SporTV

Zero KM

Topo do Blog
  1. 13/09/2006

    Eu acredito


    Crédulo que sou, estou disposto a encomendar uma camiseta com a inscrição “Eu acredito na Copa Sul-Americana”. Melhor assim do que escrever “Os cartolas são visionários”. Mas, de fato, eu levo fé nessa competição. Pena que no Brasil, esse país marcado pela marra, pela insensatez e resistência ao novo, tudo seja mais difícil de acontecer. A Sul-Americana, espécie de Copa da Uefa do terceiro mundo, é lucrativa, tem um bom formato, preenche bem o calendário e oferece bons jogos. Foi o que aconteceu nesta noite, na qual ninguém dava muita coisa, mas se tornou bastante agradável para quem gosta do produto patenteado pelo nosso lendário Charles Miller, o dono do bigode que tornou a vida de muitos nesse país uma autêntica benção.

    Tivemos três brasileiros classificados para a próxima fase da Copa Sul-Americana. O jogo que escolhi para ver foi Corinthians e Vasco, no Canindé, estádio que (os paulistas podem confirmar) oferece o melhor bolinho de bacalhau do Brasil. Partida agradabilíssima, vencida pelos donos da casa por 3 a 1. Numa noite em que as duas equipes jogaram bem, mas na qual a vencedora teve mais talentos à disposição e, principalmente, mais sorte.

    Logo aos quatro minutos, o misto de competência corintiana com azar vascaíno. Excelente jogada de Eduardo Ratinho. Cássio rebateu, a bola tocou nas costas de Fábio Brás, que, além de fraco não tem sorte, e sobrou para Amoroso fazer o seu primeiro gol pelo Corinthians. O Vasco não se abateu e foi à frente. Mas não tinha quem fizesse (ou soubesse) fazer gols. Aos 27m, Rafael Moura cabeceou para fazer 2 a 0. Cinco minutos após, Diego (vejam só) fez um belo gol de falta. E, ainda no primeiro tempo, Magrão bateu falta, Cássio defendeu, mas Coutinho resolveu cortar: gol contra. Foi o placar do primeiro tempo e do jogo. O Corinthians segue em frente e agora enfrenta Lanus ou Vélez Sarsfield. E o Vasco, de cabeça erguida, se despede.

    No Mineirão, o Cruzeiro, mais forte, com reforços, fez uma boa partida, ganhou do Santos por 1 a 0, gol de Wagner, e conseguiu levar a disputa para os pênaltis. Nas penalidades, porém, os novos contratados pisaram na jaca. Gabriel e Élson erraram suas cobranças e o Peixe se classificou. Agora, enfrenta o San Lorenzo. E o Cruzeiro sai da Sul-Americana, mas deixa ao torcedor a certeza de que está mais forte para o restante do Brasileirão.

    Para fechar, nova vitória do Atlético no clássico: 1 a 0 no Paraná, gol de Denis Marques. O Furacão, que deve muito no Brasileirão e luta para não cair, agora enfrentará o River Plate. E amanhã teremos Botafogo x Fluminense, num jogo muito motivado e cheio de expectativa. A Copa Sul-Americana é uma boa. Basta os clubes entenderem e a levarem mais a sério. E, de novo, acredito, que o cenário já está em mutação.


    Censo do Jogo Aberto

    Não deixe de participar. O post está lá embaixo, junto com a urna eletrônica!

  2. 13/09/2006

    Pressão total


    São Paulo x Boca Juniors – Voltam Josué, Leandro e Aloísio. O São Paulo entra completo contra os fortes argentinos, para quem nunca perdeu no Morumbi. Ganhar a Recopa Sul-Americana contra o poderoso Boca Juniors poderia funcionar como divisor de águas para o São Paulo e, principalmente, para Muricy Ramalho, ambos tão criticados nas últimas semanas – apesar da liderança no Brasileirão. Se perderem o título em casa, a pressão pode ficar ainda mais forte, principalmente porque domingo, no Morumbi, o time tem mais um jogo decisivo: contra o Internacional, vice-líder no Brasileirão e seu algoz na Libertadores. Como perdeu por 2 a 1 na Bombonera, o simples 1 a 0 garante nova conquista aos tricolores. Um outro 2 a 1 é sinônimo de final por pênaltis, enquanto se o Boca ganhar com placar a partir de três leva a taça para Buenos Aires. E é muito bom o Boca, com talentos, como Gago, Calvo, Dattolo, Palácio e Palermo, nem tão habilidoso, mas referência na frente. O cenário, naturalmente criado com os últimos resultados, deu à Recopa Sul-Americana uma importância que nem a Conmebol esperava. Meu palpite: novo 2 a 1. E pênaltis.


    Fluminense x Botafogo - Teremos cinco zagueiros, seis volantes, quatro atacantes e dois retornos importantes no clássico decisivo de amanhã, no Maracanã, pela Copa Sul-Americana. Fluminense e Botafogo decidem o direito de enfrentar o Gimnasia La Plata, da Argentina, na próxima fase, numa partida que, pelas escalações, tem tudo para ser amarrada e de poucos gols. Tem uma tremenda cara de empate. Lembro que 0 a 0 é bom para os tricolores, pois, pelo critério da Conmebol, ele empatou na ida por 1 a 1 na “casa do adversário”. Os alvinegros levam o confronto para os pênaltis com a repetição do placar.

    Petkovic volta ao Fluminense; Zé Roberto ao Botafogo. Pela carência dos elencos, a vantagem é do Botafogo. Até porque Cuca tem menos opções do que Antonio Lopes. Meu palpite: empate. Só não arrisco o placar.

  3. 13/09/2006

    Moças & Rapazes


    Como no ano passado. Lyon e Real Madrid se enfrentam pela primeira rodada da Liga dos Campeões. E os franceses dão um peteleco bem dado na marra espanhola. Ótima atuação coletiva dos pentacampeões nacionais, com destaque para Juninho Pernambucano, Abidal, Malouda, Fred e Tiago. Não fosse Casillas, o Madrid teria saído para o intervalo com um saco de gols. Mas levou apenas dois: Fred e Tiago (golaço).

    No segundo tempo, Reyes entrou no lugar de Cassano e, depois, Robinho na vaga de Raúl. A situação equilibrou-se um pouco, mas o Lyon continuou melhor. E só não marcou mais por obra e graça do cansaço e de uma certa diplomacia francesa. Fim da partida pelo grupo E: Lyon, solidário, bem treinado e com jeito de equipe, 2 x 0 no Real Madrid, um retalho de time, com uma defesa falha na cobertura e com Cicinho e Roberto Carlos mortos pelas alas, um meio de campo passivo e um ataque no qual Van Nilsterooy espera, espera, espera e não vê a bola chegar. Igualzinho ao ano passado. Apesar do terno Armani e da cara de papai-sabe-tudo de Fabio Capello.

    Sinceramente, não foi surpresa o Lyon ganhar do Real Madrid. Mas me surpreendeu, em Kiev, o Dínamo, cheio de brasileiros, inclusive com uma boa zaga, formada por Rodolfo, ex-Flu, e Rodrigo, ex-São Paulo, perder de 4 a 1 para o Steua Bucareste, da Romênia. Fui tapeado pelos ucranianos. Pode tripudiar, Ricardo PT.

    Bom, ao vivo só vi mesmo o jogo entre Lyon e Milan. Agora comecei a ver o vt de Manchester United x Celtic Glasgow, no Old Trafford. Deve ter sido uma partida interessante, principalmente se observarmos o placar movimentado (3 a 2 para os ingleses) e, como diziam os mais velhos, a marcha da contagem. Vennegoor fez 1 a 0 para os escoceses. O francês Saha virou com dois gols. E Nakamura empatou. Tudo no primeiro tempo. Logo no início do segundo tempo, o excelente norueguês Solskjaer fez 3 a 2 e o Manchester United ganha seu quinto jogo seguido no ano: quatro pela Premier League, onde é líder, e hoje. No outro jogo pelo Grupo F, bom resultado do Benfica na Dinamarca: 0 a 0 com o Copenhague. Mais detalhes com Pedro PT, pois esse confronto eu não vi.

    Grupo G. Também não deu para acompanhar o tropeço do Porto, em casa, contra o CSKA, da legião brasileira (Daniel Carvalho, Vagner Love, Dudu Cearense... ). Ricardo PT, apresente-se! E os portugueses já saem atrás, pois, na Alemanha, o Arsenal ganhou do Hamburgo por 2 a 1. Ótimo resultado para o time de Gilberto Silva, auto do primeiro gol, e de Julio Baptista. Até porque vem mal na Premier League.

    Para fechar, destaque para a vitória do Milan, óbvia, sobre o AEK Atenas, no San Siro: 3 a 0, marcando Inzaghi, Gourcuff e Kaká. Grupo mole para os italianos esse H, até porque na outra partida deu empate: Andelecht 1 x 1 Lille, no que deve ter sido um belo peladão, movido à cerveja belga e chocolate de primeira na sobremesa. Nada mal.

    Brasileiros em campo (no total, 35):

    • Dínano Kyev – Rodolfo, Diogo Rincón, Correia, Rodrigo
    • Lyon – Juninho Pernambucano, Cris, Fred
    • Real Madrid – Roberto Carlos, Emerson. No banco: Robinho
    • Benfica – Luisão, Alcides, Léo. No banco: Ânderson.
    • Porto – Hélton, Pepe, Paulo Assunção, Ânderson, Alan, Ezequias e Adriano. No banco: Jorginho.
    • CSKA – Dudu Cearense, Daniel Carvalho e Vagner Love
    • Arsenal – Gilberto Silva. No banco: Júlio Baptista.
    • Lille – Rafael e Michel Bastos
    • Milan – Dida, Cafu, Kaká e Ricardo Oliveira
    • AEK – Emerson e Julio Cesar

    PS: Adriano já foi barrado novamente por Roberto Mancini na Internazionale...

    Valeu, meninas!


    Hoje ninguém precisou de calmante para ver as meninas do Brasil no Mundial de Basquete Feminino, em São Paulo. Passaram por cima da sul-coreanas por 106 a 86. E já estão classificadas para a segunda fase. È amanhã jogamos pelo primeiro lugar contra a Espanha. Como diria Antonio Porto, “de chuá”!

  4. 13/09/2006

    Galo forte e vingador


    Vencer, vencer, vencer...
    Esse é o nosso ideal...
    Honramos o nome de Minas
    No cenário esportivo mundial
    Lutar, lutar, lutar...
    Pelos gramados do mundo para vencer...
    Clube Atlético Mineiro
    Uma vez até morrer

    Os blogueiros que torcem pelo Atlético e freqüentam o Jogo Aberto não param de cantar esse hino. E, que me perdoem os cruzeirenses, o Galo merecia um ano menos traumático do que o passado. E, na Série B, a massa preto e branca lota o estádios, empurra o time, bate recordes e já vê o time confortavelmente instalado na terceira posição, com 38 pontos – sobem os quatro primeiros para a Série A em 2007.

    Como Botafogo e Palmeiras em 2004 e Grêmio em 2005, o Atlético Mineiro montou um time modesto para jogar a segundona, contratou um técnico experiente (Levir Culpi, o mesmo que ajudou o Botafogo a subir)... E apostou na força da torcida. Ontem à noite, no Mineirão, o Galo venceu Paulista por 2 a 0, gols de Danilinho e Tchô. Público pagante: 32.400.

    Os cinco maiores públicos da Série B são do Galo. O de ontem foi o maior. No total, nos 11 jogos da equipe em Belo Horizonte, pagaram ingresso 229.910 pessoas, com fantástica média de 21.161 por partida, média similar à dos atuais líderes do ranking de massas na A: Grêmio e Internacional. Na B, quem mais se aproxima do Atlético é o Paysandu, com média de 13.547. Na contra-mão, o Ituano bate todas as marcas negativas em termos de comparecimento aos estádios: é imbatível na lista dos menores públicos.

    Sobre a noite cheia da B. O Náutico se deu bem. Ganhou do Guarani por 4 a 1 e, com a derrota do Coritiba, em casa, para o Brasiliense, isolou-se na liderança com 41 pontos, com os paranaenses em segundo (39). Depois vem o Galo (38) e o Sport Recife, que também perdeu: em Belém para o Remo, por 2 a 0. Outro resultado que vale a pena registrar: América de Natal 2 x 0 Portuguesa. E o time potiguar é quinto, com excelente campanha (34).

    A torcida do Atlético Mineiro, assim como o time, só prova uma coisa: cair para a Série B não é nada agradável, mas está longe de ser o fim do mundo. Se houver a queda, basta um mínimo de organização e apoio popular para que o time consiga subir e, melhor ainda, com lucro. Basta fazer as contas.

  5. 12/09/2006

    Lee Marvin, Amoroso, Petkovic, Alonso...


    • Não é por nada não, mas Emerson Leão está igual ao Lee Marvin, aquele ator americano, famoso por seus papéis em westerns. O técnico do Corinthians saiu do saloon e vai com o time completinho para enfrentar o Vasco, amanhã, no Canindé, na volta da Copa Sul-Americana. Difícil para os cariocas, que têm que ganhar. E 1 a 0, placar da ida, nem basta. Sei não... Mas milagres e surpresas a cada dia se assanham mais no futebol. A conferir.

    • Numa boa: o que o Amoroso tem a ver com a escalação do São Paulo? Joga bem, mas é folgado. E é um pouco deslumbrado quando vê um microfone à frente.

    • O Vasco contratou Leandro Amaral. Um bom centroavante na época em que foi revelado pela Portuguesa. E depois sofreu com lesões diversas e não parou mais clube de nenhum. Só em São Paulo jogou pelo time do Morumbi, Corinthians e Palmeiras. Enfim, mais uma aposta. Quem não se lembra é esse aí da foto ao lado.

    • Cruzeiro x Santos é o outro jogo de amanhã pela Sul-Americana. O Peixe ganhou na ida, em casa, por 1 a 0. Um resultado que pode se tornar pequeno. A Raposa quer ir à frente na Sul-Americana, pois no Brasileirão não dá mais. Voltam Fábio Santos e Martinez, o que dá um equilíbrio maior ao meio de campo. Estréia Gabriel, ex-Flu. Aposto no Cruzeiro. Feeling...

    • Fala aí, Fernando Alonso: “O Zidane se aposentou com mais glória que Schumacher. Michael é o piloto com mais punições e mais antidesportivo da história da Fórmula 1”. Cruzes...

    • Simplesmente ridículo o lance em que estiveram envolvidos a árbitra Sílvia Regina e um gândula em Sorocaba. Lamentável... Patético. A cara da bagunça que impera nesse país.

    • Um gambá no treino do Flamengo... Passo e voto nulo.

    • Leio que Petkovic retorna ao Fluminense contra o Botafogo e é tratado como salvação da pátria. Às vezes entendo que falta vergonha na cara há muitas pessoas. Consta que Zé Roberto deve voltar ao ataque do Fogão. Esse sim fez falta domingo.

    • Depois do colombiano Vargas, que era reserva no Boca, o Inter vai escalar o lateral-esquerdo peruano Hidalgo, de 30 anos, contra o São Paulo. Abel gostou. Bem, não conheço, não posso falar. Mas é uma escalação de risco.

    • Esses pedidos pela demissão de Muricy Ramalho mostram o quanto o futebol deixa alguns impregnados pela mais absoluta insensatez.

    • E não deixe de participar no Censo do Jogo Aberto. O post está aqui embaixo. E, por favor, não vote anônimo. Obrigado.

  6. 12/09/2006

    Não deu zebra


    Primeiro dia de jogos pela fase final da Liga dos Campeões da Europa. E as melhores atuações foram dos espanhóis. O Barcelona passeou no Camp Nou diante do Levski Sofia: 5 a 0. Toque daqui, toque dali, tudo muito bonito, plástico e bem jogado. Sacode clássico, com gols de Iniesta, Giuly, Puyol (até ele fez), Eto’o e Ronaldinho Gaúcho, após jogada e chute belíssimos. O Barcelona é favorito de ponta ao bicampeonato. Quem pode atrapalhar, embora eu não me empolgue muito, é o Chelsea. Os ingleses estrearam bem, em Londres: 2 a 0 no Werder Bremen, de Diego e Naldo, ex-Juventude, e que falhou no primeiro tempo. Marcaram Essien (grande atuação do ganês) e Ballack. Os favoritos começaram bem no grupo da morte.

    Jogo bem disputado, duro, mas com poucas chances de gols em Lisboa. Saiu apenas um, do lateral Caneira, no segundo tempo. E o Sporting venceu a Internazionale. Adriano foi escalado desde o início por Roberto Mancini e não funcionou. E Alecssandro, ex-Cruzeiro, entrou no segundo tempo e provocou a expulsão de Vieira. Boa estréia dos portugueses, com um time interessante. E mau começo dos italianos, com uma tática extremamente defensiva e pragmática. No Alianz Arena, em Munique, também pelo Grupo B, o Bayern esculachou o Spartak Moscou, que conta com o possante Géder em sua defesa: 4 a 0, com gols de Pizarro, Santa Cruz, Schweinsteiger e Salihamidzic. Pessoal com nome fácil.

    O grupo C foi uma nulidade. Em Eidhoven, PSV 0 a 0 Liverpool. Chato... E, em Atenas, o Galatasaray não soube ganhar do Bordeaux, de Ricardo Gomes. Bom resultado dos franceses.

    Para fechar, o Valencia foi o outro destaque espanhol. Por sinal, o único a ganhar fora de casa. Com três gols de Morientes goleou o Olympiakos, de Rivaldo, por 4 a 2, em Atenas. E, na linda capital italiana, a Roma detonou o Shaktar, de Elano; 4 a 0, com gol de Taddei e, em homenagem a Lilu, um de Lillu. Assim foi o Grupo D. E amanhã tem mais...

    Brasileiros em ação (no total, 31):

    Barcelona – Belleti, Thiago Motta e Ronaldinho Gaúcho. No banco: Edmílson.
    Bayern Munique – Lúcio
    Bordeaux – Wendell. No banco: Henrique (ex-Fla)
    Internazionale – Maicon e Adriano. No banco: Júlio César e Maxwell
    Liverpool – Fábio Aurélio
    Olympiakos – Rivaldo. No banco: Júlio Cesar.
    PSV – Alex
    Roma – Doni, Mancini e Taddei
    Shaktar – Matuzalém, Brandão e Elano. No banco: Jadson e Leonardo.
    Spartak Moscou - Géder
    Sporting – Ânderson Polga e Liédson. No banco: Alecsandro e Ronny
    Valencia – Edu.
    Werder Bremen – Naldo e Diego

  7. 12/09/2006

    Inacreditável


    Continuamos com um terrível Complexo de Viralata no basquete. Depois do fiasco dos machos, quase que a meninas da Seleção Brasileira se complicam na estréia no Mundial disputado dentro de casa, em São Paulo. Seria terrível começar com derrota uma competição tão importante no nosso próprio endereço. A desconfiança que nosso basquete já causa aos torcedores seria multiplicada por três. Mas, após uma farta distribuição de calmantes, vencemos as primárias argentinas por 71 a 69 (40 a 32), graças a uma cesta de Hellen a cinco segundos do fim da partida.

    O Brasil não esteve bem em nenhum quarto da partida. A melhor vantagem veio no fim do primeiro quarto (12 pontos, com um 27 a 15). A Argentina ganhou confiança, a lição que nossos grandalhões nos passaram de como não arremessar lances livres foi aprendido pelas meninas... E tome erros... Falhas... Bobeadas... Vacilos. Inexperiência. E qualquer outro sinônimo afim. E não concordo com a tese de nervosismo. O Ginásio do Ibirapuera estava bem longe de sua lotação. Nervos não são desculpas. O Brasil jogou mal. Simples como acertar um lance livre.

    E só não entramos pelo garrafão adentro porque, no fim, quando o placar já estava igual, ou com vantagem para o Brasil de, no máximo, quatro, cinco pontos, Janeth chamou a responsabilidade e passou a fazer a diferença. Foi um drama. E nem quando Hellen fez a cesta decisiva houve paz. As meninas simplesmente pararam e esqueceram que ainda havia jogo, mais precisamente cinco segundos. Sorte que a Argentina errou. Sorte que não existe um Manu Ginóbili de rabo-de-cavalo. Do contrário... Melhor nem pensar.

  8. 11/09/2006

    O censo do Jogo Aberto

    Amigos do Jogo Aberto. Casa nova, números diferentes. Ano passado, no endereço antigo, fizemos o censo do nosso blog. Foi um sucesso e centenas de blogueiros participaram. Esse ano vamos repetir a dose. O que eu preciso saber (e esse post fica exclusivo para isso, até a próxima segunda-feira). Qual é o seu time de coração e de que cidade você tecla? Só isso. A resposta é só essa. E, claro, conto com a honestidade de todos para votáramos apenas uma vez.

    Claro que como o post vai indo lá para baixo, durante a semana eu subirei novamente, para que outras pessoas que não o vejam hoje ou amanhã também possam participar. Esse tipo de iniciativa permite que tenhamos uma radiografia do público que participa do nosso Jogo Aberto. Ah, quem não for brasileiro basta pôr o clube de coração e o país de onde tecla.

    Repito, por favor: esse post é só para o Censo do Jogo Aberto. Outras discussões, sempre muito bem-vindas, aqui embaixo e nos futuros posts.

    Pedido
    Vamos evitar posts anônimos. Não custa pôr o nome e sobrenome, pois nos ajudará no levantamento dos dados.
    Valeu.

  9. 11/09/2006

    Faltam artilheiros


    Até que a média de gols do Campeonato Brasileiro não está tão ruim assim. Em 228 jogos foram marcados 610, com índice de 2,68 por partida. Bem razoável e muito acima da marca dos principais campeonatos europeus, por exemplo. Mas, tecnicamente, insisto, a competição deixa a desejar. Alguns números para reflexão:

    • Entre os artilheiros, Schwenck e Soares, do Figueirense, e Souza, do Goiás, tem 10 gols. Já foram disputadas 23 partidas, por clube. Isso significa, para os principais goleadores, quase um golzinho a cada três partidas.

    • Os melhores ataques da competição, São Paulo e Grêmio, com 37 gols, tem uma média de apenas 1,68 e 1,60, respectivamente. Nem dois por jogo. Pobre, muito pobre.

    • O Flamengo continua com média inferior a um gol por jogo. Tem o pior ataque, com 21 gols em 23 partidas. Terrível.

    Fica a pergunta: faltam bons atacantes domésticos ou nossos treinadores estão bem mais prudentes do que normalmente já são?

    Meu pitaco: vivemos uma crise de artilheiros. Como eu nunca vi. A não ser Soares (na foto) e Cícero, do Figueira, e Rômulo, do Grêmio, qual o atacante que revelamos esse ano e encheu nossos olhos? Nenhum...

  10. 11/09/2006

    A liga do dinheiro


    As garrafas do futebol europeu começaram a ser vendidas nesse meio de semana, quando começa a fase final da Liga dos Campeões, o melhor, mais técnico e mais milionário campeonato de clubes do mundo. Amanhã, por exemplo, já teremos oito jogos, com destaque para os dois do Grupo A, um dos mais difíceis: Chelsea x Werder Bremen e Levski Sofia, da Bulgária, time do inacreditável Lúcio Wagner, ex-lateral-esquerdo do Botafogo. Ficam os meus palpites. Favoritos ao título: Manchester United, Milan, Madrid e Barcelona. Azarão: CSKA Moscou. Fracasso à vista: Chelsea, Arsenal e Bayern Munique. Aguardemos.
    Seguem os jogos da primeira rodada e os grupos:

    Grupo A
    Amanhã
    Levski Sofia x Barcelona
    Chelsea x Werder Bremen

    Grupo B
    Amanhã
    Bayern Munique x Spartak Moscou
    Sporting Lisboa x Internazionale

    Grupo C
    Amanhã
    Galatasaray x Bordeaux
    PSV x Liverpool

    Grupo D
    Amanhã
    Olympiakos x Valencia
    Roma x Shakhtar

    Grupo E
    Quarta-feira
    Dynamo Kiev x Steua Bucareste
    Lyon x Real Madrid

    Grupo F
    Copenhague x Benfica
    Manchester United x Celtic

    Grupo G
    Hamburgo x Arsenal
    Porto x CSKA Moscou

    Grupo H
    Anderlecht x Lille
    Milan x AEK Atenas

    Quem quiser dar uma de babalorixá globalizado, pode dar os seus pitacos sobre os classificados de cada fase. Passam os dois primeiro para as oitavas-de-final. Meus pitacos já estão dados lá em cima.

  11. 10/09/2006

    11 x 9= 0 x 0

    Não me lembro. Sinceramente, faltam registros na minha memória sobre algum jogo de futebol no qual um time, com 11 jogadores contra 9 desde os 26 minutos do primeiro tempo não tenha conseguido fazer um único gol e ainda empatar de 0 a 0. Pior: ser engolido na parte física pelo adversário desmantelado, que, na prática, teve chances de decidir a partida. O São Paulo, o time com 11, jogou contra os nove do Corinthians durante 67 minutos. Mais de uma hora. E nada fez. Absolutamente, coisa nenhuma. Fracasso constrangedor. Com certeza, a atuação mais ridícula do vice-campeão da Libertadores nos últimos dois anos. Muricy Ramalho foi passivo. Não viu a partida como deveria. E sua equipe, entorpecida, lenta, sem criatividade e até com doses de soberba, foi engolida pela raça corintiana. Um jogo atípico e que entra para a história como um dos maiores atestados de incompetência coletiva já exibidos dentro de um gramado tupiniquim.

    O São Paulo abusou. Na verdade, há tempos deve. Não paga e vive dos recursos do cheque especial. Empatou um jogo que precisava ganhar e ainda assim segue líder, com 43 pontos e uma partida a menos. Só isso atenua os efeitos de uma crise que ronda o Morumbi e só não se instala pelo lastro que o clube tem acumulado nos últimos. O Corinthians, com o pontinho heróico, chega a 27 e passa mais uma rodada fora do rebaixamento. Leão, na minha opinião, mexeu certo. Errou apenas nas bobagens verbais que cometeu contra o auxiliar de linha, mas aí... Deixa para lá... Um adendo sobre o Corinthians. Foi precipitada a escalação de Cesar, expulso aos quatro minutos, e de Amoroso, totalmente fora de forma. A pressão de fora fez com que entrassem em ação sem pernas e poder de reação.

    Cesar foi expulso aos quatro minutos do primeiro tempo, após pontapé em Souza. Aos 26, Eduardo Ratinho acertou Thiago. Heber Roberto Lopes acertou novamente ao aplicar cartão vermelho. Leão tirou Roger, pôs Gustavo Nery e deu uma arrumada no buraco aberto. Muricy Ramalho foi tímido: sacou Souza, um dos jogadores que mais põe e entra na pilha do nosso futebol, e apostou no garoto Tadeu. Mas, com 11 contra 9, manteve três zagueiros em campo. Resultado: o São Paulo não chutou no primeiro tempo.

    No segundo tempo, ele finalmente tirou Edcarlos e pôs Danilo. O São Paulo melhorou (e era obrigação melhorar) por 10 minutos. Mais nada. Jogo pelo meio, poucas jogadas de linha de fundo e a defesa do Corinthians se safava. Uma bola na trave de Danilo, um quase gol de Lenílson, outro do mesmo Danilo... Foi só. Nada mais. Enquanto isso, Leão deu velocidade nos contra-ataques, principalmente com a entrada do rápido Rosinei. E quase a casa do São Paulo cai, quando, no finalzinho, Rafael Moura perdeu uma ótima oportunidade. Pouco depois que Muricy Ramallho, aos 41 minutos, resolveu lançar Alex Dias. Faltando cinco minutos? Coisa de gente desesperada.

    Foi um dos 0 a 0 mais constrangedores da história do São Paulo. Muricy Ramalho saiu debaixo de vaias, merecidas, pois ele perdeu a mão do time. O São Paulo parece aqueles ex-milionários e que, após a aposentadoria, mantém a pose graças à poupança acumulada nos anos de trabalho. É o caso da liderança, mantida em virtude dos pontos colecionados na boa fase, pré-fim de Libertadores. E o torcedor do Corinthians, que vibrou até com arremesso lateral, deixou o Morumbi em festa. Afinal, não é sempre que não se perde com 9 contra 11. Assim como é quase impossível alguém não ganhar com 11 contra 9. Você escolhe a frase que mais bem lhe convier.

    No Pinheirão

    E no confrontos do tricolores, no Pinheirão, deu Paraná: 1 a 0 no Fluminense, gol de Cristiano, logo no início da partida. Os donos da casa saem de um ciclo de cinco derrotas seguidas e pulam para sexto lugar, com 34 pontos. E o Fluminense, que ainda não venceu sob comando de Antonio Lopes, não ganha há oito partidas ou quase um mês – a última vitória foi sobre o Cruzeiro, no Mineirão, dia 13 de agosto, ainda com Oswaldo de Oliveira à frente. E o Flu cai mais um pouco: décimo, com 30 pontos. É cuidar para não descer mais... E para de achar que a culpa é do treinador... Afinal já são cinco em 2006 (um a cada 45 dias) e nada acontece. Se é que vocês me entendem...

    Em Floripa...

    Ele, sempre ele. Wilson de Souza Mendonça, um dos árbitros mais desastrados do futebol brasileiro, errou à beça no empate entre Figueirense e Goiás (2 a 2), em Florianópolis. Expulsou Souza e Soares – ambos fizeram um gol e são artilheiros, junto com Schwenk, com 10) – anulou um gol do próprio Schwenk e teve mais uma tarde gloriosa em sua polêmica carreira. Mais enrolado do que ele só o ataque do Figueira, muito bom, mas que exagerou na arte de perder gols. Quem agradece é o Vasco, que segue em quinto (35). Os catarinenses poderiam ultrapassá-lo, mas com o tropeço caíram para sétimo (33). E o Goiás, com 28, segue a perigo.

    Em Caxias do Sul

    Eis mais uma partida que não deu para acompanhar. Sequer vi os gols de Christian até agora. Dois gols, que deram a vitória ao Juventude por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, no Estádio Alfredo Jacone. Os gaúchos, treinador pelo ótimo Ivo Wortman, vencem mais uma e já estão em oitavo, com 32. O Juventude cresce na hora certa. E a Raposa, melancólica, não se firma e assim mesmo segue em nono, com 31. É a famosa poupança acumulada. E deve ser ela que garante o empreguinho do Oswaldinho até agora.
    Flamengo: justiça

    No clássico carioca, nada a contestar na vitória de 2 a 0 do Flamengo sobre o Botafogo, gols de Rafael Marques, contra, e Renato Silva, ambos no primeiro tempo. Os rubro-negros chegam a 27 pontos e, pelo critério do saldo de gols, jogam a Ponte Preta para a zona do rebaixamento e estancam uma série de quatro jogos sem vencer. Já os alvinegros perdem a invencibilidade de cinco partidas (quatro vitórias seguidas no Brasileirão), caem para décimo-segundo (30), amargam o dissabor de perder o sexto duelo consecutivo contra os rivais e ainda terão o Grêmio, fora de casa, no próximo fim de semana.

    Dois cenários distintos. Mas, no Maracanã, o ambiente foi todo rubro-negro. Principalmente no primeiro tempo, quando, nos contra-ataques, o time fez os dois gols. As poucas chances que o Botafogo teve nesta etapa não aproveitou. Renato Augusto jogava muito bem; o goleiro Bruno, também. Do outro lado, sem Diguinho e Zé Roberto, a escalação tentada por Cuca – Júnior César e Bill preenchendo o lado esquerdo – naufragou completamente. Por sinal, Cuca só fez isso porque, lamentavelmente, ele vive com a conta do chá. E, com os desfalques, faltou.

    No segundo tempo, o Botafogo melhorou com a entrada de Wando no lugar de Rafael Marques. Com um atacante a mais, ao lado de Reinaldo e Lima, o time teve chances, mas perdeu gols demais. E o Flamengo, inteligente, só não aumentou nos contra-ataques porque a união de Jajá com Obina é piada. Em resumo: num bom clássico no Maracanã, deu Flamengo, com justiça. Duas decepções: o Botafogo, muito atarantado, e o público pagante, de pouco mais de 16 mil torcedores. Esperava mais. Reflexo da calhordice de quinta-feira à noite.

    Inter: impecável

    Três vitórias seguidas. Segundo colocado (40 pontos), com um jogo a menos do que a maioria. Torcida empolgadíssima, que lotou o Beira-Rio (36 mil pagantes). O Internacional segue encantado. Nas partes que conseguir assistir da vitória de 2 a 0 sobre o Atlético Paranaense (gols de Adriano e Fabiano Eller), o time foi impecável. Dos jogos que acompanhei no fim de semana, o Colorado teve a melhor atuação entre todas as equipes do Campeonato Brasileiro.

    Jogou para frente o tempo inteiro (e bem) e agora fará uma autêntica decisão, domingo, no Morumbi, contra o São Paulo, líder. É a reedição da Taça Libertadores. O confronto entre o campeão, que, mesmo após perder vários jogadores, segue perfeito, e o vice, cambaleante, tonto e sem inspiração desde a perda do título. Jogaço à vista. De novo!


    Ruim para os dois

    Para fechar, outro jogo que minha incapacidade para a clonagem não me permitiu acompanhar. Fortaleza 1 x 1 Santos. Não concordo que foi bom para o Peixe. Entendo que foi péssimo para os dois. O Santos não aproveitou para encostar no São Paulo, continua em terceiro (com 39), junto com o Grêmio, a quatro pontos do São Paulo e agora atrás do Inter (40) e provou que não sabe ganhar fora de casa. De 12 partidas como visitante, só venceu duas. E os cearenses chegam ao décimo-primeiro empate em 23 jogos (quase 50%) e, com 23, seguem aboletados na vice-lanterna.

  12. 10/09/2006

    Quem não tem medo?

    * Não vou me alongar pelo simples fato de que não pude ver o jogo. Deixo para quem acompanhou toda a final do Grand Prix de vôlei feminino dar os seus saques e cortadas por aqui. Fica o registro: o nosso vôlei, tanto masculino quanto feminino, é fantástico. E mete medo. Põe pavor em quem os enfrenta. Hoje, em Reggio Calabria, as moças se vingaram de vez do Trauma de Atenas. Ganharam a decisão contra a Rússia com sobras: 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 25/20, 23/25 e 25/17.

    O time é tricampeão da competição (2004, 2005 e 2006), mas é hexa. Décimo-terceiro título de José Roberto Guimarães no comando da equipe. Um Brasil forte, com destaque para Sheila, Jaqueline, Fofão, Walewska e Valesquinha, filha de Aída dos Santos, um exemplo eterno de garra e luta do esporte brasileiro.

    Ganhamos mais uma nas quadras espalhadas pelo mundo. Que venha o próximo. E que nossos adversários sigam sem rumo e em busca de uma resposta para tantas derrotas. Uma resposta muito simples de ser alcançada: o vôlei braisleiro é o melhor do mundo há muito tempo. E continuará por longo tempo.

    Boletim do Rafic

    O suíço Roger Federer faturou o US Open ao ganhar do americano Andy Roddick por 6/2, 4/6, 7/5 e 6/1. O início foi um passeio de Federer, que chegou a estar ganhando o primeiro set por 5/0, mas desperdiçou uma chance de fechar e terminou em 6/2, em mais uma quebra de saque (a terceira em cima do americano). Depois, no segundo set, Roddick já começou quebrando, o clima de Copa Davis voltou a reinar em New York e o americano soube manter a vantagem até o final. Já o terceiro set foi marcado pelo equilíbrio e só foi decidido no décimo-segundo game, quando Roddick começou a apresentar sinais de cansaço e teve seu saque quebrado. Depois, um quarto set em que Federer tentou terminar com o já tradicional pneu dele numa final de Grand Slam, se aproveitando do esgotamento físico do americano. Ele chegou a ter o match point no 5/0 com saque do americano, mas Roddick salvou seu saque e outra humilhação.

    Esse é o 3º título consecutivo de Federer no US Open, e o seu 9º em Grand Slams. Assim ele se tornou o primeiro tenista a ganhar o US Open e Wimbledom três vezes seguidas. Federer também iguala o feito de Martina Hingis de “mais quase Grand Slam” ao ganhar no mesmo ano 3 GS e perder o quarto na final (ambos perderam em Roland Garros). O ano termina com três GS para Federer (AUS Open, Wimbledom e US Open) e um para Nadal (Roland Garros). O ano também mostrou que Federer continua sobrando na turma e que só Nadal consegue alguma coisa contra ele, mesmo assim só no saibro. Roddick mostrou que melhorando um pouco mais pode chegar no US Open do ano que vem fazendo alguma frente a Federer. O suíço confirmou também que é grande candidato a repetir o feito de Rod Laver e levar o Grand Slam em 2007.

    Assim o Boletim do Rafic se despede do ano e espera voltar em janeiro, já na terra dos cangurus, mais especificamente em Albert’s Park, Melbourne para a cobertura do AUS Open de 2007.

    * Flavio Briatore, diretor da Renault, detonou o mundo da F1 após a punição a Fernando Alonso e da vitória de Michael Schumacher. Ele disse:

    "Em comparação com o que está acontecendo na Fórmula 1, a fraude no futebol italiano é uma piada. A quebra do motor de Alonso não é o problema. O estranho é o que aconteceu antes da prova. É um Mundial de cartas marcadas."

    "Compreendemos como as coisas vão indo. Já está tudo decidido, e agora estão começando a fazer por onde. Decidiram dar o Mundial a Schumacher, e assim será."

    Lá em Niterói chamam isso de jogar dejetos no ventilador...

  13. 10/09/2006

    Artilheiros em alta


    Um breve resumo do domingo no futebol europeu:

    • Na Itália, uma ótima estréia de Ricardo Oliveira com a camisa 7 do Milan. Ele entrou no segundo tempo do jogo contra a Lazio. Jogo enrolado, com os rossoneri vencendo por 1 a 0, gol de Inzagui. O centroavante foi para campo no meio do segundo tempo, incendiou a partida, casou muito bem com Kaká, fez o segundo gol, de cabeça, e só não fez mais porque Peruzzi pegou muito. Milan 2 a 1 Lazio. E o time da casa terminou com cinco brasileiros em campo: Dida, Cafu (nulo), Serginho, Kaká e Ricardo Oliveira. E, podem anotar e me cobrar depois: Kaká e RO formarão uma dupla irresistível no futebol europeu.

    • Na Espanha, o adversário do Real Madrid era uma galinha morta. O Levante raramente se levanta. E Ruud Van Nilsterooy aproveitou a debilidade do adversário. Três gols marcados (Cassano fez o outro). Um sacode do Real, fora de casa. Robinho entrou no segundo tempo. E, das tribunas, Ronaldo vou o holandês cair no gosto exigente do torcedor madrilenho.


    • Em Londres, West Ham 1 x 1 Aston Villa. Tevez ficou no banco, entrou no segundo tempo e pouco fez. Mascherano sequer entrou.

  14. 10/09/2006

    E lá vai o alemão

    Não há nenhum segmento no qual o ídolo esteja tão perto dos seus adoradores quanto o esporte. Se você é fã dos Rolling Stones pode ver um show deles muito raramente (falo ao vivo). A admiração de um cinéfilo por Al Pacino também tem limites - às vezes pode diminuir até por causa de uma escolha de roteiro mal feita. Na política, então, idolatria hoje virou sinônimo de fanatismo ou mesmo, em caso extremos, de doença. No esporte, não. Ali é diferente. O ídolo é instantâneo. De carne e osso. Acerta e erra na cara do seu fã. Vibra, reclama, chora, sorri e se emociona junto a ele. Oldemário Touguinhó, saudoso amigo, colega e professor, dizia que o esporte é a única área do jornalismo onde o repórter vê o fato acontecer e não chega depois. Acostumamos a ver um ícone nascer, crescer, brilhar, errar, vencer e... anunciar a sua despedida.

    Hoje foi o dia de Michael Schumacher. Admirado por milhões, amado por outros tantos e odiados por outro grupo numeroso, o piloto anunciou hoje, após vencer o GP de Monza, o 90 na carreira, única e irretocável, que só guia a Ferrrari até o fim do ano. A partir de 2007, não ouviremos mais Galvão Bueno bradar: ‘E lá vem o alemão... “. Chong para quem gosta; Dick Vigarista para quem detesta vai pendurar o macacão, a balaclava, as luvas, os calçados especiais e o capacete. Soube a hora certa de parar. Com sete títulos mundiais, muito próximo de conquistar o oitavo – está a dois pontos de Fernando Alonso, o espetacular Michael Shumacher tem tudo para vestir o pijama com mais um título.

    Fernando Alonso tem seus motivos para estar aborrecido. Também concordo que foi demais, bobagem ao extremo, a punição que o levou ao décimo lugar do grid. Coisas desse mundo hipócrita da F1. Mas que sempre deu sorte de fabricar ídolos. Fangio, Lauda, Villeneuve, o pai, Senna, Piquet, Prost, Mansell, pelo conjunto da obra, Hill, o pai, Ascari, Fittipaldi... E agora, Michael Schumacher...

    Ele vai parar...Exatamente num ano chato para o esporte. Zidane parou; Agassi, também; Guga passa por tantos problemas; o atletismo está maculado... Sorte de que outros virão. Ainda veremos muita gente a nos emocionar. A nos surpreender. A nos irritar, alegrar e excitar. Só o esporte é capaz de despir o ídolo a cada semana. Só através dele as duas pontas ficam tão próximas. Schumacher foi um deles.

    Minha reverência a Michael Schumacher, o homem de Hürth-Hermülheim, que venceu 90 corridas, ganhou sete títulos mundiais, fez 68 poles e marcou 1,354 pontos na carreira.

  15. 09/09/2006

    Não valeu o ingresso

    É igual você levar um bom tempo sem ver um filme de determinado diretor, ouvir o CD daquela banda que há muito
    tempo não grava nada ou um se irritar com o livro do escritor que prometeu muito, fez muito marketing no lançamento e entrou um romance primário. A sensação de perda de tempo é inevitável. No futebol não é diferente. Há certas partidas muito aguardadas e que, por vários motivos, se tornam sinônimo de decepção. E foi com esse gosto de cabo-de-guarda-chuva que os torcedores de Vasco e Grêmio ficaram após o chatíssimo empate de 1 a 1, hoje à noite, em São Januário. Quem esperava ver um clássico teve que amargar um filme B, quase um trash do tipo desse indecente “Serpentes a Bordo”, que entrou em cartaz nesse fim de semana.

    O primeiro tempo foi razoável. Vasco e Grêmio fizeram um jogo equilibrado. Pobre tecnicamente, mas corrido e com certa imprevisibilidade. Tudo muito igual. Até nos erros. Impressionante a sucessão de falhas de Fábio Brás (como esse zagueiro é ruim!) e de Wellington, lateral-esquerdo do Grêmio. Até que Cássio, após fazer boa defesa num chute de Hugo (boa partida), errou uma reposição de bola. Hugo roubou, passou para Lucas. O sobrinho de Leivinha (ótimo jogador) limpou a jogada e bateu de fora da área. Na minha opinião, Cássio aceitou. Nove minutos depois, Andrade bateu falta e Marcelo também aceitou: 1 a 1.

    O segundo tempo foi terrível. O Vasco foi nulo. Morais não esteve bem. Jean cansou. Faioli foi Falholi. Os laterais foram inoperantes, como sempre. E Mádson entrou, fez um showzinho particular sem produtividade e... nada. O Grêmio tentou mais, insistiu, mas errou demais no último passe ou nos poucos lances de perigo criados. Enfim, uma partida decepcionante. Melhor para o Grêmio que, fora de casa, arrancou um pontinho e segue em segundo, com 39 pontos. Pior para o Vasco, quinto (35). Com o terceiro empate seguido em casa e arriscado a perder seu lugar, caso o Figueirense vença o Goiás amanhã, em Florianópolis.

    No Parque Antarctica, um jogo de golaços. Primeiro do São Caetano: Marcelinho, de fora da área. Depois, ainda no primeiro tempo, a virada do Palmeiras: Daniel, com linda cabeçada, Paulo Baier, após rápida e inteligente triangulação do ataque, e Edmundo, com a habilidade e categoria dos bons e velhos tempos. O Palmeiras se recupera da goleada sofrida para o Santos e sobe para décimo, com 30. A se lamentar, apesar do golaço, a cara de insatisfeito de Edmundo ao ser substituído por Tite a três minutos do fim. Com 35 anos, ele já poderia ter uma atitude um pouco mais madura nesses momentos. E o São Caetano, com apenas 26 pontos, entra no grupo dos rebaixados e, mesmo com a estréia de Hélio dos Anjos, segue a passos largos rumo à segunda divisão.

    Em Campinas, Ponte Preta 2 x 0 Santa Cruz. A Macaca foi a 27 pontos e, pelo menos por enquanto, sai da zona do rebaixamento. Com 18, os pernambucanos já fizeram o registro dos imóveis da Série B. É para lá que irão em 2007. O único jeito de evitar esse cenário seria um milagre. Você acredita? Eu não.

    Série B

    Ninguém ganhou da turma da frente. O Coritiba, líder, empatou com a fraca Portuguesa, fora de casa (2 a 2). O Náutico, vice, perdeu para o Paysandu, no Mangueirão. E o Sport Recife, terceiro, empatou com o Santo André na Ilha do Retiro. A rodada foi excelente para o Atlético Mineiro, quarto (35 pontos), que venceu o CRB, em Maceió, por 1 a 0. Para o Avaí, quinto (33), após ganhar do Marília na Ressacada (2 a 0). E para Paysandu, agora sexto, com 32. É bom não devemos esquecer que o Marília, também com 32 (é sétimo), tem uma partida a menos. Outro resultado interessante foi a vitória do América de Natal, em Brasília, por 4 a 2 em cima do Brasiliense. Os potiguares estão em nono, com 31. Enfim, está tudo aberto na briga pelas quatro vagas para a Série A.

    Enquanto isso, na luta para não cair para a C, por enquanto sofreriam Vila Nova (23), Portuguesa (23), Ceará (22) e Remo (19). Mas ainda há tempo para uma reviravolta. Muito tempo: 16 rodadas, mais precisamente.

  16. 09/09/2006

    Boletim do Rafic


    Direto de Nova York, nosso enviado especial, Rafael Rafic, comenta a final do torneio de simples do US Open. Fala, Rafic!

    "Na noite do sábado de gala em Flushing Meadows, uma jogadora com um vestido de gala, uma final de gala para essa chave de simples feminina e uma vencedora com vestido de gala. Sharapova ganha de Justin Henin-Hardenne por duplo 6/4 e fatura o US Open, seu segundo Grand Slam da carreira.Um jogo parelho em que os únicos erros de Henin-Hardenne foram ter perdido seu saque quando o placar estava empatado em 3 a 3 nos dois sets. Para a belga fica o gosto da segunda derrota em uma final de Grand Slam esse ano. Pelo menos dessa vez ela sai por cima e disputou até o fim do match point (diferentemente do que fez no AUS Open, que abandonou a final contra Mauresmo).

    Com isso o ano termina com dois Grand Slams para Mauresmo (AUS Open e Wimbledom), um para Henin-Hardenne (Roland Garros), um para Sharapova (US Open) e a certeza que está longe o dia em que alguém poderá igualar o feito de Martina Hingis de ganhar três GS e perder na final do quarto. Também fica desses Grands Slams a certeza de que no tênis feminino há 10 mulheres, ou um pouco menos, que estão em um patamar muito acima das outras, fazendo com que, se não fosse o fenômeno propagandístico Sharapova, o tênis feminino ficasse menos atraente em relação ao masculino. Entre os homens, do 2º ao 30º qualquer um pode ganhar de qualquer outro, desde que não seja no saibro. Só um detalhe: em sua cerimônia de premiação, Sharapova disse que New York era sua cidade favorita, mas ela esqueceu que disse a mesma coisa em Londres".


    Deu no Lance!

    O Diário Lance traz uma reportagem interessante hoje, assinada por Caio Barbosa, Leandro Dias e Rafael Cavalleri. Contratado no início do ano, com salários de R$ 120 mil mensais, Pedrinho jogou apenas 9 das 43 partidas do Fluminense na temporada. Segundo o texto, ele já teve dores musculares na coxa direita, estiramento muscular na esquerda, fratura no dedão do pé esquerdo, virose e problemas urológicos.

    Até agora, só de salários o Fluminense pagou R$ 960 mil a Pedrinho. Ainda faltam quatro meses, o que levaria a soma a R$ 1.44 milhão. Fora bichos e outros prêmios. Não culpo Pedrinho. É um bom cara, profissional e padece com problemas físicos há muito tempo. Mas deixo uma questão: os exames que Pedrinho teria que fazer no início do ano não anteciparam nem 1/3 desses problemas? Não é meio óbvio, há anos, que o estado físico de Pedrinho é precário? Como fechar um contrato por tal soma mensal e, pior, por um ano?

    Para pensar...

  17. 09/09/2006

    O calcio em movimento

    • Bastaram 45 minutos para o Barcelona jogar e vencer, com facilidade, o Osasuna por 3 a 0 (dois gols de Eto’o e um de Messi). Todo time jogou bem, inclusive Ronaldinho Gaúcho. No segundo tempo, foi só descansar. O Barça é líder com o Valencia, dois jogos e duas vitórias. O rival venceu o Atlético Madrid, no Vicente Calderón, por 1 a 0, gol do ótimo David Villa. Esse time pode perturbar a paz do Barcelona na temporada. Assim como o Real Madrid, claro, que neste domingo tem uma aparente carne assada diante do Levante.

    • Um gol de Ryan Giggs garantiu a quarta vitória consecutiva do Manchester United no Campeonato Inglês: 1 a 0 no Tottenham. Os Red Devils lideram a Premier League, com um começo impecável.

    • Pela manhã, acompanhei dois jogos razoáveis pelo Campeonato Inglês. O Everton, que faz ótima campanha, ganhou muito bem (3 a 0) o clássico contra o Liverpool. A depender de outros resultados, principalmente do Manchester United, o Everton pode fechar a quarta rodada na frente. Mas é difícil. E o Chelsea, de Zé Mourinho, ganhou mal do Charlton por 2 a 1. Não jogou bem e Lampard ainda perdeu um pênalti. Está sem sal o Chelsea-2006/2007. Ganha, mas não empolga.

    • Na França, o sábado foi brasileiro. O Lyon venceu o Troyes por 2 a 0, gols de Cris e Juninho Pernambucano. Com um gol de Wendell, o Bordeaux, de Ricardo Gomes, ganhou do Nice por 3 a 2. O Lyon é líder, com 13 pontos. Pelo menos até amanhã, quando om Olympique, de Ribery, joga contra o PSG, em Paris, e também pode chegar a 13, com vantagem no saldo de gols.

    • Na Copa da Alemanha, uma zebra. O Werder Bremen, time no qual eu e muita gente aposta na temporada, foi eliminado, nos pênaltis, pelo famoso quem FK Pirmasens. E o Hamburgo também caiu. Seu algoz foi o Stuttgarter Kickers. Cruzes...

    • E o Benfica, hein? Perdeu para o Boavista, no Porto, por 3 a 0. Já o Sporting foi a Ilha da Madeira e venceu o Nacional por 1 a 0, gol da revelação Nani.

    • Começou o Campeonato Italiano. Em Roma, De Rossi e Mancini marcaram no 2 a 0 do Roma sobre o Livorno. Em Firenze, só Maicon jogou pela Internazionale na vitória de 3 a 2 sobre a Fiorentina. Adriano e Júlio Cesar estão barrados. O destaque foi o argentino Cambiasso, autor de dois gols. Ibrahimovic marcou o outro. E o bom Luca Toni fez os dois dos violas, que segue lá atrás, com uma penca de pontos negativos. E a Juventus estreou na segundona com um triste empate em 1 a 1 com o Rimini.

  18. 09/09/2006

    Pistas & Quadras


    • É mesmo maravilhoso (e duradouro) o grande momento do vôlei brasileiro. Como escreveu o Rafic ganhar de Cuba por 3 a 0 e chegar à final do Grand Prix não tem preço para a seleção feminina. Um incontestável placar de 3 a 0, com parciais de 25/20, 25/15 e 25/18. O time de José Roberto Guimarães sobra na quadra. Para a final, na minha opinião, seria melhor enfrentar a Rússia, a quem já vencemos na abertura da fase final. Enfrentar a Itália, dona da casa, deve ser algo mais espinhoso, até porque os tiffosi devem lotar o belo ginásio de Reggio Calábria.

    • Ainda na Itália. Michael Schumacher perdeu a pole position no GP de Monza por causa de dois milésimos de segundos de desvantagem para Kimi Raikkonen. Sorte dele que Alonso, com 12 pontos de vantagem na luta pelo título, larga em quinto. Heidfeld é o terceiro. Massinha, quarto. Teremos um belo GO. Como é tradição em Mona.

    • Por falar em F1, Nelsinho Piquet jura que não será piloto de testes da Renault em 2007, mas sim um dos dois efetivos. Na Folha, avisou que Fisichella também irá embora e ele ficará na pista ao lado de Heikki Kovalainen.

    • Sábado decisivo em Nova York. À noite, Justin Henin-Hardenne decidi o título feminino contra Maria Sharapova. Segunda contra quarta do ranking da ATP. Sou mais a belga. E, à tarde, as duas semifinais masculinas. Roger Federer (1) x Andy Roddick (10). Essa será a final masculina do US Open. Os dois venceram os russos Nikolai Davydenko (6) e Mikhail Youzhny (54). respectivamente. Sou Federer e dou um set de vantagem.

  19. 08/09/2006

    Em cartaz...


    O fim de semana do Campeonato Brasileiro promete. Grandes jogos, dramas intensos, situações nunca tranqüilas, mas quase sempre embaraçosas. Sábado, por exemplo, teremos três jogos importantíssimos. O melhor deles acontece em São Januário: Vasco, quinto, x Grêmio, terceiro. O duelo direto entre duas equipes que surpreenderam muita gente. No Parque Antarctica, Palmeiras x São Caetano. Se perder, o Porco pode até acabar a rodada na zona do rebaixamento. E idem, idem, para o fraco Azulão, versão 2006. Outro confronto do desespero: Ponte Preta x Santa Cruz, em Campinas. À Macaca só resta vencer. Ao Santa, ganhar e rezar.

    No domingo, o clássico entre São Paulo e Corinthians é um dos destaques. Na minha opinião, o melhor prato do cardápio. Uma partida que é esperada há várias semanas. Provocações são lidas, ouvidas e lamentadas desde segunda-feira. O São Paulo defende a liderança e sua vontade de sair da má fase, latente desde a perda da Libertadores para o Internacional. E o Corinthians, sempre turbulento, deve estrear suas novas estrelas: Magrão, Amoroso e César. Promessa de Morumbi cheio. E é bom lembrar que se o Corinthians perder também pode voltar ao grupo da degola.

    No Maracanã, outro jogão. É o duelo entre o Botafogo, décimo colocado e embalado com quatro vitórias seguidas, contra o Flamengo, que desaprendeu a ganhar e convive com a crise e o rebaixamento. Se os rubro-negros não vencerem, a Gávea explode. E os alvinegros querem os três pontos para respirar ainda mais longe do abismo. Mas os desfalques de última hora podem atrapalhar.

    Vale conferir também: no Beira-Rio, Internacional x Atlético Paranaense. Jogo bom e, que dependendo de outros resultados, pode levar o Colorado ao segundo lugar. Figueirense x Goiás, em Florianópolis, merece atenção: em caso de vitória, o Figueira vai a 35 e segue no pelotão da frente, enquanto o Goiás só pode pensar em ganhar. Do contrário o buraco é, literalmente, lá embaixo...

    E o Santos? Terá força e personalidade para vencer o Fortaleza, com novo técnico, na capital cearense e seguir no calcanhar do São Paulo. A conferir. E, para fechar, um insosso Juventude x Cruzeiro temperado com o pavor presente em Paraná x Flumiense, no Pinheirão. Nesse jogo ninguém pode perder. De novo.

  20. 08/09/2006

    Ferdinando e seus amigos

    Ferdinando nasceu em 1987, no Rio de Janeiro. Já no berço cometeram o primeiro vacilo com o rebento: batizaram o moleque com nome-gerúndio. A família era toda de rubro-negros. E, uma semana antes de Ferdinando vir ao mundo, o Flamengo conquistou o tetracampeonato brasileiro ao vencer o Internacional, por 1 a 0, no Maracanã, gol de Bebeto. Naquela época, os torcedores estavam enlouquecidos. Em sete campeonatos nacionais, o clube ganhou quatro. Zico brilhava. A Gávea ainda vivia tardes de festa nos concorridíssimos treinamentos. O clube já dava sinais de decadência econômica, mas a seqüência de títulos trazia mais sócios. Era um ciclo natural.

    E todo pai rubro-negro queria ver o filho nas categorias-de-base do clube. “Craque o Flamengo faz em casa”. Era o slogan da época, ainda usado hoje, sem os mesmos frutos. Quando Ferdinando fez sete anos, em 1994, o Flamengo já era pentacampeão brasileiro. Disse ao pai, Seu Zequinha, que desejava ser jogador de futebol. E lá se foi Ferdinando, magrelo, mas cheio de sonhos, para a Gávea.

    Ferdinando chegou e adorou. Foi ficando. Passou no teste. Passou como zagueiro. Os anos voaram e ele foi assimilando o que lhe diziam.

    “Todo mundo quer jogar no Flamengo, moleque. Você está no lugar certo”

    “Nem esquenta. Uma hora você vai para o profissional e vai jogar. Garoto da casa tem preferência”

    “Nem tudo o que o técnico fala se escreve. Isso aqui é Flamengo! Você entra, joga e a torcida te garante”.

    Ótimos conselhos. Ferdinando, a promessa em forma de gerúndio, logo se junto a uma panelinha. “Pô, pai. Todo mundo tem um grupinho lá. Aí, fiz o meu também”. Seu Zequinha entendeu. Da panela do moleque, também faziam parte, Huguinho, Zezinho, Luisinho, Livingstone, Betão, Dedeu e Pacheco”. Os sete subiram juntos para os profissionais, em 2004.

    Primeiro, nem ficaram no banco. Depois, Ferdinando mostrou serviço. Um conselheiro deu uma cornetada e o técnico, Bráulio Bruno, o levou. O garoto estreou e jogou bem na vitória de 2 a 0 sobre o Vasco. Ferdinando, com moral, falou com o treinador. “Já viu o Dedeu e o Pacheco jogarem?. Putz. Dá uma chance para eles, Professor Bráulio”.

    Duas semanas depois, o Flamengo tinha Ferdinando, Livingstone, Dedeu e Pacheco no time titular contra o Fluminense. No banco, Huguinho, Zezinho e Luisinho. Betão, acima do peso e criticado por badalar demais na noite, estava de castigo e voltou para os juniores. Todos os sete já tinha empresário. O mesmo: Frederico Adoniram.

    Até que Frederico Adorniram aproveitou que Bráulio Bruno perdeu o emprego (fato comum no futebol) e indicou um novo técnico: Saulo Salgado. Adoniram aproveitou e pôs mais quatro jogadores no Flamengo. Muitos associados contestavam a queda de produção da molecada. Em busca de respaldo, Saulo Salgado barrou Livingstone, Dedeu, Ferdinando e Pacheco. Os três se rebelaram. E formaram o grupo dos prata da casa. “Nós roemos o osso aqui. A prata da casa somos nós. Temos que ser valorizados. É assim desde a época do Zico!”, bradou Ferdinando, enquanto chamava o vice-presidente de futebol, Danilo Garcia, para cornetear o treinador.

    E assim o Flamengo passou mais uma temporada. Dividido, cheio de garotos mimados, vivendo de resultados bissextos, sem dinheiro e loteado em panelas. Após comandar o time na última rodada, quando venceu por 1 a 0 e livrou-se do rebaixamento, Saulo Salgado foi demitido. Danilo Garcia resolveu apostar em Pedrinho Perdigão, que treinara a equipe durante cinco partidas em 2005, não perdeu nenhuma e teve seu nome indicado pela turma de Ferdinando. Por sinal, ele, Luisinho, Huguinho, Zezinho, Livingstone, Dedeu, Pacheco e Betão continuam no clube.

    “Nós somos os melhores. Somos da base”, segue discursando Ferdinando.


    -----------------------------------------------------------------------------------------------------

    Domingo o Flamengo, na zona do rebaixamento, enfrenta o Botafogo, no Maracanã. Está em crise. E o técnico Ney Franco está no meio do tiroteio entre pratas da casa insatisfeitos e o grupo que veio de fora. E o torcedor, ó...

    A foto que ilustra esse post é do filme “Pais, Filhos & e etc.”. É a história de um pai, Leo, que, aos 70 anos, tenta promover as pazes entre seus três filhos, cheios de problemas, egoísmo e objetivos equivocados.

  21. 07/09/2006

    Apito da discórdia

    Não dá para dizer que Wagner Tardelli decidiu o jogo de hoje à noite, no Maracanã, entre Botafogo e Fluminense. Mas atrapalhou demais. Os dois times, diga-se de passagem. Errou demais, em lances decisivos. Se fosse apenas inversões de faltas, um impedimento de araque, até passava. Mas o soprador de apito negou fogo quando não poderia. Nota 1 para Tardelli, no Clássico Vovô que acabou empatado em... 1 a 1. Pior para os alvinegros, que tiveram mais chances de vencer a partida, não decidiram e agora ficam de fora com um empate de 0 a 0. Ao Botafogo, resta vencer ou empatar de 2 a 2. E a repetição do placar leva à cobrança de pênaltis.

    Também não dá para dizer que o Fluminense, de Antonio Lopes, já não tem uma cara. Tem sim. Pode não ser uma beleza, uma obra-prima, um conjunto impecável... Longe disso... É até sem bem sem graça e ainda sem charme, mas já tem um padrão, longe daquela bagunça que reinava até duas semanas atrás. E foi com essa fisionomia que os tricolores jogaram melhor o primeiro tempo. E saíram com vitória, após um golaço de Arouca. Nessa etapa, o primeiro lance polêmico de Tardelli. Expulsou Juliano por conta de uma cotovela em Diguinho. A meu ver, embora sem convicção, o jogador do Fluminense não teve a intenção. Mas como não se mede e comprova intenções, essa dúvida até que passa.

    Cuca melhorou bem o Botafogo no segundo tempo. Tirou Rafael Marques e lançou William. Um atacante bem razoável, que foi revelado no América e andou pelo Vasco. O time cresceu e, mesmo sem o mesmo padrão dos últimos jogos no Brasileirão (quatro vitórias seguidas), passou a dominar. Foi melhor, mas criou pouco. Deveria ter sido mais efetivo. E Marcelo, que jogou bem improvisado no meio, não tivesse perdido um gol feito no segundo tempo, a vaca poderia ter ido para o brejo.

    Quando teve calma, o Botafogo levou perigo. E aí Tardelli foi um desastre. No gol de empate, errou duas vezes. Primeiro, ao não marcar pênalti em Feijão. Na seqüência do lance, Juninho estava impedido e empatou. Ele e o auxiliar de linha confirmaram o gol e, para fechar, ele ainda pôs Reinaldo, na súmula, como autor. Depois, pênalti em Wando. Nada de Tardelli. Depois, gol de Reinaldo, num lance em que Rissut só tirou quando a bola já havia ultrapassado a linha. Muitos erros, Tardelli.

    No Clássico Vovô, o Fluminense mostrou que cresce, mas ainda tem que melhorar muito. O Botafogo foi um pouco melhor, um pouquinho, teve chances e não soube vencer. E Wagner Tardelli conseguiu ser uma unanimidade: ninguém gostou do seu apito descalibrado.


    Quando a derrota é bem-vinda...

    O São Paulo volta para casa no lucro. E o gol de Thiago na Bombonera pode fazer a diferença na partida de volta, no Morumbi. O time de Muricy Ramalho, de novo, foi mal. Não por culpa do esquema tático que o treinador pôs em prático, sem um ala-direito fixo – Alex Silva e Fabão se revezaram (e mal) naquele lado -, com Richarlysson (péssimo) na ala esquerda e Danilo ao lado de Lenílson no meio de campo. O problema não foi tático, mas individual. Vários jogadores falharam, se omitiram e, quem sabe, tenham sentido a pressão. Resultado: Boca Juniors 2 a 1. E agora o time argentino joga por um empate no Brasil. Vitória por 1 a 0 dá o título da Recopa Sul-Americana aos paulistas.

    No primeiro tempo, o São Paulo até que funcionou com certa competência. Marcou bem o Boca, pressionou a saída de bola, impediu que os argentinos tocassem a bola, ponto forte deles, e ainda fez um gol, com Thiago, aos 30 minutos. A partir do segundo tempo, porém, tudo desandou.

    O São Paulo passou a errar demais. Passes simples eram desperdiçados. Divididas eram sempre do Boca. Palácio, principal jogador em campo, fazia o que desejava e ninguém o incomodava. E empatou aos oito minutos. Aos 27 minutos, quando o jogo se limitava a um ataque contra a defesa, Rogério Ceni deu rebote após chute de Cardoso e Palácio virou. E não teve mais por obra e graça do senhor.

    O placar de 2 a 1 foi uma benção para o São Paulo. Um time que teve gente abaixo da crítica, como Edcarlos, Richarlysson, Danilo e Alex Dias. E o Boca mostrou porque venceu suas 13 últimas partidas. Time fortíssimo e cheio de ótimos jogadores, como Martino, Palácio, Gago, Calvo, Palermo e, no segundo tempo, Dátolo.

    Nunca uma derrota foi tão, digamos, simpática. Sinal dos tempos.

  22. 07/09/2006

    São Charles


    Sempre fiquei intrigado com a desfeita de 99% dos jogadores profissionais brasileiros em relação a Charles Miller. Imagine, são milhares de boleiros espalhados pelo país, a maioria com notória ânsia reprodutora, e pouquíssimos batizam seus rebentos com o britânico nome Charles. Preferem Pafúncio, Lédio (há vários Lédios em Niterói), Emerson, Fernando, Beatriz, Fernanda, José, Pedro, Ricardo, Christopher, Rafael, Fabiano, Hélio, Luiz Fernando, Eduardo.. E por ai vai... Quase ninguém é batizado de Charles. Um absurdo.

    Se não fosse ele, Charles Miller, trazer aquela bolinha e livro de regras no bolso após ter passado vários anos estudando na Inglaterra e conhecendo os segredos do futebol, muita gente poderia ter uma vida diferente hoje em dia. Aquele início de Século XX, o esforço de Charles para arrumar dois times, hoje emprega um batalhão. Ah, claro: há muitos desempregados, mas aí temos que dar um desconto a Charles. Ele não sabia que o Brasil ia evoluir tão pouco economicamente nesses quase 110 anos entre sua boa ação e os dias de mensalão, garotinhos, ambulâncias e dindin na cuequinha.

    Mas, Charles, você foi um pai para milhares. Provavelmente o mundo não conheceria Pelé se não fosse Charles Miller. Nem Garrincha. Nem Zico. Nem Rogério Ceni. Nem Sócrates. Nem Ademir da Guia, Tostão, Roberto Dinamite, Reinaldo, Falcão, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho, Obina e Valdir Papel... Charles nos deu essa oportunidade.

    Charles Miller transformou o futebol numa benção para muita gente. Por exemplo: Doni, um medíocre goleiro brasileiro, hoje é titular na Roma. Mais do que isso: mora na capital italiana. Se quiser, pode visitar a Fontana di Trevi todos os dias. Pode ir às missas públicas no Vaticano... Tomar aquele sorvete maravilhoso... E aprendeu que não se usa catchup na pizza. Marcos Senna era reserva no Corinthians. Ganhava um salário razoável. Hoje mora em Sevilha, ganha em dólar e joga pela Espanha.

    Jogador de futebol deveria criar um movimento para canonizar Charles Miller. Ele resolveu a vida de muita gente. De desconhecido no Brasil, o atacante Eduardo Silva, ex-Bangu, agora é titular na Croácia. Marco Aurélio, o famoso quem, não tem mais problemas de tapete. Joga na Turquia (na seleção!) e atende por Mehmet Aurélio. Qual o botafoguense não se recorda do sofrível Lúcio Wagner? Ele mesmo... Aquele... Pois o lateral-esquerdo agora veste a camisa da Bulgária! E (meus Deus!), André Ladaga, ex-Vasco e Madureira, na companhia de Leandro Gomes (quem?) canta o hino do Azerbaijão!

    Numa boa, senhores jogadores. Gastem um minuto do seu dia para agradecer a Charles Miller. Ele mudou a vida de vocês. Trouxe a bola para o Brasil. Com ela, o futebol. Uma benção...

  23. 06/09/2006

    Coisa de maluco!


    Coisinha doida esse universo do futebol. Nesse mundo de insensatez, às vezes o destino é mordaz com aqueles que o provocam. Pois vejam o que aconteceu hoje, no primeiro dia, melhor, noite, dos brasileiros na Copa Sul-Americana-2006:

    • Emerson Leão fez questão de fazer pouco da competição. Fez cara e discurso de
    nojo. Renato Gaúcho, ao contrário, quer o título. Ele e seu presidente, que, após mais uma temporada sem ganhar nada, poderia comemorar alguma coisa e ganhar com mais facilidade as eleições para presidente.

    Só que... Em São Januário, o Corinthians fez a sua melhor atuação na Era Leão. Jogou melhor, ganhou por 1 a 0, gol de Gustavo Nery, fez um segundo gol, com Renato, que o árbitro e o auxiliar não viram, e agora pode administrar o resultado no jogo de volta, em Pacaembu. O Vasco até que não jogou tão mal, porém já teve noites mais bem inspiradas.

    • Vanderlei Luxemburgo também não estava nem um pouco a fim de paquerar a Sul-Americana. Pôr meio time reserva do Santos para enfrentar o Cruzeiro, no Pacembu. Uma Raposa que, como o Vasco, queria o título. E num jogo com cara de 0 a 0, André fez 1 a 0 para o Peixe. Para “alegria” de Luxa...

    • No clássico paranaense na Sul-Americana, deu Furacão: Atlético 3 a 1 Paraná. Quinta derrota seguida do time de Caio Junior. Apesar da goleada sofrida domingo para o Botafogo, o Atlético confirma a boa fase. Só espero que não “queimem” Caio Júnior por conta da má fase do Paraná. É bom treinador e tem muito futuro pela frente.

    Amanhã...

    • Na Bombonera, Boca Juniors x São Paulo, no primeiro jogo pela Recopa Su-Americana. Me incomodou o fato de Muricy Ramalho também não se mostrar muito convicto da importância do duelo. Claro que o Brasileirão é mais importante. Porém, é preciso que valorizemos nossas competições para, daqui a alguns anos, podermos ter um calendário consolidado. A Recopa Sul-Americana é a mesma coisa que a Recopa Européia, disputada semana retrasada, em Mônaco, entre Barcelona e Sevilla. E até hoje os europeus falam daquela partida, vencida pelos andaluzes. Evidente que estamos longe de alcançarmos aquele estágio, mas respeitar nossos eventos já seria um bom passo. E que o São Paulo mostre para o mundo que é melhor do que o Boca.

    * No Maracanã, Botafogo x Fluminense. Promessa de bom jogo. Até porque os dois estão valorizando a Sul-Americana. Dará bom clássico no Dia da Independência.

  24. 06/09/2006

    A melhor

    Eu sei que quase todo Jogo Aberto ficará contra mim, mas entendo que a França é a melhor seleção de futebol do mundo. Provou na Copa – não ganhou porque a Itália estava iluminada, muito competitiva e com seus principais jogadores no ápice – e segue no mesmo ritmo nas eliminatórias da Eurocopa. Hoje, na revanche da final do Mundial, os franceses foram superiores do primeiro ao último minuto da partida realizada no Saint Dennis. E ganharam com sobras: 3 a 1, com dois gols de Govou e um de Henry. A Azzurra descontou com Gillardino, lutou, mas não agüentou o talento de Henry, Ribery, Malouda & Cia em mais noite inspirada. Pior: a França já botou frente no grupo, enquanto a Itália, que empatou com a Lituânia, em casa, na estréia, terá que correr atrás para ficar com uma das duas vagas.

    Em Helsinque, um Portugal covarde, sem ambição e criatividade, empatou e, pior, gostou, com a Finlândia: Nuno Gomes marcou. Não gostei. Ninguém gostou. Estranho esse momento lusitano, após o ótimo resultado na Copa. E, no outro jogo que assisti, a prova de que ainda há otários no futebol mundial: Alemanha 13 (quatro de Podolski) x 0 San Marino. O resultado já diz tudo.

  25. 06/09/2006

    Troféu Babalorixá - 2006 (23 rodada)


    Amigos do Jogo Aberto. Em consideração com aqueles que viajarão no feriado, antecipo aqui o post do Troféu Babalorixá. E com os resultados parciais atualizados. Também publico a planilha completa. Peço, como sempre, para deixarmos esse post apenas para os pitacos. Outras discussões nos comentários anteriores ou nos próximos, por favor.

    104 pontos
    João Luiz Hollanda

    100 pontos
    Romino Júnior

    96 pontos
    César Augusto Marques Ferreira
    Vítor Hugo Ferreira
    Ricardo Badan

    95 pontos
    Luiz Gomes

    94 pontos
    Leonardo Gama

    93 pontos
    Rafael di Iulio Ilarri

    92 pontos
    André Gusmão
    Emerson Gonçalves

    90 pontos
    J R Cairo
    José Guilherme Villaça
    Henrique Badan
    Rodrigo Santos

    89 pontos
    Fabrício Moraes

    88 pontos
    Flávio Bethlem Monteiro
    Daniel de Pinho
    Pedro Henrique Rebello de Mendonça

    87 pontos
    Lito
    Thiago Chelappa

    Clique aqui para acessar a planilha completa: Planilha babalorixa 2006 rodada 22.xls

    Palpitolândia
    Ponte Preta x Santa Cruz (PP)
    Vasco x Grêmio (Empate)
    Palmeiras x São Caetano (Palmeiras)
    Figueirense x Goiás (Figueira)
    São Paulo x Corinthians (Empate)
    Paraná x Fluminense (Paraná)
    Juventude x Cruzeiro (Juventude)
    Botafogo x Flamengo (Botafogo)
    Internacional x Atlético-PR (Inter)
    Fortaleza x Santos (Fortaleza)

    Endereços úteis do Jogo Aberto

    Fotolog: http://jogoaberto.nafoto.net/photo20060904121256.html

    Jogo Aberto no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5678083

    Lédio Carmona no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19416697

    Os Víboras

    Pessoal. A dica do Dia da Independência. Show da banda de rock que chegou para ficar: os Víboras, com Ricardo Amaro, chapa-quente do Jogo Aberto, alvinegro de carteirinha e gente finíssima, no vocal. Vai rolar The Who, Rolling Stones, Lobão e, dizem, um hino para o nosso blog. A apoteose acontece no Saloom 79. Endereço: Rua Pinheiro Guimarães, 79, em Botafogo, claro. A partir das 20 horas. Não percam!

  26. 06/09/2006

    Nossos cartolas




    Ao ler os jornais de hoje, tive a noção que ganhei muito conteúdo com tantas pérolas:

    • Márcio Braga foi convidado pelo Ministro dos esportes, Orlando Silva Júnior, para fazer parte da Comissão de Regulamentação da Timemania. Um sopro de idéias e de renovação.

    • Márcio Braga sobre Rubens Lopes, atual (até quando, só Deus sabe) e Eurico Miranda (no Diário Lance!): “Rubens Lopes já passou pela presidência da federação durante cerca de nove meses e foi um desastre. Agora, ele sentou com o senhor Eurico Miranda e resolveu assinar como presidente. Eles fizeram um golpe”.

    • Eurico Miranda sobre Márcio Braga (também no Diário Lance!): “Não quero saber dos delírios de Márcio Braga. Quem quer fazer golpe tentando tirar Rubens do comando é ele”.

    • Márcio Braga sobre Eurico Miranda (mais uma vez no Diário Lance!): “Não responderei a quem tem oito processos criminais pelas costas”.

    • Na Folha, uma divertidíssima (ou constrangedora) entrevista do excelente repórter Ricardo Perrone com Alberto Dualibi, o eterno presidente do Corinthians, que está em Londres para resolver os pepinos entre clube e MSI. Algumas pérolas:

    - Sobre Kia (após o repórter insistir muito e Dualibi sobre sua visita ao Corinthian Casual, clube inglês que serviu como fonte de inspiração para o nascimento do Corinthians no Brasil): “Você acredita que nem toquei no nome dele aqui? Isso é um problema dos investidores. Estou esperando eles decidirem e me avisarem”.

    - Sobre o fato ter sido apresentado a Neil Bush (irmão de George W.Bush) por Boris Berezovski (ótimas companhias, por sinal). Fala aí, Dualibi: “Apresentou mesmo. Foi muito bom porque ele fala espanhol, dá para entender tudo. Dei uns chaveirinhos do Corinthians de presente. Fiz um convite para ele ir ao Parque São Jorge assistir a um jogo. Você acredita que ele é corinthiano? Contou para mim que é um apaixonado pelo Corinthians.

    Esses três senhores são mandatários dos clubes que, segundo o Ibope, têm a primeira, segunda e quinta maiores torcidas do Brasil. Sem mais.

  27. 06/09/2006

    Noite do Timbu


    Mestre Ambrósio pediu e aí está a minha palhinha. Rodada cheia na terça-feira da Série B. E, como na primeira divisão, já podemos confirmar que há um grupo de desgarrados rumo ao grupo de elite. A noite foi espetacular para os clubes pernambucanos. No Estádio dos Aflitos, lotado, o Náutico sapecou 3 a 0 no Atlético Mineiro (três gols do bom atacante Felipe) e subiu para 38 pontos. É o mesmo número do líder Coritiba, que perdeu, em Campinas, para o Guarani, mas o Coxa leva vantagem no saldo de gols. Náutico e Coritiba estão folgados na frente.

    Em terceiro lugar, também bem na foto, o Sport Recife. Ganhou do Gama, em Brasília, por 1 a 0, e isolou-se em terceiro, com 36. A quarta vaga é que está na mais disputada. O Galo, com 32, continua ali, até porque deu sorte. Perdeu, mas seus principais concorrentes, como CRB, Santo André e Avaí, também caíram. Melhor para o Marília, de um famoso blogueiro, agora junto ao Atlético Mineiro, com 32, mas também atrás pelo saldo. Não faço prognósticos: está tudo muito aberto e ainda faltam 17 rodadas.

    Em baixo, a turma de degola segue a patinar: Vila Nova (22), Portuguesa (22), Ceará (21) e Remo (18). A destacar na Série B: a maioria dos jogos com casa cheia. Maravilha...

  28. 05/09/2006

    Mexam-se!


    • A Timemania foi aprovada. Ótimo. Já é um passo. Ajuda, dá um respiro aos nossos endividados clubes. Mas que fique claro: não pode ser vista como tábua de salvação ou como mais um motivo para nossos cartolas se acomodarem e, ao invés de criarem outras alternativas de receita, preferirem dar baforadas de charuto, cornetar a vida dos treinadores ou simplesmente recostarem em suas poltronas de couro. A Timemania ajuda, mas trabalhar (e criar) é preciso. Sempre.

    • E todos os jornais ingleses que a MSI andou feito um camelô pelos clubes de Londres com os nomes de Tevez e Mascherano no bolso. Quem quis desistiu pela tal cláusula que exigia que os dois argentinos jogassem TODAS as partidas. O West Ham, de olho no dindim da MSI, aceitou. Lamentável...

    • O Fluminense anuncia a contratação de Henrique, ex-zagueiro do Vasco. Aquele... Nada animador...

    • E o STJD fez o certo. Manter a punição ao Grêmio de três partidas foi o menos danoso. De oito castigo caiu para três. Agora, se mexesse de novo, seria uma zona. Mudaram, ok. Mas não mexam mais. Acertaram.

    • E a cabeçada de Zidane ainda rende na Europa. Materazzi finalmente abriu o bico para a Gazzetta dello Sport: Segurei a sua camisa (de Zidane) e ele disse: 'se você quer a minha camisa, te dou depois do jogo'. Então, respondi que preferia a irmã dele”, disse o zagueiro-tatuado à Gazzetta. Diálogo de altíssimo nível.

    • Clube de Regatas Uram. Estava escrito nos muros da Gávea hoje cedo. Spray-man politizado. Enquanto isso, Ney Franco balança. Se cair mesmo e Joel Santana não puder vir, o nome pode ser Carlos Alberto Torres. E “vamu-lá-que-dá...”

    • Nelsinho Piquet como piloto de testes da Renault. Dá-lhe, garoto!

    • Hélio dos Anjos é o novo técnico do São Caetano. Passo e voto nulo.

    • Santa Cruz e Fortaleza estão sem treinador. Também passo.

    • Começaram as provocações para o clássico de domingo entre Corinthians e São Paulo. Marco Aurélio Cunha foi fazer graça e chamou o Corinthians de “Timão Esperança”, em alusão aos erros de arbitragem pró-Corinthians. É engraçado, mas do jeito que a sociedade futebolística anda bélica, o chiste poderia ter sido evitado. E, claro, Emerson Leão, com a habilidade de um elefante, entrou de carrinho e propôs o projeto “Criança Menor”, numa alfinetada à baixa estatura de Marco Aurélio. Preconceito puro numa piada de péssimo gosto. Melhor ficarmos por aqui.

    • Quer dizer que Parreira disse que não acertou com a África do Sul por causa de dinheiro? Ah, bom... Acaba de passar uma ovelha-voadora vestida de terno aqui na frente do meu prédio. Eu juro. Eu vi... Por favor... Acreditem...

  29. 05/09/2006

    Mesa de sinuca


    O melhor do amistoso de hoje, em Londres, foi o gramado perfeito do White Hart Lane, estádio do Tottenham. Perfeito. Melhor do que muitos usados na Copa da Alemanha. O jogo foi fraco. O Brasil é tão melhor do que o País de Gales que não dá para analisar muita coisa. Até porque Dunga optou por usar outro time, bem diferente ao escalado contra a Argentina. Brasil 2 a 0, gols de Marcelo (que estrela tem esse moleque do Flu!) e Vagner Love (outro com bom relacionamento com a lua). Meus breves pitacos:

    * Podem dizer qualquer coisa, mas Dunga começou bem. Melhor do que até ele imaginava. Duas vitórias e um empate em três amistosos na Europa. E fazendo seis gols. Número expressivo perto do a finada equipe de 2006 estava acostumada a apresentar.

    * Marcelo tem futuro. E não fica mais quatro meses nas Laranjeiras.

    * Vagner Love fez gol, mas não me parece pronto para a Seleção.

    * Kaká é titular. E pronto.

    * Ronaldinho Gaúcho ainda deve. E muito.

    * Dudu Cearense é uma aposta que, apesar do lobby de algumas cabeças da CBF, não tem futuro com a camisa amarela.

    * E, para o que foi o jogo, já chega de pitacos.

  30. 05/09/2006

    Nhenhenhem


    É insano o discurso de alguns no futebol brasileiro. Durante seis, sete meses, todos os dirigentes, cartolas e até jogadores dos clubes menos bem colocados, apelam para a importância de se classificar para a Copa Sul-Americana. E todos os anos, na véspera da abertura da competição, temos que ouvir alguns com a mesma ladainha:

    “Essa Copa Sul-Americana não vale nada. Mas se temos que jogar, vamos lá. “

    Emerson Leão, técnico do Corinthians, falou algo parecido. Disse, mas esquece que seus dirigentes, seus patrões, fizeram de tudo para entrar na competição. Então, não adianta reclamar. Terá que jogar e, se eu fosse ele, Leão, entraria à vera na Sul-Americana, até para salvar a sua temporada, coroada de fracassos e troca-troca de clubes.

    E tem mais: a Copa Sul-Americana paga para quem joga. E, pelo que eu saiba, nenhum clube brasileiro, nem o Corinthians, tem nadado em dinheiro. E, tecnicamente, é a segunda competição mais importante do continente e pode gerar mais receita para o campeão, que, como o Boca Juniors, atual vencedor, faturará uma boa quantia nos dois confrontos contra o São Paulo pela Recopa Sul-Americana – o campeão embolsa algo em torno de US$ 800 mil; o vice, US$ 700 mil...

    Então, Leão. Trate de jogar e levar a sério a Copa Sul-Americana. Até porque, no seu caso, que não gosta de argentinos, pode ser um incentivo a mais. Das quatro edições do torneio, los hermanos ganharam três e os peruanos, uma. Para quem não ganhou nada em 2006, é a chance de tirar o pé da lama. E, para quem anda com o pires na mão, a oportunidade de arrecadar algum.

    Que deixamos de lado o chororó e entremos de verdade na Sul-Americana, até porque ninguém agüenta mais ver argentinos fazendo a festa e nem estamos com o cofre tão cheio para jogarmos alguns milhares de dólares pela janela.

  31. 04/09/2006

    Não tente entender


    Não pára de chover. Faz frio. Conspirações são inventadas, discutidas e derrubadas. Árbitros são postos em paus-de-arara virtuais. Elas querem musos; eles querem beubas. Amanhã tem Brasil x País de Gales. Quarta-feira começa a Sul-Americana para os brasileiros. E, em outubro, vamos votar para presidente. Alguém lembra? Jogadores de futebol feminino comemoram sem ter ganhado. Dunga deixa Kaká de castigo. Querem derrubar o Maracanã. E quem deveria ser demolido segue tão seguro quanto a cara-de-pau daqueles que adoram a cultura do “quero-me-dar-bem-e-os-outros-que-se-danem”. Tudo fora da ordem.

    Puxão de camisa não é mais pênalti. O Flamengo, de novo, briga para não cair. O Figueira virou uma fábrica de artilheiros. E até os alvinegros pararam de falar mal do Botafogo. Já tem gente jurando que Fábio Brás é bom. O Palmeiras ganhou sete pontos em 18 disputados e, para muitos, ainda está em boa em alta. O presidente do Santa Cruz fala mal do time em público e o São Caetano não pára de namorar as moscas. O Fluminense não ganha; o Paraná só perde; o Goiás desbotou; e o Peixe agora funciona até com o famoso “chinelinho”. Quem entende?

    No Brasil, quem funciona é detonado, como o São Paulo. O Inter investe, ganha do Flamengo no Maracanã e a culpa é do juiz. O Grêmio, que ninguém lembrava, agora assusta todo mundo. O Corinthians não convence. O Furacão virou brisa. O Juventude ficou passado. A Raposa só dorme e não morde. A Macaca está louca para cair do galho. E o Fortaleza é fraco. Estranho, muito estranho...

    Algumas perguntas:

    1. Você deixaria Kaká na reserva de Daniel Carvalho, mesmo que por estratégia psicológica?

    2. Você gostaria de ter Rogério Ceni em sua equipe?

    3. Você acredita no Grêmio?

    4. O São Paulo será campeão brasileiro?

    5. O Santos é bom, médio ou só tem técnico?

    6. Apesar do Mundial o Inter pode chegar?

    7. Quem é o melhor time do Rio?

    8. Puxar camisa dentro da área é pênalti?

    9. Porque há tantos roliços no futebol brasileiro?

    10. O Flamengo vai cair?

    11. O Corinthians vai cair?

    12. Você acredita em conspiração?

    13. Vale a pena o Jogo Aberto publicar fotos de “musos”?

  32. 03/09/2006

    Preto & Branco

    O domingo foi preto & branco no Campeonato Brasileiro. Se tivesse condições faria um fundo branco com letras negras, especialmente hoje, para aplaudir as vitórias esmagadoras de Botafogo e Santos. Duas goleadas, duas atuações magníficas. O Peixe, vice-colocado, com 38 pontos ganhos e um jogo a mais do que o São Paulo, aniquilou o Palmeiras, na Vila Belmiro, com um irretocável 5 a 1. Com direito a aplausos do Rei Pelé, aboleado na Tribuna real do estádio onde nasceu para o futebol, foi criado e retribuiu com a maior parte dos seus quase 1.300 gols. Na Arena da Baixada, o Botafogo talvez tenha feito a sua melhor partida nos últimos anos. Sem exagero. O time carioca jogou demais e enfiou 5 a 0 no Atlético Paranaense. Quarta vitória seguida, décima posição, com 30 pontos e longe da zona do rebaixamento. Os alvinegros estão no mais absoluto estado de êxtase.

    Na Vila Belmiro, o Palmeiras fez jogo duro no primeiro tempo. Mas sempre foi pior. Logo aos 13m, Luis Alberto cravou 1 a 0. Menos de dez minutos depois, Juninho Paulista empatou, após jogada de Edmundo. Mas, em seguida, Luis Alberto, o zagueiro, fez o seu segundo gol na partida. No segundo tempo, o Peixe envenenou o Porco. Até porque jogadores importantes, como Paulo Baier, erraram demais e praticamente fizeram assistência para os adversários. E tome gol: Wellington Paulista, duas vezes, e Jonas, cravaram a goleada. Destaques no Santos: Kléber, Cléber Santana, Denis, Luis Alberto e Tabata. No Palmeiras, em queda livre, com quatro empates, uma vitória e uma derrota nos últimos seis jogos, ninguém merece citação. O time caiu para décimo-quarto, com 27.

    O Botafogo jogou demais. Ah: virão os mais certinhos dizerem que tudo ficou mais fácil após a intempestiva expulsão do apoiador Christian, do Furacão, logo após o primeiro gol, marcado por Lima (que falha do goleiro Cléber!). Mas não foi por causa disso. O Botafogo foi perfeito. O primeiro tempo terminou com 4 a 0: Lima, dois de Reinaldo e um de Zé Roberto. Esse trio esteve perfeito, coadjuvado por Ruy, Junior Cesar, Clayton, Juninho e Diguinho (sempre nervosinho). No segundo tempo foi só administrar e meter o último, com Lima, na reta final. Vale citar ainda uma bela defesa de Lopes, quando a partida ainda estava no 0 a 0, o encaixe perfeito de Lima no time do Botafogo e o trabalho excelente de Cuca. E o Atlético, que vinha de três vitórias seguidas com Vadão, caiu para décimo-segundo (27).

    Eficiência tricolor

    Não chegou a ser nada brilhante como a festa em preto & branco, porém São Paulo e Grêmio cumpriram suas missões. Venceram, sem convencer, mas embolsaram mais três pontos. Em Recife, o time de Muricy Ramalho quase se enrola. Foi melhor o tempo todo. Só que custou a decidir. Rogério Ceni, de falta, ainda no primeiro tempo: 1 a 0. No início do segundo, Josué, em má fase, bobeou e Jorge Henrique empatou. Aí, Muricy Ramalho tirou Aloísio e abriu Thiago e Alex Dias, um de cada lado. A defesa pernambucana se perdeu e saíram os gols: dois de Thiago. O São Paulo não se encontra, mas mantém a liderança absoluta - com um jogo a menos: 41 pontos, a três (ou seis) do Santos. E o Santa, sinceramente, agarrou na lanterna e não larga mais: 18 pontos. Só milagre salva.

    O Grêmio é um exemplo de dedicação e comunhão entre time e torcida. Na volta ao Estádio Olímpico, arquibancadas lotadas (40 mil pagantes) e jogo dificílimo contra o Paraná. Ângelo, o bom lateral-direito, fez, de falta, 1 a 0 para os visitantes. William, zagueiro que veio do Ipatinga, empatou. Tudo no primeiro tempo. No segundo, Grêmio na frente, Paraná nos contra-ataques. Até que veio o pênalti (foi sim) de Pierre em Rafinha. Calço sobre a linha da grande área. Na cal. Tcheco fez 2 a 1. O Grêmio chega à sétima vitória em oito jogos. É terceiro, com os mesmos 38 pontos do Santos. O saldo, no entanto, é inferior, apesar de o time gaúcho ter o segundo melhor ataque da competição, só atrás do São Paulo. O Paraná, com quatro derrotas seguidas, é sétimo (31).


    Empates inúteis

    No Maracanã, tudo igual no clássico entre Fluminense e Vasco (1 a 1). Jogo muito ruim no primeiro tempo e bom no segundo. Nada brilhante, porém movimentado. Os tricolores fizeram a melhor partida dos últimos tempos. Marcaram bem e, com Lenny motivado, foram para cima. Até que Tuta fez 1 a 0, com um belo toque por cima de Cássio.

    Parecia que os tricolores conseguiriram quebrar a série de seis jogos sem vitória. Mas quem tem Romeu corre sempre perigo. Um puxão inútil na camisa de Jorge Luís foi visto por Wilson Luís Seneme. É pênalti. Está na regra. Morais bateu, aos 32m, e converteu. Osmar, nova revelação de Xerém, ainda chutou uma bola no travessão. Mas ficou justo: jogo mais ou menos, com placar ruim. Para os dois. O Vasco teve uma semana fraca, com dois empates em casa, e continua em quinto, com 34 (muito bem colocado). E o Flu, ainda sem ganhar com Lopes, nono, com 30.

    No ABC, só vale registrar o segundo empate consecutivo do Fortaleza fora de casa: 0 a 0 com o São Caetano. Esses dois pontinhos podem fazer diferença para os cearenses na reta final – vice-lanternas, com 22 pontos. E o São Caetano, absolutamente medíocre, caiu mais um pouco: décimo-sexto, com 26 pontos. Está fronteira do rebaixamento. Por sinal, hoje cairiam Flamengo (24), Ponte Preta (24), Fortaleza (22) e Santa Cruz (18).

    Ainda devem

    E o Corinthians só saiu desse grupo do desespero graças a um pênalti mal marcado por Sálvio Espínola Fagundes em cima de Rubens Júnior, que não joga nada. O Corinthians pressionou, até merecia ganhar, mas não dessa maneira, com a cobrança convertida por Marcello Mattos. O time foi a 26 pontos, mas ainda deve muito. Tanto que Emerson Leão só fala nas chegadas de Amoroso, Magrão e César. Já a Macaca... Tem que reclamar mesmo. Hoje perdeu no apito. É a verdade.

    Em Goiânia, outra vitória desbotada: Goiás 2 x 0 Juventude, gols de Robson Luiz (fala sério!) e Johnson. Pelos artilheiros, dá para tirar um raio-x desse Goiás-2006, décimo-terceiro, com 27. O Juventude, com 29, em décimo-primeiro, é só um pouquinho melhor.
    Ponto final.

  33. 03/09/2006

    Todas as honras para Andre Agassi



    Almoçava mal como sempre. Toda atenção ao jogo de André Agassi e nenhuma reverência ao prato de salada com quiche. Tenho esse péssimo hábito. Refeições de olho na telinha ou absorto em alguma leitura. Normalmente ligada ao trabalho, coisa que nunca foi bem aceita (se é que vocês me entendem). Pois hoje simplesmente abandonei à refeição. André Agassi estava perto de se despedir da quadra. O alemão Benjamin Becker, de 25 anos, estava prestes a fechar a partida pela terceira rodada do US Open e deixei para comer qualquer coisa depois.

    Foi a melhor decisão a ser tomada. Não dava para dividir aqueles últimos lances com mais nada. Agassi perdeu o quarto set, a partida e fez quem gosta de esporte se emocionar. Que personagem! Ícone de várias gerações. Vencedor. Um campeão nada pasteurizado, nem um pouco previsível, e nem um pouco enfadonho ou grosseiro. André Agassi foi, é e sempre será ídolo.

    Benjamim Becker teve a honra e, ao mesmo tempo, o desconforto de encerrar a carreira de Agassi. Mas os fãs do americano, que esperavam vê-lo em mais um final do US Open, o perdoaram pela simpatia e pelo respeito no momento em que cumprimentou Agassi após vencer a partida por 7/5, 6/7 (7/4), 6/4 e 7/5. Ganhou e saiu do circuito. A hora era de Agassi.

    Beijos para os quadro lados da quadra principal do Complexo de Flushing Meadows. Uma mensagem arrebatadora. Choro discreto. Aplausos incontidos. Aos 36 anos, 60 títulos e muita história para contar, André Agassi volta para casa realizado. E mais realizado ainda fica quem, como eu, pôde curtir a sua carreira. Uma bela história. Agassi é um ídolo que fica. Para sempre. Missão cumprida.

    A Fúria e o Mico


    * Espetacular a Seleção Espanhola de Basquete Masculino, campeã mundial após uma atuação irretocável contra a poderosa Grécia: 70 a 47. Sem Paul Gasol (na foto, com o irmão), vítima de uma fratura por estresse. Timaço. Essa é verdadeira Fúria. E o Mundial de Basquete foi formidável...

    * Ah, comentei os dois últimos jogos do Mundial Feminino Sub-20 agora de manhã, no SporTV. A Coréia do Norte, bom time, diga-se de passagem, foi a campeã, após contundente 5 a 0 na China. A pândega do dia aconteceu na disputa do terceiro lugar entre Brasil e Estados Unidos. O jogo, fraco, terminou em 0 a 0. Foi para os pênaltis. Bate daqui, bate dali, entramos nas cobranças alternadas e o placar marcava 5 a 5. Até que a árbitra sueca Jenny Palmquist resolveu marcar seu nome na história do futebol...

    Como Armando Marques na final do Campeonato Paulista de 1973, entre Santos e Portuguesa, Jenny se atrapalhou com a simples arte de somar. E, quando estava 5 a 5, ele encerrou as cobranças, decretando o Brasil vencedor. As americanas, claro, se enfureceram. E as jogadoras do Brasil, assim como Comissão Técnica e dirigentes, jogaram o fair-play fora e comemoram, na maior cara-de-pau, patrocinada pelo óleo de peroba sueco.

    Claro que fizeram as contas para a árbitra e ela teve que voltar atrás. Sorte que o Brasil acertou a cobrança, os EUA erraram e a festa, de verdade, das brasileiras pôde acontecer. Um micaço. Mico sueco... Feio como a sopradora de apito e inimiga da martemática...

  34. 03/09/2006

    Kaká e mais 10


    Amigos do Jogo Aberto. Por conta de outros compromissos no SporTV, não consegui ver a vitória do Brasil sobre Argentina, nos Emirates Stadium, em Londres. Mas o pouco que ouvi nos corredores da televisão, algumas matérias lidas e outros comentários que tive oportunidade de acompanhar por aqui, deixam claro que o placar de 3 a 0 foi convincente e justo. Dois gols de Elano e um de Kaká nós deixam a sensação (apenas a sensação) que nosso trabalho de renovação pode estar mais bem encaminhado do que o dos argentinos. Mas, pelo menos no meu caso, é puro “achismo”. Não vi nenhum minuto da partida, nem testemunhei a tal grande atuação ce Robinho. Assim sendo, torna-se complicado falar ou escrever qualquer coisa.

    Sobre Kaká: se Dunga achou que ele não estava inteiro e resolveu deixá-lo no banco, ele errou. Se Dunga resolveu deixá-lo no banco para marcar posição, errou mais ainda. E se Dunga resolveu deixá-lo no banco por pura birrinha, sem comentários... Falo sem informações, dessa maneira deixo tudo no condicional. Mas é evidente que Kaká tem que ser titular. Foi um dos poucos que, se não brilhou, ao menos tentou jogar na Alemanha-2006. E, mais ainda, foi um dos poucos que tiveram vergonha cara naquele grupo. Kaká é profissional, é bom e é sério. Três qualidades difíceis de serem encontradas num jogador atualmente, Então, eu estou com ele. Agora, antes de fazer juízo de valor, gostaria de entender melhor os motivos de Dunga.

    Ah, sobre a Argentina. Não me pareceu apropriada a escolha de Alfio Basile para treinador. Ele é retrógado, ultrapassado e cheio de manias e vícios de um futebol que não existe mais. Pode não parecer agora, mas nossos rivais sentirão mais falta de Jose Pekermann do que eles próprios imaginam. O resultado de hoje pode ser um indício. O mesmo indício que, descontados o habitual ôba-ôba, nos leva a crer que a despedida de Parreira foi um avanço. Com todo respeito.

  35. 02/09/2006

    Duas realidades


    Ainda bem que não vi ninguém reclamar da atuação de Héber Roberto Lopes na vitória, de virada, do Internacional sobre o Flamengo por 2 a 1, no Maracanã. Não porque eu morra de amores pelo árbitro paranaense. Não mesmo, mas ele marcou certo e convicto os dois pênaltis a favor do clube gaúcho, ambos convertidos pelo ótimo Fernandão. E o Colorado mereceu vencer. Foi e é melhor do que time rubro-negro. Muito superior. Basta olhar a tabelinha de classificação. Além de ser campeão da Libertadores, o Inter é vice-colocado (37 pontos), a dois do líder São Paulo. O Flamengo é décimo-sexto (24) e só não terminará a rodada no bolo dos rebaixados se o Juventude der uma goleada no Goiás no Serra Dourada. Quase impossível...

    O Inter não foi melhor no primeiro tempo. Jogou com sono e levou um gol (Obina, aos 38 minutos). Mas as vaias da torcida rubro-negra antes do chute forte do atacante (inclusive para ele) mostravam que o placar justo era o 0 a 0. Ter volume de jogo não garante ninguém. E o Flamengo só mostrava isso. Não sabe atacar. Não sabe criar. Basicamente, desaprendeu a vencer (não ganha há quatro partidas).

    No segundo tempo, a soberba foi a pá de cal. Juan quis rebolar na saída de bola deu o contra-ataque e... pênalti: Fernandão, 1 a 1. Depois, outra falha, outro contra-ataque e nova penalidade máxima: Fernandão, 2 a 1. Tudo em 14 minutos. Tudo depois de Abel Braga tirar um zagueiro, acabar com o 3-5-2 e implantar o 4-4-2 básico. O Inter mandou em campo e o Flamengo fez água.

    Bobagem querer mandar Ney Franco embora. Para pôr quem? PC Gusmão? Aí será o desespero pelo desespero. Talvez fosse melhor diretoria, jogadores e até comissão técnica porem os pés no chão e acordarem. O título da Copa do Brasil foi conquistado, bacana, mas Campeonato Brasileiro é outra coisa. E, nessa competição, onde regularidade é tudo, o Flamengo não tem força nem time para querer mais do que fugir do rebaixamento ou buscar uma posição intermediária.

    Mas o título fez a velha soberba entrar de novo pelos portões da Gávea. Será que ninguém se incomda de o time ter perdido dez partidas em 22 disputadas? Ainda há tempo para mudar de postura. O Flamengo é gigantesco, mas o time não é bom. Precisa ralar, lutar, comer grama. Sem esses ingredientes, não funciona. Se todos insistirem em ver o contrário, não vai dar certo. E a culpa não será de Ney Franco...

    Não deu para ver Cruzeiro 2 x 2 Figueirense. Mas os comentários que li por aqui e os gols que assisti no SporTV não deixam dúvida de que esse time do Figueirense é realmente interessante, principalmente o trio ofensivo. A Raposa empatou aos 44 minutos do segundo tempo, com Geovanni, e livrou-se de um resultado ainda menos conveniente. Com 31 pontos, os mineiros continuam em oitavo, com uma campanha apática, fria e sem emoção. E, com 32, os catarinenses pulam para sexto. Um desempenho surpreeendente, porém acima de qualquer suspeita.

    Funciona muito bem essa trinca do Figueira. O time fez 34 gols no Brasileirão; Soares, Schwenck e Cícero, 28 deles. Soares, autor do primeiro hoje, tem nove. Schwenck, responsável pelo segundo, é o artilheiro isolado da competição, com 10. E Cícero também tem nove.

    No duelo dos irmãos Oliveira, deu empate. Mas que ninguém tenha dúvida: quem saiu satisfeito do Mineirão foi o Figueira. De Waldemar...

  36. 02/09/2006

    Série B + Eurocopa


    Demorou, mas o Galo cantou e ficou. Após várias tentativas, nenhuma desistência, tudo temperado com um misto de vaias e aplausos que se revezam desde a primeira rodada, o Atlético Mineiro alcançou o Top Four da Série B. Ganhou do Marília, na sexta-feira, por 2 a 0, chegou aos 32 pontos e se isolou na quarta colocação, a dois do quinto, o Santo André.

    O Galo foi o destaque da vigésima rodada, mas ta,bém vale destacar:

    * O Coritiba nunca esteve tão isolado na liderança. É primeiro, com 38 pontos, a três do Náutico, que vacilou e perdeu para o Brasiliense, na Capital Federal (1 a 0).

    * Boa vitória do Sport Recife sobre o Avaí na Ilha do Retiro: 2 a 0. O Leão sobe mantém o terceiro lugar, com 33.

    * Também vale registrar a vitória do América de Natal, do Villaça, por 1 a 0, em Itu, em cima do Ituano. O Mecão potiguar sobe para nono, com 29.

    * E o Avaí, que já foi líder e sinônimo de defesa invejável - ainda é a melhor, junto com o próprio Sport - , virou o fio e, com 30 pontos, despencou para sétimo. Aí Guga chora.

    * Outro resultado que chama a atenção. No Mangueirão, o Ceará, penúltimo colocado, venceu o Paysandu por 2 a 1: enquanto o Vobô tenta se reeguer e sair do rebaixamento (é muito difícil), mas o Papão faz uma campanha decepcionante (décimo-terceiro, com 26 pontos). E o rival, Remo, é o lanterna.

    Eurocopa


    Pela Eurocopa,, tranquila vitória da França sobre a Geórgia, fora de casa, por 3 a 0 - Malouda, Saha e outro contra. É forte (e bom) o time francês. Mais precisamente, continua poderoso. A Inglaterra massacou Andorra (5 a ), com dois gols do grandalhão Crouch.

    Nos jogos da noite na Europa, só quem soube aproveitar a carne-assada foi a Espanha: 4 a 0 no Liechtenstein: 4 a 0, com uma atuação formidável de David Villa, autor de dois gols. Detalhe da partida: um auxiliar de linha tenobroso da Macedônia. Em menos de dez minutos, ele marcou cinco impedimentos inexistentes contra a Fúria. Um horror...
    br/>De resto, só decpeção. Alemanha (gol de Podolski, na foto) e Holanda venceram, respectivamente, Irlanda e Luxemburgo por 1 a 0. Mas, nas eliminatórias da Eurocopa, golear esse tipo de adversário é obrigação. E a Itália, campeão do mundo, empatou no Estádio San Paolo, em Napoles, por 1 a 1. Deve estar festejando ainda. Só pode.

  37. 01/09/2006

    Abri a janela...


    Olá, amigos. Sexta-feira. Tarde com cara de noite. Tudo mundo animadíssimo no Jogo Aberto. Talvez porque hoje seja aniversário do nosso bravo CJ Ballantyne (parabéns, amigo!). Fiquei a pensar: o que escrever numa hora dessas? Balanço da rodada que vem por aí? Provavelmente choverei no molhado... Brasil x Argentina, em Londres... Prefiro ver e depois falar... Ronaldo apaixonado (de novo!)... Passo... Denílson, o garoto do São Paulo, vendido por E$ 6.5 milhões para o Arsenal? Há muito tempo não vejo o meni