Crédulo que sou, estou disposto a encomendar uma camiseta com a inscrição “Eu acredito na Copa Sul-Americana”. Melhor assim do que escrever “Os cartolas são visionários”. Mas, de fato, eu levo fé nessa competição. Pena que no Brasil, esse país marcado pela marra, pela insensatez e resistência ao novo, tudo seja mais difícil de acontecer. A Sul-Americana, espécie de Copa da Uefa do terceiro mundo, é lucrativa, tem um bom formato, preenche bem o calendário e oferece bons jogos. Foi o que aconteceu nesta noite, na qual ninguém dava muita coisa, mas se tornou bastante agradável para quem gosta do produto patenteado pelo nosso lendário Charles Miller, o dono do bigode que tornou a vida de muitos nesse país uma autêntica benção.
Logo aos quatro minutos, o misto de competência corintiana com azar vascaíno. Excelente jogada de Eduardo Ratinho. Cássio rebateu, a bola tocou nas costas de Fábio Brás, que, além de fraco não tem sorte, e sobrou para Amoroso fazer o seu primeiro gol pelo Corinthians. O Vasco não se abateu e foi à frente. Mas não tinha quem fizesse (ou soubesse) fazer gols. Aos 27m, Rafael Moura cabeceou para fazer 2 a 0. Cinco minutos após, Diego (vejam só) fez um belo gol de falta. E, ainda no primeiro tempo, Magrão bateu falta, Cássio defendeu, mas Coutinho resolveu cortar: gol contra. Foi o placar do primeiro tempo e do jogo. O Corinthians segue em frente e agora enfrenta Lanus ou Vélez Sarsfield. E o Vasco, de cabeça erguida, se despede.
Para fechar, nova vitória do Atlético no clássico: 1 a 0 no Paraná, gol de Denis Marques. O Furacão, que deve muito no Brasileirão e luta para não cair, agora enfrentará o River Plate. E amanhã teremos Botafogo x Fluminense, num jogo muito motivado e cheio de expectativa. A Copa Sul-Americana é uma boa. Basta os clubes entenderem e a levarem mais a sério. E, de novo, acredito, que o cenário já está em mutação.
São Paulo x Boca Juniors – Voltam Josué, Leandro e Aloísio. O São Paulo entra completo contra os fortes argentinos, para quem nunca perdeu no Morumbi. Ganhar a Recopa Sul-Americana contra o poderoso Boca Juniors poderia funcionar como divisor de águas para o São Paulo e, principalmente, para Muricy Ramalho, ambos tão criticados nas últimas semanas – apesar da liderança no Brasileirão. Se perderem o título em casa, a pressão pode ficar ainda mais forte, principalmente porque domingo, no Morumbi, o time tem mais um jogo decisivo: contra o Internacional, vice-líder no Brasileirão e seu algoz na Libertadores. Como perdeu por 2 a 1 na Bombonera, o simples 1 a 0 garante nova conquista aos tricolores. Um outro 2 a 1 é sinônimo de final por pênaltis, enquanto se o Boca ganhar com placar a partir de três leva a taça para Buenos Aires. E é muito bom o Boca, com talentos, como Gago, Calvo, Dattolo, Palácio e Palermo, nem tão habilidoso, mas referência na frente. O cenário, naturalmente criado com os últimos resultados, deu à Recopa Sul-Americana uma importância que nem a Conmebol esperava. Meu palpite: novo 2 a 1. E pênaltis.
Fluminense x Botafogo - Teremos cinco zagueiros, seis volantes, quatro atacantes e dois retornos importantes no clássico decisivo de amanhã, no Maracanã, pela Copa Sul-Americana. Fluminense e Botafogo decidem o direito de enfrentar o Gimnasia La Plata, da Argentina, na próxima fase, numa partida que, pelas escalações, tem tudo para ser amarrada e de poucos gols. Tem uma tremenda cara de empate. Lembro que 0 a 0 é bom para os tricolores, pois, pelo critério da Conmebol, ele empatou na ida por 1 a 1 na “casa do adversário”. Os alvinegros levam o confronto para os pênaltis com a repetição do placar.
Petkovic volta ao Fluminense; Zé Roberto ao Botafogo. Pela carência dos elencos, a vantagem é do Botafogo. Até porque Cuca tem menos opções do que Antonio Lopes. Meu palpite: empate. Só não arrisco o placar.
Como no ano passado. Lyon e Real Madrid se enfrentam pela primeira rodada da Liga dos Campeões. E os franceses dão um peteleco bem dado na marra espanhola. Ótima atuação coletiva dos pentacampeões nacionais, com destaque para Juninho Pernambucano, Abidal, Malouda, Fred e Tiago. Não fosse Casillas, o Madrid teria saído para o intervalo com um saco de gols. Mas levou apenas dois: Fred e Tiago (golaço).
Bom, ao vivo só vi mesmo o jogo entre Lyon e Milan. Agora comecei a ver o vt de Manchester United x Celtic Glasgow, no Old Trafford. Deve ter sido uma partida interessante, principalmente se observarmos o placar movimentado (3 a 2 para os ingleses) e, como diziam os mais velhos, a marcha da contagem. Vennegoor fez 1 a 0 para os escoceses. O francês Saha virou com dois gols. E Nakamura empatou. Tudo no primeiro tempo. Logo no início do segundo tempo, o excelente norueguês Solskjaer fez 3 a 2 e o Manchester United ganha seu quinto jogo seguido no ano: quatro pela Premier League, onde é líder, e hoje. No outro jogo pelo Grupo F, bom resultado do Benfica na Dinamarca: 0 a 0 com o Copenhague. Mais detalhes com Pedro PT, pois esse confronto eu não vi.
Grupo G. Também não deu para acompanhar o tropeço do Porto, em casa, contra o CSKA, da legião brasileira (Daniel Carvalho, Vagner Love, Dudu Cearense... ). Ricardo PT, apresente-se! E os portugueses já saem atrás, pois, na Alemanha, o Arsenal ganhou do Hamburgo por 2 a 1. Ótimo resultado para o time de Gilberto Silva, auto do primeiro gol, e de Julio Baptista. Até porque vem mal na Premier League.
Para fechar, destaque para a vitória do Milan, óbvia, sobre o AEK Atenas, no San Siro: 3 a 0, marcando Inzaghi, Gourcuff e Kaká. Grupo mole para os italianos esse H, até porque na outra partida deu empate: Andelecht 1 x 1 Lille, no que deve ter sido um belo peladão, movido à cerveja belga e chocolate de primeira na sobremesa. Nada mal.
Hoje ninguém precisou de calmante para ver as meninas do Brasil no Mundial de Basquete Feminino, em São Paulo. Passaram por cima da sul-coreanas por 106 a 86. E já estão classificadas para a segunda fase. È amanhã jogamos pelo primeiro lugar contra a Espanha. Como diria Antonio Porto, “de chuá”!
Vencer, vencer, vencer...
Os cinco maiores públicos da Série B são do Galo. O de ontem foi o maior. No total, nos 11 jogos da equipe em Belo Horizonte, pagaram ingresso 229.910 pessoas, com fantástica média de 21.161 por partida, média similar à dos atuais líderes do ranking de massas na A: Grêmio e Internacional. Na B, quem mais se aproxima do Atlético é o Paysandu, com média de 13.547. Na contra-mão, o Ituano bate todas as marcas negativas em termos de comparecimento aos estádios: é imbatível na lista dos menores públicos.
• Não é por nada não, mas Emerson Leão está igual ao Lee Marvin, aquele ator americano, famoso por seus papéis em westerns. O técnico do Corinthians saiu do saloon e vai com o time completinho para enfrentar o Vasco, amanhã, no Canindé, na volta da Copa Sul-Americana. Difícil para os cariocas, que têm que ganhar. E 1 a 0, placar da ida, nem basta. Sei não... Mas milagres e surpresas a cada dia se assanham mais no futebol. A conferir.
• O Vasco contratou Leandro Amaral. Um bom centroavante na época em que foi revelado pela Portuguesa. E depois sofreu com lesões diversas e não parou mais clube de nenhum. Só em São Paulo jogou pelo time do Morumbi, Corinthians e Palmeiras. Enfim, mais uma aposta. Quem não se lembra é esse aí da foto ao lado.
• Fala aí, Fernando Alonso: “O Zidane se aposentou com mais glória que Schumacher. Michael é o piloto com mais punições e mais antidesportivo da história da Fórmula 1”. Cruzes...
• Depois do colombiano Vargas, que era reserva no Boca, o Inter vai escalar o lateral-esquerdo peruano Hidalgo, de 30 anos, contra o São Paulo. Abel gostou. Bem, não conheço, não posso falar. Mas é uma escalação de risco.
• E não deixe de participar no Censo do Jogo Aberto. O post está aqui embaixo. E, por favor, não vote anônimo. Obrigado.
Primeiro dia de jogos pela fase final da Liga dos Campeões da Europa. E as melhores atuações foram dos espanhóis. O Barcelona passeou no Camp Nou diante do Levski Sofia: 5 a 0. Toque daqui, toque dali, tudo muito bonito, plástico e bem jogado. Sacode clássico, com gols de Iniesta, Giuly, Puyol (até ele fez), Eto’o e Ronaldinho Gaúcho, após jogada e chute belíssimos. O Barcelona é favorito de ponta ao bicampeonato. Quem pode atrapalhar, embora eu não me empolgue muito, é o Chelsea. Os ingleses estrearam bem, em Londres: 2 a 0 no Werder Bremen, de Diego e Naldo, ex-Juventude, e que falhou no primeiro tempo. Marcaram Essien (grande atuação do ganês) e Ballack. Os favoritos começaram bem no grupo da morte.
Jogo bem disputado, duro, mas com poucas chances de gols em Lisboa. Saiu apenas um, do lateral Caneira, no segundo tempo. E o Sporting venceu a Internazionale. Adriano foi escalado desde o início por Roberto Mancini e não funcionou. E Alecssandro, ex-Cruzeiro, entrou no segundo tempo e provocou a expulsão de Vieira. Boa estréia dos portugueses, com um time interessante. E mau começo dos italianos, com uma tática extremamente defensiva e pragmática. No Alianz Arena, em Munique, também pelo Grupo B, o Bayern esculachou o Spartak Moscou, que conta com o possante Géder em sua defesa: 4 a 0, com gols de Pizarro, Santa Cruz, Schweinsteiger e Salihamidzic. Pessoal com nome fácil.
Para fechar, o Valencia foi o outro destaque espanhol. Por sinal, o único a ganhar fora de casa. Com três gols de Morientes goleou o Olympiakos, de Rivaldo, por 4 a 2, em Atenas. E, na linda capital italiana, a Roma detonou o Shaktar, de Elano; 4 a 0, com gol de Taddei e, em homenagem a Lilu, um de Lillu. Assim foi o Grupo D. E amanhã tem mais...
Continuamos com um terrível Complexo de Viralata no basquete. Depois do fiasco dos machos, quase que a meninas da Seleção Brasileira se complicam na estréia no Mundial disputado dentro de casa, em São Paulo. Seria terrível começar com derrota uma competição tão importante no nosso próprio endereço. A desconfiança que nosso basquete já causa aos torcedores seria multiplicada por três. Mas, após uma farta distribuição de calmantes, vencemos as primárias argentinas por 71 a 69 (40 a 32), graças a uma cesta de Hellen a cinco segundos do fim da partida.
Amigos do Jogo Aberto. Casa nova, números diferentes. Ano passado, no endereço antigo, fizemos o censo do nosso blog. Foi um sucesso e centenas de blogueiros participaram. Esse ano vamos repetir a dose. O que eu preciso saber (e esse post fica exclusivo para isso, até a próxima segunda-feira). Qual é o seu time de coração e de que cidade você tecla? Só isso. A resposta é só essa. E, claro, conto com a honestidade de todos para votáramos apenas uma vez.
Até que a média de gols do Campeonato Brasileiro não está tão ruim assim. Em 228 jogos foram marcados 610, com índice de 2,68 por partida. Bem razoável e muito acima da marca dos principais campeonatos europeus, por exemplo. Mas, tecnicamente, insisto, a competição deixa a desejar. Alguns números para reflexão:
As garrafas do futebol europeu começaram a ser vendidas nesse meio de semana, quando começa a fase final da Liga dos Campeões, o melhor, mais técnico e mais milionário campeonato de clubes do mundo. Amanhã, por exemplo, já teremos oito jogos, com destaque para os dois do Grupo A, um dos mais difíceis: Chelsea x Werder Bremen e Levski Sofia, da Bulgária, time do inacreditável Lúcio Wagner, ex-lateral-esquerdo do Botafogo. Ficam os meus palpites. Favoritos ao título: Manchester United, Milan, Madrid e Barcelona. Azarão: CSKA Moscou. Fracasso à vista: Chelsea, Arsenal e Bayern Munique. Aguardemos.
Grupo E
Não me lembro. Sinceramente, faltam registros na minha memória sobre algum jogo de futebol no qual um time, com 11 jogadores contra 9 desde os 26 minutos do primeiro tempo não tenha conseguido fazer um único gol e ainda empatar de 0 a 0. Pior: ser engolido na parte física pelo adversário desmantelado, que, na prática, teve chances de decidir a partida. O São Paulo, o time com 11, jogou contra os nove do Corinthians durante 67 minutos. Mais de uma hora. E nada fez. Absolutamente, coisa nenhuma. Fracasso constrangedor. Com certeza, a atuação mais ridícula do vice-campeão da Libertadores nos últimos dois anos. Muricy Ramalho foi passivo. Não viu a partida como deveria. E sua equipe, entorpecida, lenta, sem criatividade e até com doses de soberba, foi engolida pela raça corintiana. Um jogo atípico e que entra para a história como um dos maiores atestados de incompetência coletiva já exibidos dentro de um gramado tupiniquim.
Cesar foi expulso aos quatro minutos do primeiro tempo, após pontapé em Souza. Aos 26, Eduardo Ratinho acertou Thiago. Heber Roberto Lopes acertou novamente ao aplicar cartão vermelho. Leão tirou Roger, pôs Gustavo Nery e deu uma arrumada no buraco aberto. Muricy Ramalho foi tímido: sacou Souza, um dos jogadores que mais põe e entra na pilha do nosso futebol, e apostou no garoto Tadeu. Mas, com 11 contra 9, manteve três zagueiros em campo. Resultado: o São Paulo não chutou no primeiro tempo.
E no confrontos do tricolores, no Pinheirão, deu Paraná: 1 a 0 no Fluminense, gol de Cristiano, logo no início da partida. Os donos da casa saem de um ciclo de cinco derrotas seguidas e pulam para sexto lugar, com 34 pontos. E o Fluminense, que ainda não venceu sob comando de Antonio Lopes, não ganha há oito partidas ou quase um mês – a última vitória foi sobre o Cruzeiro, no Mineirão, dia 13 de agosto, ainda com Oswaldo de Oliveira à frente. E o Flu cai mais um pouco: décimo, com 30 pontos. É cuidar para não descer mais... E para de achar que a culpa é do treinador... Afinal já são cinco em 2006 (um a cada 45 dias) e nada acontece. Se é que vocês me entendem...
No clássico carioca, nada a contestar na vitória de 2 a 0 do Flamengo sobre o Botafogo, gols de Rafael Marques, contra, e Renato Silva, ambos no primeiro tempo. Os rubro-negros chegam a 27 pontos e, pelo critério do saldo de gols, jogam a Ponte Preta para a zona do rebaixamento e estancam uma série de quatro jogos sem vencer. Já os alvinegros perdem a invencibilidade de cinco partidas (quatro vitórias seguidas no Brasileirão), caem para décimo-segundo (30), amargam o dissabor de perder o sexto duelo consecutivo contra os rivais e ainda terão o Grêmio, fora de casa, no próximo fim de semana.
Três vitórias seguidas. Segundo colocado (40 pontos), com um jogo a menos do que a maioria. Torcida empolgadíssima, que lotou o Beira-Rio (36 mil pagantes). O Internacional segue encantado. Nas partes que conseguir assistir da vitória de 2 a 0 sobre o Atlético Paranaense (gols de Adriano e Fabiano Eller), o time foi impecável. Dos jogos que acompanhei no fim de semana, o Colorado teve a melhor atuação entre todas as equipes do Campeonato Brasileiro.
Para fechar, outro jogo que minha incapacidade para a clonagem não me permitiu acompanhar. Fortaleza 1 x 1 Santos. Não concordo que foi bom para o Peixe. Entendo que foi péssimo para os dois. O Santos não aproveitou para encostar no São Paulo, continua em terceiro (com 39), junto com o Grêmio, a quatro pontos do São Paulo e agora atrás do Inter (40) e provou que não sabe ganhar fora de casa. De 12 partidas como visitante, só venceu duas. E os cearenses chegam ao décimo-primeiro empate em 23 jogos (quase 50%) e, com 23, seguem aboletados na vice-lanterna.
* Não vou me alongar pelo simples fato de que não pude ver o jogo. Deixo para quem acompanhou toda a final do Grand Prix de vôlei feminino dar os seus saques e cortadas por aqui. Fica o registro: o nosso vôlei, tanto masculino quanto feminino, é fantástico. E mete medo. Põe pavor em quem os enfrenta. Hoje, em Reggio Calabria, as moças se vingaram de vez do Trauma de Atenas. Ganharam a decisão contra a Rússia com sobras: 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 25/20, 23/25 e 25/17.
O suíço Roger Federer faturou o US Open ao ganhar do americano Andy Roddick por 6/2, 4/6, 7/5 e 6/1. O início foi um passeio de Federer, que chegou a estar ganhando o primeiro set por 5/0, mas desperdiçou uma chance de fechar e terminou em 6/2, em mais uma quebra de saque (a terceira em cima do americano). Depois, no segundo set, Roddick já começou quebrando, o clima de Copa Davis voltou a reinar em New York e o americano soube manter a vantagem até o final. Já o terceiro set foi marcado pelo equilíbrio e só foi decidido no décimo-segundo game, quando Roddick começou a apresentar sinais de cansaço e teve seu saque quebrado. Depois, um quarto set em que Federer tentou terminar com o já tradicional pneu dele numa final de Grand Slam, se aproveitando do esgotamento físico do americano. Ele chegou a ter o match point no 5/0 com saque do americano, mas Roddick salvou seu saque e outra humilhação.
* Flavio Briatore, diretor da Renault, detonou o mundo da F1 após a punição a Fernando Alonso e da vitória de Michael Schumacher. Ele disse:
Um breve resumo do domingo no futebol europeu:
• Na Espanha, o adversário do Real Madrid era uma galinha morta. O Levante raramente se levanta. E Ruud Van Nilsterooy aproveitou a debilidade do adversário. Três gols marcados (Cassano fez o outro). Um sacode do Real, fora de casa. Robinho entrou no segundo tempo. E, das tribunas, Ronaldo vou o holandês cair no gosto exigente do torcedor madrilenho.
Não há nenhum segmento no qual o ídolo esteja tão perto dos seus adoradores quanto o esporte. Se você é fã dos Rolling Stones pode ver um show deles muito raramente (falo ao vivo). A admiração de um cinéfilo por Al Pacino também tem limites - às vezes pode diminuir até por causa de uma escolha de roteiro mal feita. Na política, então, idolatria hoje virou sinônimo de fanatismo ou mesmo, em caso extremos, de doença. No esporte, não. Ali é diferente. O ídolo é instantâneo. De carne e osso. Acerta e erra na cara do seu fã. Vibra, reclama, chora, sorri e se emociona junto a ele. Oldemário Touguinhó, saudoso amigo, colega e professor, dizia que o esporte é a única área do jornalismo onde o repórter vê o fato acontecer e não chega depois. Acostumamos a ver um ícone nascer, crescer, brilhar, errar, vencer e... anunciar a sua despedida.
Fernando Alonso tem seus motivos para estar aborrecido. Também concordo que foi demais, bobagem ao extremo, a punição que o levou ao décimo lugar do grid. Coisas desse mundo hipócrita da F1. Mas que sempre deu sorte de fabricar ídolos. Fangio, Lauda, Villeneuve, o pai, Senna, Piquet, Prost, Mansell, pelo conjunto da obra, Hill, o pai, Ascari, Fittipaldi... E agora, Michael Schumacher...
É igual você levar um bom tempo sem ver um filme de determinado diretor, ouvir o CD daquela banda que há muito tempo não grava nada ou um se irritar com o livro do escritor que prometeu muito, fez muito marketing no lançamento e entrou um romance primário. A sensação de perda de tempo é inevitável. No futebol não é diferente. Há certas partidas muito aguardadas e que, por vários motivos, se tornam sinônimo de decepção. E foi com esse gosto de cabo-de-guarda-chuva que os torcedores de Vasco e Grêmio ficaram após o chatíssimo empate de 1 a 1, hoje à noite, em São Januário. Quem esperava ver um clássico teve que amargar um filme B, quase um trash do tipo desse indecente “Serpentes a Bordo”, que entrou em cartaz nesse fim de semana.
O segundo tempo foi terrível. O Vasco foi nulo. Morais não esteve bem. Jean cansou. Faioli foi Falholi. Os laterais foram inoperantes, como sempre. E Mádson entrou, fez um showzinho particular sem produtividade e... nada. O Grêmio tentou mais, insistiu, mas errou demais no último passe ou nos poucos lances de perigo criados. Enfim, uma partida decepcionante. Melhor para o Grêmio que, fora de casa, arrancou um pontinho e segue em segundo, com 39 pontos. Pior para o Vasco, quinto (35). Com o terceiro empate seguido em casa e arriscado a perder seu lugar, caso o Figueirense vença o Goiás amanhã, em Florianópolis.
Ninguém ganhou da turma da frente. O Coritiba, líder, empatou com a fraca Portuguesa, fora de casa (2 a 2). O Náutico, vice, perdeu para o Paysandu, no Mangueirão. E o Sport Recife, terceiro, empatou com o Santo André na Ilha do Retiro. A rodada foi excelente para o Atlético Mineiro, quarto (35 pontos), que venceu o CRB, em Maceió, por 1 a 0. Para o Avaí, quinto (33), após ganhar do Marília na Ressacada (2 a 0). E para Paysandu, agora sexto, com 32. É bom não devemos esquecer que o Marília, também com 32 (é sétimo), tem uma partida a menos. Outro resultado interessante foi a vitória do América de Natal, em Brasília, por 4 a 2 em cima do Brasiliense. Os potiguares estão em nono, com 31. Enfim, está tudo aberto na briga pelas quatro vagas para a Série A.
Direto de Nova York, nosso enviado especial, Rafael Rafic, comenta a final do torneio de simples do US Open. Fala, Rafic!
O Diário Lance traz uma reportagem interessante hoje, assinada por Caio Barbosa, Leandro Dias e Rafael Cavalleri. Contratado no início do ano, com salários de R$ 120 mil mensais, Pedrinho jogou apenas 9 das 43 partidas do Fluminense na temporada. Segundo o texto, ele já teve dores musculares na coxa direita, estiramento muscular na esquerda, fratura no dedão do pé esquerdo, virose e problemas urológicos.
• Bastaram 45 minutos para o Barcelona jogar e vencer, com facilidade, o Osasuna por 3 a 0 (dois gols de Eto’o e um de Messi). Todo time jogou bem, inclusive Ronaldinho Gaúcho. No segundo tempo, foi só descansar. O Barça é líder com o Valencia, dois jogos e duas vitórias. O rival venceu o Atlético Madrid, no Vicente Calderón, por 1 a 0, gol do ótimo David Villa. Esse time pode perturbar a paz do Barcelona na temporada. Assim como o Real Madrid, claro, que neste domingo tem uma aparente carne assada diante do Levante.
• Na França, o sábado foi brasileiro. O Lyon venceu o Troyes por 2 a 0, gols de Cris e Juninho Pernambucano. Com um gol de Wendell, o Bordeaux, de Ricardo Gomes, ganhou do Nice por 3 a 2. O Lyon é líder, com 13 pontos. Pelo menos até amanhã, quando om Olympique, de Ribery, joga contra o PSG, em Paris, e também pode chegar a 13, com vantagem no saldo de gols.
• Começou o Campeonato Italiano. Em Roma, De Rossi e Mancini marcaram no 2 a 0 do Roma sobre o Livorno. Em Firenze, só Maicon jogou pela Internazionale na vitória de 3 a 2 sobre a Fiorentina. Adriano e Júlio Cesar estão barrados. O destaque foi o argentino Cambiasso, autor de dois gols. Ibrahimovic marcou o outro. E o bom Luca Toni fez os dois dos violas, que segue lá atrás, com uma penca de pontos negativos. E a Juventus estreou na segundona com um triste empate em 1 a 1 com o Rimini.
• É mesmo maravilhoso (e duradouro) o grande momento do vôlei brasileiro. Como escreveu o Rafic ganhar de Cuba por 3 a 0 e chegar à final do Grand Prix não tem preço para a seleção feminina. Um incontestável placar de 3 a 0, com parciais de 25/20, 25/15 e 25/18. O time de José Roberto Guimarães sobra na quadra. Para a final, na minha opinião, seria melhor enfrentar a Rússia, a quem já vencemos na abertura da fase final. Enfrentar a Itália, dona da casa, deve ser algo mais espinhoso, até porque os tiffosi devem lotar o belo ginásio de Reggio Calábria.
• Sábado decisivo em Nova York. À noite, Justin Henin-Hardenne decidi o título feminino contra Maria Sharapova. Segunda contra quarta do ranking da ATP. Sou mais a belga. E, à tarde, as duas semifinais masculinas. Roger Federer (1) x Andy Roddick (10). Essa será a final masculina do US Open. Os dois venceram os russos Nikolai Davydenko (6) e Mikhail Youzhny (54). respectivamente. Sou Federer e dou um set de vantagem.
O fim de semana do Campeonato Brasileiro promete. Grandes jogos, dramas intensos, situações nunca tranqüilas, mas quase sempre embaraçosas. Sábado, por exemplo, teremos três jogos importantíssimos. O melhor deles acontece em São Januário: Vasco, quinto, x Grêmio, terceiro. O duelo direto entre duas equipes que surpreenderam muita gente. No Parque Antarctica, Palmeiras x São Caetano. Se perder, o Porco pode até acabar a rodada na zona do rebaixamento. E idem, idem, para o fraco Azulão, versão 2006. Outro confronto do desespero: Ponte Preta x Santa Cruz, em Campinas. À Macaca só resta vencer. Ao Santa, ganhar e rezar.
No domingo, o clássico entre São Paulo e Corinthians é um dos destaques. Na minha opinião, o melhor prato do cardápio. Uma partida que é esperada há várias semanas. Provocações são lidas, ouvidas e lamentadas desde segunda-feira. O São Paulo defende a liderança e sua vontade de sair da má fase, latente desde a perda da Libertadores para o Internacional. E o Corinthians, sempre turbulento, deve estrear suas novas estrelas: Magrão, Amoroso e César. Promessa de Morumbi cheio. E é bom lembrar que se o Corinthians perder também pode voltar ao grupo da degola.
No Maracanã, outro jogão. É o duelo entre o Botafogo, décimo colocado e embalado com quatro vitórias seguidas, contra o Flamengo, que desaprendeu a ganhar e convive com a crise e o rebaixamento. Se os rubro-negros não vencerem, a Gávea explode. E os alvinegros querem os três pontos para respirar ainda mais longe do abismo. Mas os desfalques de última hora podem atrapalhar.
E o Santos? Terá força e personalidade para vencer o Fortaleza, com novo técnico, na capital cearense e seguir no calcanhar do São Paulo. A conferir. E, para fechar, um insosso Juventude x Cruzeiro temperado com o pavor presente em Paraná x Flumiense, no Pinheirão. Nesse jogo ninguém pode perder. De novo.
Ferdinando nasceu em 1987, no Rio de Janeiro. Já no berço cometeram o primeiro vacilo com o rebento: batizaram o moleque com nome-gerúndio. A família era toda de rubro-negros. E, uma semana antes de Ferdinando vir ao mundo, o Flamengo conquistou o tetracampeonato brasileiro ao vencer o Internacional, por 1 a 0, no Maracanã, gol de Bebeto. Naquela época, os torcedores estavam enlouquecidos. Em sete campeonatos nacionais, o clube ganhou quatro. Zico brilhava. A Gávea ainda vivia tardes de festa nos concorridíssimos treinamentos. O clube já dava sinais de decadência econômica, mas a seqüência de títulos trazia mais sócios. Era um ciclo natural.
Não dá para dizer que Wagner Tardelli decidiu o jogo de hoje à noite, no Maracanã, entre Botafogo e Fluminense. Mas atrapalhou demais. Os dois times, diga-se de passagem. Errou demais, em lances decisivos. Se fosse apenas inversões de faltas, um impedimento de araque, até passava. Mas o soprador de apito negou fogo quando não poderia. Nota 1 para Tardelli, no Clássico Vovô que acabou empatado em... 1 a 1. Pior para os alvinegros, que tiveram mais chances de vencer a partida, não decidiram e agora ficam de fora com um empate de 0 a 0. Ao Botafogo, resta vencer ou empatar de 2 a 2. E a repetição do placar leva à cobrança de pênaltis.
Cuca melhorou bem o Botafogo no segundo tempo. Tirou Rafael Marques e lançou William. Um atacante bem razoável, que foi revelado no América e andou pelo Vasco. O time cresceu e, mesmo sem o mesmo padrão dos últimos jogos no Brasileirão (quatro vitórias seguidas), passou a dominar. Foi melhor, mas criou pouco. Deveria ter sido mais efetivo. E Marcelo, que jogou bem improvisado no meio, não tivesse perdido um gol feito no segundo tempo, a vaca poderia ter ido para o brejo.
O São Paulo volta para casa no lucro. E o gol de Thiago na Bombonera pode fazer a diferença na partida de volta, no Morumbi. O time de Muricy Ramalho, de novo, foi mal. Não por culpa do esquema tático que o treinador pôs em prático, sem um ala-direito fixo – Alex Silva e Fabão se revezaram (e mal) naquele lado -, com Richarlysson (péssimo) na ala esquerda e Danilo ao lado de Lenílson no meio de campo. O problema não foi tático, mas individual. Vários jogadores falharam, se omitiram e, quem sabe, tenham sentido a pressão. Resultado: Boca Juniors 2 a 1. E agora o time argentino joga por um empate no Brasil. Vitória por 1 a 0 dá o título da Recopa Sul-Americana aos paulistas.
Sempre fiquei intrigado com a desfeita de 99% dos jogadores profissionais brasileiros em relação a Charles Miller. Imagine, são milhares de boleiros espalhados pelo país, a maioria com notória ânsia reprodutora, e pouquíssimos batizam seus rebentos com o britânico nome Charles. Preferem Pafúncio, Lédio (há vários Lédios em Niterói), Emerson, Fernando, Beatriz, Fernanda, José, Pedro, Ricardo, Christopher, Rafael, Fabiano, Hélio, Luiz Fernando, Eduardo.. E por ai vai... Quase ninguém é batizado de Charles. Um absurdo.
Mas, Charles, você foi um pai para milhares. Provavelmente o mundo não conheceria Pelé se não fosse Charles Miller. Nem Garrincha. Nem Zico. Nem Rogério Ceni. Nem Sócrates. Nem Ademir da Guia, Tostão, Roberto Dinamite, Reinaldo, Falcão, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho, Obina e Valdir Papel... Charles nos deu essa oportunidade.
Numa boa, senhores jogadores. Gastem um minuto do seu dia para agradecer a Charles Miller. Ele mudou a vida de vocês. Trouxe a bola para o Brasil. Com ela, o futebol. Uma benção...
Coisinha doida esse universo do futebol. Nesse mundo de insensatez, às vezes o destino é mordaz com aqueles que o provocam. Pois vejam o que aconteceu hoje, no primeiro dia, melhor, noite, dos brasileiros na Copa Sul-Americana-2006:
• Na Bombonera, Boca Juniors x São Paulo, no primeiro jogo pela Recopa Su-Americana. Me incomodou o fato de Muricy Ramalho também não se mostrar muito convicto da importância do duelo. Claro que o Brasileirão é mais importante. Porém, é preciso que valorizemos nossas competições para, daqui a alguns anos, podermos ter um calendário consolidado. A Recopa Sul-Americana é a mesma coisa que a Recopa Européia, disputada semana retrasada, em Mônaco, entre Barcelona e Sevilla. E até hoje os europeus falam daquela partida, vencida pelos andaluzes. Evidente que estamos longe de alcançarmos aquele estágio, mas respeitar nossos eventos já seria um bom passo. E que o São Paulo mostre para o mundo que é melhor do que o Boca.
Eu sei que quase todo Jogo Aberto ficará contra mim, mas entendo que a França é a melhor seleção de futebol do mundo. Provou na Copa – não ganhou porque a Itália estava iluminada, muito competitiva e com seus principais jogadores no ápice – e segue no mesmo ritmo nas eliminatórias da Eurocopa. Hoje, na revanche da final do Mundial, os franceses foram superiores do primeiro ao último minuto da partida realizada no Saint Dennis. E ganharam com sobras: 3 a 1, com dois gols de Govou e um de Henry. A Azzurra descontou com Gillardino, lutou, mas não agüentou o talento de Henry, Ribery, Malouda & Cia em mais noite inspirada. Pior: a França já botou frente no grupo, enquanto a Itália, que empatou com a Lituânia, em casa, na estréia, terá que correr atrás para ficar com uma das duas vagas.
Amigos do Jogo Aberto. Em consideração com aqueles que viajarão no feriado, antecipo aqui o post do Troféu Babalorixá. E com os resultados parciais atualizados. Também publico a planilha completa. Peço, como sempre, para deixarmos esse post apenas para os pitacos. Outras discussões nos comentários anteriores ou nos próximos, por favor.
Pessoal. A dica do Dia da Independência. Show da banda de rock que chegou para ficar: os Víboras, com Ricardo Amaro, chapa-quente do Jogo Aberto, alvinegro de carteirinha e gente finíssima, no vocal. Vai rolar The Who, Rolling Stones, Lobão e, dizem, um hino para o nosso blog. A apoteose acontece no Saloom 79. Endereço: Rua Pinheiro Guimarães, 79, em Botafogo, claro. A partir das 20 horas. Não percam!
Mestre Ambrósio pediu e aí está a minha palhinha. Rodada cheia na terça-feira da Série B. E, como na primeira divisão, já podemos confirmar que há um grupo de desgarrados rumo ao grupo de elite. A noite foi espetacular para os clubes pernambucanos. No Estádio dos Aflitos, lotado, o Náutico sapecou 3 a 0 no Atlético Mineiro (três gols do bom atacante Felipe) e subiu para 38 pontos. É o mesmo número do líder Coritiba, que perdeu, em Campinas, para o Guarani, mas o Coxa leva vantagem no saldo de gols. Náutico e Coritiba estão folgados na frente.
• A Timemania foi aprovada. Ótimo. Já é um passo. Ajuda, dá um respiro aos nossos endividados clubes. Mas que fique claro: não pode ser vista como tábua de salvação ou como mais um motivo para nossos cartolas se acomodarem e, ao invés de criarem outras alternativas de receita, preferirem dar baforadas de charuto, cornetar a vida dos treinadores ou simplesmente recostarem em suas poltronas de couro. A Timemania ajuda, mas trabalhar (e criar) é preciso. Sempre.
• E a cabeçada de Zidane ainda rende na Europa. Materazzi finalmente abriu o bico para a Gazzetta dello Sport: Segurei a sua camisa (de Zidane) e ele disse: 'se você quer a minha camisa, te dou depois do jogo'. Então, respondi que preferia a irmã dele”, disse o zagueiro-tatuado à Gazzetta. Diálogo de altíssimo nível.
• Quer dizer que Parreira disse que não acertou com a África do Sul por causa de dinheiro? Ah, bom... Acaba de passar uma ovelha-voadora vestida de terno aqui na frente do meu prédio. Eu juro. Eu vi... Por favor... Acreditem...
O melhor do amistoso de hoje, em Londres, foi o gramado perfeito do White Hart Lane, estádio do Tottenham. Perfeito. Melhor do que muitos usados na Copa da Alemanha. O jogo foi fraco. O Brasil é tão melhor do que o País de Gales que não dá para analisar muita coisa. Até porque Dunga optou por usar outro time, bem diferente ao escalado contra a Argentina. Brasil 2 a 0, gols de Marcelo (que estrela tem esse moleque do Flu!) e Vagner Love (outro com bom relacionamento com a lua). Meus breves pitacos:
É insano o discurso de alguns no futebol brasileiro. Durante seis, sete meses, todos os dirigentes, cartolas e até jogadores dos clubes menos bem colocados, apelam para a importância de se classificar para a Copa Sul-Americana. E todos os anos, na véspera da abertura da competição, temos que ouvir alguns com a mesma ladainha:
Não pára de chover. Faz frio. Conspirações são inventadas, discutidas e derrubadas. Árbitros são postos em paus-de-arara virtuais. Elas querem musos; eles querem beubas. Amanhã tem Brasil x País de Gales. Quarta-feira começa a Sul-Americana para os brasileiros. E, em outubro, vamos votar para presidente. Alguém lembra? Jogadores de futebol feminino comemoram sem ter ganhado. Dunga deixa Kaká de castigo. Querem derrubar o Maracanã. E quem deveria ser demolido segue tão seguro quanto a cara-de-pau daqueles que adoram a cultura do “quero-me-dar-bem-e-os-outros-que-se-danem”. Tudo fora da ordem.
O domingo foi preto & branco no Campeonato Brasileiro. Se tivesse condições faria um fundo branco com letras negras, especialmente hoje, para aplaudir as vitórias esmagadoras de Botafogo e Santos. Duas goleadas, duas atuações magníficas. O Peixe, vice-colocado, com 38 pontos ganhos e um jogo a mais do que o São Paulo, aniquilou o Palmeiras, na Vila Belmiro, com um irretocável 5 a 1. Com direito a aplausos do Rei Pelé, aboleado na Tribuna real do estádio onde nasceu para o futebol, foi criado e retribuiu com a maior parte dos seus quase 1.300 gols. Na Arena da Baixada, o Botafogo talvez tenha feito a sua melhor partida nos últimos anos. Sem exagero. O time carioca jogou demais e enfiou 5 a 0 no Atlético Paranaense. Quarta vitória seguida, décima posição, com 30 pontos e longe da zona do rebaixamento. Os alvinegros estão no mais absoluto estado de êxtase.
O Botafogo jogou demais. Ah: virão os mais certinhos dizerem que tudo ficou mais fácil após a intempestiva expulsão do apoiador Christian, do Furacão, logo após o primeiro gol, marcado por Lima (que falha do goleiro Cléber!). Mas não foi por causa disso. O Botafogo foi perfeito. O primeiro tempo terminou com 4 a 0: Lima, dois de Reinaldo e um de Zé Roberto. Esse trio esteve perfeito, coadjuvado por Ruy, Junior Cesar, Clayton, Juninho e Diguinho (sempre nervosinho). No segundo tempo foi só administrar e meter o último, com Lima, na reta final. Vale citar ainda uma bela defesa de Lopes, quando a partida ainda estava no 0 a 0, o encaixe perfeito de Lima no time do Botafogo e o trabalho excelente de Cuca. E o Atlético, que vinha de três vitórias seguidas com Vadão, caiu para décimo-segundo (27).
Não chegou a ser nada brilhante como a festa em preto & branco, porém São Paulo e Grêmio cumpriram suas missões. Venceram, sem convencer, mas embolsaram mais três pontos. Em Recife, o time de Muricy Ramalho quase se enrola. Foi melhor o tempo todo. Só que custou a decidir. Rogério Ceni, de falta, ainda no primeiro tempo: 1 a 0. No início do segundo, Josué, em má fase, bobeou e Jorge Henrique empatou. Aí, Muricy Ramalho tirou Aloísio e abriu Thiago e Alex Dias, um de cada lado. A defesa pernambucana se perdeu e saíram os gols: dois de Thiago. O São Paulo não se encontra, mas mantém a liderança absoluta - com um jogo a menos: 41 pontos, a três (ou seis) do Santos. E o Santa, sinceramente, agarrou na lanterna e não larga mais: 18 pontos. Só milagre salva.
O Grêmio é um exemplo de dedicação e comunhão entre time e torcida. Na volta ao Estádio Olímpico, arquibancadas lotadas (40 mil pagantes) e jogo dificílimo contra o Paraná. Ângelo, o bom lateral-direito, fez, de falta, 1 a 0 para os visitantes. William, zagueiro que veio do Ipatinga, empatou. Tudo no primeiro tempo. No segundo, Grêmio na frente, Paraná nos contra-ataques. Até que veio o pênalti (foi sim) de Pierre em Rafinha. Calço sobre a linha da grande área. Na cal. Tcheco fez 2 a 1. O Grêmio chega à sétima vitória em oito jogos. É terceiro, com os mesmos 38 pontos do Santos. O saldo, no entanto, é inferior, apesar de o time gaúcho ter o segundo melhor ataque da competição, só atrás do São Paulo. O Paraná, com quatro derrotas seguidas, é sétimo (31).
No Maracanã, tudo igual no clássico entre Fluminense e Vasco (1 a 1). Jogo muito ruim no primeiro tempo e bom no segundo. Nada brilhante, porém movimentado. Os tricolores fizeram a melhor partida dos últimos tempos. Marcaram bem e, com Lenny motivado, foram para cima. Até que Tuta fez 1 a 0, com um belo toque por cima de Cássio.
E o Corinthians só saiu desse grupo do desespero graças a um pênalti mal marcado por Sálvio Espínola Fagundes em cima de Rubens Júnior, que não joga nada. O Corinthians pressionou, até merecia ganhar, mas não dessa maneira, com a cobrança convertida por Marcello Mattos. O time foi a 26 pontos, mas ainda deve muito. Tanto que Emerson Leão só fala nas chegadas de Amoroso, Magrão e César. Já a Macaca... Tem que reclamar mesmo. Hoje perdeu no apito. É a verdade.
Todas as honras para Andre Agassi
Almoçava mal como sempre. Toda atenção ao jogo de André Agassi e nenhuma reverência ao prato de salada com quiche. Tenho esse péssimo hábito. Refeições de olho na telinha ou absorto em alguma leitura. Normalmente ligada ao trabalho, coisa que nunca foi bem aceita (se é que vocês me entendem). Pois hoje simplesmente abandonei à refeição. André Agassi estava perto de se despedir da quadra. O alemão Benjamin Becker, de 25 anos, estava prestes a fechar a partida pela terceira rodada do US Open e deixei para comer qualquer coisa depois.
Amigos do Jogo Aberto. Por conta de outros compromissos no SporTV, não consegui ver a vitória do Brasil sobre Argentina, nos Emirates Stadium, em Londres. Mas o pouco que ouvi nos corredores da televisão, algumas matérias lidas e outros comentários que tive oportunidade de acompanhar por aqui, deixam claro que o placar de 3 a 0 foi convincente e justo. Dois gols de Elano e um de Kaká nós deixam a sensação (apenas a sensação) que nosso trabalho de renovação pode estar mais bem encaminhado do que o dos argentinos. Mas, pelo menos no meu caso, é puro “achismo”. Não vi nenhum minuto da partida, nem testemunhei a tal grande atuação ce Robinho. Assim sendo, torna-se complicado falar ou escrever qualquer coisa.
Ah, sobre a Argentina. Não me pareceu apropriada a escolha de Alfio Basile para treinador. Ele é retrógado, ultrapassado e cheio de manias e vícios de um futebol que não existe mais. Pode não parecer agora, mas nossos rivais sentirão mais falta de Jose Pekermann do que eles próprios imaginam. O resultado de hoje pode ser um indício. O mesmo indício que, descontados o habitual ôba-ôba, nos leva a crer que a despedida de Parreira foi um avanço. Com todo respeito.
Ainda bem que não vi ninguém reclamar da atuação de Héber Roberto Lopes na vitória, de virada, do Internacional sobre o Flamengo por 2 a 1, no Maracanã. Não porque eu morra de amores pelo árbitro paranaense. Não mesmo, mas ele marcou certo e convicto os dois pênaltis a favor do clube gaúcho, ambos convertidos pelo ótimo Fernandão. E o Colorado mereceu vencer. Foi e é melhor do que time rubro-negro. Muito superior. Basta olhar a tabelinha de classificação. Além de ser campeão da Libertadores, o Inter é vice-colocado (37 pontos), a dois do líder São Paulo. O Flamengo é décimo-sexto (24) e só não terminará a rodada no bolo dos rebaixados se o Juventude der uma goleada no Goiás no Serra Dourada. Quase impossível...
Nos jogos da noite na Europa, só quem soube aproveitar a carne-assada foi a Espanha: 4 a 0 no Liechtenstein: 4 a 0, com uma atuação formidável de David Villa, autor de dois gols. Detalhe da partida: um auxiliar de linha tenobroso da Macedônia. Em menos de dez minutos, ele marcou cinco impedimentos inexistentes contra a Fúria. Um horror...
Olá, amigos. Sexta-feira. Tarde com cara de noite. Tudo mundo animadíssimo no Jogo Aberto. Talvez porque hoje seja aniversário do nosso bravo CJ Ballantyne (parabéns, amigo!). Fiquei a pensar: o que escrever numa hora dessas? Balanço da rodada que vem por aí? Provavelmente choverei no molhado... Brasil x Argentina, em Londres... Prefiro ver e depois falar... Ronaldo apaixonado (de novo!)... Passo... Denílson, o garoto do São Paulo, vendido por E$ 6.5 milhões para o Arsenal? Há muito tempo não vejo o menino em ação e prefiro deixar para o Emerson analisar... Erros de arbitragem? Voto nulo...
Ian Uran Senna ainda não mandou o resultado parcial do Troféu Babalorixá, após a rodada do meio de semana. Creio que ainda receba hoje, a tempo de atualizar esse post. Enquanto isso, pitacos no ar. E nem preciso lembrar, por favor, que esse espaço é só para a palpitolândia. Debates, discussões e afins aqui embaixo e logo mais, em cima. Boa sorte.
Com atraso, chego para falar um pouco sobre esportes olímpicos. Andre Agassi é um personagem fantástico da história mundial. Riquíssimo, sem o discurso-padrão da maioria dos esportistas, com luz própria e com um talento inacreditável. Sua despedida das quadras, no USOpen, têm sido apoteótica. Chegará à final e conquistará o último título de sua carreira? Chegará ao fim do ciclo de atleta com a glória suprema? Boas perguntas, mas o que vale a pena mesmo é sabe que Agassi ainda está com raquete em punho. E, nessa reta final, isso vale muito.
• No Mundial de Basquete, a queda do império americano. A Grécia, campeã européia, fez uma partida perfeita, bloqueou bem os americanos e deixou de cócoras as estrelas yankees: 101 a 95. No outro jogo, menos técnico, mas não menos dramático, o exército de Paul Gasol foi mais eficiente e teve mais sangue frio do que a esquadra de Manu Ginobili: Espanha 75 x 74 Argentina. Dois grandes jogos. A final será domingo, às sete da manhã, entre Espanha e Grécia. Aposto nos espanhóis. E o Brasil perde até quando não joga. Sem nenhuma equipe das Américas campeã mundial, o Pré-Olímpico se tornará ainda mais complicado. Quase intransponível.
A noite foi do Botafogo. E, sinceramente, eu fico feliz com a alegria dos alvinegros. Clube sofrido, cheio de dificuldades, o clube merece noites de festa como a de hoje. O trabalho é sério, os cartolas podem não ser perfeitos, mas são íntegros, e o técnico, além de bom, tem um caráter que, hoje em dia, não se encontra em qualquer esquina. Com todo respeito ao Paraná, que faz uma campanha maravilhosa, torci pelo Botafogo. E aplaudi o resultado final: 4 a 0. O resultado mais importante da quinta-feira. É muito legal ver as coisas darem certo em General Severiano.
Em São Januário, tropeço do Vasco: 2 a 2 com a Ponte Preta. Mas o time saiu, justamente, aplaudido pelos torcedores. Jogou melhor, teve uma raça cativante, foi disciplinado, jamais desistiu e ainda foi prejudicado pelo bom árbitro Leonardo Gaciba. É bom, mas, pena, também erra. Não deu pênalti em Faioli e anulou gol legal de Abedi. Ambos no primeiro tempo. Enfim...
De fato, o São Paulo, de novo, não jogou bem. Mas merecia um resultado melhor do que o empate de 1 a 1 com o Fortaleza. Não vi o jogo inteiro, mas achei interessante o esquema tático testado por Muricy Ramalho. Três zagueiros, Leandro e Richarlysson como alas, Lenílson e Danilo juntos e Aloísio sozinho na frente. Tudo bem: o time embolou demais mesmo. Mas criou chances à beça. Tanto que Albérico foi o nome do jogo.
Fecharam a janela. Agora, amigos, para pôr a mão no passaporte, arrancar os cabelos dos aeroportos nacionais, embarcar com um saco plástico de mão e cheios de planos para ficar rico no futebol europeu, o jogador brasileiro terá que esperar até dezembro, quando a famosa janela estará escancarada mais uma vez. E nem adianta espernear. O futebol é assim. O mundo é assim. A realidade é essa. O dindin manda. E, infelizmente, precisamos dele. Boa viagem para quem conseguiu ir. E uma poltrona confortável na sala de espera para aqueles cujos empresários não trabalharam direito ou, simplesmente, pecaram pelo olho grande.
• Depois de Magrão e Amoroso, o Corinthians anunciar Cesar, lateral-esquerdo da azio, aquele ex-São Caetano. Tem jogado bem na Itália. Pode dar certo. E Emerson Leão pede Dida para o gol. Mas se não veio hoje, não vem mais. A janela fechou.
É empolgante a campanha do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Principalmente em razão do caminho percorrido pelo clube. Começou mal, não empolgava ninguém. Viveu algumas rodadas na zona do rebaixamento. E o inferno parecia ter chegado no domingo do Grenal, quando alguns torcedores protagonizaram um espetáculo deprimente no Beira-Rio e fizeram com que o time tivesse que fazer, primeiro oito, depois três partidas, com portões fechados, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul. E o castigo se tornou o divisor de águas. O Grêmio pálido, desequilibrado e sem luz própria transformou-se no Grêmio vencedor, coeso e iluminado. E, empolgados, os gremistas avisam que “até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos, com o Grêmio onde o Grêmio estiver...”
Noite perfeita para o futebol gaúcho. O Internacional foi a Recife e conseguiu vencer o Santa Cruz por 2 a 0, no Arruda. Resultado expressivo. Até porque o Colorado ainda está capenga com o desmanche pós-Libertadores. Os reforços começam a chegar, mas não há previsão para a estréia. Mas Fernandão está encantado. E fez o primeiro gol, de novo de cabeça, no fim do primeiro tempo. Adriano marcou o segundo, no início da parte final. E os gaúchos, com um jogo a menos, pularam para quarto lugar, com 34 pontos. Lamentavelmente, creio que só um milagre salvará o Santa. Depois de uma recuperação efêmera, o time despencou novamente. Lanterna disparado, com apenas 18 pontos ganhos. A campanha do Santa é um desastre para o Nordeste.
Como é um desastre o atual estado das coisas no Fluminense. Antonio Lopes é o quinto técnico do time na temporada e já perdeu os dois jogos que comandou. As revelações são vendidas. O clube está sem comando. O patrocinador, descontente. As estrelas, desmotivadas e loucas para irem embora. E a equipe, dentro de campo, sem nenhum padrão tático. Zero planejamento. Tudo é feito na base do “vamu-lá-que-dá”. Toda a pose de planejamento, promessas e discursos que a diretoria apresentou nos dois últimos anos se desmanchou. O Fluminense é uma bagunça.
O Flamengo mereceu ganhar o primeiro tempo do jogo contra o Juventude, em Caxias do Sul. Jogou melhor, mais bem arrumado por Ney Franco. Dominou, criou chances, Peralta e Sávio se movimentavam bem no ataque e tinham o apoio dos dois Renatos, responsáveis por dois chutes na trave. O Juventude jogava na correria, sem muita organização. Mas quase fez com Christian.
Fôlego que o Santos perdeu na Arena da Baixada. O Atlético Paranaense vem numa recuperação impressionante. Pegou no tranco e já é décimo-primeiro, com 27 pontos (inclusive à frente do Palmeiras). A situação ficou ainda melhor após a vitória de 2 a 1 sobre o Peixe, na estréia do colombiano Navarro Montoya no gol do Furacão, que tem um jogo a menos. E o Santos segue em segundo (35), mas agora com a companhia do Grêmio, e com o Internacional a espreitá-lo. Trata-se de um time mediano, mas com um técnico de ponta. Só Luxemburgo salva.
Para fechar, Palmeiras 1 x 1 Figueirense, no Parque Antarctica, gols de Schwenk, um dos cinco artilheiros do Brasileirão, com nove gols, e de Enílton, impedido. Foi o terceiro empate do Palmeiras em quatro jogos. Uma queda no desempenho da equipe de Tite, ainda invicta no pós-Copa, mas vivendo período decadente. Tanto que, com 27 pontos, é apenas décimo-segundo, fora até da Sul-Americana. E o Figueira, para alegria de Pedro Goulart, segue firme com seu trio-gol: Schwenck-Soares-Cícero, que não jogou hoje: sétimo, com 31 pontos. Apesar da resistência, Waldemar Lemos tem mantido os bons resultados de Adílson Batista.
Dê uma piscadinha de olhos. Rápido... Para relaxar, você dez segundos para relaxar antes de abri-los. Nesse intervalo, um jogador de futebol foi vendido. Bem, isso é apenas uma metáfora e só funciona hoje e amanhã, últimos dias antes de a janela das transferências dos jogadores na Europa e, também para o mercado externo, no Brasil. Transações domésticas são admitidas durante o Campeonato Brasileiro até o dia 22 de setembro. A quarta-feira foi movimentadíssima. Para você não se perder, segue um resumo.
• ... Aí, segundo a Rádio Cadena Ser, de Madrid, Real e Internazionale acertaria a troca de Ronaldo por Adriano (não comunitário) e que herdaria a vaga de Júlio Baptista.
• Por falar em Milan, o clube italiano só quer um centroavante: Ricardo Oliveira, Se não vier, Carlo Ancelotti prefere fica com o que tem.
A venda de Marcelo e de Lenny, ainda não oficializada, para o CSKA Moscou causaram perplexidade entre os torcedores do Fluminense. Publico abaixo o e-mail que recebi de um associado do clube com algumas informações de bastidores sobre as razões do negócio. A fonte pediu anonimato e, claro, respeitarei o seu pedido. Caso a diretoria do Fluminense queira dar a sua versão, o Jogo Aberto está à disposição para eventuais esclarecimentos.
Os funcionários passaram a olhar para ele olhando torto, um terror. Nessa ultima proposta o CSKA ofereceu mais dinheiro para ele. E ele disse que só iria se um outro jogador fosse com ele. E aí houve a oferta pelo Lenny. O Flu teve que aceitar, por total desespero, uma m... O clube anda muito mal administrado e as coisas estão estourando assim.
Dia frio no futebol, como a temperatura que congela os cariocas. Enfim, vamos pitacar sobre o que mais me chamou a atenção:
• Mascherano não apareceu para trabalhar no Corinthians. A bagunça e o desmando no Parque São Jorge são constrangedores. Está evidente que nenhum dos dois argentinos quer ficar em São Paulo. Agora, resta ao Corinthians fazer dinheiro ou ganhar o que a MSI entender que lhe cabe. Lamentável. Há quem diga que o Arsenal, em crise na Inglaterra, quer os dois hermanos.
• E o Inter contrata Fábin Vargas, 26 anos, meia colombiano do Boca Juniors, para a vaga de Tinga. Não conheço. Nem Pinga, ex-Torino, que pode estar chegando também. A ver.
• Gostei da promoção do Botafogo. Ingressos a um real para o jogo contra o Paraná e mais as tradicionais nota fiscal. É hora de trazer a torcida para perto do time. E a PM que tome as devidas providências.
• Depois de Robson Luis, o Goiás contratou Galeano. Passo...
• O Milan agora quer Robinho. Quem o Milan não quer? Eu...
E não adianta elogiar. Ian Uran Senna ainda não mandou o resultado parcial do Troféu Babalorixá, após a rodada do fim de semana. Mas, como temos jogos no meio de semana, vamos pôr logo os pitacos no ar. Depois, eu atualizo o post com o balanço. E nem preciso lembrar, por favor, que esse espaço é só para a palpitolândia. Debates, discussões e afins aqui embaixo e logo mais, em cima. Boa sorte.
Ian Uran Senna não falha. E aí está a Seleção do Primeiro Turno do Campeonato Brasileiro, escalada pelos blogueiros do Jogo Aberto.
“Dualibi viaja para negociar saída de Tevez”
Faltam três dias para a janela do futebol europeu ser fechada. Mesmo período para os negócios tupiniquins. Imaginem como estão os bastidores da bola. Vá aos restaurantes mas discretos da zona sul ou oeste do Rio, de São Paulo, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, de Curitiba, de amanhã até quinta-feira. Gaste um dinheiro, pois a comida ali é cara. E divirta-se ou morra de curiosidade. Com certeza, haverá um cartola, um empresário e, talvez, o pai de um boleiro tentando fechar uma “tratativa” enquanto degustam uma lingüiça, para os obesos, ou uma salada verde, para os frugais. Na bandeja, o jogador.
E que sufoco Fernando Baiano - "Balança o coração da gente... "- deu no Barcelona na estréia do timaço no Campeonato Espanhol. O centroavante fez 1 a 0 para o Celta. Eto 'o empatou. Messi virou. O argentino Gustavo López igualou tudo de novo. Até que, a três minutos do fim, Gudjohnsen, uma das novas estrelas da companhia, fechou o placar. Jogo complicadíssimo, mas o Barça, sem Ronaldinho Gaúcho, machucado, fiez o serviço direitinho. E o Real Madrid já está atrás...
Não gosto de jabás. Mas ao receber o e-mail de Maria Sharapova hoje achei que, desta vez, não teria problema. Até porque a mensagem da tenista começava com um animador "Lovely, Lédio""... A musa do Jogo Aberto me pediu para convidar a todos para um visita ao seu novo site oficial. O endereço é: http://www.mariasharapova.com/defaultflash.sps.
Ninguém trabalhou bem no clássico do Maracanã. Nem o Flamengo, nem o São Paulo, muito menos o árbitro. Joguinho chato. Se os rubro-negros tivessem um time realmente bom resolveriam a partida no primeiro tempo. Mas não. Conseguiram apenas um gol e ficaram satisfeitos. Enquanto isso, os tricolores olhavam e pareciam presos em campo. No segundo tempo, Muricy Ramalho fez as modificações que sempre têm dado resultado: Thiago na vaga de Souza; e, principalmente, Lenílson no lugar de Danilo. Aí, sim, era o São Paulo em campo.
No Pacaembu, outro jogo desbotado. E vencido por esse surpreendente Grêmio, muito bem arrumado por Mano Menezes. O técnico e o time sabem das limitações. E lutam o tempo inteiro. Não desistem. É quando a raça resolve. E, para melhorar, alguns jogadores de boa técnica entraram no time ou simplesmente começaram ou voltaram a jogar bem, casos de Lucas, Tcheco, Léo Lima, Hugo e desse ótimo centroavante Rômulo. Evaldo fez 1 a 0 no primeiro tempo. Rômulo, o segundo, na parte final. Grêmio, terceiro colocado (32) 2 x 0 Corinthians (antepenúltimo, 20).
O Vasco é o Grêmio entre os cariocas. E o Internacional é o São Paulo entre os gaúchos. Como Mano Menezes, Renato Gaúcho sabe que lutar é preciso. Marcar, também. Ser sério, mais ainda. E jogar no erro do adversário, sinal de eficiência. Assim o Vasco soma pontos e vence suas próprias limitações. A vitória de 2 a 1 sobre o Internacional, campeão da Libertadores, no Beira-Rio fecha uma semana inacreditável. Vitória sobre o Santos na Vila, outra em cima do bom Figueirense em casa e mais três pontos hoje. Nove pontos em três jogos. E o time subiu de décimo-segundo para quarto lugar.
Em Campinas, um empate ruim para os dois – aliás, nunca é demais lembrar, quem empata nesse Campeonato Brasileiro gosta de sofrer. Ponte Preta 1 x 1 Palmeiras. A Ponte ficou em décimo-sexto, com 23, na fronteira da zona do rebaixamento. E o Palmeiras segue invicto com Tite, mas poderia ter ficado melhor. Com 26 pontos, é só décimo-primeiro., Está a 12 pontos do São Paulo. Não pega...
Para fechar, o quarteto do rebaixamento tem novo integrante: o Goiás. Fruto de 11 jogos sem vitórias. Sua última vitória foi sobre o Corinthians, Está explicado...
* Primeiro tropeço do Real Madrid. Logo na estréia, em casa, no Campeonato Espanhol. Não vi a partida, mas, pelo minuto a minuto do globoesporte.com, o time ficou devendo. Fabio Capello escalou Casillas, Michel Salgado, Cannavaro, Raúl Bravo e Roberto Carlos; Emerson, Diarra, Beckham (Robinho) e Raúl; Cassano (Guti) e Van Nilsterooy.
Na Inglaterra, o Chelsea (foto) venceu o Blacklburn fora de casa (2 a 0), gols de Lampard e Drogba e se recuperou da derrota para o Middlesbrough. Mas é quarto. O líder é o Manchester United. Nove pontos. Ganhou todas.
Giba, Dante, André Nascimento, André Heller, Rodrigão e Ricardinho, Serginho, Anderson, Marcelinho, Murilo, Samuel e Gustavo. Técnico: Bernardinho.

E lá vai o Santos, de Vanderlei Luxemburgo. Com um time mediano, se recuperou bem da derrota em casa para o Vasco. Quarta-feira, empatou com o Santa Cruz, em Recife. Hoje, virou o jogo, na Vila Belmiro, em cima do desintegrado Goiás, de Geninho: 2 a 1, gols de Souza, agora artilheiro, junto com Dodô (9 gols), contra um de Kléber e Carlinhos. O time só melhorou quando Luxemburgo pôs Tabata e Carlinhos em campo. Aí, as peças encaixaram e o Santos alcançou 35, vice-colocado. Já o Goiás... Pobre Goiás... Problemas políticos o derrubam nessa temporada. E, com 21 pontos, dificilmente passará a noite de domingo para segunda-feira na zona de rebaixamento. Quem te viu, quem te vê.
E, no Mineirão, o Cruzeiro voltou a vencer após oito partidas. Ótima atuação de Geovanni, de volta ao clube e vitória resolvida logo no primeiro tempo: 3 a 0, com gols de Gladstone, Élber e Wagner. Que a Raposa fique lúcida pelo resto do Brasileirão. Hoje dorme em quinto, com 30. Mas a tendência é que amanhã caia um pouco. O Azulão, de PC Gusmão, que levou uma sova do ex-clube, continua em 25, na entediante turma da marola.
Terminou hoje o primeiro turno. O campeão do turno foi o Coritiba, que venceu o Avaí hoje (2 a 1) e chegou a 35 pontos. O Náutico (35) está em segundo, por causa do saldo de gols. Em terceiro, o Sport Recife (30) e, em quarto, o Avaí (30). O quarteto estaria classificado hoje para a Série A. O Atlético Mineiro, não. Ficou em sexto na primeira parte da Série B. Deu muito mole em Natal e perdeu por 3 a 2 para o América. Empacou nos 29 pontos, enquanto os potiguares subiram para 25.
• Que jogo louco esse que decidiu a Supercopa da Itália! A Roma fez 3 a 0, deixou a Internazionale empatar e, na prorrogação, Figo marcou um gol de falta, após uma mãozinha de Doni (aquele, ex-Corinthians). Ao invés de ficar na dele, Doni resoilveu jogar para a galera e deu um faniquito com sua barreira. Típico. Apesar do título, Adriano jogou muito mal e foi substituído. Quem entrou bem foi Maicon. Muito bem. Tá voando...
• O líder absoluto na Inglaterra é o Manchester United. Três jogos, três vitórias. Hoje a vítima foi o Watford: 2 a 1, gols de Silvestre (fraquinho...) e Ryan Giggs (600 jogos com a camisa dos Red Devils). Decepção da rodada e Premier League até agora é o Arsenal. Na primeira rodada, empatou com o Aston Villa. Hoje, perdeu para o Manchester City. Destaque para a vitória pálida do Liverpool sobre o West Ham (2 a 1). E hoje tem Balckburn x Chelsea. Vamos ver se os rapazes de Mourinho saberão superar a derrota para o Middlesbrough no fim de semana.
• Susto em Nice. O time da casa fez 1 a 0, mas o Lyon virou com autoridade: 4 a 1, mas desta vez sem gol brasileiro. Malouda (foto), dois de Benzema e um de Tiago. O Lyon, de Fred, Juninho Pernambucano, Caçapa e Cris, já é líder, com dez pontos e segue firme em busca do histórico hexa. Falta ser grande também na Liga dos Campeões. Mas amanhã deve ter algum companheiro com quem dividir a liderança. Le Mans, de Grafite, e Marselle jogam no Velodrome. Quem ganhar pula para primeiro. Se empatarem dão as mãos e ficam em segundo.
Não sou nem um pouco patropi. Ainda mais em assuntos esportivos. Mas admito que a Seleção de Bernardinho me gera orgulho de ser brasileiro. Não pelo simples ato patriota-clichê. Apenas pela confirmação de que esse país pode formar gerações vencedoras, sérias e profissionais. O vôlei masculino é o Brasil que dá certo. Um raro exemplo numa nação continental e cheia de mazelas, incoerências e talentos desperdiçados. É um exemplo.
Estou curioso em saber qual será a postura da famosa turma do arco-íris, domingo, no Maracanã. Os habituais secadores de plantão conseguirão torcer pela vitória do Flamengo sobre o São Paulo? Mais três pontos para os vice-campeões da Libertadores só interessam ao próprio clube paulista. Com um jogo a menos, o São Paulo é líder absoluto do Campeonato Brasileiro com 37 pontos, a cinco do Santos, segundo colocado. Tudo bem: Paraná e Inter, terceiro e quarto colocados, com 31, também têm um jogo a menos e até podem encostar. Mas não tem jeito. Na prática, quem deseja ver emoção na luta pelo título nesse Brasileirão até o fim, deve começar a Operação Seca-Pimenteira desde já. A não ser que o torcedor não suporte tal provação, chute o espírito competitivo para o alto e siga fiel à turma do arco-íris.
Domingo de grande público também no Pacaembu. Corinthians x Grêmio. Se vencer, o Corinthians (décimo-oitavo) tem boa possibilidades de deixar a zona de rebaixamento. Se perder, só Deus sabe. E o Grêmio, quinto com 29, luta para crescer ainda mais e surpreender a cada dia mais torcedores incrédulos com sua ótima campanha. Os outros quatro jogos reúnes equipes em busca da recuperação contra outra que querem subir ainda mais ou simplesmente parar de descer: Cruzeiro x São Caetano, Figueirense x Santa Cruz, Ponte Preta x Palmeiras e Fortaleza x Botafogo.
O Barça jogou mal; o Sevilha, muito. E, mais ainda, Daniel Alves, Renato e Luís Fabiano. Resultado: 3 a 0 e o Sevilha é campeão da Supercopa da Eurocopa. Com gol de Renato. E Ronaldinho Gaúcho ficou irritadíssimo com Daniel Alves. Como diria o Danadinho, joguinho gostosinho para uma sexta-feira à tarde. Viram só? O Barça é bom pacas, mas dá para ganhar! Alô, Internacional...
Não interessa que foi um amistoso de luxo. No vôlei, ganhar da Rússia e da Itália vale tanto quando derrotar a Argentina no futebol. E o time de Bernardinho nem quis saber se o que vale é amanhä: 3 a 2, em plena Moscou, com parciais de 15/25, 25/18, 13/25, 26/24 e 15/12. Foi uma partida bem disputada, emocionante, mais marcada pelo "mocó" dos treinadores. Alguns reservas em quadra, já que o importante mesmo é a semifinal desse sábado, às 12 horas. O outro semifinalista sairá do confronto entre França e Bulgária. Meu palpites. A final será entre Brasil e Bulgária, que nos venceu por 3 a 0 na estréia. Os russos são fregueses e têm sido acometidos por um amarelão contra o Brasil tão constrangedor que atiça até o Kremlin. Bem... Eu gosto de futebol, tênis e F1. Mas é ótimo ver um jogo de vôlei quando há equilíbrio. Mesmo que o Brasil ganhe sempre. E rumo ao hexa (que frase mais Zagallesca...)
Olá, pessoal. Ian Senna abriu o olho. E já temos o resultado acumulado do nosso bolão, após as duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Como de praxe esse post conta com: resultados parciais, planilha completa e palpites do fim de semana. E, como sempre, peço para que só deixem esse espaço para os palpites. Outros temas, por favor, nos futuros posts e no publicado aqui embaixo. E não esqueça de escalar a sua seleção do primeiro turno. Dois textos abaixo, onde está o pôster do filme Onze homens e um segredo. Boa sorte.
Deu agora na Gazzetta dello Sport: "L'A.C. Milan comunica che la trattativa per il possibile trasferimento di Ronaldo deve considerarsi definitivamente tramontata".Traduzindo: O Milan comunica que as negociações pela possível transferência de Ronaldo devem ser consideradas definitivamente encerradas". As causas, conta a reportagem, são a intransigência do Real de pedir E$ 25 milhões por Ronnie (como os italianos chamam o atacante) e uma teimosia dos madrilenhos de incluirem uma cláusula que envolveria uma futura transferência de Kaká. Enquanto, Adriano Galliani, cartola milanês, já se mandou para Sevilha a fim de fechar com Ricardo Oliveira e, claro, com o Bétis. Com todo respeito ao Fenômeno, mais barato, mais jovem e mais magro.
Por motivos de força maior, como diria o locutor, não pude ver a vitória do São Paulo sobre o excelente Paraná, no Morumbi. Porém é evidente que o placar final (3 a 2), conquistado após duas viradas do time paulista, só reforça o quanto foi complicada essa partida que rendeu a Muricy Ramalho & Cia o simbólico título do primeiro turno. Uma vantagem que hoje é folgada (cinco pontos de vantagem em relação ao Santos, vice, com um jogo a mais: 37 a 32) e que pode aumentar ou diminuir, dependendo dos jogos que ficaram para serem disputados no dia 30 de setembro: Atlético-PR x São Paulo e Paraná x Internacional. Esses dois últimos estão com 31 pontos (terceiro e quarto, respectivamente). Ou seja, a classificação ficou banguela, mas pelo menos foi um motivo justo, e não por uma lambança causada por um Edílson da vida... Se é que vocês me entendem.
Em São Januário, uma partida bem disputada, equilibrada e vencida, nos detalhes, pelo Vasco: 3 a 1 no Figueirense. Bem montado por Renato Gaúcho, sem o brilho de sempre, mas focado e com seriedade, o time sofreu, mas fez o resultado. A vitória foi justa, apesar de que os catarinenses poderiam até ter empatado. Houve chances para os dois lados, porém coube aos vascaínos serem mais competentes no objetivo básico do futebol: gol (duh!).
E batam palmas também para esse surpreendente Grêmio. Com portões fechados, no Centenário, em Caxias do Sul, ganhou fácil do Fortaleza (4 a 1, gols de Léo Lima – olha ele aí! -, Hugo, Rômulo – ótimo – e Hererra – matador). Sabe em que posição terminou o time gaúcho no primeiro turno? Em quinto, com 29 pontos. E estaria classificado para Libertadores-2006, pois o Inter, já garantido pelo título conquistado, abriria uma vaga a mais. Veja só como é a vida. Salve, salve, o Grêmio. O time de Mano Menezes, o técnico há mais tempo no cargo num grande time do futebol brasileiro. Viu só como é bom ter planejamento? E, bem ou mal, o Vasco, de Renato Gaúcho, segue essa tendência.
Conforme o combinado, vamos à Seleção dos melhores do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Simples: apenas os 11 titulares e o técnico. Até segunda-feira, Uran Senna fará o cômputo geral e divulgarei o time do Jogo Aberto. O meu time: Diego Cavalieri, Ângelo, EdCarlos, Edu Dracena e Júnior; Maldonado, Mineiro, Renato Pelé e Maicosuel; Cícero e Fernandão. Técnico: Caio Júnior.
A bolinha não era gelada. E muita gente congelou após o sorteio dos grupos para a fase inicial da Champions League. Barcelona x Chelsea, a revanche. Os dois se cruzarão mais uma vez na temporada. Em 2004-2005, os ingleses eliminaram os espanhóis. No ano seguinte, o inverso. Agora, o embate vem logo no início. Mas, como só se classificam dois por chave, é bom ficarem de olho. A terceira força da chave é o Werder Bremen, de Frings, Klose e Diego, na minha opinião o melhor time alemão da temporada. Superior, inclusive, ao Bayern.O Grupo B também é difícil é equilibrado, com Internazionale, Bayern Munique, Sporting Lisboa e Spartak Moscou. Vida fácil mesmo quem teve foi o Milan (é bom esse Berlusconi). Olha só que carne assada: Milan, Lille, AEK Athenas e Anderlecht. Bom, seguem os grupos. Em negrito, meus favoritos para as vagas por grupo:
A pior campanha do basquete masculino brasileiro teve hoje o seu ultimo capítulo. Cinco jogos, quatro derrotas. O time de Lula Ferreira só ganhou do Catar, café-com-leite. Hoje, claro, perdeu para a Lituânia (79 a 74). Infelizmente, o problema dessa modalidade são claros. Há um desmando escancarado na administração. Quem manda não sabe. Não tem planejamento e não tem respaldo dos jogadores. Quem joga, não tem compromisso, não tem foco e não tem tesão pela causa. A cara de paisagem da maioria dos jogadores após mais esse fiasco de madrugada foi cristalina. Para a maioria, apenas mais uma derrota. Nada além disso. E a CBB já avisou que o trabalho foi bem-feito e que nada vai mudar. É o compromisso claro com a derrota. E, podem anotar, mais uma participação em Olimpíadas virará miragem. Uma pena...
E como diria o Dellyo... E agora, Josué? Perdeu o jogo e o emprego. Antonio Lopes, como já havíamos anunciado, é o novo técnico do Fluminense. O Professor, ex-delegado, marido de Dona Elza, pai de Lopes Junior, volta às Laranjeiras após 19 anos. Treinou o time em 1987, ainda na época de Assis, Washington, Branco, Paulo Vítor, Tato e Jandir... Não foi bem... Mas com certeza ficou mais tempo que Josué, o meteoro.... Resta saber duas coisas: com que camisa Lopes chega e se ele aceitrá os costumeiros pitacos do patrocinador.
Tudo começou com mais uma bela apresentação de Fernandão. Comandava o Inter de forma soberba. Com 10 minutos, pulou, de peixinho, e fez 1 a 0. E o Colorado não fez mais em cima do Goiás por puro detalhe. Fim do primeiro tempo. E parecia que ficaria mais fácil. Aos quatro do segundo, Rafael Dias foi expulso. Mas Rubens Cardoso fez a mesma bobagem e também levou o vermelho. Fernandão corrigiu a asneira: 2 a 0, aos 18 minutos.
Consegui ver boa parte da vitória do Botafogo sobre o Cruzeiro por 1 a 0, gol de Clayton. Não foi uma boa partida. Movimentada, porém pobre, como a maioria disputada nesse Campeonato Brasileiro. O resultado mais correto seria o empate. Mas uma hora a sorte teria que sorrir (perdão pela frase feita) para os alvinegros. Venceram, chegaram a 21 pontos, melhoraram a vida, mas ainda não conseguiram sair da zona do rebaixamento. Mas é questão de detalhe. Um pontinho....
E como Tevez fez falta... O Corinthians não jogou nada em Caxias do Sul. Levou sufoco do Juventude. Mas os gaúchos abusaram do direito de perder gols. Erraram demais. Já é difícil criar. Quando fazem, erram nas conclusões. Christian, Leandrinho, Alexandre, Márcio Azevedo... Marcelo fez boas defesas e segurou a barra. Trocar Roger e Nadson por Rafael Moura e Renato adiantou pouco. O Corinthians só teve uma chance, com Gustavo Nery, que mostrou que fazer gol não é com ele. E o 0 a 0 ficou atolado no placar. Péssimo para os dois.
Um empate que caiu dos céus para o Flamengo no ABC. O time não jogou bem. Não mesmo. Todo desarrumado e com os velhos problemas na defesa e no ataque. Por outro lado, o São Caetano, mais solto e rápido do que de costume, levava perigo. Principalmente com Élton, aquele baixinho invocado, lançado por Antonio Lopes no Corinthians. Mas o Azulão era arisco, mas não marcava. E como diria o poeta, “quem não faz, leva”.
Infelizmente não sou um ser clonado e não deu para ver Santa Cruz 1 x 1 Santos. Então, deixo os blogueiros presentes ao Arruda ou aboletados à frente da TV à vontade para pitacar. O Peixe, vice-líder, com 32 pontos, fez 1 a 0, com André. Mas, no segundo tempo, Júnior Maranhão acertou uma bomba de fora da área e empatou. Como o Cobra Coral faz gols (e bonitos) de fora da área! Incrível. Merecedor de aplausos. Ter coragem de chutar é algo que poucos têm hoje em dia. Mas o resultado final foi mau negócio para os pernambucanos. Terminaram o primeiro turno em último, com 18 pontos. Reage, Santa!.
Que gozada!
A quarta-feira em notas:
• Tudo vai bem dentro do campo para o Barcelona. Mas, fora, o presidente Juan Laporta anda com a língua afiada e irrita o técnico Frank Rijkaard. O cartola avisou que o Barça vai ganhar os sete títulos da temporada. Um lunático. Enquanto isso, o El Mundo Deportivo comemora. Com certo, digamos, exagero.... Vejam a capa da edição de hoje...
• O que? A seleção de vôlei masculino perdeu por 3 a 0 na estréia da Liga Mundial para o saque-pancada da Bulgária? A invencibilidade de 22 partidas se foi? Mero acidente. Hoje, contra a Itália, Bernardinho recolocará tudo nos trilhos... Bem... É o que imagino... Amém...
Tá com saudade?
Para quem, como o nobre Fernando Xaruto, tem alguma curiosidade de saber o que tem feito da vida o Senhor Edílson Pereira de Carvalho, o homem que estragou o Campeonato Brasileiro do ano passado e até agora não sei porque não está vendo o sol nascer quadrado, basta clicar aqui http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1253291-4274,00.html e se deliciar com as novas atividades do cidadão. A reportagem é de Marcos Felipe, do globoesporte.com. E o pior de tudo: deve ter gente que se interessa e faz negócio com o dito cujo. O ser humano é mesmo um equívoco.
O que você faria?
• O filme ao lado, “El Método”, recebeu no Brasil o título “O que você faria?” . Pois bem. Casa bem com as últimas do futebol, do basquete do vôlei... O que fazer? Como? Onde? Por que?
• O Real Madrid precisa saber definitivamente que o Milan não é otário e não vai liberar Kaká. E o Real precisa para de fingir que Ronaldo é quem deseja ir para Milão. É a fome com a vontade de comer: o Real quer vender; o ex-Fenômeno quer ir; e os italianos topam. Non troppo.
• Hoje teve jogo pela fase classificatória da Liga dos Campeões. Os poderosos passaram: Liverpool, Hamburgo, Milan, Benfica e Valencia. O poder econômico tem tirado muito da força da zebra. Reparem nesse aspecto.
• E o Botafogo fechou com o atacante Lima (foto), do São Paulo, aquele ex-Coritiba e Atlético-PR. Bom negócio.
• Terça-feira lamentável nas Laranjeiras. Ponto 1: se o patrocinador mandou barrar Fernando Henrique para pôr Diego no gol, erraram ele, como sempre, e o técnico Josué Teixeira, por acertar. Ponto 2: o técnico, de fato, barrou FH. Se foi idéia dele ou não, ainda estou atrás. Mas deprimente ele expulsar FH do treino por ele ter pedido uma explicação para a barracão. Ok: é um empregado e tem que fazer o que patrão manda. Mas não é justo o rapaz saber porque sai do time, até mesmo para buscar aperfeiçoamento no treinamento. Ponto 3: barra Tuta e escalar Beto e trocar seis por meia dúzia? Ponto 4: Quanto alguém terá coragem de barrar Petkovic? Ponto 5: Estou decepcionado com Josué Teixeira.
Troféu Babalorixá - 2006 (Décima-nona rodada)
Pessoal: o data-Ian quebrou. Mais exatamente está com conjuntivite. Sendo assim, vou dever a parcial do Troféu Babalorixá-20006 relativa à última rodada. Vou deixar aqui a palpitolândia para os jogos do meio de semana e, na sexta, publicarei, após Ian Senna abrir o olho, os resultados completos, como de praxe. E, claro, peço para que esse post fique apenas para os pitacos. Mesa redonda embaixo e, daqui a pouco, em cima. Boa sorte.
A cumbia do malandro
Já repararam que em mais essa novela que envolve Tevez e o Corinthians tudo é movido a recados, indiretas e declarações cifradas? Notaram que ninguém veio a público, com coragem, para anunciar a decisão final? Tudo é feito via pombo-correio. Sinceramente, nessa história há alguns roteiros claros. Kia Jorabichian deixou o presidente Alberto Dualibi no meio da fogueira. O craque argentino segue o script preparado pelo seu empresário, mais um guloso de plantão, Adrián Ruocco. E Tevez usou seu desconforto com Emerson Leão, além da costumeira prepotência do treinador, para encontrar uma justificativa para dar o fora. Claríssimo, Transparente. Só não vê quem não quer.
Domingo, após a vitória sobre o Botafogo, Tevez deu seqüência ao plano. Anunciou que poderia ter se despedido do Corinthians naquela partida. Na segunda, embarcou, de mala, cuia e empresário, para Buenos Aires. No mesmo dia da noite, para deixar a turma do Parque São Jorge com mais raiva, foi a um show de cumbia na capital argentina. A banda se chamava “Los Palmeras”. Nada mais calculado.
Segundonas
• Chora, Rafic. Ana Ivanovic, que beldade, ganhou o WTA Montreal. E logo em cima e Martina Hingis: 6/2, 6/3. Enquanto isso, Sharapova recebe Andy Roddick de braços abertos para comemorar o Master Series de Cincinatti. É o amor...
• Enquanto isso, o Internacional segue forte, mas, com certeza, sentirá falta dos quatro jogadores que perdeu. Hoje foram Rafael Sóbis, para o Racing Santander, e Jorge Vagner, para o Bétis. O lateral-esquerdo fez bom negócio em termos técnicos. Mas Sóbis, vendido por 9 milhões de Euros, tinha a opção do Milan, do Valencia e, provavelmente sob orientação do empresário, escolheu o time mais fraco. Ficará rico, ano que vem irá para um time mais forte, mas perderá uma temporada competitiva. É uma opção. Que sempre considerarei errada. O raciocínio do tutor é o seguinte: “vá para esse, porque lá você vai jogar sempre”. Que bobagem...
• E chegamos à última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. E ninguém se interessa pela briga dos artilheiros. Pelo simples fato de que estamos sem artilheiros. O goleador atual é Dodô, com nove gols. E ele não está mais no Brasil. Num ano mais rico, o artilheiro já teria 14, 15 gols. Mas, do jeito que a coisa anda, talvez cheguemos ao fim do Brasileirão sem ninguém alcançar esse número. Quem é artilheiro hoje no Brasil? Luizão? Obina? Tuta? Felipe Adão? Faioli? Alecsandro? Nadson? Enílton? Leo Lima? Denis Marques? Aloísio? Thiago? Alex Dias? Wellington Paulista? Fernandão? Difícil, hein? Deixo a pesquisa da segunda: quem será o artilheiro do Campeonato Brasileiro? Com mais ou menos de 16 gols, o número médio da história da competição? Pitaquem. Sem paixão.... Meu palpite: Souza, do Goiás. Com menos de 16. Mas, assim mesmo, é fraco.
Vasco, 108
Vasco, 108 anos. Há muito tempo deixei de ser torcedor. É impossível você ser um bom jornalista, neutro, e ter uma relação passional com um clube. Pelo menos na minha opinião. Claro que não sou hipócrita e, se me perguntam, eu digo que sempre gostei do Vasco. Meu avós, Lourenço e Odette, eram e são vascaínos. Meu pai, Seu Carmona, é Vasco. Meus primos são cruzamaltinos. Passei minha adolescência entre São Januário e Maracanã. Aplaudi muito Roberto Dinamite. Vi vitórias espetaculares; empates estranhos; e derrotas terríveis.
E pula a fogueira
Hora da reação
Abre e fecha parênteses: ( o texto a seguir não tocará nesse assunto, pelo menos hoje, mas infelizmente concordo com quem reclama do baixo nível do Campeonato Brasileiro. Está fraco mesmo e, a uma rodada do fim do primeiro turno, não tenho dúvidas de confirmar que, tecnicamente, é o mais pobre desde o início do sistema de pontos corridos, em 2003. Pelo menos até agora, só livro a cara de três equipes: São Paulo, Internacional e, pela surpresa e regularidade, o Paraná. Mas voltarei a esse tema com mais calma durante a semana. Por enquanto, vamos à análise da rodada.)
Tradição quebrada, começo a análise da rodada pela turma de baixo, O pessoal que tem pesadelos com o rebaixamento. Do jeito que está a tabela de classificação hoje, diria que do décimo colocado, o São Caetano, com 24 pontos, ao lanterna Santa Cruz, 17, todos têm chance de cair. Claro que quem está acima do Azulão também tem chances de passar pelo esquartejamento ¿ basta despencar ¿ mas o quadro hoje é esse. A partir de 24, é bom se preocupar de verdade. Acima disso, pode relaxar, mas é bom não vacilar. Na rodada de hoje, porém, só há um rebaixamento definitivo. Mandem o árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra para Série Y. Lá ele poderá repetir todas lambanças cometidas no jogo de agora há pouco entre Corinthians e Botafogo, no Pacaembu. Uma atuação horrorosa. Suspensão é o mínimo para esse juiz omisso, fraco e sem pulso. Ele tem vocação para o erro.
E, para piorar, teve Paulo Henrique de Godói Bezerra, Árbitro de nome grande e competência pequena. Distribuiu 11 cartões amarelos num jogo violento, no qual dele foi culpado direto. Pulso fraco, deveria ter expulsado Rafael Marques, Eduardo Ratinho e Carlos Alberto. Só pegando alguns exemplos. Há mais. Carlos Alberto, por exemplo, agrediu Ruy na cara de PH. Ele viu. E deu amarelo. Cuca perdeu a cabeça, entrou em campo e foi expulso. Tudo no primeiro tempo. No segundo, ele errou demais também. Um desastre. Que suma de todas as escalas da CONAF nas próximas rodadas. Por falar em sumir, Tevez deu a entender que dever ter feito hoje seu último jogo pelo Corinthians, Vai para a Europa ficar mais rico. E com seu sumiço definitivo o Corinthians vai sofrer. Tevez é meio time. Apesar da marra de Emerson Leão. Apesar da prepotência de Carlos Alberto. Do ótimo futebol de Mascherano. Da omissão de Roger. E da mediocridade restante.
Além de Botafogo e Corinthians, também estão na zona de rebaixamento Santa Cruz e Atlético Paranaense. Não vi o empate no Maracanã entre o Fluminense e o time pernambucano: 1 a 1. Apesar da lanterna, ótimo pontinho para o Santa. E, como disse o Ant, o CB está tão pobre tecnicamente que um time desgovernado, cheio de jogadores de pijama, consegue manter a quinta posição (29 pontos) mesmo com apenas uma vitória nos últimos sete jogos. Não dá para ter fé num time continua à mercê das vaidades de Petkovic, um dos atuais aposentados, e cujo novo técnico, Josué Teixeira, insiste com peças fora de forma, como Rogério, Tuta, Pitbull, etc... Soma-se a isso os desfalques na zaga, a falha de Fernando Henrique no gol de empate e a correria do Santa, fica explicado o empate. Abre o olho, Josué. E acorda cartolagem tricolor. Não é possível que, como empregadores, não se incomodem com tanta indolência em campo.
Fecha o grupo da degola o Atlético Paranaense, décimo-oitavo com 18 pontos (nove derrotas). Também não vi o empate de 3 a 3 com o Atlético Paranaense, mas insisto que esse é o pior Furacão dos últimos anos, E o bom Figueira (sétimo, com 27), poderia estar mais bem colocado, se não tivesse empatado dois jogos seguidos em casa (hoje e quarta-feira passada, contra o Flamengo). Waldemar Lemos está na berlinda. O time gosta; a torcida; não. Resta saber a opinião dos cartolas.
O segundo tempo continuou igual. Mas Alecsandro matava a maioria dos contra-ataques do Cruzeiro. Até que Rogério Ceni empatou aos 14 minutos. E, depois, os dois times cansaram, apesar de Kerlon só não ter feito o seu gol porque Rogério Ceni não deixou. Fim: 2 a 2. Ótimo para o São Paulo, líder absoluto com 34 pontos, um jogo a menos e a certeza de que o trauma da Libertadores não vai se instalar no Morumbi. Péssimo para o Cruzeiro. Sexto colocado (27) e há sete jogos sem ganhar. Abre o olho, Oswaldinho. 
Internacionais
• Alô, Ricardo Pt!. Dois gols de Deco e um de Xavi. E o Barcelona atropelou o Español por 3 a , no Camp Nou, na finalíssima da Supercopa da Espanha. Primeiro título do Barça no ano. Mais forte do que nunca.
• Clássico no Campeonato Francês. E, como o Barcelona, o Lyon mostra que está mais forte do que ano passado. De virada, venceu o Bordeaux, de Ricardo Gomes, por 2 a 1, fora de casa. Faubert, a boa revelação do meio de campo, fez 1 a 0 para os anfitriões com cinco minutos de jogo. Fred empatou ainda no primeiro tempo. E, a cinco minutos do fim, Wiltord, reserva do ataque, deu a vitória para Juninho Pernambucano, Fred (foto) & Cia. O líder é o Olympique, com sete pontos e melhor saldo de gols do que Lyon e Le Mans, com a mesma pontuação. Mas ninguém tem dúvida quem é o favorito para o hexa.
É o amor...
• Ah, o amor. Andy Roddick encontrou Maria Sharapova e, vejam só, é uma novo homem. Não ganhava bulufas há dois anos. Essa semana, chegou à final do Masters Series de Cincinatti contra o espanhol Juan Carlos Ferrero. Bem mais técnico do que o americano. Mas a quadra era rápida. Roddick soltou o braço, atacou, aproveitou-se do cansaço do espanhol, que eliminara Rafael Nadal, vitória fácil: 6/3 e 6/4. Ah, o amor...
• Nosso vôlei é realmente impressionante. Hoje, em Fortaleza, os rapazes venceram Portugal mais uma vez (3 a 1) e vão para a fase final da Liga Mundial, a partir de quarta-feira, mais uma vez como favoritos. E as meninas, no Grand Prix do Japão, enfiaram 3 a 0 nas japonesas. E já garantiram o primeiro lugar no grupo. Bernardinho e Zé Roberto Guimarães.... Trabalho sério dá resultado.
Quase um segundo...
O futebol é mesmo saboroso. Já tinha blogueiro esculhambando o Renato Pelé aqui no Jogo Aberto. Obina foi expulso por cavar um pênalti. O Flamengo não jogava bem. Os mais de 20 mil rubro-negros presentes ao Maracanã vaiavam tudo, inclusive Renato Pelé. Parecia que o time empataria mais um jogo sem gols dentro de casa. Até porque o Grêmio, também com dez, cozinhava a partida. Só que.... Aos 45 minutos e trinta segundos da parte final, a bola sobrou para Renato Pelé (ele mesmo!), dividiu com Marcelo, levou vantagem e pimba: Flamengo 1 a 0.
• A décima-oitava rodada do Brasileirão começou marcada pela polêmica. Em Campinas, Ponte Preta 3 a 2 Goiás (sem vencer, mesmo com Geninho, há nove jogos). Tudo tranqüilo até o fim. A Macaca fez 2 a 0 logo no início (Régis e Válber). No segundo tempo, Geninho mexeu direito e os goianos chegaram ao empate (Souza e Welliton). Até que houve um pênalti de Cléber Gaúcho em Nei nos acréscimos. Reclamações de praxe, mas nada demais.
• Bom resultado, mesmo no sufoco, teve o Coritiba: 2 a 1 no Gama.
Made in Brazil
Sábado agitado e com toque brasileiro no futebol europeu:
• Na França, quem jogou muito foi Ribery. O craque do Marselle desequilibrou na vitória de 3 a 0 sobre o Auxerre, fora de casa. Ele fez o primeiro gol, Maoulida o segundo e Pagis, o terceiro. Comentei essa partida no SporTV e gostei muito do OM. Como Lille e Nancy perderam, o OM é líder. E o Lyon, que pode alcançá-lo, só joga amanhã, fora de casa, contra o Bordeaux, que também pode pular na frente. Jogão.
• Na Grécia, Rivaldo (lembra dele?) marcou os dois da vitória do Olympiakos sobre o Xanthi.
Acorda!
Caramba! De novo o nervosismo traiu a Seleção Brasileira de basquete masculino, E logo na estréia no Mundial do Japão. E logo contra esse adversário cri-cri, que sempre nos atrapalha, chamado Austrália. Perdemos por 83 a 77. Por que erramos muito e porque eles foram muito mais eficientes. E frios. Como sempre.
Em tempo: os quatro primeiros de cada grupo se classificam. Não é tão difícil, gigantes...
Carecas & Olímpicas
Para fechar a noite:
• Alguém viu os jogos que decidiram os finalistas do tradicional Troféu Ramon de Carranza hoje à tarde? Pois bem. Na primeira partida, O Cádiz, time da casa, eliminou o Villarreal. Na famosa partida de fundo, como diziam aqui antigamente, jogaram Bétis e Real Madrid. Deu empate no tempo normal. Foram para os pênaltis. Todo mudo marcou após nove cobranças. A última, que, caso convertida, levaria o confronto para as batidas alternativas, ficou por conta dele, sempre ele, Roberto Carlos. O careca fez uma pose inacreditável, correu e... Chutou no meio do gol! E fez herói o goleiro do Bétis. O Real Madrid perde o seu primeiro título na temporada. E o lateral-esquerdo fez a sua primeira bobagem. Fabio Capello deve ter adorado...
• E vou ficar de olho no Campeonato Mundial de Basquete. É show de bola. Grande evento!
Mão única
E chegamos a mais uma rodada das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Depois de um meio de semana espetacular, com uma final histórica da Libertadores, voltamos à vaca fria. Que é ótima. Eu adoro o Campeonato Brasileiro. Seria melhor se a CBF não fosse responsável por ele. Mas nem tudo é perfeito, não é mesmo? E vamos em frente.
Troféu Babalorixá-2006 (18 rodada)
Mais um round do Troféu Babalorixá-2006. Tivemos rodada no meio de semana e já estamos na véspera do fim de semana. Espaço aberto para os chutes. Publico, como sempre, o resultado parcial, planilha completa e, no fim, a pitacolândia. Sem querer ser chato... Aqui é só para palpites. Debates no post lobo abaixo e no próximo, que logo porei no ar.
Ontem à noite...
Estou em dívida em relação aos comentários sobre os jogos de ontem à noite. O aniversário da minha sobrinha Karina, 10 anos, em Niterói, até permitiu que eu visse o jogo do Santos, mas cheguei em casa cansado demais e deixei para postar hoje.
Sobre o Cruzeiro: Lucas Chiari e Oswaldo de Oliveira já disseram tudo. É o time mais sonado do Campeonato Brasileiro. Além de mediano, não tem vontade. Não lutam, não briga, não correm. E, sinceramente, Oswaldo e Perrelas: não dá para ser feliz com um meio de campo formado por Diogo, Leandro Bonfim, Sandro e Francismar, Ninguém merece.
Enterro dos ossos
Tenho curiosidade de como se comportarão Internacional e São Paulo após o enterro dos ossos. O Colorado, principalmente. Bolívar vai para o Mônaco. Quem vem? Especula-se que seja um argentino. Aguardemos. Tinga, para o Borussia Dortmund. Elano seria o nome que mais agradaria aos colorados para substituí-lo. É bom jogador, mas não tem a mesma dinâmica. Há dúvidas sobre a permanência de Jorge Vagner. E hoje o Milan praticamente fechou a compra de Rafael Sóbis por E$ 9 milhões? Chegará algum atacante ou o Inter apostará em Rentería?
• Abel Braga está vingado. Agora pegam no pé de Muricy Ramalho. Há sempre um Judas para ser malhado no futebol brasileiro.
• E Emerson Leão faz as contas para o Corinthians ser campeão brasileiro. Pode-se falar tudo, menos que Emerson Leão é modesto. O sujeito sempre pensa grande. E tem gente que acredita.
Nova família
Todos têm um pouco de conservadorismo. Até aqueles que se acham, diante dos seus espelhos, os seres humanos mais “mudernos” desse planetinha decadente. Dunga, com todo respeito ao capitão do tetra, mostrou na convocação de hoje que pode ser conservador e “muderno” ao mesmo tempo. Na prática, a lista de convocados divulgada mostra claramente que o treinador da Seleção Brasileira começa a fazer o que é mais antigo do que bola de couro: montar a sua “família”. O que, para a “mudernidade do mundo da bola sintética, recebe a nomeclatura de “consolidar o grupo” .
Há lacunas sérias na lista de Dunga. Ausências que não fazem sentido sequer serem testadas quando o momento é de renovação. Por que ignorar o dinamismo de Mineiro e manter Dudu Cearense? O que o apoiador fez na Rússia para deixar o ótimo volante do São Paulo de fora? Por que não Ricardo Oliveira? Alguém tem alguma dúvida de que ele está mais pronto para a Seleção Brasileira do que Vagner Love? Será ninguém viu Fernandão em campo na final da Libertadores?
Palmas para o Inter! E para quem gosta de futebol!
Pobre criatura que não gosta de futebol. Ok, respeito. Também não aprecio algumas coisas. Não curto balé, economia, carnaval, novela e beterraba, por exemplo. Mas se o sujeito que ignora o esporte mais popular do mundo gastasse duas horas da sua noite para ver a final da Taça Libertadores da América hoje à noite teria vivido, no mínimo, 120 minutos recheados de estudos comportamentais, psicológicos, culturais... De tudo um pouco. Internacional e São Paulo fizeram uma decisão simplesmente espetacular. Histórica. Arrepiante. Regada a suor, talento, adrenalina, imprevisibilidade e, no fim, lágrimas. Um partidaço.
Não me canso de dizer. Foi um jogaço. Decidido nos detalhes. Por que o Internacional foi o campeão? Por que o São Paulo não conquistou a sua quarta Libertadores? As explicações: no jogo de ida, o São Paulo não foi bem, perdeu o meio de campo, falhou na defesa e, do outro lado, Rafael Sóbis decidiu brilhantemente, enquanto Tinga, Bolívar e Fernandão também jogaram demais.
A bola voltou a rolar e... 29 minutos... Rogério Ceni sai para cortar o cruzamento banal. Sua auto-confiança era tanta que, claramente, já pensava na reposição antes do encaixe definitivo. Bobeou. Falhou. Errou. A bola sobrou para Fernandão, o melhor jogador do Internacional em campo: 1 a 0. O goleiro do São Paulo, herói sempre, teve sua noite inglória. O futebol é cruel.
Aí, como nos 180 minutos, veio a diferença crucial do jogo: o Internacional além de atacar com mais inteligência, soube se defender com mais eficiência. Alex Dias ainda cabeceou uma bola no travessão, mas não tinha jeito. O Inter, na soma dos pontos das duas “lutas” se deu melhor. E levou o título inédito.
Campeonato Brasileiro
Vitória justa em São Januário. O Vasco errou demais. Passou dos limites. Jean estreou mal. E teve um caneleiro chamado Faioli a atrapalhá-lo na frente. A zaga, o de sempre. Basta pôr na corrida para ganhar qualquer lance de Fábio Brás. O mesmo se aplica a Jorge Luís. Wagner Diniz foi inoperante. Diego Mochilinha foi mais ou menos (fez até um golzinho). Ramon? Passo... Diante desse quadro caótico, da qual Renato Gaúcho também tem culpa, tão infeliz esteve nas substituições, que não havia jeito mesmo. Azulão 1 a 0: Rafael Muçamba. São Caetano 2 a 0: Triguinho. Diego descontou. Mas era tarde. Tudo isso dentro de São Januário. Resultado terrível. E o São Caetano já passou o Vasco. É nono, com 24 pontos. O Vasco cai para décimo. E PC Gusmão assume o Azulão. Enquanto Antonio Lopes, sem pressa, aguarda o chamado.
• E não é que a Cecília estava certa? O futebol é realmente o setor ideal para errarmos. Previ que a Ponte Preta venceria o Fortaleza, em Campinas. A blogueira cearense garantiu o contrário. E ela me deu aula. Bem melhor em campo, o Tricolor de Aço fez 3 a 1 na Macaca (Finazzi e dois de André Cunha, contra um de Ricardo Conceição). Vai entender... Com 17 pontos, o Fortaleza subiu uma posição: é décimo-sétimo. E a Ponte continua em décimo-quarto, com 19.
• Emerson Leão começou com pé direito no Corinthians. Por causa da final da Libertadores, não vi nada dessa partida. Logo no começo, os paulistas chacoalharam os tricolores. Tevez 1 a 0; Marinho, 2 a 0. Tuta diminuiu, no fim do primeiro tempo, de pênalti. Enfim, numa boa, era um resultado previsível. O Fluminense jogou todo quebrado e, principalmente, mal escalado. E, motivado e com medo do novo técnicos, os jogadores do Corinthians correram como nunca. Daí o resultado. E a lanterna agora é do Santa Cruz. O Corinthians foi a penúltimo, com 16 pontos, mas com uma vitória a mais do que os pernambucanos. O Fluminense, pelo menos por enquanto, segue em quinto, com 28. Bom resultado para visitantes. Péssimo para quem jogou em casa.
• Em Florianópolis, também nada vi. Nada sei e nada escreverei. Aguardo informes de Pedro Goulart sobre Figueirense 1 x 1 Flamengo. Razoável para o Figueira, sétimo, com 26. Razoável para os rubro-negros: décimo-quarto, com 19. Enfim, tudo razoável.
E aí?
Como a maioria sabe, não pude acompanhar a estréia de Dunga no comando da Seleção Brasileira contra a Noruega. Deu empate (1 a 1), o Brasil continua sem vencer os nórdicos e, pelo que li, ouvi e vi agora num compacto no SporTV, há inúmeras coisas a serem corrigidas. Óbvio. Sem ver a partida inteira prefiro não entrar em detalhes. Deixo apenas pitacos gerais. Foi ótimo ver Dunga sofrer na hora do gol inimigo e não parecer com cara de enfado; excelente ver os jogadores com outra postura: vontade, dedicação e respeito à camisa, E é fundamental que o treinador tape os ouvidos, ignore a turma que o cerca e nada entende de futebol e siga firme no seu projeto de renovação. Assim os torcedores voltarão a acreditar.
Quem vence?
Eis que chegou o grande dia. A melhor final da Libertadores dos últimos anos terá o seu campeão conhecido amanhã à noite, a partir das 22 horas, no Beira-Rio. Lotadíssimo. Vale o tetra para o São Paulo, desde que ele ganhe por dois gols de diferença ou, em caso de vitória pelo placar mínimo, seja mais competente na prorrogação ou nos pênaltis. Vale um título inédito para o Internacional, já que, na única vez em que chegou à decisão, o Colorado perdeu para o Nacional, de Montevidéu. Jogo, jogão, jogaço. Comandado por árbitro de final de Copa (Horacio Elizondo). Com perdão do lugar comum, imperdível.Troféu Babalorixá-2006 (Décima-sétima rodada)

Jogos multiplicados
• Além da Seleção de Dunga e da espetacular final da Libertadores entre Internacional e São Paulo, a quarta de luxo tem 17 amistosos entre outros países, e seis jogos pela décima-sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Culpa da Conmebol, que, como todo mundo já sabe, mudou o calendário e fez um melê no futebol brasileiro.
• Dia de estréias também no futebol europeu. Em Livorno, a Itália faz o seu primeiro jogo após a conquista do título mundial. E Roberto Donadoni (foto) estréia como técnico. O adversário será a Croácia. Rússia x Letônia, em Moscou, marca a estréia de Guss Hiddink à frente dos russos. Joachin Low começa a mexer na Alemanha de Klinsmann contra a Suécia, em Gelsenkirchen. A França inicia sua Era Pós-Zidane, fora de casa, contra a Bósnia, enquanto Steve McLaren inicia seu trabalhos com o England Team, em Londres, contra a Grécia. Prato cheio para quem curte o futebol internacional. Como eu.
A primeira vez de Dunga
Sei que muita gente aqui detesta Dunga, mas continuo a fim de apostar no seu trabalho. Tudo bem: ele terá que conviver com algumas figuras lamentáveis, mas faz parte do show. Amanhã, contra a Noruega, ele começa a mostrar o seu jeito de treinador. Como ele trabalhará? De terno? De smoking? De bermudas, como Ernesto Paula? De agasalho simples? É o de menos, eu sei, mas tem muita gente preocupadíssima com isso.
Quanto ao time que ele escalou contra a Noruega... Errei apenas um. Achava que ele iria apostar em Júlio Baptista desde o começo, mas ele preferiu a segurança de Elano e terá três volantes. Muito, na minha opinião. De resto: Gomes; Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Edmílson, Gilberto Silva, Elano e Daniel Carvalho; Robinho e Fred.Niteroiense, Lédio Carmona é jornalista esportivo há 20 anos. Esteve nas cinco últimas Copas do Mundo. Trabalhou em grandes jornais e na TV Globo. Co-autor do Almanaque do Futebol, atualmente é comentarista do SporTV e colaborador da Revista Placar.