileirão. Hoje dorme em quinto, com 30. Mas a tendência é que amanhã caia um pouco. O Azulão, de PC Gusmão, que levou uma sova do ex-clube, continua em 25, na entediante turma da marola.

    Série B

    Terminou hoje o primeiro turno. O campeão do turno foi o Coritiba, que venceu o Avaí hoje (2 a 1) e chegou a 35 pontos. O Náutico (35) está em segundo, por causa do saldo de gols. Em terceiro, o Sport Recife (30) e, em quarto, o Avaí (30). O quarteto estaria classificado hoje para a Série A. O Atlético Mineiro, não. Ficou em sexto na primeira parte da Série B. Deu muito mole em Natal e perdeu por 3 a 2 para o América. Empacou nos 29 pontos, enquanto os potiguares subiram para 25.

    Cairiam hoje: Ceará, Remo, Portuguesa e São Raimundo. Uma pena: forças tradicionais do nosso maltratado futebol.

    A verdade é que...

    ... eu não aguento mais essa lenga-lenga Tevez-Corinthians-Cumbia-MSI-Kia-Dualibi-Leão... Prefiro o horário político.

  57. 26/08/2006

    Por aí...


    • Que jogo louco esse que decidiu a Supercopa da Itália! A Roma fez 3 a 0, deixou a Internazionale empatar e, na prorrogação, Figo marcou um gol de falta, após uma mãozinha de Doni (aquele, ex-Corinthians). Ao invés de ficar na dele, Doni resoilveu jogar para a galera e deu um faniquito com sua barreira. Típico. Apesar do título, Adriano jogou muito mal e foi substituído. Quem entrou bem foi Maicon. Muito bem. Tá voando...

    • Começou o Campeonato Espanhol. E já observei um bom time. Como já acontece há anos, o Valencia está forte. Ganhou de 2 a 1 do Betis num jogo duro, violento e, assim mesmo, como bons momentos de técnica. O Valencia tem Canizares, Ayala, Morientes, Villa, Edu... Ótimo grupo. Fiquem de olho.

    • O líder absoluto na Inglaterra é o Manchester United. Três jogos, três vitórias. Hoje a vítima foi o Watford: 2 a 1, gols de Silvestre (fraquinho...) e Ryan Giggs (600 jogos com a camisa dos Red Devils). Decepção da rodada e Premier League até agora é o Arsenal. Na primeira rodada, empatou com o Aston Villa. Hoje, perdeu para o Manchester City. Destaque para a vitória pálida do Liverpool sobre o West Ham (2 a 1). E hoje tem Balckburn x Chelsea. Vamos ver se os rapazes de Mourinho saberão superar a derrota para o Middlesbrough no fim de semana.

    • Foi surpreendente a derrota do Werder Bremen para o Schalke ontem, em Gelsenkirchen: 2 x 0. O Schalke tem um time chatinho. Kevin Kurany joga no ataque (fez o primeiro gol). A referência no meio é Lincoln, ex-Galo. E a rodada foi tão boa para o Schalke que hoje, em Munique, Bayern e Nuremberg empataram em 0 a 0 e a Bundesliga ficou toda equilibrada. Schalke, Nuremberg e Bayern, com sete pontos. Borussia e Werder, com seis. Hamburgo e Mainz, caso vençam suas partidas de domingo, pode se juntar ao pelotão da frente. E Juan (foto) fez o gol do Leverkusen no empate em 1 a 1 com o Wolfsburg. Vai mal o Leverkusen..

    • Susto em Nice. O time da casa fez 1 a 0, mas o Lyon virou com autoridade: 4 a 1, mas desta vez sem gol brasileiro. Malouda (foto), dois de Benzema e um de Tiago. O Lyon, de Fred, Juninho Pernambucano, Caçapa e Cris, já é líder, com dez pontos e segue firme em busca do histórico hexa. Falta ser grande também na Liga dos Campeões. Mas amanhã deve ter algum companheiro com quem dividir a liderança. Le Mans, de Grafite, e Marselle jogam no Velodrome. Quem ganhar pula para primeiro. Se empatarem dão as mãos e ficam em segundo.

    • Em Portugal, a confusão segue forte. Mas, quando dá para ter jogo, a coisa funciona direitinho. Ontem, Porto 2 x 1 Leiria (foto). Gol de Adriano Louzada e de Quaresma, após passe do emergente Ânderson, ex-Grêmio. Deivid, em sua despedida, marcou dois gols pelo Sporting. E Jardel (meu Deus!) marcou pelo Boavista! Comenta, Ricardo Pt!



    • E a bolsa de craques continua agitada na Europa. Anota aí, com a colaboração de Breno Galvão, Emerson Gonçalves e Lucas Chiari:

    - O Fenerbahce não pára. Os turcos vieram a BH e contrataram Edu Dracena para fazer zaga com Lugano. Preço: E$ 5,7 milhões (o Cruzeiro fica só com a metade). E Zico ganha uma retaguarda de respeito.

    - Os turcos também tiraram o centroavante Kezman, do Atlético de Madrid. E$ 9 milhões. E não patrou aí. Deivid, o bom Deivid, foi contratado ao Sporting Club de Portugal. Zico vai se esbaldar!

    - Enquanto Fabio Capello dá um prazo de 30 dias para Ronaldo entrar em forma, a cartolagem anunciar o interesse em Alex, do PSV. Que defesa, hein? Cannavaro e Alex...

    - E o Bayern Munique tira o holandês Van Bommel do Barcelona. É como o atual time alemão: sem sal.

  58. 26/08/2006

    O Brasil que dá certo


    Não sou nem um pouco patropi. Ainda mais em assuntos esportivos. Mas admito que a Seleção de Bernardinho me gera orgulho de ser brasileiro. Não pelo simples ato patriota-clichê. Apenas pela confirmação de que esse país pode formar gerações vencedoras, sérias e profissionais. O vôlei masculino é o Brasil que dá certo. Um raro exemplo numa nação continental e cheia de mazelas, incoerências e talentos desperdiçados. É um exemplo.

    A semifinal contra os russos hoje atrapalhou o almoço de todos, mas duvido que alguém tenha reclamado. Um jogaço. Brasil 3 x 1 Rússia, com incríveis 25/19, 25/19, 27/29 e 29/27. O Brasil está na final de amanhã, contra a França. E busca do hexa na Liga Mundial. Mas, por favor, não me venham com essa papo de revanche da Copa do Mundo. Não tem, absolutamente, nada a ver. Menos, por favor. Se é que vocês me entendem...

  59. 25/08/2006

    Operação Seca-Pimenteira


    Estou curioso em saber qual será a postura da famosa turma do arco-íris, domingo, no Maracanã. Os habituais secadores de plantão conseguirão torcer pela vitória do Flamengo sobre o São Paulo? Mais três pontos para os vice-campeões da Libertadores só interessam ao próprio clube paulista. Com um jogo a menos, o São Paulo é líder absoluto do Campeonato Brasileiro com 37 pontos, a cinco do Santos, segundo colocado. Tudo bem: Paraná e Inter, terceiro e quarto colocados, com 31, também têm um jogo a menos e até podem encostar. Mas não tem jeito. Na prática, quem deseja ver emoção na luta pelo título nesse Brasileirão até o fim, deve começar a Operação Seca-Pimenteira desde já. A não ser que o torcedor não suporte tal provação, chute o espírito competitivo para o alto e siga fiel à turma do arco-íris.

    Enfim, teremos um bom clássico no Maracanã. Provavelmente de casa cheia. Outra partida bem interessante na abertura do returno será disputada no Beira-Rio entre o forte Internacional e o surpreendente Vasco. Também teremos casa cheia. Os gaúchos têm que vencer, sob pena de verem São Paulo sumir na poeira. E o Vasco, em caso de vitória, pode até terminar a rodada em terceiro. Depende, claro, de outros resultados.

    Não acredito, porém, que o Vasco suba muito, mesmo que vença. Santos, segundo, e Paraná, terceiro, têm jogos relativamente tranqüilos, contra Goiás e Juventude, respectivamente. Ambos em casa. Já o Fluminense pode galgar parâmetros, como diria o famoso filósofo lazaônico. Amanhã. na estréia do Professor Lopes, enfrenta o Atlético Parananese, em casa. Com uma vitória, obrigatória, terminaria o sábado em terceiro e partiria para a secação no domingo.

    Domingo de grande público também no Pacaembu. Corinthians x Grêmio. Se vencer, o Corinthians (décimo-oitavo) tem boa possibilidades de deixar a zona de rebaixamento. Se perder, só Deus sabe. E o Grêmio, quinto com 29, luta para crescer ainda mais e surpreender a cada dia mais torcedores incrédulos com sua ótima campanha. Os outros quatro jogos reúnes equipes em busca da recuperação contra outra que querem subir ainda mais ou simplesmente parar de descer: Cruzeiro x São Caetano, Figueirense x Santa Cruz, Ponte Preta x Palmeiras e Fortaleza x Botafogo.

    Uma rodada interessantíssima, onde, tão importante quanto ganhar, será preciso secar. E muito. E fiquem com Marina Ximenes, a musa da nossa sexta-feira, e, homenagem para Lilu, com Francesco Totti, craque da Roma.

    Ciao!

    Sevilha campeão

    O Barça jogou mal; o Sevilha, muito. E, mais ainda, Daniel Alves, Renato e Luís Fabiano. Resultado: 3 a 0 e o Sevilha é campeão da Supercopa da Eurocopa. Com gol de Renato. E Ronaldinho Gaúcho ficou irritadíssimo com Daniel Alves. Como diria o Danadinho, joguinho gostosinho para uma sexta-feira à tarde. Viram só? O Barça é bom pacas, mas dá para ganhar! Alô, Internacional...

  60. 25/08/2006

    Treme, Kremlin


    Não interessa que foi um amistoso de luxo. No vôlei, ganhar da Rússia e da Itália vale tanto quando derrotar a Argentina no futebol. E o time de Bernardinho nem quis saber se o que vale é amanhä: 3 a 2, em plena Moscou, com parciais de 15/25, 25/18, 13/25, 26/24 e 15/12. Foi uma partida bem disputada, emocionante, mais marcada pelo "mocó" dos treinadores. Alguns reservas em quadra, já que o importante mesmo é a semifinal desse sábado, às 12 horas. O outro semifinalista sairá do confronto entre França e Bulgária. Meu palpites. A final será entre Brasil e Bulgária, que nos venceu por 3 a 0 na estréia. Os russos são fregueses e têm sido acometidos por um amarelão contra o Brasil tão constrangedor que atiça até o Kremlin. Bem... Eu gosto de futebol, tênis e F1. Mas é ótimo ver um jogo de vôlei quando há equilíbrio. Mesmo que o Brasil ganhe sempre. E rumo ao hexa (que frase mais Zagallesca...)

  61. 25/08/2006

    Toféu Babalorixá- 2006 (20² rodada)



    Olá, pessoal. Ian Senna abriu o olho. E já temos o resultado acumulado do nosso bolão, após as duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Como de praxe esse post conta com: resultados parciais, planilha completa e palpites do fim de semana. E, como sempre, peço para que só deixem esse espaço para os palpites. Outros temas, por favor, nos futuros posts e no publicado aqui embaixo. E não esqueça de escalar a sua seleção do primeiro turno. Dois textos abaixo, onde está o pôster do filme Onze homens e um segredo. Boa sorte.

    Resultado parcial

    88 pontos
    João Luiz Hollanda

    87 pontos
    Romino Junior

    84 pontos
    Luiz Gomes
    Rafael Di Iulio Ilarri

    83 pontos
    Ricardo Badan

    82 pontos
    Daniel de Pinho

    81 pontos
    Thiago Chelappa
    Vitor Hugo Ferreira
    Cesar Augusto Marques Ferreira

    80 pontos
    André Gusmã
    José Guilherme Gomes Villaça
    Leonardo Gama

    79 pontos
    Henrique Badan
    J R Cairo

    78 pontos
    Pedro Henrique Rebello de Mendonça

    77 pontos
    Emerson Gonçalves
    Otavio CRF

    76 pontos
    Flavio Bethlem Monteiro

    75 pontos
    Rodrigo Hoffmann Herd
    Rodrigo Santos
    M. Sanches
    Eduardo Garcia

    Clique aqui para ter acesso à planilha completa: Planilha babalorixa 2006 rodada 19.xls

    Palpitolândia

    Fluminense x Atlético-PR (Flu)
    Santos x Goiás (Santos)
    Cruzeiro x São Caetano (Cruzeiro)
    Internacional x Vasco (Inter)
    Paraná x Juventude (Paraná)
    Flamengo x São Paulo (SP)
    Corinthians x Grêmio (Grêmio)
    Figueirense x Santa Cruz (Figueira)
    Ponte Preta x Palmeiras (Palmeiras)
    Fortaleza x Botafogo (Botafogo)

    Jogo Aberto no Orkut

    Dona Norma sugeriu e dou força. Vamos turbinar a nossa comunidade no orkut. Vou pôs alguns temas lá para debate também. O endereço é: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5678083

    Aquele abraço.

  62. 25/08/2006

    Ronaldo fica


    Deu agora na Gazzetta dello Sport: "L'A.C. Milan comunica che la trattativa per il possibile trasferimento di Ronaldo deve considerarsi definitivamente tramontata".Traduzindo: O Milan comunica que as negociações pela possível transferência de Ronaldo devem ser consideradas definitivamente encerradas". As causas, conta a reportagem, são a intransigência do Real de pedir E$ 25 milhões por Ronnie (como os italianos chamam o atacante) e uma teimosia dos madrilenhos de incluirem uma cláusula que envolveria uma futura transferência de Kaká. Enquanto, Adriano Galliani, cartola milanês, já se mandou para Sevilha a fim de fechar com Ricardo Oliveira e, claro, com o Bétis. Com todo respeito ao Fenômeno, mais barato, mais jovem e mais magro.

  63. 24/08/2006

    Quinta de primeira!

    Por motivos de força maior, como diria o locutor, não pude ver a vitória do São Paulo sobre o excelente Paraná, no Morumbi. Porém é evidente que o placar final (3 a 2), conquistado após duas viradas do time paulista, só reforça o quanto foi complicada essa partida que rendeu a Muricy Ramalho & Cia o simbólico título do primeiro turno. Uma vantagem que hoje é folgada (cinco pontos de vantagem em relação ao Santos, vice, com um jogo a mais: 37 a 32) e que pode aumentar ou diminuir, dependendo dos jogos que ficaram para serem disputados no dia 30 de setembro: Atlético-PR x São Paulo e Paraná x Internacional. Esses dois últimos estão com 31 pontos (terceiro e quarto, respectivamente). Ou seja, a classificação ficou banguela, mas pelo menos foi um motivo justo, e não por uma lambança causada por um Edílson da vida... Se é que vocês me entendem.

    Deixo para Emerson Gonçalves, de bandeira em punho no Morumbi, fazer considerações mais detalhadas. Mas foi duro, hein? Beto, 1 a 0; Aloísio, 1 a 1, tudo isso com seis minutos de jogo. Depois, aos 21, Leonardo fez 2 a 1 para os paranistas. A coisa ficou preta e Muricy sacou quem anda emperrando a máquina: saíram Souza e Danilo para a entrada de Lenílson e Thiago. Como na final da Libertadores, o São Paulo cresceu. Empatou com Leandro (22’) e virou com Alex Silva (31’). Enfim, o São Paulo mostra que está mais vivo e ligado do que nunca, mesmo após o trauma do Beira-Rio. É favorito ao tetracampeonato nacional, título que não vê há 15 anos. E o Paraná é uma agradabilíssima surpresa nesse Campeonato Brasileiro sem estrelas e artilheiros, mas recheado de equilíbrio.

    Em São Januário, uma partida bem disputada, equilibrada e vencida, nos detalhes, pelo Vasco: 3 a 1 no Figueirense. Bem montado por Renato Gaúcho, sem o brilho de sempre, mas focado e com seriedade, o time sofreu, mas fez o resultado. A vitória foi justa, apesar de que os catarinenses poderiam até ter empatado. Houve chances para os dois lados, porém coube aos vascaínos serem mais competentes no objetivo básico do futebol: gol (duh!).

    O Vasco foi melhor no primeiro tempo. E Abedi fez 1 a 0 aos 12 minutos. O Figueira toca muito bem a bola, tem jogadores habilidosos e chegou ao empate aos 30, com Schwenck (oitavo gol no Brasileiro). No segundo tempo, o Vasco voltou a ser superior no início e tomou mais à frente das ações. Até que Jean fez ótima jogada pela esquerda e marcou bonito gol, seu primeiro com a camisa do clube. Eram 22 minutos. O Figueira, time de personalidade, não desanimou e cansou de perder gols. Enquanto isso, o Vasco era perigoso nos contra-ataques. E foi assim que, no finalzinho, Faioli se atrapalhou todo mas fez o terceiro.

    Parabéns para os dois times. Para o Vasco, por fazer milagre com um time limitado e que termina o primeiro turno em sétimo, numa posição confortabilíssima, com incríveis 29 pontos. E o Figueira, com ou sem o dedo de Waldemar Lemos, também merece aplausos. É nono, com 27. Ambos estão na zona da Sul-Americana e vêem a briga pelo rebaixamento de binóculos. Luxo!

    E batam palmas também para esse surpreendente Grêmio. Com portões fechados, no Centenário, em Caxias do Sul, ganhou fácil do Fortaleza (4 a 1, gols de Léo Lima – olha ele aí! -, Hugo, Rômulo – ótimo – e Hererra – matador). Sabe em que posição terminou o time gaúcho no primeiro turno? Em quinto, com 29 pontos. E estaria classificado para Libertadores-2006, pois o Inter, já garantido pelo título conquistado, abriria uma vaga a mais. Veja só como é a vida. Salve, salve, o Grêmio. O time de Mano Menezes, o técnico há mais tempo no cargo num grande time do futebol brasileiro. Viu só como é bom ter planejamento? E, bem ou mal, o Vasco, de Renato Gaúcho, segue essa tendência.


    Clique aqui ( http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/0,,4276,00.htmlpara acessar a classificação completa do Campeonato Brasileiro e não esqueça de, no post abaixo, escalar a sua seleção do primeiro turno.

    E viva Niterói, a cada dia mais bela, esfuziante e cheia de charme.

  64. 24/08/2006

    Onze eleitos e um treinador


    Conforme o combinado, vamos à Seleção dos melhores do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Simples: apenas os 11 titulares e o técnico. Até segunda-feira, Uran Senna fará o cômputo geral e divulgarei o time do Jogo Aberto. O meu time: Diego Cavalieri, Ângelo, EdCarlos, Edu Dracena e Júnior; Maldonado, Mineiro, Renato Pelé e Maicosuel; Cícero e Fernandão. Técnico: Caio Júnior.

    • Boa matéria do repórter Giuliano Villa Nova, do Estado de São Paulo, sobre o poder de fogo do São Paulo. Em toda temporada, Rogério Ceni, Danilo e Thiago têm 12 gols; Alex Dias, 11; Aloísio e Ricardo Oliveira, seis. Não há um artilheiro destacado. É bonito, ok. Mas acredito que seja um defeito. E que, reforço mais uma vez, se estende por todo futebol brasileiro. Não há bons goleadores no país. Dodô ainda é o artilheiro do Brasileirão, com nove gols. E já tivemos 19 rodadas. Há muito tempo o país não passava por uma carência tão grande de bons camisas 9. Chato....

    • O Cruzeiro está muito perto de fechar com Gabriel, ex-Fluminense. Para o atual momento do time, que não é forte, e vive às voltas com jogadores lesionados e suspensos, é um bom investimento. Agora, Gabriel tem que vir focado. Se vier já com a cabeça na volta, é melhor ficar onde está.

    • Aos tricolores cariocas: a segunda opção do clube, caso não fechasse com Antonio Lopes, era Carlos Alberto Torres, o Capitã do Tri. E “vamu-lá-que-dá”.

    • Cantei a pedra aqui há um mês. O São Paulo vai contratar Dagoberto. Quem mais quer é o jogador. E, durante esse tempo, nenhum outro clube se manifestou e foi à luta. Ponto.

    • Não vou discutir, por não conhecer a fundo a legislação eleitoral, a impugnação da candidatura de Eurico Miranda para deputado federal pelo PP. Mas a decisão do TRE enfraquece ainda mais o nome do presidente do Vasco para as eleições no clube, em novembro. A pergunta é: a oposição, com Roberto Dinamite à frente, têm força par aproveitar esse momento? Hoje eu diria que não. O pleito acontece em novembro e eu conto um pouco desses bastidores numa matéria publicada na Revista Placar, a partir de hoje nas bancas.

  65. 24/08/2006

    Champions League


    A bolinha não era gelada. E muita gente congelou após o sorteio dos grupos para a fase inicial da Champions League. Barcelona x Chelsea, a revanche. Os dois se cruzarão mais uma vez na temporada. Em 2004-2005, os ingleses eliminaram os espanhóis. No ano seguinte, o inverso. Agora, o embate vem logo no início. Mas, como só se classificam dois por chave, é bom ficarem de olho. A terceira força da chave é o Werder Bremen, de Frings, Klose e Diego, na minha opinião o melhor time alemão da temporada. Superior, inclusive, ao Bayern.O Grupo B também é difícil é equilibrado, com Internazionale, Bayern Munique, Sporting Lisboa e Spartak Moscou. Vida fácil mesmo quem teve foi o Milan (é bom esse Berlusconi). Olha só que carne assada: Milan, Lille, AEK Athenas e Anderlecht. Bom, seguem os grupos. Em negrito, meus favoritos para as vagas por grupo:

    Grupo A: Barcelona, Chelsea, Werder Bremen, Levski Sofia.
    Grupo B: Internazionale, Bayern Munich, Sporting Lisbon, Spartak Moscow .
    Group C: Liverpool, PSV Eindhoven, Bordeaux, Galatasaray.
    Grupo D: Valencia, Roma, Olympiakos, Shakhtar Donetsk.
    Grupo E: Real Madrid, Lyon, Steaua Bucharest, Dynamo Kiev.
    Grupo F: Manchester United, Celtic, Benfica, FC Copenhagen.
    Grupo G: Arsenal, Porto, CSKA Moscou, FC Hamburg.
    Grupo H: Milan, Lille, AEK Athens, Anderlecht.

    • A bolsa segue aberta: ainda não houve acerto entre Milan e Real Madrid por Ronaldo. E os italianos avisam que querem Robinho também. Não levam. Mas, segundo reportagem do amigo Luis Henrique Romaholli, aqui do globoesporte.com, o negócio com Ronaldo já está fechado e o contrato terá duração de cinco anos. Clique aqui para ler a matéria: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1253942-4840,00.html. O Roma anuncia interesse em Tevez. O Arsenal, em Mascherano. É só chegar. Eles estão loucos para ir. Na verdade, Tevez já até foi.

    • E amanhã o Barcelona pode ganhar o seu segundo título na temporada. Disputa a Supercopa da Europa, em Mônaco, contra o Sevilha, campeão da Copa da Uefa. Para quem tiver curiosidade, as escalações:

    Barcelona: Victor Váldes, Belletti, Puyol, Rafa Márquez e Van Bronkhorst; Motta, Xavi, Deco e Messi; Ronaldinho Gaúcho e Eto’o.

    Sevilha: Palop, Daniel Alves, Javi Navarro, Escude e David; Renato (ex-Santos), Pulsen, Navas, Kanouté e Adriano (ex-Coriitba); Luís Fabiano.

    Sou Barcelona e dou um gol de vantagem.

  66. 24/08/2006

    Madrugada da vergonha


    A pior campanha do basquete masculino brasileiro teve hoje o seu ultimo capítulo. Cinco jogos, quatro derrotas. O time de Lula Ferreira só ganhou do Catar, café-com-leite. Hoje, claro, perdeu para a Lituânia (79 a 74). Infelizmente, o problema dessa modalidade são claros. Há um desmando escancarado na administração. Quem manda não sabe. Não tem planejamento e não tem respaldo dos jogadores. Quem joga, não tem compromisso, não tem foco e não tem tesão pela causa. A cara de paisagem da maioria dos jogadores após mais esse fiasco de madrugada foi cristalina. Para a maioria, apenas mais uma derrota. Nada além disso. E a CBB já avisou que o trabalho foi bem-feito e que nada vai mudar. É o compromisso claro com a derrota. E, podem anotar, mais uma participação em Olimpíadas virará miragem. Uma pena...

    Enquanto isso, a Seleção de Bernardinho pôs uma pedra sobre a decepcionante derrota na estréia contra a Bulgária na fase final da Liga Mundial e ganhou seu oitavo jogo seguido contra a Itália. Amanhã é a Rússia. Podemos até perder, pois os caras jogam em casa, mas uma coisa eu garanto que não faltará: vergonha na cara.E, como na Copa, fomos mais uma vez alvos do Olé... Dá mole, o diário argentino aproveita. Cesta deles.

  67. 23/08/2006

    E lá vem o Professor...


    E como diria o Dellyo... E agora, Josué? Perdeu o jogo e o emprego. Antonio Lopes, como já havíamos anunciado, é o novo técnico do Fluminense. O Professor, ex-delegado, marido de Dona Elza, pai de Lopes Junior, volta às Laranjeiras após 19 anos. Treinou o time em 1987, ainda na época de Assis, Washington, Branco, Paulo Vítor, Tato e Jandir... Não foi bem... Mas com certeza ficou mais tempo que Josué, o meteoro.... Resta saber duas coisas: com que camisa Lopes chega e se ele aceitrá os costumeiros pitacos do patrocinador.

    Pois é. O Palmeiras fez um Fluminense de gato-e-sapato no Parque Antarctica. Ganhou quando e como quis. Foi o clássico entre um time invicto há nove jogos (seis vitórias e três empates, sem saber o que é derrota desde o fim da Copa) e outro totalmente desfigurado, sem comando, entregue à vaidade de algumas estrelas decadentes e ao desmando dos administradores. Placar final do paradoxo: Palmeiras 3 x 0 Fluminense. Sem discussão. Um terecoteco acima de qualquer suspeita.

    O Palmeiras termina o primeiro turno com 25 pontos, por enquanto na décima posição. O Fluminense, com 29, ainda é quinto, mas tem grandes chances de perder esse posto amanhã – depende de outros resultados. Um atropelamento no Parque Antarctica. Logo aos sete minutos, Paulo Baier cruzou, a defesa olhou e Nem fez, de cabeça, 1 a 0. Aos 24m, Francis entrou livre e tocou na saída de Diego: 2 a 0. Quer mais? Dez minutos depois, Romeu, fraquíssimo, foi expulso.

    O jogo estava decidido. Josué Teixeira olha e nada.... Tirou Fernando Silva, o garoto que ele soltou na fogueira e lançou Radamés. Nada. Evando na vaga de Beto, o atacante que ele também tirou da prateleira. Nada. Ou melhor: gol do Palmeiras. Juninho Paulista, aos 22 minutos. Terecoteco com placar clássico. E mais um técnico fica com cara de paisagem no futebol brasileiro. E agora, Josué? Que sirva de lição... E lá vem o Professor... Abre o olho, Pet.

    Em Goiânia...


    Tudo começou com mais uma bela apresentação de Fernandão. Comandava o Inter de forma soberba. Com 10 minutos, pulou, de peixinho, e fez 1 a 0. E o Colorado não fez mais em cima do Goiás por puro detalhe. Fim do primeiro tempo. E parecia que ficaria mais fácil. Aos quatro do segundo, Rafael Dias foi expulso. Mas Rubens Cardoso fez a mesma bobagem e também levou o vermelho. Fernandão corrigiu a asneira: 2 a 0, aos 18 minutos.

    Só que Fernandão não pode evitar que seus companheiros façam bobagem. Ediglê também foi expulso. Aí, o Inter teve que recuar. E o Goiás, sem vencer há dez partidas, foi com tudo. No abafa. Aos 39m, Vítor acertou canudo de fora da área: 2 a 1. E, no sufoco, no “vamu-lá-que-dá”, Luciano Almeida empatou aos 43m. O Goiás arrancou um pontinho com o 2 a 2. Para as circunstâncias da partida foi bom. Mas para a classificação do time no CB, péssimo: décimo-sexto, com 21, na porta do rebaixamento. E o Inter também se lamenta. Com um jogo a menos, é quarto, com 31. Mas poderia ter 33. Se houvesse mais 10 Fernandões... Pelo menos hoje.

    Na Arena...

    Nada vi de Atlético Paranaense 3 x 0 Ponte Preta. Resultado normal, apesar de não achar bom esse time do Furacão e considerar que brigará para não cair. Mas como a Ponte também é medíocre, o placar foi meio óbvio, gols de Ferreira, Marco Aurélio e Válber. Bom para os donos da casa. Com um jogo a menos, pularam para décimo-quinto (21). E a Macaca ficou um andar acima, com 22).

    No Maracanã...

    Consegui ver boa parte da vitória do Botafogo sobre o Cruzeiro por 1 a 0, gol de Clayton. Não foi uma boa partida. Movimentada, porém pobre, como a maioria disputada nesse Campeonato Brasileiro. O resultado mais correto seria o empate. Mas uma hora a sorte teria que sorrir (perdão pela frase feita) para os alvinegros. Venceram, chegaram a 21 pontos, melhoraram a vida, mas ainda não conseguiram sair da zona do rebaixamento. Mas é questão de detalhe. Um pontinho....

    Jogo equilibrado o tempo todo, mas o Cruzeiro teve mais chances de gols. Apesar de ter tido um jogador, Élson, merecidamente expulso logo no primeiro tempo. Ele pode não ter acertado o tapa em Zé Roberto, mas a intenção já é motivo de expulsão. Está nas recomendações da Fifa. Para piorar, Wagner, o bom apoiador da Raposa, perdeu um dos gols mais feitos de todos os tempos. Até que Clayton achou o gol no fim do primeiro tempo.

    No segundo tempo, o equilíbrio continuou. E Héber Roberto Lopes deu uma mãozinha ao Botafogo ao não marcar pênalti de Lopes em Diogo. O jogo seguiu. Com um Cruzeiro desesperado, sem ganhar a rodada, e um Botafogo louco para segurar a vitória. Conseguiu. Paz momentânea em General Severiano. E, com time desfigurado ou não, arde em chamas a Toca da Raposa. Que fase, Oswaldinho... E o Cruzeiro, com 27 pontos, ainda é sexto. Só nesse Brasileirão mesmo.


    Em Caxias do Sul...

    E como Tevez fez falta... O Corinthians não jogou nada em Caxias do Sul. Levou sufoco do Juventude. Mas os gaúchos abusaram do direito de perder gols. Erraram demais. Já é difícil criar. Quando fazem, erram nas conclusões. Christian, Leandrinho, Alexandre, Márcio Azevedo... Marcelo fez boas defesas e segurou a barra. Trocar Roger e Nadson por Rafael Moura e Renato adiantou pouco. O Corinthians só teve uma chance, com Gustavo Nery, que mostrou que fazer gol não é com ele. E o 0 a 0 ficou atolado no placar. Péssimo para os dois.

    O Corinthians, ainda invicto com Emerson Leão – três jogos, duas vitórias e um empate -, segue no buraco da degola: é antepenúltimo, com 20 pontos, mas pode cair mais hoje, dependendo do resultado do Fortaleza contra Grêmio. E o Juventude, que não engrena, continua em décimo-terceiro, com 23. Já vi times melhores em Caxias do Sul.


    E no Anacleto....


    Um empate que caiu dos céus para o Flamengo no ABC. O time não jogou bem. Não mesmo. Todo desarrumado e com os velhos problemas na defesa e no ataque. Por outro lado, o São Caetano, mais solto e rápido do que de costume, levava perigo. Principalmente com Élton, aquele baixinho invocado, lançado por Antonio Lopes no Corinthians. Mas o Azulão era arisco, mas não marcava. E como diria o poeta, “quem não faz, leva”.

    Bom, poetinha. É falta, na entrada da área... Adivinha quem vai bater. É Renato... Gol! Com a ajuda de Mauro, sempre inseguro. Alguns minutos depois, a bola sobra para Gustavo, aquele bom centroavante revelado pelo Glória, de Vacaria, e que fez bom Brasileirão pelo Inter ano passado. Ele ajeitou com a mão e empatou: 1 a 1. Diz aí, Titio Mario Vianna:

    - Lamano! Cadê o eco? Lamano... Gol i-le-gal!

    Tá certo, Titio. E no segundo tempo, logo aos três minutos, Diego rebateu de novo para a frente. No rebote, Fernando, sempre desastrado, se atrapalhou todo e Gustavo fez 2 a 1. o Flamengo não jogava nada. Só corria. Até que veio outra falta na entrada da área. Adivinha que foi bater. Renato. E gol. Golaço: 2 a 2. O Azulão é décimo-primeiro (25), enquanto o Flamengo fica em décimo-terceiro (23). Mais uma vez, como todo empate, ruim para os dois. Mas menos mal para os rubro-negros. Ah, antes que me esqueça: o jogo provou mais uma vez o quanto Wilson de Souza Mendonça é ruim. Cruzes...


    E, finalmente, no Arruda...

    Infelizmente não sou um ser clonado e não deu para ver Santa Cruz 1 x 1 Santos. Então, deixo os blogueiros presentes ao Arruda ou aboletados à frente da TV à vontade para pitacar. O Peixe, vice-líder, com 32 pontos, fez 1 a 0, com André. Mas, no segundo tempo, Júnior Maranhão acertou uma bomba de fora da área e empatou. Como o Cobra Coral faz gols (e bonitos) de fora da área! Incrível. Merecedor de aplausos. Ter coragem de chutar é algo que poucos têm hoje em dia. Mas o resultado final foi mau negócio para os pernambucanos. Terminaram o primeiro turno em último, com 18 pontos. Reage, Santa!.

    Convite

    Amanhã, no Velho Armazem, em Niterói, mais um encontro do Jogo Aberto. Todos estão convidados. Xaruto vai levar a televisão para todos verem os jogos. Abraços.

  68. 23/08/2006

    Que gozada!

    A quarta-feira em notas:

    • Pelo Troféu Santiago Bernabeu, o Real Madrid venceu o Anderlecht por 2 a 1. Sabem quem marcou, duas vezes? Ruud Van Nilsterooy. Por sinal, Capello escalou o holand%es, Diarra, Cannavaro, Emerson e Roberto Carlos... Mas sacou Cicinho e, como sempre, Robinho e Julio Baptista. O time: Casillas; Míchel Salgado, Sergio Ramos, Cannavaro e Roberto Carlos; Emerson, Diarra; Beckham e Raúl, Cassano e Van Nistelrooy.

    • Desse jeito, Ronaldo terá que ir mesmo para o Milan. Ou então se conformar com o banco. A proposta do Milan já está na mesa: E$ 22 milhões. O Real pede E$ 25 milhões. Aperta daqui, tira dali, o negócio deve sair. E, sinceramente, acho que será bom para Ronaldo. Ele precisa sair imediatamente de Madrid. Se é que vocês me entendem...

    • Liga dos Campeões: uma tragédia para o planejamento do Fenerbahce, de Zico, a eliminação, em casa, para o Dínamo de Kiev. O clube se reforçou muito para a fase final da Liga dos Campeões – Lugano foi só um exemplo – e fica de fora. Terá que se contentar com a Copa da Uefa. Quem também fica de fora é o Ajax, eliminado pelo Copenhague. O Arsenal passou e segue. Assim como o CSKA: 2 a 1 Ruzomberok, com gols de quem? Quem? Vagner Love e Daniel Carvalho.

    • Tudo vai bem dentro do campo para o Barcelona. Mas, fora, o presidente Juan Laporta anda com a língua afiada e irrita o técnico Frank Rijkaard. O cartola avisou que o Barça vai ganhar os sete títulos da temporada. Um lunático. Enquanto isso, o El Mundo Deportivo comemora. Com certo, digamos, exagero.... Vejam a capa da edição de hoje...

    • Zebra no Campeonato Inglês: o Chelsea começou na frente, gol de Shevchenko, mas parou no segundo tempo e tomou dois gols do Middlesbrough: o da vitória, marcado pelo australiano Viduka, no último minuto. O líder, com boas atuações e um ataque impecável, é o Manchester United. Na estréia, 5 a 1. Hoje, 3 a 0 no Charlton, com gols de Saha, Fletcher e Solskjaer. Está lisinho o time dos Red Devils.

    • Ah, o Vasco vai trazer Romário de novo? Gol mil? Que soninho....

    • Jogão amanhã no Morumbi: São Paulo x Paraná... Vale a pena...

    • O basquete perdeu mais uma. Erraram quase todos os lances livres? Precisa ganhar da Lituânia? Não me pega mais...

    • O que? A seleção de vôlei masculino perdeu por 3 a 0 na estréia da Liga Mundial para o saque-pancada da Bulgária? A invencibilidade de 22 partidas se foi? Mero acidente. Hoje, contra a Itália, Bernardinho recolocará tudo nos trilhos... Bem... É o que imagino... Amém...

  69. 23/08/2006

    Tá com saudade?

    Para quem, como o nobre Fernando Xaruto, tem alguma curiosidade de saber o que tem feito da vida o Senhor Edílson Pereira de Carvalho, o homem que estragou o Campeonato Brasileiro do ano passado e até agora não sei porque não está vendo o sol nascer quadrado, basta clicar aqui http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1253291-4274,00.html e se deliciar com as novas atividades do cidadão. A reportagem é de Marcos Felipe, do globoesporte.com. E o pior de tudo: deve ter gente que se interessa e faz negócio com o dito cujo. O ser humano é mesmo um equívoco.

  70. 22/08/2006

    O que você faria?

    • O filme ao lado, “El Método”, recebeu no Brasil o título “O que você faria?” . Pois bem. Casa bem com as últimas do futebol, do basquete do vôlei... O que fazer? Como? Onde? Por que?

    • O Barcelona sabe o que fazer há muito tempo. A atuação na goleada de 4 a 0 sobre o não tão forte Bayern Munique, no Camp Nou, pelo Troféu Juan Gamper foi espetacular. Irretocável. Um banho de bola. Como já acontecera domingo, contra o Español. Ronaldinho Gaúcho, de falta, dois de Eto’o e um de Saviola. Esses foram os artilheiros. Pobre Oliver Kahn. Antes da partida, a apresentação oficial dos jogadores, com pompa e circunstância, para delírio dos torcedores. Uma aula de futebol e organização. Invejável.

    • Muita gente precisa saber o que fazer na rodada de hoje do Campeonato Brasileiro. Não há uma partida que não interesse. Nenhuma. Vale liderança, encurtar a distância da mesma, subir, não descer, evitar a queda, fugir da degola. A rodada pode remexer toda tabela de classificação. A conferir.

    • O Real Madrid precisa saber definitivamente que o Milan não é otário e não vai liberar Kaká. E o Real precisa para de fingir que Ronaldo é quem deseja ir para Milão. É a fome com a vontade de comer: o Real quer vender; o ex-Fenômeno quer ir; e os italianos topam. Non troppo.

    • O que vou fazer amanhã cedo? Ver a estréia do vôlei masculino na fase final da Liga Mundial contra a Bulgária ou torcer mais uma vez pela Seleção de Basquete contra a Grécia? Resposta certa: vôlei. Sem pestanejar.

    • Não dá para acreditar num time que amarela dia sim, dia também. O Brasil perdia por 70 a 69 para a Turquia. Leandrinho tinha dois arremessos a seis segundos, Errou os dois (53% de falhas nos lances livres). Antes disso, Marcelinho Huertas cometeram uma bisonha falta técnica. E quando não tinha que converter o lance livre o outro Marcelinho, o Oscar da vez, arremessou para errar e acertou. Coisa de maluco. Jogamos pouco como sempre. E perdemos como nunca. Derrota com tanta bobagem junta eu nunca vi.

    • Hoje teve jogo pela fase classificatória da Liga dos Campeões. Os poderosos passaram: Liverpool, Hamburgo, Milan, Benfica e Valencia. O poder econômico tem tirado muito da força da zebra. Reparem nesse aspecto.

    • O que a fez a Conaf? Suspendeu o árbitro Paulo Henrique de Godói Bezerra, o mesmo dos 156 erros no jogo entre Corinthians e Botafogo, por três rodadas. Punição óbvia e inócua. Coisa de colégio.

    • E o Botafogo fechou com o atacante Lima (foto), do São Paulo, aquele ex-Coritiba e Atlético-PR. Bom negócio.

    • Uma da Argentina. O novo técnico do Boca Juniors é Ricardo Lavolpe, aquele fumante de bigode que treinou o México na Copa. Fala demais. Vamos ver se dá resultado.

    • O que eu faria se fosse Ricardo Oliveira? Dormiria o sono dos justos, pois duvido que o Betis leve à frente esse ridícula multa de E$ 1 milhões por causa do atraso de uma semana do centroavante. Ridículo.

    • Mais ridículos são esses espanhóis pagarem E$ 3 milhões pelo futebolzinho limitado do centroavante Alecsandro, do Cruzeiro. Que belo negócio fizeram os Perrelas...

    • E pode-se falar tudo, mas Dunga tem feito o certo: trabalhado. O técnico da Seleção Brasileira foi ao Beira-Rio domingo (Inter x Palmeiras) e amanhã vai ao Maracanã (Botafogo x Cruzeiro). É exatamente assim: técnico da Seleção Brasileiro é um trabalhador como outro qualquer. Basicamente, trabalha. Como todos nós. Se é que vocês me entendem...

    • Terça-feira lamentável nas Laranjeiras. Ponto 1: se o patrocinador mandou barrar Fernando Henrique para pôr Diego no gol, erraram ele, como sempre, e o técnico Josué Teixeira, por acertar. Ponto 2: o técnico, de fato, barrou FH. Se foi idéia dele ou não, ainda estou atrás. Mas deprimente ele expulsar FH do treino por ele ter pedido uma explicação para a barracão. Ok: é um empregado e tem que fazer o que patrão manda. Mas não é justo o rapaz saber porque sai do time, até mesmo para buscar aperfeiçoamento no treinamento. Ponto 3: barra Tuta e escalar Beto e trocar seis por meia dúzia? Ponto 4: Quanto alguém terá coragem de barrar Petkovic? Ponto 5: Estou decepcionado com Josué Teixeira.

    • E vocês sabem o que o Goiás fez? Contratou Robson “Pandeiro”Luiz, aquele rechonchudo apoiador do Vasco. Depois cai para a segundona ou fica a perigo e não sabe porque...

  71. 22/08/2006

    Troféu Babalorixá - 2006 (Décima-nona rodada)

    Pessoal: o data-Ian quebrou. Mais exatamente está com conjuntivite. Sendo assim, vou dever a parcial do Troféu Babalorixá-20006 relativa à última rodada. Vou deixar aqui a palpitolândia para os jogos do meio de semana e, na sexta, publicarei, após Ian Senna abrir o olho, os resultados completos, como de praxe. E, claro, peço para que esse post fique apenas para os pitacos. Mesa redonda embaixo e, daqui a pouco, em cima. Boa sorte.

    Goiás x Internacional (Inter)
    Palmeiras x Fluminense (Palmeiras)
    Atlético-PR x Ponte Preta (Empate)
    Botafogo x Cruzeiro (Botafogo)
    Santa Cruz x Santos (Santa Cruz)
    Juventude x Corinthians (Juventude)
    São Caetano x Flamengo (Azulão)
    Grêmio x Fortaleza (Grêmio)
    São Paulo x Paraná (Empate)
    Vasco x Figueirense (Figueira)

  72. 22/08/2006

    A cumbia do malandro

    Já repararam que em mais essa novela que envolve Tevez e o Corinthians tudo é movido a recados, indiretas e declarações cifradas? Notaram que ninguém veio a público, com coragem, para anunciar a decisão final? Tudo é feito via pombo-correio. Sinceramente, nessa história há alguns roteiros claros. Kia Jorabichian deixou o presidente Alberto Dualibi no meio da fogueira. O craque argentino segue o script preparado pelo seu empresário, mais um guloso de plantão, Adrián Ruocco. E Tevez usou seu desconforto com Emerson Leão, além da costumeira prepotência do treinador, para encontrar uma justificativa para dar o fora. Claríssimo, Transparente. Só não vê quem não quer.

    Foi o pulo do gato. Emerson Leão, contra a vontade de Kia e Tevez, mas por obra e graça de Dualibi. Era a hora de ir à luta. Pegar o cartão de embarque, fazer uma parada básica em Buenos Aires e, em seguida, rumar para a Europa. Até porque só falta uma semana para o fechamento do mercado europeu. Leão ainda deu munição. Chegou com peito de pombo,l todo estufado, tirou a braçadeira de capitão do gringo e ainda anunciou, todo pimpão, que ele e Mascherano não seriam liberados para o amistoso da Argentina contra o Brasil, dia 03 de janeiro, em Londres.

    Domingo, após a vitória sobre o Botafogo, Tevez deu seqüência ao plano. Anunciou que poderia ter se despedido do Corinthians naquela partida. Na segunda, embarcou, de mala, cuia e empresário, para Buenos Aires. No mesmo dia da noite, para deixar a turma do Parque São Jorge com mais raiva, foi a um show de cumbia na capital argentina. A banda se chamava “Los Palmeras”. Nada mais calculado.

    Claro que ninguém admitirá que tudo isso foi premeditado. Não tem problema. Mas está claro que Leão e Dualibi foram usados. Agora, para tudo dar mais do que certo, falta só fechar contrato com o Milan. É lá que Tevez quer jogar. É lá que o russo da MSI pode fazer uma média, após tirar Shevchenko e levá-lo para o Chelsea. Um roteiro e tanto. Só ficou uma dúvida. Onde está Kia Jorabichian. Isso a minha “fértil” imaginação ainda não esclareceu.

  73. 21/08/2006

    Segundonas

    • Chora, Rafic. Ana Ivanovic, que beldade, ganhou o WTA Montreal. E logo em cima e Martina Hingis: 6/2, 6/3. Enquanto isso, Sharapova recebe Andy Roddick de braços abertos para comemorar o Master Series de Cincinatti. É o amor...

    • Alguém precisa dar um jeito nessa maré de azar do Botafogo. Dá tudo errado. Chuveiro que pega fogo; mão quebrada; árbitro incompetente... Que inhaca! E agora Max rompe os ligamentos cruzados do joelho esquerdo e fica dois meses sem jogar. E Lopes está com queimaduras por causa do chuveiro que soltava lavras vulcânicas. Sai nuvem negra!

    • Bem, não sei exatamente como aconteceu, mas não dá para ignorar que Kleber Leite foi firme nessa novela Flamengo-Bordeaux-Renato. A princípio, o meia fica. Bem, a janela na Europa vai até o dia 31 de agosto. Mas como os franceses já levaram Wendell, do Santos. Por sinal, conheço esse time do Bordeaux e o ex-santista acrescentará pouco. Ricardo Gomes gosta dele. Até o convocou para a seleção Pré-Olímpica. Mas...

    • O jornal El Mundo Deportivo, da Catalunha, explode em vendas com o início de temporada do Barcelona. Mais forte do que ano passado.

    • Enquanto isso, o Internacional segue forte, mas, com certeza, sentirá falta dos quatro jogadores que perdeu. Hoje foram Rafael Sóbis, para o Racing Santander, e Jorge Vagner, para o Bétis. O lateral-esquerdo fez bom negócio em termos técnicos. Mas Sóbis, vendido por 9 milhões de Euros, tinha a opção do Milan, do Valencia e, provavelmente sob orientação do empresário, escolheu o time mais fraco. Ficará rico, ano que vem irá para um time mais forte, mas perderá uma temporada competitiva. É uma opção. Que sempre considerarei errada. O raciocínio do tutor é o seguinte: “vá para esse, porque lá você vai jogar sempre”. Que bobagem...

    • E Dida deve deixar o Milan. Leonardo, o cartola, já havia me dito que isso poderia acontecer. Estranhamento, Dida nunca demonstrou vontade de renovar. Na verdade, eu nunca vi Dida com vontade de muita coisa. Quem se habilita?

    • Repito o que disse hoje no Redação SporTV: Rogério Ceni é um personagem da história do futebol mundial. Queiram ou não aqueles que o odeiam. Quem gosta, aplaude. E quer mais.

    • Tevez não apareceu para treinar no Corinthians. Tevez disse ontem que provavelmente não joga mais pelo Corinthians. E Emerson Leão anunciou que não libera Tevez e Mascherano para o amistoso entre Brasil e Argentina, dia 2 de setembro, em Londres. Todos jogadores querem participar dessa partida. Leão não quer saber. E o Corinthians é que vai perder. Choque de egos no Parque.

    • E chegamos à última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. E ninguém se interessa pela briga dos artilheiros. Pelo simples fato de que estamos sem artilheiros. O goleador atual é Dodô, com nove gols. E ele não está mais no Brasil. Num ano mais rico, o artilheiro já teria 14, 15 gols. Mas, do jeito que a coisa anda, talvez cheguemos ao fim do Brasileirão sem ninguém alcançar esse número. Quem é artilheiro hoje no Brasil? Luizão? Obina? Tuta? Felipe Adão? Faioli? Alecsandro? Nadson? Enílton? Leo Lima? Denis Marques? Aloísio? Thiago? Alex Dias? Wellington Paulista? Fernandão? Difícil, hein? Deixo a pesquisa da segunda: quem será o artilheiro do Campeonato Brasileiro? Com mais ou menos de 16 gols, o número médio da história da competição? Pitaquem. Sem paixão.... Meu palpite: Souza, do Goiás. Com menos de 16. Mas, assim mesmo, é fraco.

  74. 21/08/2006

    Vasco, 108

    Vasco, 108 anos. Há muito tempo deixei de ser torcedor. É impossível você ser um bom jornalista, neutro, e ter uma relação passional com um clube. Pelo menos na minha opinião. Claro que não sou hipócrita e, se me perguntam, eu digo que sempre gostei do Vasco. Meu avós, Lourenço e Odette, eram e são vascaínos. Meu pai, Seu Carmona, é Vasco. Meus primos são cruzamaltinos. Passei minha adolescência entre São Januário e Maracanã. Aplaudi muito Roberto Dinamite. Vi vitórias espetaculares; empates estranhos; e derrotas terríveis.

    Porém... Desde 1986, quando comecei a trabalhar no Jornal do Brasil, ganhei uma distância natural. Gosto, tenho carinho, mas desaprendi a torcer. Às vezes reclamo que essa ruptura foi brusca demais. Mas, enfim, acredito ser o mais correto para a neutralidade do meu trabalho.

    Hoje, num momento em que o Vasco tem tantas resistências pelo país, cambaleia por ter sua imagem associada à de um cartola e pena com um dos times mais fracos da história, o que o verdadeiro vascaíno deveria exigir e sonhar é com: raça, autenticidade, dedicação, credibilidade, leveza e paz. Creio que, mais do que títulos, é isso que mais faz falta ao clube.

    Parabéns ao Clube de Regatas Vasco da Gama.

  75. 21/08/2006

    E pula a fogueira

    Esses leitores...

    Olá Carmona, sou seu fã! Leio seu blog todos os dias! :) Parabéns!!!!

    A propósito, inspirado no famoso poema de Carlos Drumond de Andrade - Quadrilha - e na dança dos técnicos ocorrida esta semana eis que resolvir fazer uma "paródia", espero que goste! :)


    Almir Moura

    Fluzão aturava Oswaldinho que respeitava o Cruzeiro que aturava Gusmão que sonhava com o Azulão que amava Leão. que vislumbrava o Timão que aturava Geninho que amava o Goiás que aturava Antônio Lopes que não era amado por ninguém.

    Oswaldinho foi para o Cruzeiro, Gusmão para o Azulão, Leão para o Timão, Geninho para o Goiás, Lopes ficou para tia e o Fluminense casou com Josué Teixeira que não tinha entrado na história
    .

  76. 20/08/2006

    Hora da reação

    Abre e fecha parênteses: ( o texto a seguir não tocará nesse assunto, pelo menos hoje, mas infelizmente concordo com quem reclama do baixo nível do Campeonato Brasileiro. Está fraco mesmo e, a uma rodada do fim do primeiro turno, não tenho dúvidas de confirmar que, tecnicamente, é o mais pobre desde o início do sistema de pontos corridos, em 2003. Pelo menos até agora, só livro a cara de três equipes: São Paulo, Internacional e, pela surpresa e regularidade, o Paraná. Mas voltarei a esse tema com mais calma durante a semana. Por enquanto, vamos à análise da rodada.)

    Tradição quebrada, começo a análise da rodada pela turma de baixo, O pessoal que tem pesadelos com o rebaixamento. Do jeito que está a tabela de classificação hoje, diria que do décimo colocado, o São Caetano, com 24 pontos, ao lanterna Santa Cruz, 17, todos têm chance de cair. Claro que quem está acima do Azulão também tem chances de passar pelo esquartejamento ¿ basta despencar ¿ mas o quadro hoje é esse. A partir de 24, é bom se preocupar de verdade. Acima disso, pode relaxar, mas é bom não vacilar. Na rodada de hoje, porém, só há um rebaixamento definitivo. Mandem o árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra para Série Y. Lá ele poderá repetir todas lambanças cometidas no jogo de agora há pouco entre Corinthians e Botafogo, no Pacaembu. Uma atuação horrorosa. Suspensão é o mínimo para esse juiz omisso, fraco e sem pulso. Ele tem vocação para o erro.

    Nem acho que o árbitro em questão tenha sido o responsável pela vitória do Corinthians de 1 a 0 sobre o Botafogo. O time da casa jogou um pouco melhor. Teve o talento de Tevez para achar um espaço pela direita e cruzar para o chute de Nadson, fora de forma, que acabar de entrar. Aos 26 minutos do segundo tempo. O gol da vitória. Um gol que deixou o Corinthians ainda na zona do rebaixamento (décimo-sétimo, com 19), assim como o Botafogo (duas posições abaixo, com 18). Um gol que até fez justiça a quem atacou mais e teve jogadores que decidissem. Um gol que castigou o Botafogo, guerreiro, cheio de vontade, sem medo, mas desprovido de qualquer talento para pôr a bola para dentro. Os alvinegros têm razão: é duro torcer por Reinaldo, Felipe Adão, Joílson. É dura a vida de Cuca. Seis jogos sem vitória. Haja sofrimento.

    E, para piorar, teve Paulo Henrique de Godói Bezerra, Árbitro de nome grande e competência pequena. Distribuiu 11 cartões amarelos num jogo violento, no qual dele foi culpado direto. Pulso fraco, deveria ter expulsado Rafael Marques, Eduardo Ratinho e Carlos Alberto. Só pegando alguns exemplos. Há mais. Carlos Alberto, por exemplo, agrediu Ruy na cara de PH. Ele viu. E deu amarelo. Cuca perdeu a cabeça, entrou em campo e foi expulso. Tudo no primeiro tempo. No segundo, ele errou demais também. Um desastre. Que suma de todas as escalas da CONAF nas próximas rodadas. Por falar em sumir, Tevez deu a entender que dever ter feito hoje seu último jogo pelo Corinthians, Vai para a Europa ficar mais rico. E com seu sumiço definitivo o Corinthians vai sofrer. Tevez é meio time. Apesar da marra de Emerson Leão. Apesar da prepotência de Carlos Alberto. Do ótimo futebol de Mascherano. Da omissão de Roger. E da mediocridade restante.

    Além de Botafogo e Corinthians, também estão na zona de rebaixamento Santa Cruz e Atlético Paranaense. Não vi o empate no Maracanã entre o Fluminense e o time pernambucano: 1 a 1. Apesar da lanterna, ótimo pontinho para o Santa. E, como disse o Ant, o CB está tão pobre tecnicamente que um time desgovernado, cheio de jogadores de pijama, consegue manter a quinta posição (29 pontos) mesmo com apenas uma vitória nos últimos sete jogos. Não dá para ter fé num time continua à mercê das vaidades de Petkovic, um dos atuais aposentados, e cujo novo técnico, Josué Teixeira, insiste com peças fora de forma, como Rogério, Tuta, Pitbull, etc... Soma-se a isso os desfalques na zaga, a falha de Fernando Henrique no gol de empate e a correria do Santa, fica explicado o empate. Abre o olho, Josué. E acorda cartolagem tricolor. Não é possível que, como empregadores, não se incomodem com tanta indolência em campo.

    Fecha o grupo da degola o Atlético Paranaense, décimo-oitavo com 18 pontos (nove derrotas). Também não vi o empate de 3 a 3 com o Atlético Paranaense, mas insisto que esse é o pior Furacão dos últimos anos, E o bom Figueira (sétimo, com 27), poderia estar mais bem colocado, se não tivesse empatado dois jogos seguidos em casa (hoje e quarta-feira passada, contra o Flamengo). Waldemar Lemos está na berlinda. O time gosta; a torcida; não. Resta saber a opinião dos cartolas.

    E parabéns ao Fortaleza. Ganhou dois jogos seguidos – hoje, no PV, meteu 4 a 1 no Juventude – chegou a 20 pontos (décimo-sexto) e pela primeira vez saiu do grupo do abismo. Dá-lhe, Tricolor de Aço! Enquanto isso, o Juventude, de Ivo Wortman, é um sono só: décimo-primeiro, com 22. Quem te viu, quem te vê.


    Agora a turma da frente. Jogão no Mineirão. Cruzeiro e São Paulo fizeram uma grande partida. Com leva vantagem para os paulistas que, basicamente, são melhores. Partida movimentadíssima. O São Paulo criava e não marcava. A Raposa ia nos contra-ataques e aproveitava. E assim chegou aos 2 a 0, com 34 minutos de jogo (Alex Silva, contra, e Michel). E só não aumentou porque Rogério Ceni defendeu pênalti cobrado por Wagner. Quatro minutos depois, Rogério Ceni bateu falta, fez um golaço, diminuiu e tornou-se o goleiro com mais gols marcados (64) na história do futebol mundial (Chilavert tinha 62).

    O segundo tempo continuou igual. Mas Alecsandro matava a maioria dos contra-ataques do Cruzeiro. Até que Rogério Ceni empatou aos 14 minutos. E, depois, os dois times cansaram, apesar de Kerlon só não ter feito o seu gol porque Rogério Ceni não deixou. Fim: 2 a 2. Ótimo para o São Paulo, líder absoluto com 34 pontos, um jogo a menos e a certeza de que o trauma da Libertadores não vai se instalar no Morumbi. Péssimo para o Cruzeiro. Sexto colocado (27) e há sete jogos sem ganhar. Abre o olho, Oswaldinho.

    E parabéns para o Paraná. Simplesmente o vice-líder do Campeonato Brasileiro, após vencer o São Caetano, num jogo enroladíssimo, por 1 a 0, gol de falta de Edmílson, aos 49 minutos do segundo tempo. O Paraná é segundo, também com um jogo a menos. Tem 31 pontos, com nove vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Tem o ataque mais positivo do CB, com 31 pontos ganhos. Querem mais? E o São Caetano, de PC Gusmão, prova mais uma vez que, no máximo, é time para meio da tabela. Mas, na minha visão, tem bola para estar mais embaixo. Se é que você me entende...


    No Beira-Rio, Internacional 1 x 1 Palmeiras. Bom para os dois. O Inter, ainda de ressaca, ficou em quarto (30 pontos). E o Palmeiras manteve a invencibilidade cm Tite: 22 pontos, deçimo-terceiro colocado. Agora, numa boa: 100 passes errados numa mesma partida é um pouco demais....

    E, para completar, nova façanha do Vasco de Renato Gaúcho na Vila Belmiro: Santos 0 x 2 Vasco, (gols de Abedi e Morais, de pênalti). Partida horrível no primeiro tempo. Péssima. O Santos de Luxemburgo se enrolou com o bolo de jogadores vascaínos no meio de campo. Por sinal é a tática mais correta do Vasco, de acordo com as limitações do time. Por sinal, o Peixe também é bem modesto. No segundo tempo, os times se abriram mais, o Santos perdeu alguns gols, até que Abedi fez um gol meio espírita, Aí, bateu o desespero nos donos da casa e levaram o segundo. O Vasco, em nono (26), com um time tão esquálido é a prova cabal de como está raso esse Campeonato Brasileiro. E mais ainda o Santos (terceiro, com 31). Às vezes, treinadores cometem milagres.

  77. 20/08/2006

    Internacionais

    • Alô, Ricardo Pt!. Dois gols de Deco e um de Xavi. E o Barcelona atropelou o Español por 3 a , no Camp Nou, na finalíssima da Supercopa da Espanha. Primeiro título do Barça no ano. Mais forte do que nunca.

    • Ontem foi dia de Diego (foto) e Ribery na Europa. Mas hoje, na minha opinião, brilharam o ganês Essien e Wayne Rooney. Vi as duas partidas que completaram a primeira rodada do Campeonato Inglês. Primeiro, o Manchester United, com grande atuação coletiva, e também individual de Rooney, autor de dois gols, massacrou o Fulham por 5 a 1. Já o Chelsea, de Essien, jogou muito bem o primeiro tempo, comandado pelo africano, fez 2 a 0 sobre o Manchester City (Terry e Lampard) e fechou o placar final em 3 a 0 com Drogba, já no segundo tempo. Shevchenko estreou; Ballack, não. Mas quem jogou mesmo foi Essien, Roben e Lampard.

    • Na Alemanha, o domingo também serviu para fechar a rodada. E, fora de casa, o Bayern Munique venceu o Bochun por 2 a 1, gols de Lahn e Makaay. O líder, pelo saldo de gols é o Nuremberg. Mas o melhor time, também com duas vitórias, é o Werder Bremen.

    • Clássico no Campeonato Francês. E, como o Barcelona, o Lyon mostra que está mais forte do que ano passado. De virada, venceu o Bordeaux, de Ricardo Gomes, por 2 a 1, fora de casa. Faubert, a boa revelação do meio de campo, fez 1 a 0 para os anfitriões com cinco minutos de jogo. Fred empatou ainda no primeiro tempo. E, a cinco minutos do fim, Wiltord, reserva do ataque, deu a vitória para Juninho Pernambucano, Fred (foto) & Cia. O líder é o Olympique, com sete pontos e melhor saldo de gols do que Lyon e Le Mans, com a mesma pontuação. Mas ninguém tem dúvida quem é o favorito para o hexa.

    • E, na Espanha, Maicon fez o gol da vitória da Internazionale sobre o Mallorca (1 a 0), que garantiu o título do Torneio Palma de Mallorca para os italianos. Passe de Adriano, diga-se de passagem. E a partida marcou a estréia de Ibrahimovic e Vieira.

  78. 20/08/2006

    É o amor...

    • Ah, o amor. Andy Roddick encontrou Maria Sharapova e, vejam só, é uma novo homem. Não ganhava bulufas há dois anos. Essa semana, chegou à final do Masters Series de Cincinatti contra o espanhol Juan Carlos Ferrero. Bem mais técnico do que o americano. Mas a quadra era rápida. Roddick soltou o braço, atacou, aproveitou-se do cansaço do espanhol, que eliminara Rafael Nadal, vitória fácil: 6/3 e 6/4. Ah, o amor...

    • Ah, bom: nossa seleção de basquete ganhou do possante Catar: 97 a 66. Muito bem. Os grandalhões não fizeram mais do que a obrigação. Mas agora têm que ganhar da Turquia, para começo de conversa, para pensar em ficar entre os quatro primeiros e, mais importante, fugindo do confronto com os EUA. Do contrário... Boa viagem...

    • Nosso vôlei é realmente impressionante. Hoje, em Fortaleza, os rapazes venceram Portugal mais uma vez (3 a 1) e vão para a fase final da Liga Mundial, a partir de quarta-feira, mais uma vez como favoritos. E as meninas, no Grand Prix do Japão, enfiaram 3 a 0 nas japonesas. E já garantiram o primeiro lugar no grupo. Bernardinho e Zé Roberto Guimarães.... Trabalho sério dá resultado.

    • E a Marion Jones, hein? Do jeito que vai a coisa, o último apaga a luz!

  79. 19/08/2006

    Quase um segundo...



    O futebol é mesmo saboroso. Já tinha blogueiro esculhambando o Renato Pelé aqui no Jogo Aberto. Obina foi expulso por cavar um pênalti. O Flamengo não jogava bem. Os mais de 20 mil rubro-negros presentes ao Maracanã vaiavam tudo, inclusive Renato Pelé. Parecia que o time empataria mais um jogo sem gols dentro de casa. Até porque o Grêmio, também com dez, cozinhava a partida. Só que.... Aos 45 minutos e trinta segundos da parte final, a bola sobrou para Renato Pelé (ele mesmo!), dividiu com Marcelo, levou vantagem e pimba: Flamengo 1 a 0.

    E as vaias viraram aplausos! Assim funciona essa espetacular paixão popular, Do ódio ao amor, bastam cinco segundos. Um chute. Um ato de coragem e iniciativa. E o Flamengo venceu, com gol de Renato Pelé. E, com 22 pontos, foi para o décimo-segundo lugar. Longe da zona da degola. O Grêmio é oitavo, com sexto. O guerreiro Grêmio, diga-se de passagem. O Grêmio de Mano Menezes.

    • A décima-oitava rodada do Brasileirão começou marcada pela polêmica. Em Campinas, Ponte Preta 3 a 2 Goiás (sem vencer, mesmo com Geninho, há nove jogos). Tudo tranqüilo até o fim. A Macaca fez 2 a 0 logo no início (Régis e Válber). No segundo tempo, Geninho mexeu direito e os goianos chegaram ao empate (Souza e Welliton). Até que houve um pênalti de Cléber Gaúcho em Nei nos acréscimos. Reclamações de praxe, mas nada demais.

    Almir bateu, Harley defendeu. O bandeira José Carlos de Souza mandou voltar. De novo: Almir cobrou e Harley pegou. O mesmo auxiliar de linha anulou. Aí, os goianos enlouqueceram., Vélber assumiu a cobrança e fez: 3 a 2. E tome reclamação. Depois eu vejo o que o Seu Zé Carlos viu e comento. E a Ponte pulou para décimo-segundo (22). Na frente dói Goiás (20), décimo-quarto. Por sinal, diante do que aconteceu em Recife, a tarde foi perfeita para a torcida da Ponte.

    • Quem gosta de futebol e respeita as suas tradições não fica impassível diante da goleada aplicada pelo Sport Recife em cima do Guarani: 8 a 1. Isso mesmo: 8 a 1. O time que foi campeão brasileiro há 28 anos, que revelou craques como Careca, agora é uma caricatura. Foi destruído por administrações ridículas, caiu para a Série B e está muito perto da C. Igual ao Bahia, ao Vitória, à Portuguesa... Salve o Guarani enquanto é tempo!

    • O Sport Recife não tem nada com isso e fez a festa na Ilha do Retiro. Com cinco (?) gols de Adriano Magrão, como já registrou o Mestre Ambrósio. Lembram dele, tricolores?

    • Bom resultado, mesmo no sufoco, teve o Coritiba: 2 a 1 no Gama.

    • E o CRB, que confirmou a queda de produção do antes intransponível Avaí: 2 a 0, em Maceió.

    • Em Itu, o Náutico arrancou bom empate: 1 a 1.

    • E, em Belém, O Paulista obteve a mesma façanha: 1 a 1 com o Paysandu.

    • Os quatro primeiros ao fim da rodada: Coritiba e Náutico (32), Avaí (30) e Sport (29), mesmo número de CRB e Galo, que levam desvantagem em saldo de gols e número de vitórias, respectivamente.

    • Interessante: do décimo colocado, o Marília (26) ao quarto, o Sport (29), a diferença é de apenas três pontos. Para o líder, de meros seis. A Série B está sensacional.

  80. 19/08/2006

    Made in Brazil

    Sábado agitado e com toque brasileiro no futebol europeu:

    • Impressionante como uma simples mudança de clube pode transformar a cabeça de um jogador. Mal no Porto, Diego se mudou para o Werder Bremen. O clube mais alemão que mais se reforçou para a temporada. O ex-meia do Santos desabrochou. Semana passada o time jogou bem, ele também e venceu na abertura do Campeonato Alemão.

    Hoje, contra o Bayer Leverkusen, gastou a bola, segundo as agências. Deus dois passes magistrais para os gols de Klose e Hugo Almeida na vitória de 2 a 1 sobre o Leverkusen. E quase fez um golaço de bicicleta, de fora da área. Alguns exagerados já o chamam de Diego Maradona. Ridículo. Mas o fato é que Diego está de volta e o Werder só não é líder porque o surpreendente Nuremberg tem melhor saldo de gols. Amanhã tem Bayern Munique em campo, contra o Bochun. Mas continuo apostando alto no Werder. O Werder de Frings, Klose e Diego.

    • Começou hoje o Campeonato Inglês. Os favoritos não ganharam (e alguns nem jogaram). Com um gol de Gilberto Silva no finalzinho, o Arsenal empatou em 1 a 1 com o Aston Villa. E o Liverpool fez o mesmo resultado contra o Sheffield, de Robin Hood. Chelsea e Manchester United só estréiam amanhã. Quem ganhou hoje? Portsmouth, West Ham., Reading, Everton e Newcastle. Cara deslavada de primeira rodada.

    • Na França, quem jogou muito foi Ribery. O craque do Marselle desequilibrou na vitória de 3 a 0 sobre o Auxerre, fora de casa. Ele fez o primeiro gol, Maoulida o segundo e Pagis, o terceiro. Comentei essa partida no SporTV e gostei muito do OM. Como Lille e Nancy perderam, o OM é líder. E o Lyon, que pode alcançá-lo, só joga amanhã, fora de casa, contra o Bordeaux, que também pode pular na frente. Jogão.

    • E o Real Madrid, hein? Lanterninha do Troféu de Carranza. Hoje perdeu para o Villarreal por 1 a 0. Time que Fabio Capello pôs em campo: Diego López; Salgado (Cicinho), Ramos, Cannavaro (Woodgate), Roberto Carlos; Javi García (Mejía), Emerson (Helguera), Raúl (Juanfran); Beckham, Robinho e Van Nistelrooy (Júlio Baptista).

    • O Porto conquistou a Supertaça de Portugal com um 3 a 0 sobre o Setubal. Três gols brasileiros: um de Adriano, ex-Palmeiras, e um de Ânderson, segundo Ricardo PT a cada dia melhor.

    • Na Rússia gols brasileiros na vitória, de virada, do CSKA (2 a 1) sobre o Spartak Nalchik: Jô e Wagner Love, a dois minutos do fim.

    • Na Grécia, Rivaldo (lembra dele?) marcou os dois da vitória do Olympiakos sobre o Xanthi.

    • E, em Portugal, quem está com a bola toda é Ronny, ex-obscuro-lateral-esquerdo do Corinthians. O cara virou titular do Sporting Lisboa e só é chamado de Homem-Bomba, por causa do seu chute forte. O futebol é mesmo uma benção.

  81. 19/08/2006

    Acorda!

    Caramba! De novo o nervosismo traiu a Seleção Brasileira de basquete masculino, E logo na estréia no Mundial do Japão. E logo contra esse adversário cri-cri, que sempre nos atrapalha, chamado Austrália. Perdemos por 83 a 77. Por que erramos muito e porque eles foram muito mais eficientes. E frios. Como sempre.

    Agora vamos enfrentar o Catar nessa madrugada, Sem estresse, por favor.... Se não, a vaca vai para o brejo. Mais rápido do imaginamos...

    Resultados de ontem:

    Argentina 80 x 70 França
    Nigéria 82 x 75 Sérvia & Montenegro (zebraça!)
    Turquia 76 x 74 Lituânia (outra surpresa)
    Espanha 86 x 70 Nova Zelândia
    Grécia 86 x 64 Catar
    Venezuela 72 x 82 Líbano
    Alemanha 81 x 70 Japão
    Angola 83 x 70 Panamá
    Eslovênia 96 x 79 Senegal
    Itália 89 x 64 China
    EUA 111 x 100 Porto Rico (a vingança!)

    Para quem não está por dentro, os grupos do Mundial:

    GRUPO A (Sendai):
    Argentina, França, Sérvia e Montenegro, Venezuela, Nigéria e Líbano
    GRUPO B (Hiroshima):
    Espanha, Alemanha, Nova Zelândia, Panamá, Japão e Angola
    GRUPO C (Hamamatsu):
    Brasil, Grécia, Turquia, Lituânia, Austrália e Catar
    GRUPO D (Sapporo):
    EUA, Itália, Eslovênia, Porto Rico, China e Senegal

    Em tempo: os quatro primeiros de cada grupo se classificam. Não é tão difícil, gigantes...

    Acordem!

    Serie B

    E dá-lhe Galo! Venceu o Ceará, no Mineirão com ótimo público, e já está novamente entre os quatro primeiros colocados. Náutico (31), Avái (30), Coritiba e Galo (29). Porém, hoje tem 8 jogo e tudo pode mudar. E a Lusinha, no Serra Dourada, arranco um empate com o Vila Nova. Pouco, pois continua no grupo do rebaixamento.
    Agora vou para o SporTv comentar Auxerre e Marselle pelo Campeonato Francês. Até daqui a pouco!

  82. 18/08/2006

    Carecas & Olímpicas

    Para fechar a noite:

    • Alguém viu os jogos que decidiram os finalistas do tradicional Troféu Ramon de Carranza hoje à tarde? Pois bem. Na primeira partida, O Cádiz, time da casa, eliminou o Villarreal. Na famosa partida de fundo, como diziam aqui antigamente, jogaram Bétis e Real Madrid. Deu empate no tempo normal. Foram para os pênaltis. Todo mudo marcou após nove cobranças. A última, que, caso convertida, levaria o confronto para as batidas alternativas, ficou por conta dele, sempre ele, Roberto Carlos. O careca fez uma pose inacreditável, correu e... Chutou no meio do gol! E fez herói o goleiro do Bétis. O Real Madrid perde o seu primeiro título na temporada. E o lateral-esquerdo fez a sua primeira bobagem. Fabio Capello deve ter adorado...

    • Ainda sobre o Real Madrid. Finalmente o clube dobrou o Lyon e contratou o apoiador Diarra. Preço: E$ 26 milhões. Muito dinheiro, não vale. A Casa da Moeda do Madrid continua aberta. Agora o clube espera pelo sim do Arsenal sobre a venda do atacante Reyes. Oferta: E$ 15 milhões. E ninguém fala em Ronaldo.

    • Peraí: teve outra briga num treino do Corinthians? O que: Tevez x Carlos Alberto? O que: Emerson Leão acabou com o treino? Zorra total...

    • Duas olímpicas: Michael Phelps, fenomenal, bateu o recorde mundial nos 200 metros borboleta. Cravou 1’53. É o gênio das braçadas.

    • E vou ficar de olho no Campeonato Mundial de Basquete. É show de bola. Grande evento!

    • E, no Aberto de Cincinatti, as semifinais não terão nem Nadal nem Federer. Aposto em Ferrero, que eliminou Rafael Nadal. E conheçam a sérvia Ana Ivanovic, semifinalista do WTA de Montreal. Sabe tudo. Bom fim de semana!

  83. 18/08/2006

    Mão única

    E chegamos a mais uma rodada das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Depois de um meio de semana espetacular, com uma final histórica da Libertadores, voltamos à vaca fria. Que é ótima. Eu adoro o Campeonato Brasileiro. Seria melhor se a CBF não fosse responsável por ele. Mas nem tudo é perfeito, não é mesmo? E vamos em frente.

    Vamos em frente sem um monte de gente... Anota aí para não perder a conta (e me ajudem, pois deve estar faltando gente)...

    • Ricardo Oliveira
    • Lugano
    • Tinga
    • Rafael Sóbis
    • Bolívar
    • Dodô
    • Jônatas
    • Ricardinho
    • Gil

    Claro que saiu mais gente. Não lembrei agora, mas vocês com certeza me ajudarão. Ok: o país é pobre e os europeus pagam muito mais. E em dia. O que incomoda, pelo menos a mim, não é os boleiros irem em busca de Euros. Nada justifica, porém, a apatia da Confederação Brasileira de Futebol em relação a esse cenário mais do que conhecido.

    Para ela, nada é importante, Só a Seleção Brasileira. Os clubes que se virem. E o torcedor? Que fique quieto e não aborreça. Boa rodada a todos. Aproveitem os grandes clássicos que teremos, como Flamengo x Grêmio, Santos x Vasco, Cruzeiro x São Paulo, Internacional x Palmeiras, Corinthians x Botafogo. E muito mais...

    É capaz de conhecermos novos craques nesse fim de semana. Bem possível. E por alguns meses, talvez um ano, possamos vê-lo de perto. Depois, como ele não é bobo, se juntará aos milhares de colegas que se mandam a cada temporada em busca da fortuna. É assim desde que o mercado europeu foi aberto. E desse jeito continuará.

    E salve Juliana Knust.


    Homenagem

    Bem... Um amigo aqui do blog me fez uma homenagem, que estendo a todos os participantes dessa comunidade chamada Jogo Aberto. Clique aqui - http://www.olharcronicoesportivo.blogspot.com/ -, no excelente Um Olhar Crônico Esportivo para rir um pouco com essa descoberta do amigo Emerson Gonçalves.

    Viu só? Já até esqueci a CBF...

  84. 18/08/2006

    Troféu Babalorixá-2006 (18 rodada)

    Mais um round do Troféu Babalorixá-2006. Tivemos rodada no meio de semana e já estamos na véspera do fim de semana. Espaço aberto para os chutes. Publico, como sempre, o resultado parcial, planilha completa e, no fim, a pitacolândia. Sem querer ser chato... Aqui é só para palpites. Debates no post lobo abaixo e no próximo, que logo porei no ar.
    Abraços.

    Resultado parcial

    76 pontos
    João Luiz Hollanda

    74 pontos
    Romino Júnior
    Vítor Hugo Ferreira

    73 pontos
    Luiz Gomes

    72 pontos
    Cesar Augusto Marques Ferreira
    Daniel de Pinho

    71 pontos
    Henrique Badan
    Ricardo Badan
    Rafael Di Iulio Ilarri
    Pedro Henrique Rebello de Mendonça

    70 pontos
    Emerson Gonçalves
    Rodrigo Hoffmann Herd

    69 pontos
    Flavio Bethlem Monteiro
    Otavio CRF
    André Gusmão
    Thiago Chelappa

    68 pontos
    Felipe dos Santos Liporace
    J R Cairo
    José Guilherme Gomes Villaça
    Leonardo Gama

    Clique aqui para ter acesso à planilha completa:
    Planilha babalorixa 2006 rodada 17.xls

    Palpitolândia

    Ponte Preta x Goiás (Ponte Preta)
    Flamengo x Grêmio (Flamengo)
    Fluminense x Santa Cruz (Fluminense)
    Santos x Vasco (Santos)
    Cruzeiro x São Paulo (Cruzeiro)
    Fortaleza x Juventude (Fortaleza)
    Figueirense x Atlético-PR (Figueira)
    Paraná x São Caetano (Paraná)
    Internacional x Palmeiras (Inter)
    Corinthians x Botafogo (Botafogo).

  85. 18/08/2006

    Ontem à noite...

    Estou em dívida em relação aos comentários sobre os jogos de ontem à noite. O aniversário da minha sobrinha Karina, 10 anos, em Niterói, até permitiu que eu visse o jogo do Santos, mas cheguei em casa cansado demais e deixei para postar hoje.

    O time do Santos é mediano. Mas, repito, tem um técnico de ponta. É como pôr um executivo de uma empresa de ponta hospedado num hotel três estrelas (não é o Santos, é o time!). Mas vejam só: o Peixe já está com 31 pontos, em segundo, a dois pontos do líder São Paulo. Ok: tem um jogo a mais do que Inter (29) e Paraná (28) e, claro, São Paulo (31).

    Mas o Santos tem vencido. Principalmente em casa. E soma pontos. Já está e, pelo jeito, tem tudo para permanecer no quarteto dos quatro classificados para a Libertadores. A vitória de ontem, na Vila Belmiro (2 a 0 no Cruzeiro) mostrou duas coisas: o time joga para o gasto e alcança o objetivo. E tem um padrão de jogo. Limitado, mas tem. E ainda dizem que treinador não é importante.

    Sobre o Cruzeiro: Lucas Chiari e Oswaldo de Oliveira já disseram tudo. É o time mais sonado do Campeonato Brasileiro. Além de mediano, não tem vontade. Não lutam, não briga, não correm. E, sinceramente, Oswaldo e Perrelas: não dá para ser feliz com um meio de campo formado por Diogo, Leandro Bonfim, Sandro e Francismar, Ninguém merece.

    No Parque Antarctica, jogo com cara, jeito, pinta e placar final de...empate. Palmeiras 1 x 1 Juventude. Tudo, literalmente, igual. Menos na contagem dos jogadores: os gaúchos jogaram boa parte do segundo tempo com dez. Partida equilibrada, chance dos dois lados, com alguma vantagem para o Palmeiras, que, nervoso, não aproveitou. Dois gols seguidos, na reta final: Alexandre (31’) e Edmundo (32’). Tite continua invicto, Ivo Wortman gostou. E os dois clubes seguem quase de mão dadas na tabela de classificação: o Juventude (22) é décimo-primeiro; o Palmeiras (21), décimo-segundo. Tudo igual...

    E daqui a pouco eu falo sobre o fim de semana.

  86. 17/08/2006

    Enterro dos ossos

    Tenho curiosidade de como se comportarão Internacional e São Paulo após o enterro dos ossos. O Colorado, principalmente. Bolívar vai para o Mônaco. Quem vem? Especula-se que seja um argentino. Aguardemos. Tinga, para o Borussia Dortmund. Elano seria o nome que mais agradaria aos colorados para substituí-lo. É bom jogador, mas não tem a mesma dinâmica. Há dúvidas sobre a permanência de Jorge Vagner. E hoje o Milan praticamente fechou a compra de Rafael Sóbis por E$ 9 milhões? Chegará algum atacante ou o Inter apostará em Rentería?

    • Fico curioso em relação à estratégia do Inter para o segundo semestre. Abandonará o Brasileiro, no qual está em segundo e não ganha há 27 anos? Bobagem. Dá para brigar com o São Paulo pelo título e depois pensar no Barcelona. Ao mesmo tempo, comissão técnica e diretoria terão paz para recompor o grupo. Aí é com a torcida.

    • No Morumbi, saem Lugano e Ricardo Oliveira. No ataque, não deve vir ninguém. Há Tiago, Aloísio, Lima, Leandro e Alex Dias. Para a defesa, o alvo é Rodrigo, do Dínamo de Kiev, com contrato em vigor. Dá para trazer? Acho difícil. Mas não acho que seja tão urgente a contratação de um zagueiro pelo São Paulo. Mais importante é demitir uma possível depressão pós-Libertadores. Sem aviso prévio.

    • Abel Braga está vingado. Agora pegam no pé de Muricy Ramalho. Há sempre um Judas para ser malhado no futebol brasileiro.

    • Por falar em malhar, que bobão esse presidente da Federação Japonesa de Futebol. Criticar Zico por não ter feito aquele time horroroso jogar bola na Copa é o mesmo que exigir o enxugamento de gelo. Missão impossível. De novo: o Japão da Copa-2006 era uma baba. E, que eu saiba, Zico não é mágico.

    • Juro que não é mentira. Além de tentar de tudo para manter Renato, Kleber Leite quer trazer o roliço Ronaldo para a Libertadores-2006. Olha... se chegar com jeitinho, o Real Madrid até que libera.

    • Em tempo: 14 gols em 17 jogos. O Flamengo tem o pior ataque do Brasileirão. E Ney Franco acha quer está tudo bem.

    • No Vasco, Ramon pede a reação do Vasco contra o Santos. E ele, vai reagir quando?

    • E sobre ataque: babou Márcio Mossoró no Botafogo. O alvo agora é Borges, aquele ex-atacante do Paraná. Duvido...

    • E Emerson Leão faz as contas para o Corinthians ser campeão brasileiro. Pode-se falar tudo, menos que Emerson Leão é modesto. O sujeito sempre pensa grande. E tem gente que acredita.

    • Por falar nisso, ótima a enquadrada de Josué Teixeira em Leão no jogo de ontem. Confira aqui no Globoesprte. O link está lá na página principal.

    • O ápice do óleo de peroba: PC Gusmão assume o São Caetano e avisa que tinha um sonho de treinar o time do ABC. E também tem gente que acredita.

    • E quem acredita no STJD. De 10 jogos reduziu a punição do Grêmio para três. Sem comentários.

    • Melhor lembrar do Barcelona. No jogo de ida pela Supercopa da Espanha venceu o Español, de Jônatas, por 1 a 0, gol de Giuly (foto). Quem segura esse timaço? O Inter? Eu acredito.

  87. 17/08/2006

    Nova família

    Todos têm um pouco de conservadorismo. Até aqueles que se acham, diante dos seus espelhos, os seres humanos mais “mudernos” desse planetinha decadente. Dunga, com todo respeito ao capitão do tetra, mostrou na convocação de hoje que pode ser conservador e “muderno” ao mesmo tempo. Na prática, a lista de convocados divulgada mostra claramente que o treinador da Seleção Brasileira começa a fazer o que é mais antigo do que bola de couro: montar a sua “família”. O que, para a “mudernidade do mundo da bola sintética, recebe a nomeclatura de “consolidar o grupo” .

    "Mudernosa" ou convervadora, a lista de Dunga tem defeitos. Nada contra ele chamar Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Ok, são especiais e, a despeito da Copa que passou, têm crédito. Não incomoda o fato de ele ter mantido dez nomes daquele grupo fracassado para os amistosos contra a Argentina e País de Gales, dia 3 e 5, em Londres e Cardiff. Parabéns para ele por ter deixado mais uma vez de fora figuras que hoje geram desconfiança, como Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Adriano e, principalmente, Ronaldo. E tudo certo com a decisão de não chamar Jônatas, Morais e Vagner desta vez. Mas...

    Há lacunas sérias na lista de Dunga. Ausências que não fazem sentido sequer serem testadas quando o momento é de renovação. Por que ignorar o dinamismo de Mineiro e manter Dudu Cearense? O que o apoiador fez na Rússia para deixar o ótimo volante do São Paulo de fora? Por que não Ricardo Oliveira? Alguém tem alguma dúvida de que ele está mais pronto para a Seleção Brasileira do que Vagner Love? Será ninguém viu Fernandão em campo na final da Libertadores?

    Não entendi os critérios de Dunga desta vez. Pelo jeito, ele não viu e ignorou a final da Libertadores. Só levar Rafael Sóbis é a maior prova dessa incoerência. Explique-se, capitão!

  88. 16/08/2006

    Palmas para o Inter! E para quem gosta de futebol!

    Pobre criatura que não gosta de futebol. Ok, respeito. Também não aprecio algumas coisas. Não curto balé, economia, carnaval, novela e beterraba, por exemplo. Mas se o sujeito que ignora o esporte mais popular do mundo gastasse duas horas da sua noite para ver a final da Taça Libertadores da América hoje à noite teria vivido, no mínimo, 120 minutos recheados de estudos comportamentais, psicológicos, culturais... De tudo um pouco. Internacional e São Paulo fizeram uma decisão simplesmente espetacular. Histórica. Arrepiante. Regada a suor, talento, adrenalina, imprevisibilidade e, no fim, lágrimas. Um partidaço.

    Nessas horas é motivo de orgulho ser brasileiro. Dois times fortes, determinados e dispostos a tudo para ganhar o troféu. Ganhou o Colorado. O Internacional. O lado vermelho do Rio Grande do Sul. O São Paulo jogou bem. Hoje e, um pouco menos, semana passada. Os campeões, não. Jogaram muito na partida de ida e mantiveram o ritmo no empate de hoje, no lotado, tenso e emocionante Beira-Rio. Placar final: 2 a 2. O Internacional é campeão sul-americano. A Libertadores se veste de vermelho. Um título inédito.E o Colorado, em dezembro, desembarca em Tóquio para, provavelmente, enfrentar o Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho, revelado pelo rival Grêmio, na final do Mundial Interclubes.

    Não me canso de dizer. Foi um jogaço. Decidido nos detalhes. Por que o Internacional foi o campeão? Por que o São Paulo não conquistou a sua quarta Libertadores? As explicações: no jogo de ida, o São Paulo não foi bem, perdeu o meio de campo, falhou na defesa e, do outro lado, Rafael Sóbis decidiu brilhantemente, enquanto Tinga, Bolívar e Fernandão também jogaram demais.

    Hoje, no Beira-Rio, houve mais equilíbrio. Mas, de novo, o Internacional foi mais time. Menos tenso e mais pragmático. Muito bem treinado e armado, jamais se desesperou. Nem em dois momentos da partida quando o São Paulo dominou e quase reverteu a vantagem vermelha. Tudo foi muito tenso, disputado e, literalmente, só decidido no último escanteio. Aí, na teve jeito. Horácio Elizondo, juiz de final de Copa, apitou pela última vez. Fim da epopéia.

    Uma epopéia que teve momentos distintos. No início, parecia noite do São Paulo. Com sete minutos, Lugano perdeu dois gols, Danilo só não fez porque Clemer salvou e Elizondo deu cartão para Fernandão e Jorge Wagner. A partir dos 10 minutos, o Colorado equilibrou. Jorge Wagner, Fernandão... As chances começavam a aparecer... Até que veio a hora dos espíritos de porco. Aos 17 minutos, uma parcela mínima da torcida do Inter acendeu sinalizadores e cobriu o estádio de fumaça. Elizondo parou o jogo por sete minutos. Estupidez tupiniquim.

    A bola voltou a rolar e... 29 minutos... Rogério Ceni sai para cortar o cruzamento banal. Sua auto-confiança era tanta que, claramente, já pensava na reposição antes do encaixe definitivo. Bobeou. Falhou. Errou. A bola sobrou para Fernandão, o melhor jogador do Internacional em campo: 1 a 0. O goleiro do São Paulo, herói sempre, teve sua noite inglória. O futebol é cruel.

    O São Paulo baqueou. E quase leva o segundo gol no fim da etapa, com a cabeçada de Índio no travessão. Veio o segundo tempo. Com início igual ao primeiro. Mas com a diferença que o São Paulo marcou. Jogada ensaiada. Lugano ajeitou para Fabão. Edinho não saiu e deu condições. Fabão acertou o chute cruzado: 1 a 1. Muricy Ramalho foi com tudo. Apostou todas as fichas. De uma só vez, pôs Tiago e Lenílson nos lugares de Richarlysson, mal, muito mal, e Danilo, melhor do que na ida, mas ainda longe de funcionar com deveria. Depois, tirou Edcarlos e apostou em Alex Dias. Praticamente o São Paulo jogava com quatro atacantes.

    Mas, oito minutos após o empate, veio o castigo. Fernandão, que tinha condições de jogo, cabeceou. Rogério Ceni salvou, mas ninguém da defesa o ajudou no rebote. O próprio Fernandão ficou com a bola e cruzou para Tinga. Cabeçada precisa: 2 a 1. O título era quase do Internacional. Quase. Até poque Tinga tirou a camisa e foi expulso. Exagero, mas está na cartilha da Fifa. Faltavam 24 minutos. O próprio Beira-Rio, apinhado por 60 mil colorados, guardava respeito. O adversário era o São Paulo, que não desistia tão fácil.

    No abafa, o São Paulo foi à frente. Inteligente, o Inter buscava os contra-ataques e demonstrava uma raça comovente. Lá e cá. Sem parar. A melhor decisão dos últimos tempos no futebol brasileiro. Jogo fantástico. Até que o cronômetro cravava 39 minutos: Júnior chutou, Clemer falhou, deu rebote e Lenílson empatou: 2 a 2.

    Aí, como nos 180 minutos, veio a diferença crucial do jogo: o Internacional além de atacar com mais inteligência, soube se defender com mais eficiência. Alex Dias ainda cabeceou uma bola no travessão, mas não tinha jeito. O Inter, na soma dos pontos das duas “lutas” se deu melhor. E levou o título inédito.

    Título com heróis, como Rafael Sóbis, Bolívar, Clemer, Tinga, Jorge Vagner e, melhor do segundo jogo, Fernandão. Título que vinga Abel Braga. Sacaneado por muita gente. Motivo de chacota. Mas que sempre foi bom treinador. E, mais ainda, um profissional sério. Suas lágrimas sinceras no fim marcaram a sua redenção. Como ele mesmo disse no SporTV: “Um dia eu teria que ser o cara!”. E Abel Braga foi o cara! Assim como o Inter foi o time. Campeão das Américas. Espetacular. E parabéns a quem gosta de futebol. Somos privilegiados.

  89. 16/08/2006

    Campeonato Brasileiro

    Vitória justa em São Januário. O Vasco errou demais. Passou dos limites. Jean estreou mal. E teve um caneleiro chamado Faioli a atrapalhá-lo na frente. A zaga, o de sempre. Basta pôr na corrida para ganhar qualquer lance de Fábio Brás. O mesmo se aplica a Jorge Luís. Wagner Diniz foi inoperante. Diego Mochilinha foi mais ou menos (fez até um golzinho). Ramon? Passo... Diante desse quadro caótico, da qual Renato Gaúcho também tem culpa, tão infeliz esteve nas substituições, que não havia jeito mesmo. Azulão 1 a 0: Rafael Muçamba. São Caetano 2 a 0: Triguinho. Diego descontou. Mas era tarde. Tudo isso dentro de São Januário. Resultado terrível. E o São Caetano já passou o Vasco. É nono, com 24 pontos. O Vasco cai para décimo. E PC Gusmão assume o Azulão. Enquanto Antonio Lopes, sem pressa, aguarda o chamado.

    • E não é que a Cecília estava certa? O futebol é realmente o setor ideal para errarmos. Previ que a Ponte Preta venceria o Fortaleza, em Campinas. A blogueira cearense garantiu o contrário. E ela me deu aula. Bem melhor em campo, o Tricolor de Aço fez 3 a 1 na Macaca (Finazzi e dois de André Cunha, contra um de Ricardo Conceição). Vai entender... Com 17 pontos, o Fortaleza subiu uma posição: é décimo-sétimo. E a Ponte continua em décimo-quarto, com 19.

    • Respeitem o Grêmio, hein! Ganhou mais uma! E dentro do Arruda, em Recife! Num jogo cheio de alternativas, o placar final de 4 a 2 pareceu um pouco exagerado, mas a partida foi de uma correria impressionante. Bom jogo. Deu para ver alguns pedaços, revezando com Vasco x São Caetano. Com 26 pontos, o Grêmio, de Mano Menezes, pulou para sétimo. E o Santa, com 16, desceu para penúltimo. Acorda, Cobra Coral!

    • Em tempo: nos três jogos da 19h30h os três anfitriões perderam. Coisa de maluco.

    • Bom resultado do Botafogo no Serra Dourada. Empatar com o Goiás (2 a 2), na estréia de Geninho, não é nada fácil. E por pouco os alvinegros não ganharam. Com as dificuldades de sempre, com a conta do chá, o time jogou com personalidade. Zé Roberto fez 1 a 0, após tabela com Reinaldo. No fim do primeiro tempo, Paulo César de Oliveira enxergou um pênalti-mandrake em Wellington. Romerito empatou. O Goiás virou no início do segundo (Souza), mas Zé Roberto empatou com um golaço de falta. Poderia ter sido melhor. Mas também poderia ter sido pior. E ficou bom. Não tanto para os goianos, que só marcaram um pontinho, chegaram a 20 e à modestíssima e aflitiva décima-terceira posição. Mas excelente para o Botafogo. Foi o nono empate no CB (ninguém empatou tanto), mas suficiente para sair da zona do rebaixamento. Com um jogo a menos, o incômodo agora é do Atlético-PR.

    • Emerson Leão começou com pé direito no Corinthians. Por causa da final da Libertadores, não vi nada dessa partida. Logo no começo, os paulistas chacoalharam os tricolores. Tevez 1 a 0; Marinho, 2 a 0. Tuta diminuiu, no fim do primeiro tempo, de pênalti. Enfim, numa boa, era um resultado previsível. O Fluminense jogou todo quebrado e, principalmente, mal escalado. E, motivado e com medo do novo técnicos, os jogadores do Corinthians correram como nunca. Daí o resultado. E a lanterna agora é do Santa Cruz. O Corinthians foi a penúltimo, com 16 pontos, mas com uma vitória a mais do que os pernambucanos. O Fluminense, pelo menos por enquanto, segue em quinto, com 28. Bom resultado para visitantes. Péssimo para quem jogou em casa.

    • Em Florianópolis, também nada vi. Nada sei e nada escreverei. Aguardo informes de Pedro Goulart sobre Figueirense 1 x 1 Flamengo. Razoável para o Figueira, sétimo, com 26. Razoável para os rubro-negros: décimo-quarto, com 19. Enfim, tudo razoável.

  90. 16/08/2006

    E aí?

    Como a maioria sabe, não pude acompanhar a estréia de Dunga no comando da Seleção Brasileira contra a Noruega. Deu empate (1 a 1), o Brasil continua sem vencer os nórdicos e, pelo que li, ouvi e vi agora num compacto no SporTV, há inúmeras coisas a serem corrigidas. Óbvio. Sem ver a partida inteira prefiro não entrar em detalhes. Deixo apenas pitacos gerais. Foi ótimo ver Dunga sofrer na hora do gol inimigo e não parecer com cara de enfado; excelente ver os jogadores com outra postura: vontade, dedicação e respeito à camisa, E é fundamental que o treinador tape os ouvidos, ignore a turma que o cerca e nada entende de futebol e siga firme no seu projeto de renovação. Assim os torcedores voltarão a acreditar.

    • Comentei Itália 0 x 2 Croácia. Roberto Donadoni pôs o time B em campo. Vários jogadores jovens e outros “vetaranos” medíocres, como Lucarelli, Ambrosini e Delvecchio. Os croatas, com a base da Copa, fizeram dois gols e seguraram atrás. Por sinal, seguraram e bateram muito. Semana que vem, Donadoni convoca os campeões mundiais para a estréia nas eliminatórias da Eurocopa. E o laboratório da Azzurra chega ao fim.

    • Outros resultados: em Sarajevo, a França virou no fim em cima da Bósnia com um gol da revelação Faubert, do Bordeaux, de Ricardo Gomes. Olho nesse apoiador. É ótimo.

    • No Old Trafford, a Inglaterra goleou a Grécia por 4 a 0. Grande coisa. Na Copa, nada fizeram. Desisto de apostar no England Team. A não ser que Steve McLaren me faça mudar de idéia. Com fatos e atitudes.

    • E a Alemanha despachou a Suécia (3 a 0) em Gelsenkirchen: dois de Klose e um do bom Schneider. Torço por Joachin Low.

    • Parreira acertou mesmo com a África do Sul. Boa viagem!

    Comente aí sobre o Brasil, amigo. Eu não posso. Não vi, não escrevo. E dá-lhe Dunga.

  91. 15/08/2006

    Quem vence?

    Eis que chegou o grande dia. A melhor final da Libertadores dos últimos anos terá o seu campeão conhecido amanhã à noite, a partir das 22 horas, no Beira-Rio. Lotadíssimo. Vale o tetra para o São Paulo, desde que ele ganhe por dois gols de diferença ou, em caso de vitória pelo placar mínimo, seja mais competente na prorrogação ou nos pênaltis. Vale um título inédito para o Internacional, já que, na única vez em que chegou à decisão, o Colorado perdeu para o Nacional, de Montevidéu. Jogo, jogão, jogaço. Comandado por árbitro de final de Copa (Horacio Elizondo). Com perdão do lugar comum, imperdível.

    Mistérios cercam os dois times. Quem substitui Fabinho na cabeça-de-área do Internacional? Abel Braga tende por Wellington Monteiro. Eu optaria por três zagueiros, com Índio na zaga. Muricy Ramalho levará a dúvida sobre quem substitui Josué até o vestiário. A tendência: Ramalho ou Richarlysson, Eu, para o meu gosto, iria de Souza no meio e Ilsinho na lateral. Mas acredito que o treinador irá de Richarlysson.

    Houve um retrocesso na novela Ricardo Oliveira. O Betis não aprovou a documentação, avalizada pela Fifa. Eu não escalaria mais o centroavante. Muita confusão, com certeza ele está tenso, mexido e sem saber o que pensar, o que fazer, como agir. Muricy deveria comunicar, com todo respeito e consideração que o ótimo atacante merece. “Obrigado, Ricardo Oliveira. Fique aqui conosco em Porto Alegre, torça pelo São Paulo, mas quem joga é Aloísio, focado desde a última quinta-feira.”

    Mistérios de lado, será um jogo histórico. Uma decisão para marcar época. Claro: querem saber o meu palpite. O Internacional joga pelo empate. Tem tudo para ser campeão. Uma vantagem espetacular. É muito? Não. Muito pouco para quem enfrenta um time forte como o São Paulo. Dá para segurar a vantagem? Sim. Dá para reverter? Sim. Então... Conselho para os dois lados: rasgue a amargura. Pise no que ficou para trás. E vamos ao jogo. Só assim poderemos descobrir que bicho vai dar.

    Por fim, deixo a enquete básica: quem ganha a Libertadores. E por que? Pitaca aí!

  92. 15/08/2006

    Troféu Babalorixá-2006 (Décima-sétima rodada)


    Olá, amigos. Quem é quarentão lembra de Herculano Quintanilha, o personagem de Francisco Cuoco, em O Astro, novela das oito que fez o Brasil parar em 1977 para saber que matara Salomão Ayala. Pois bem: Herculano era um tremendo babalorixá e ele está aqui para anunciar o resultado parcial após a última rodada e a pitacolândia para os jogos do meio de semana. Boa sorte!

    Resultado parcial

    75 pontos
    João Luiz Hollanda

    72 pontos
    Luiz Gomes
    Romino Junior
    Vitor Hugo Ferreira

    70 pontos
    Cesar Augusto Marques Ferreira
    Henrique Badan
    Ricardo Badan
    Daniel de Pinho
    Rafael Di Iulio Ilarri

    69 pontos
    Flavio Bethlem Monteiro
    Pedro Henrique Rebello de Mendonça

    68 pontos
    Otavio CRF
    Felipe dos Santos Liporace
    Emerson Gonçalves

    67 pontos
    J R Cairo
    André Gusmão
    José Guilherme Gomes Villaça
    Rodrigo Hoffmann Herd

    Clique para ter acesso à planilha completa: Planilha babalorixa 2006 rodada 16.xls

    Pitacolândia

    Ponte Preta x Fortaleza (Ponte)
    Vasco x São Caetano (Vasco)
    Santa Cruz x Grêmio (Empate)
    Goiás x Botafogo (Botafogo)
    Figueirense x Flamengo (Figueirense)
    Fluminense x Corinthians (Empate)
    Santos x Cruzeiro (Santos)
    Palmeiras x Juventude (Palmeiras)

    Como sempre, o pedido: esse post fica apenas para os pitacos. Outros assuntos, em cima ou aqui abaixo. Please.

  93. 15/08/2006

    Jogos multiplicados

    • Além da Seleção de Dunga e da espetacular final da Libertadores entre Internacional e São Paulo, a quarta de luxo tem 17 amistosos entre outros países, e seis jogos pela décima-sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Culpa da Conmebol, que, como todo mundo já sabe, mudou o calendário e fez um melê no futebol brasileiro.

    • Pelo Brasileirão, teremos duas estréias de treinadores. No Maracanã, Emerson Leão já comanda o Corinthians contra o Fluminense. Mascherano volta; Ricardinho foi mesmo embora, provavelmente para o Besiktas; e Marcelinho Carioca continua afastado. Será a primeira vez de Josué Teixeira em casa. Bom jogo.

    • No Serra Dourada, Geninho volta ao Goiás contra o Botafogo. Vida dura dos alvinegros. Jogarão fora e contra um adversário motivadíssimo. A Cuca ficará quente amanhã à noite. A receita para o Botafogo: correr, correr muito. Do contrário, afunda.

    • Nos outros jogos, Jean estréia pelo Vasco contra o Azulão em São Januário. Aposto no anfitrião. Desafio para o Flamengo em Florianópolis. É difícil segurar o Figueirense por lá. E, atualmente, mesmo fora. Santa Cruz x Grêmio no Arruda. Jogo com cara de empate. E Ponte Preta x Fortaleza. Ganha a Macaca: 1 a 0 (nossa, que babalorixada!)

    • Dia de estréias também no futebol europeu. Em Livorno, a Itália faz o seu primeiro jogo após a conquista do título mundial. E Roberto Donadoni (foto) estréia como técnico. O adversário será a Croácia. Rússia x Letônia, em Moscou, marca a estréia de Guss Hiddink à frente dos russos. Joachin Low começa a mexer na Alemanha de Klinsmann contra a Suécia, em Gelsenkirchen. A França inicia sua Era Pós-Zidane, fora de casa, contra a Bósnia, enquanto Steve McLaren inicia seu trabalhos com o England Team, em Londres, contra a Grécia. Prato cheio para quem curte o futebol internacional. Como eu.

    • Por falar em futebol internacional. Pode mesmo haver um rodízio de atacantes na Europa. Ronaldo no Milan; Adriano e Reyes no Real; Klose no Liverpool... Corajoso esse Berlusconi.

  94. 15/08/2006

    A primeira vez de Dunga

    Sei que muita gente aqui detesta Dunga, mas continuo a fim de apostar no seu trabalho. Tudo bem: ele terá que conviver com algumas figuras lamentáveis, mas faz parte do show. Amanhã, contra a Noruega, ele começa a mostrar o seu jeito de treinador. Como ele trabalhará? De terno? De smoking? De bermudas, como Ernesto Paula? De agasalho simples? É o de menos, eu sei, mas tem muita gente preocupadíssima com isso.

    Outra coisa que tem tirado o sono de alguns. Quem será o capitão de Dunga? Amanhã, eu apostaria em Edmílson. Mas nem o Capitão do Tetra tem essa resposta, muito menos está preocupado com isso. Na cabeça dele (e de qualquer executivo sério e de bom senso) há quatro anos de trabalho pela frente. Mais ou menos 30 amistosos; 16 jogos pelas eliminatórias; Copa das Confederações; Copa América? Para que ter pressa?

    Quanto ao time que ele escalou contra a Noruega... Errei apenas um. Achava que ele iria apostar em Júlio Baptista desde o começo, mas ele preferiu a segurança de Elano e terá três volantes. Muito, na minha opinião. De resto: Gomes; Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Edmílson, Gilberto Silva, Elano e Daniel Carvalho; Robinho e Fred.

    Uma boa Seleção. E, descontada alguma zebra, esse é o time titular, com Kaká no lugar de Elano e Ronaldinho Gaúcho na vaga de Daniel Carvalho.

    Por sinal, para fechar, há três símbolos nesse time: Gomes, titularíssimo; Gilberto Silva, um volante que o treinador ama; e Daniel Carvalho, a maior aposta pessoal de Dunga. Comecemos a avaliar amanhã.

sobre o blog

Niteroiense, Lédio Carmona é jornalista esportivo há 20 anos. Esteve nas cinco últimas Copas do Mundo. Trabalhou em grandes jornais e na TV Globo. Co-autor do Almanaque do Futebol, atualmente é comentarista do SporTV e colaborador da Revista Placar.

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